Lista de Poemas
E NADA IRÁ MUDAR NESTE REINO
Se tudo é supefície
adulterada e remodelada
em formas e cores pelo sapiens,
por que
é que ele não para nunca
de cavar assassinos
buracos?
101
ALIZARES
Ninfetas e garanhões
a alisarem peles, peitos e genitálias
em seus leitos infames;
anjos e santas
a se consolarem, com sonhos, asas e mãos,
em seus paraísos secretos;
homens-vales,
homens-insones, homens-insanos:
whitmans, sartres, sheakespeares, raquéis,
mozarts e o esbambal:
Putos, todos putos,
proxenetas, como eu, de palavras
voláteis (vadias) e de oníricos
orgasmos vazios.
a alisarem peles, peitos e genitálias
em seus leitos infames;
anjos e santas
a se consolarem, com sonhos, asas e mãos,
em seus paraísos secretos;
homens-vales,
homens-insones, homens-insanos:
whitmans, sartres, sheakespeares, raquéis,
mozarts e o esbambal:
Putos, todos putos,
proxenetas, como eu, de palavras
voláteis (vadias) e de oníricos
orgasmos vazios.
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TEU PSICÓLOGO É SÁBIO
Um bom filósofo
ou um bom psicólogo faz bem,
de fato
e, lembrando-me
de nossa prosa à beira da madrugada
de ontem,
eu reafirmo
o que penso sobre o fato de que
se relacionar, por amizade, por desejo ou paixão,
ou ainda por amor
enseja inevitavelmente
que também teremos com eles problemas
que nunca poderemos
resolver
e que devemos,
assim, sendo, apenas nos aceitarmos
tanto nos pontos comuns
como nas divergências
sob o risco
de nos ssepararmos eternamente
ainda estando na existencial ponte,
mesmo daqueles a quem
mais amamos!
ou um bom psicólogo faz bem,
de fato
e, lembrando-me
de nossa prosa à beira da madrugada
de ontem,
eu reafirmo
o que penso sobre o fato de que
se relacionar, por amizade, por desejo ou paixão,
ou ainda por amor
enseja inevitavelmente
que também teremos com eles problemas
que nunca poderemos
resolver
e que devemos,
assim, sendo, apenas nos aceitarmos
tanto nos pontos comuns
como nas divergências
sob o risco
de nos ssepararmos eternamente
ainda estando na existencial ponte,
mesmo daqueles a quem
mais amamos!
166
ENVENENAMENTO
... com tanto
veneno nas veias,
não sei
o porquê de meus sentidos
ainda tão acesos,
mas certamente
não é devido a dilúvios
e chuvas,
e provavelmente
seja pela força e robustez
de um amor nuvem.
veneno nas veias,
não sei
o porquê de meus sentidos
ainda tão acesos,
mas certamente
não é devido a dilúvios
e chuvas,
e provavelmente
seja pela força e robustez
de um amor nuvem.
198
UM DESERTO REFLETIDO
Um clássico de
Thaikovsky ou Mozart;
às vezes,
um jazz, samba ou roque
a incitar-me
(a mim, esse já-quase-nada-ser)
para - quem sabe - um último
espasmo teso,
com alguma borboleta
que desvoe,
ou com alguma
mariposa que não (mais)
se vista com esplendes
máscaras.
Thaikovsky ou Mozart;
às vezes,
um jazz, samba ou roque
a incitar-me
(a mim, esse já-quase-nada-ser)
para - quem sabe - um último
espasmo teso,
com alguma borboleta
que desvoe,
ou com alguma
mariposa que não (mais)
se vista com esplendes
máscaras.
143
O FIM?
... o desejo
é bom e gostoso,
o querer
é fatalmente delicioso,
a soberba
e o ego nos faz pensar que
somos gloriosos;
mas nada,
absolutamente nada,
se equipara à sua mão encostada
na minha
e ao amor que,
independente da luz e da penumbra,
vence o mundo.
é bom e gostoso,
o querer
é fatalmente delicioso,
a soberba
e o ego nos faz pensar que
somos gloriosos;
mas nada,
absolutamente nada,
se equipara à sua mão encostada
na minha
e ao amor que,
independente da luz e da penumbra,
vence o mundo.
