Lista de Poemas
O QUE NUNCA PERCEBESTE, ATÉ SER TARDE DEMAIS, ANA!
... é preciso muito mais
força para se manterem os excessos
do que podes imaginar com
tua vã e vil filosofia:
é preciso ver
(e conviver com) os lixos, os entulhos
e os vazios da própria
casa;
é preciso aceitar
que os cofres e as gavetas estão cheios
de estranhas e sombrias
costuras;
é preciso, enfim, inventar
mentiras em santas ceias, mantendo dolorosas
verdades escondidas
na geladeira.
força para se manterem os excessos
do que podes imaginar com
tua vã e vil filosofia:
é preciso ver
(e conviver com) os lixos, os entulhos
e os vazios da própria
casa;
é preciso aceitar
que os cofres e as gavetas estão cheios
de estranhas e sombrias
costuras;
é preciso, enfim, inventar
mentiras em santas ceias, mantendo dolorosas
verdades escondidas
na geladeira.
114
A FUNÇÃO MAIS SUBLIME, MAS TAMBÉM MAIS ÁRDUA É AMAR!
... se, para
te amar, for necessário
o enfrentamento das imagens
___ e do mundo,
e quaisquer
martírios, imagina com que
delírios eu saberei
___ sofrer,
até
que uma de tuas pétalas
___ eu possa colher?
te amar, for necessário
o enfrentamento das imagens
___ e do mundo,
e quaisquer
martírios, imagina com que
delírios eu saberei
___ sofrer,
até
que uma de tuas pétalas
___ eu possa colher?
163
INALIENAVELMENTE
... fui concebido
como abnomalia em meu
centro;
todo o resto
do que pensam, sonham, dizem
ou fazem
não são
para mim mais do que
sombras de semelhantes abnormidades
alheias!
como abnomalia em meu
centro;
todo o resto
do que pensam, sonham, dizem
ou fazem
não são
para mim mais do que
sombras de semelhantes abnormidades
alheias!
113
EM MEIO À ALGAZARRA SAPIENS
... neste momento,
há alguém nascendo
em alguma tosca ilusão,
há alguém nascendo
em algum incêndio de palavras,
há alguém nascendo
em alguma concupiscências entre bocas,
corpos e mãos.
Neste mesmo momento,
há alguém morrendo
em algum útero ressecado,
há alguém morrendo
em alguma escola desleixada,
há alguém morrendo
em algum leito enfeitado.
Sim, neste mesmo
e exato momento em que me lês
em tua tela mambembe,
onde costumas atirar brancas
palavras voláteis
e beber de imagens, fantasias
e libertinagens desvairadas.
há alguém nascendo
em alguma tosca ilusão,
há alguém nascendo
em algum incêndio de palavras,
há alguém nascendo
em alguma concupiscências entre bocas,
corpos e mãos.
Neste mesmo momento,
há alguém morrendo
em algum útero ressecado,
há alguém morrendo
em alguma escola desleixada,
há alguém morrendo
em algum leito enfeitado.
Sim, neste mesmo
e exato momento em que me lês
em tua tela mambembe,
onde costumas atirar brancas
palavras voláteis
e beber de imagens, fantasias
e libertinagens desvairadas.
170
CHÃO, NADA MAIS QUE CHÃO!
O bestiário urbano
faz com que esse cão niilista
grite
pelos pousos forçados
das aves,
pelas lágrimas aos olhos
das virgens,
e pelos inevitáveis naufrágios
dos mitos,
tudo em função de seus
egos
fornicados às inchadas
superfícies.
143
VALES PROFUNDOS
Bocas regurgitam lumes
tão sublimes que despertariam
anjos e deuses
(se estes existissem),
enquanto úmidos
ventres guardam orgíacos desejos
e anguladas insânias,
em um tudo que se julga
possível o "ser", que pensa poder fazer
alguma diferença,
jogando incautamente
suas faustas e falsas luzes
em meio a nadas.
tão sublimes que despertariam
anjos e deuses
(se estes existissem),
enquanto úmidos
ventres guardam orgíacos desejos
e anguladas insânias,
em um tudo que se julga
possível o "ser", que pensa poder fazer
alguma diferença,
jogando incautamente
suas faustas e falsas luzes
em meio a nadas.
