Lista de Poemas
APENAS UM ESTRANHO NESTE NINHO
Ausentes nas novas auroras,
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
98
INFINITUM
Em universos infinitos
que inventamos para amarmos
a deuses, lendas e mitos,
costumamos ser
muito mais frios e cruéis do que
nossos semelhante pares
que escondem
as asas dos sonhos, para se foderem
aos falesiosos e obscuros
chãos.
que inventamos para amarmos
a deuses, lendas e mitos,
costumamos ser
muito mais frios e cruéis do que
nossos semelhante pares
que escondem
as asas dos sonhos, para se foderem
aos falesiosos e obscuros
chãos.
212
SANGUE E ALMA
Ela corria
o pano na casa e, vez em quando,
com aquele olhar faceiro,
passava à minha frente;
e cantava
melhor que Roberto Carlos,
e sonhava mais que que se sonha
em Terabítia;
e dançava
toda formosa, tal qual bailarina
de degas em brancas
nuvens.
E eu a lhe olhar
e a perceber que estava com uma calcinha
enfiadíssima à bunda, que vestira
para me provocar;
e, depois, peguei-lhe
em uma de suas passagens por perto,
e lhe olhei também
com as mãos;
e lhe carreguei
ao leito e, durante o resto do dia,
amei-lhe no esplendor do raro
momento.
175
EU CONHEÇO TEU RANCOR, COMO CONHECI TEU AMOR!
Não te iludas demais,
porém, com o amor que pensas
sentirem por ti;
antes,apenas
ama de teu jeito, para que tenhas
sonos perfeitos, dias frescos
e paz ao leito;
porque,
em verdade, digo-te que pensar
sobre isso é fatidicamente
errar,
diante
de um coração, afundado entre
a certeza de amar e uma mente que imagina
fantasmas que nos sangram aos poucos
até nos matar!
porém, com o amor que pensas
sentirem por ti;
antes,apenas
ama de teu jeito, para que tenhas
sonos perfeitos, dias frescos
e paz ao leito;
porque,
em verdade, digo-te que pensar
sobre isso é fatidicamente
errar,
diante
de um coração, afundado entre
a certeza de amar e uma mente que imagina
fantasmas que nos sangram aos poucos
até nos matar!
84
COMO EU JÁ DISSE: METADE DA COISA É MARAVILHOSA. A OUTRA METADE É PESADELO!
... não me cansa
amar,
o que tem
me deixado exaurido é não
aprender a amar,
o que me cansa
e me faz temer no caminho
são os constantes
desentendimentos, crises de ciúme
e adeuses
das beldades em quem confio,
quando
juram que sublime e lealmente
me amam,
enquanto
se esparramam e gozam em outros
céus e em outras
camas!
amar,
o que tem
me deixado exaurido é não
aprender a amar,
o que me cansa
e me faz temer no caminho
são os constantes
desentendimentos, crises de ciúme
e adeuses
das beldades em quem confio,
quando
juram que sublime e lealmente
me amam,
enquanto
se esparramam e gozam em outros
céus e em outras
camas!
71
AMAR: ATO EXTREMAMENTE MALDOSO QUE MERECE CUIDADO
Acho deveras
estranho quando uma senhora
diz te amar
e por ti
fazer qualquer coisa
e te acompanhar por toda
a vida,
se ela mesma
não pode amar o companheiro
do jeito que ele também
quer ser amado
por ela!
203
APENAS UM ESTRANHO NESTE NINHO
Ausentes nas novas auroras,
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
na chuva que cai ou no vento que entoa
a penumbra: bocas, mãos,
corpos e inválidas asas
em desvelos:
ama-me assim
(se é que me amas) em silente
e sagrado segredo, em mares altos
ou em baldios terreiros.
Mas sem a palavra volátil,
porque meus portos estão todos alagados,
e meus guarda-chuvas estão
todos quebrados:
sente apenas (e escolhe),
que posso ser teu, renascido e intacto,
ou apenas (e novamente) um futuro
pássaro angustiadamente
prostrado.
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INFINITUM
Em universos infinitos
que inventamos para amarmos
a deuses, lendas e mitos,
costumamos ser
muito mais frios e cruéis do que
nossos semelhante pares
que escondem
as asas dos sonhos, para se foderem
aos falesiosos e obscuros
chãos.
que inventamos para amarmos
a deuses, lendas e mitos,
costumamos ser
muito mais frios e cruéis do que
nossos semelhante pares
que escondem
as asas dos sonhos, para se foderem
aos falesiosos e obscuros
chãos.
127
A INÚTIL CONSCIÊNCIA DO SAPIENS
De todas,
a maior tristeza que tenho
nesta existência
é ter a exata consciência
da vã e vil utilidade das coisas
(onde fomos jogados)
às quais reinventamos,
modificamos e estupramos tão somente
para servirem
a nossos sencientes,
abnômalos e espúrios modos
de ver.
a maior tristeza que tenho
nesta existência
é ter a exata consciência
da vã e vil utilidade das coisas
(onde fomos jogados)
às quais reinventamos,
modificamos e estupramos tão somente
para servirem
a nossos sencientes,
abnômalos e espúrios modos
de ver.
166
O RIO EM QUE NAVEGAMOS
O amor,
o impulso e o desejo,
os orgasmos espetaculares
levam-nos a mares,
a céus e a leitos onde desfrutamos
de sonhos, de esperanças, de prazer,
de tropeços e de quedas.
As consequências
de um mal controle de algumas
humanas senciências;
o descontrole,
as chuvas de fogo,
a morte por envenenamento mental
e verbalmente hemorrágico:
e tudo se sucumbe
ao fundo do abismo onde jogamos
os restos e os destroços e à escura solidão
que nos assenta no coração
e na alma!
o impulso e o desejo,
os orgasmos espetaculares
levam-nos a mares,
a céus e a leitos onde desfrutamos
de sonhos, de esperanças, de prazer,
de tropeços e de quedas.
As consequências
de um mal controle de algumas
humanas senciências;
o descontrole,
as chuvas de fogo,
a morte por envenenamento mental
e verbalmente hemorrágico:
e tudo se sucumbe
ao fundo do abismo onde jogamos
os restos e os destroços e à escura solidão
que nos assenta no coração
e na alma!
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Comentários (7)
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SEMPRE SUSPREENDE-ME COM TUA INESGOTÁVEL INSPIRAÇÃO. AMO TEUS POEMAS PARA A FLOR DE INVERNO, sinceramente. Saudações Alenarinas da Flor*
Por tudo, mais uma vez, obrigada! ¨¨¨¨¨Beijo_Flor*
Trivium
Olá, cara. Gostei bastante desta poesia tua. Você com partilha suas poesias em algum outro site que não este?
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Lindo e provocante!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*