CREPÚSCULO INCENDIADO
Quando cheguei àquele esplêndido café-concerto, onde desfilavam menestréis de todas as cores, texturas e idades: "O que o ser deseja?" "Este crepúsculo incendiado." "Não, senhor, bem sabes que disso não me é possível servi-lo." "Então me sirva um bom vinho tinto, com uma porção de luzes para aliviar-me os dias de sombra." "Não, senhor, sabes que isso também me é impossível." "Então, mude o nome dessa joça para algo como 'bar dos bêbados iludidos"!
TENHO MEDO DAS ESTRELAS
Imerso em estranhos pensamentos, em ondas complacentes e em ameaçadoras sombras quentes, lembro-me do céu e de suas nuvens ameaçadoras, lembro-me do inverno e de um anjo que ali me prendeu e me sufocou com seu insando e tuberculoso amor, lembro-me de como foi petala inocente presa aos afiados espinhos de mim mesmo, lembro-me de meus sentimentos, de minhas dúvidas, de minhas angústias e de minhas dores; lembro-me, enfim, que quis e lutei para nos salva, até quando percebi que jamais nos seria possível vencer a suprema noite!
A SEU TEMPO, MAIS NENHUM SOFRIMENTO
Não importa o que será de mim quando eu morrer, menos ainda importa o que pensarão, o que lucubrarão e o que dirão sobre mim quando eu morrer; na morte, em silente, natural e virgem agonia intacta, eu farei parte das sombras ardentes, e todos vós que ainda ficardes, tereis de aguentar um pouco mais o horror de um mundo louco do qual fazem parte como vivos câqnceres egocêntricos!
UMA PRISÃO QUE NÃO PODE SER QUEBRADA
O homem é um exímio
ator,
faz-se de ouro,
faz-se de seda,
faz-se de santo e de bom;
o homem é maleável,
com suas imanências psíquicas
e pode-se se tornar
como diamante,
como prata,
como pedra ou como pó;
mas eu digo
que, na realidade, o homem é,
até para si mesmo,
um ser invisível,
uma abnomalia não autossentida,
algo com demasiadas mascara
e nenhuma face!
EU QUERIA PODER MAIS, E EU QUERIA PODER ME CONTROLAR MAIS!
Não me considero uma, pois que sou niilista, mas há boas fontes. E as escolhas por que caminhos trilhar, de que águas frequentar e como delas beber são inafiançavelmente de responsabilidade, para alívio, aprazer ou dor, do centro do dasein de onde inexoravelmente se originam!
ALAGAMENTO
Já houve chuvas demais aqui, tanto que alagaram o poeta e o menino, fazendo-se-lhes emergir (revolto) um niilsita-escorpião, que anda a regurgitar os próprios venenos e a extruir (dos homens) escuros e cernientes avessos pelos chãos.
NUNCA HOUVE NADA IGUAL
Nada fora como aqueles tempos de estranho amor, onde duas mentes imaginavam lucuras e reinuguravam infinitua a seus próprios aprazeres e louvores; sim, nada for a como aqueles de extreme amor, e tanto que, à seus rastro , trouxe também incomparável dose de chuvas de fogo, de angústia e de dor!
JÁ QUASE NADA
... nem bocetas corridas, nem ilusões vívidas, nem esperanças exíguas, as fantasmagóricas miragens ao deserto e estas angustiantes sombriedades, que andais lendo (em forma de mal traçadas poesias) por aqui, é que estão ressecando-me todo o ser.
PERDA TOTAL
A eterna ausência afaga (diluvicamente) minha mente, meu rosto e meu corpo cansados; do deserto, percebo que nada aprendemos com nossos erros e com nossas chuvas de fogo, a não ser que somos extremamente parecidos em ofertar (enquanto ordenhamos imagens de todo tipo por aí) ominosos espelhos: todos viciados em faustas e falsas luzes.
CHÃO, NADA MAIS QUE CHÃO!
O bestiário urbano faz com que esse cão niilista grite pelos pousos forçados das aves, pelas lágrimas aos olhos das virgens, e pelos inevitáveis naufrágios dos mitos, tudo em função de seus egos fornicados às inchadas superfícies.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*