116
PALAVRAS ÁCIDAS
... não adianta mais
me choveres nem me esfaqueares
os supostos intentos (meus),
e de nada adianta mais
tentares plantar-me lumes e flores
com esta tua maldita boca,
enquanto escondes
(sob tuas adverbiais máscaras)
sombras e bolores;
pois também te conheço,
todos os momentos de angulosos fulgores,
como os de laivos e libidinosos
fervores.
me choveres nem me esfaqueares
os supostos intentos (meus),
e de nada adianta mais
tentares plantar-me lumes e flores
com esta tua maldita boca,
enquanto escondes
(sob tuas adverbiais máscaras)
sombras e bolores;
pois também te conheço,
todos os momentos de angulosos fulgores,
como os de laivos e libidinosos
fervores.
165
DESAFIO PERDIDO
Eu já não
aguentava mais aquele
espelho:
belo,
brilhante
e maldito.
Por trás
de seu pálido rosto,
haviam invisíveis cicatrizes
(feitas a ilusões fabicadas,
a esperanças fracassadas
e a carnes excitadas)
que ela,
com a sinceridade de suas doces
e suaves vocais,
insistia
em esconder.
aguentava mais aquele
espelho:
belo,
brilhante
e maldito.
Por trás
de seu pálido rosto,
haviam invisíveis cicatrizes
(feitas a ilusões fabicadas,
a esperanças fracassadas
e a carnes excitadas)
que ela,
com a sinceridade de suas doces
e suaves vocais,
insistia
em esconder.
176
O AMOR NÃO É SUFICIENTE
Mesmo nos amando tanto,
às vezes, é bom economizarmos
palavras voláteis, promessas mirabolantes,
dizeres
que contenham desconfianças
e até o sexo na cama, uma vez que,
em não se estando bem, ele pode, depois do prazer,
agravar a situação,
sob o risco de termos
de enfrentar severidades, céus avessos,
chuvas de fogo, quebra
de asas
e, por consequência,
nossa solitária e distante morte
ao chão!
às vezes, é bom economizarmos
palavras voláteis, promessas mirabolantes,
dizeres
que contenham desconfianças
e até o sexo na cama, uma vez que,
em não se estando bem, ele pode, depois do prazer,
agravar a situação,
sob o risco de termos
de enfrentar severidades, céus avessos,
chuvas de fogo, quebra
de asas
e, por consequência,
nossa solitária e distante morte
ao chão!
199
EU SEI LIDAR COM A COISA!
Entre imagens,
sonhos, fantasias, devaneios
e paredes excepcionalmente bem inaurugradas
e pintadas,
entre ruas,
jardins, mares, casas e leitos
onde falam sobre o amor e sobre
coisas libidinosas sem o menor receio
de que suas mascaras
caiam,
sigo como niilista,
nasce sol, entra noite, hora megulhando
na tediosa solidão que tem só
quem sente a famigerada
condição humana,
ora apenas
me canibalizando, também humanamente,
entre as calcinhas, os seios e as xanas
das beladonas puristas,
sempre, claro,
com o cuidado de lhes tapar a boca
com a mão para que não contradigam,
em uma cama, os belos ensinametos que dão
em seus claríssimos e soberbos
plantões!
sonhos, fantasias, devaneios
e paredes excepcionalmente bem inaurugradas
e pintadas,
entre ruas,
jardins, mares, casas e leitos
onde falam sobre o amor e sobre
coisas libidinosas sem o menor receio
de que suas mascaras
caiam,
sigo como niilista,
nasce sol, entra noite, hora megulhando
na tediosa solidão que tem só
quem sente a famigerada
condição humana,
ora apenas
me canibalizando, também humanamente,
entre as calcinhas, os seios e as xanas
das beladonas puristas,
sempre, claro,
com o cuidado de lhes tapar a boca
com a mão para que não contradigam,
em uma cama, os belos ensinametos que dão
em seus claríssimos e soberbos
plantões!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*