117
O AMOR É UMA COISA ESTRANHA
... o amor,
apesar de sublime,
é uma coisa realmente
muito estranha:
não tem caminhos,
nem direções, nem certezas,
nem conhecidas
fronteiras;
sim, o amor,
apesar de sublime,
é algo indecifravelmente
estranho:
quando verdadeiro,
vai do amanhecer ao gris crepúsculo
e, se preciso, adentra a longa
noite de sombras,
sem que se distancie,
por qualquer motivo que seja, daqueles
que verdadeiramente
se amam.
apesar de sublime,
é uma coisa realmente
muito estranha:
não tem caminhos,
nem direções, nem certezas,
nem conhecidas
fronteiras;
sim, o amor,
apesar de sublime,
é algo indecifravelmente
estranho:
quando verdadeiro,
vai do amanhecer ao gris crepúsculo
e, se preciso, adentra a longa
noite de sombras,
sem que se distancie,
por qualquer motivo que seja, daqueles
que verdadeiramente
se amam.
124
O AMOR DOS SONHOS
Para se amar
verdadeiramente e tal como dizem
nos contos de fada que
por aí inventam
é preciso,
em primeiríssimo lugar,
não andarem sempre juntos e nãqo coabitarem
com os amantes julgamo
perfeitos,
porque
senão aquela levíssima sensação
de embriagués cede lugar ao fétido cheiro
que exala das bocas e dos banheiros
em hora errada abertos!
verdadeiramente e tal como dizem
nos contos de fada que
por aí inventam
é preciso,
em primeiríssimo lugar,
não andarem sempre juntos e nãqo coabitarem
com os amantes julgamo
perfeitos,
porque
senão aquela levíssima sensação
de embriagués cede lugar ao fétido cheiro
que exala das bocas e dos banheiros
em hora errada abertos!
113
EU QUERIA PODER MAIS, E EU QUERIA PODER ME CONTROLAR MAIS!
Não me considero uma,
pois que sou niilista,
mas há boas fontes.
E as escolhas
por que caminhos trilhar,
de que fontes frequentar
e como delas beber
são inafiançavelmente
de responsabilidade, para alívio, aprazer
ou dor,
do centro
do dasein de onde inexoravelmente
se originam!
pois que sou niilista,
mas há boas fontes.
E as escolhas
por que caminhos trilhar,
de que fontes frequentar
e como delas beber
são inafiançavelmente
de responsabilidade, para alívio, aprazer
ou dor,
do centro
do dasein de onde inexoravelmente
se originam!
115
TENHO TE ZELADO MESMO APÓS TUA MORTE
A voz sufocada na caixa,
a mesma voz com que encantou
tantos anjos, tantos tentilhões e tanto
mitos marítimos.
O corpo mergulhado na terra,
o mesmo corpo que povoou tantos
leitos com seus leites
espumados.
Os doutores,
os tentilhões soberbos, os fodedores
moralistas ficaram de fora,
os mesmo que não conseguiram
aguentar dela as posteriores quedas
mandando-ma sempre
de volta.
A alma se perdeu na morte.
a mesma morte que tantas vezes mostrei
a ela com o nome de apagamento,
sempre advertindo-a para
economizarmos
palavras,
esperanças vãs, amores irreais,
fantasias insanas e nos firmamos juntos
antes que (e foi) nos fosse
tarde demais!
a mesma voz com que encantou
tantos anjos, tantos tentilhões e tanto
mitos marítimos.
O corpo mergulhado na terra,
o mesmo corpo que povoou tantos
leitos com seus leites
espumados.
Os doutores,
os tentilhões soberbos, os fodedores
moralistas ficaram de fora,
os mesmo que não conseguiram
aguentar dela as posteriores quedas
mandando-ma sempre
de volta.
A alma se perdeu na morte.
a mesma morte que tantas vezes mostrei
a ela com o nome de apagamento,
sempre advertindo-a para
economizarmos
palavras,
esperanças vãs, amores irreais,
fantasias insanas e nos firmamos juntos
antes que (e foi) nos fosse
tarde demais!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*