Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
A voz sufocada na caixa, a mesma voz com que encantou tantos anjos, tantos tentilhões e tanto mitos marítimos.
O corpo mergulhado na terra, o mesmo corpo que povoou tantos leitos com seus leites espumados.
Os doutores, os tentilhões soberbos, os fodedores moralistas ficaram de fora, os mesmo que não conseguiram aguentar dela as posteriores quedas mandando-ma sempre de volta.
A alma se perdeu na morte. a mesma morte que tantas vezes mostrei a ela com o nome de apagamento, sempre advertindo-a para economizarmos
palavras, esperanças vãs, amores irreais, fantasias insanas e nos firmamos juntos antes que (e foi) nos fosse tarde demais!
139
E NADA IRÁ MUDAR NESTE REINO
Se tudo é supefície
adulterada e remodelada
em formas e cores pelo sapiens,
por que
é que ele não para nunca
de cavar assassinos
buracos?
109
ONDAS APOCALÍPTICAS
Num átimo, o sonho se transforma:
os mares antes cheios se secam em frios e angustiantes vazios;
choram, em espasmos invisíveis, os desertos que ficam.
141
O AMOR É UMA COISA ESTRANHA
... o amor, apesar de sublime, é uma coisa realmente muito estranha:
não tem caminhos, nem direções, nem certezas, nem conhecidas fronteiras;
sim, o amor, apesar de sublime, é algo indecifravelmente estranho:
quando verdadeiro, vai do amanhecer ao gris crepúsculo e, se preciso, adentra a longa noite de sombras,
sem que se distancie, por qualquer motivo que seja, daqueles que verdadeiramente se amam.
131
SEM VAGA PARA FRACOS
A paixão é sempre como a paixão, o desejo é sempre como o desejo,
o prazer e as gozadas são sempre como o prazer e as gozadas,
os sonhos, as fantasias e as teatrações costumam ter, ao fundo, sempre a mesma branca cor,
a rancor é sempre como o rancor, e o lavor, e o horror, e o medo de se cair em tremor;
na verdade, até as dores não apresentam tantos dissabores, dando-nos novos filhos em arte parturiente;
por isso, para amar de verdade, é preciso um pouco mais, é preciso supercar um pouco a margem do que pensar ser humanamente amor!
211
AO FIM DA ESTRADA
... serei um caminho, uma luz ou uma cruz,
ora cordeiro, ora devorador,
ora um anjo sublime, ora um demônio devorador,
ora ainda ao chão ora ainda à transfiguração à nuvem;
toma e alastra em mim a fronteira do amor
até que me vigore a grande noite escura
e o silêncio que não mais possa ser agredido.
173
EM MEIO À ALGAZARRA SAPIENS
... neste momento, há alguém nascendo em alguma tosca ilusão,
há alguém nascendo em algum incêndio de palavras,
há alguém nascendo em alguma concupiscências entre bocas, corpos e mãos.
Neste mesmo momento,
há alguém morrendo em algum útero ressecado,
há alguém morrendo em alguma escola desleixada,
há alguém morrendo em algum leito enfeitado.
Sim, neste mesmo e exato momento em que me lês em tua tela mambembe,
onde costumas atirar brancas palavras voláteis
e beber de imagens, fantasias e libertinagens desvairadas.
176
TEU PSICÓLOGO É SÁBIO
Um bom filósofo ou um bom psicólogo faz bem, de fato
e, lembrando-me de nossa prosa à beira da madrugada de ontem,
eu reafirmo o que penso sobre o fato de que se relacionar, por amizade, por desejo ou paixão, ou ainda por amor
enseja inevitavelmente que também teremos com eles problemas que nunca poderemos resolver
e que devemos, assim, sendo, apenas nos aceitarmos tanto nos pontos comuns como nas divergências
sob o risco de nos ssepararmos eternamente ainda estando na existencial ponte, mesmo daqueles a quem mais amamos!
173
ALIZARES
Ninfetas e garanhões a alisarem peles, peitos e genitálias em seus leitos infames;
anjos e santas a se consolarem, com sonhos, asas e mãos, em seus paraísos secretos;
homens-vales, homens-insones, homens-insanos: whitmans, sartres, sheakespeares, raquéis, mozarts e o esbambal:
Putos, todos putos, proxenetas, como eu, de palavras voláteis (vadias) e de oníricos orgasmos vazios.
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*