MANHÃS DE FOGO
... o primeiro beijo que ganhei de uma mulher foram nesses dedos que agora escrevem perdidos por aqui: a casa antiga ainda guarda na lembrança seus doces lábios, e a mente recita a pureza que sempre esperei regressar, mas que, até hoje, nunca mais se derramou em meu peito!
TEU PSICÓLOGO É SÁBIO
Um bom filósofo ou um bom psicólogo faz bem, de fato e, lembrando-me de nossa prosa à beira da madrugada de ontem, eu reafirmo o que penso sobre o fato de que se relacionar, por amizade, por desejo ou paixão, ou ainda por amor enseja inevitavelmente que também teremos com eles problemas que nunca poderemos resolver e que devemos, assim, sendo, apenas nos aceitarmos tanto nos pontos comuns como nas divergências sob o risco de nos ssepararmos eternamente ainda estando na existencial ponte, mesmo daqueles a quem mais amamos!
CHÃO, NADA MAIS QUE CHÃO!
O bestiário urbano faz com que esse cão niilista grite pelos pousos forçados das aves, pelas lágrimas aos olhos das virgens, e pelos inevitáveis naufrágios dos mitos, tudo em função de seus egos fornicados às inchadas superfícies.
ENVENENAMENTO
... com tanto veneno nas veias, não sei o porquê de meus sentidos ainda tão acesos, mas certamente não é devido a dilúvios e chuvas, e provavelmente seja pela força e robustez de um amor nuvem.
UM DESERTO REFLETIDO
Um clássico de Thaikovsky ou Mozart; às vezes, um jazz, samba ou roque a incitar-me (a mim, esse já-quase-nada-ser) para - quem sabe - um último espasmo teso, com alguma borboleta que desvoe, ou com alguma mariposa que não (mais) se vista com esplendes máscaras.
JÁ QUASE NADA
... nem bocetas corridas, nem ilusões vívidas, nem esperanças exíguas, as fantasmagóricas miragens ao deserto e estas angustiantes sombriedades, que andais lendo (em forma de mal traçadas poesias) por aqui, é que estão ressecando-me todo o ser.
VALES PROFUNDOS
Bocas regurgitam lumes tão sublimes que despertariam anjos e deuses (se estes existissem), enquanto úmidos ventres guardam orgíacos desejos e anguladas insânias, em um tudo que se julga possível o "ser", que pensa poder fazer alguma diferença, jogando incautamente suas faustas e falsas luzes em meio a nadas.
O FIM?
... o desejo é bom e gostoso, o querer é fatalmente delicioso, a soberba e o ego nos faz pensar que somos gloriosos; mas nada, absolutamente nada, se equipara à sua mão encostada na minha e ao amor que, independente da luz e da penumbra, vence o mundo.
A SEU TEMPO, MAIS NENHUM SOFRIMENTO
Não importa o que será de mim quando eu morrer, menos ainda importa o que pensarão, o que lucubrarão e o que dirão sobre mim quando eu morrer; na morte, em silente, natural e virgem agonia intacta, eu farei parte das sombras ardentes, e todos vós que ainda ficardes, tereis de aguentar um pouco mais o horror de um mundo louco do qual fazem parte como vivos câqnceres egocêntricos!
O QUE NUNCA PERCEBESTE, ATÉ SER TARDE DEMAIS, ANA!
... é preciso muito mais força para se manterem os excessos do que podes imaginar com tua vã e vil filosofia: é preciso ver (e conviver com) os lixos, os entulhos e os vazios da própria casa; é preciso aceitar que os cofres e as gavetas estão cheios de estranhas e sombrias costuras; é preciso, enfim, inventar mentiras em santas ceias, mantendo dolorosas verdades escondidas na geladeira.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*