ALIZARES
Ninfetas e garanhões a alisarem peles, peitos e genitálias em seus leitos infames; anjos e santas a se consolarem, com sonhos, asas e mãos, em seus paraísos secretos; homens-vales, homens-insones, homens-insanos: whitmans, sartres, sheakespeares, raquéis, mozarts e o esbambal: Putos, todos putos, proxenetas, como eu, de palavras voláteis (vadias) e de oníricos orgasmos vazios.
EU TE BEIJO ATRAVÉS DA MORTE!
A morte veio visita-la há mais de um ano e, na época, eu quis enfrentar a morte por ela; a mesma morte que sempre me causou horror, a morte impiedosamente fria, a morte que corre para todo lado, todos os dias, em busca de novas vítimas; mas depois que a morte a levou, houve uma mudança que, em muitos pode causar, calsafrios: a morte passou a excitar meu corpo, minha alma e minhas partes nuas mais íntimas, a morte deixou de ser algo horrível e passou a ser, para mim, a única forma de novamente poder, um dia, contemplar minha amada!
TENHO MEDO DAS ESTRELAS
Imerso em estranhos pensamentos, em ondas complacentes e em ameaçadoras sombras quentes, lembro-me do céu e de suas nuvens ameaçadoras, lembro-me do inverno e de um anjo que ali me prendeu e me sufocou com seu insando e tuberculoso amor, lembro-me de como foi petala inocente presa aos afiados espinhos de mim mesmo, lembro-me de meus sentimentos, de minhas dúvidas, de minhas angústias e de minhas dores; lembro-me, enfim, que quis e lutei para nos salva, até quando percebi que jamais nos seria possível vencer a suprema noite!
A FUNÇÃO MAIS SUBLIME, MAS TAMBÉM MAIS ÁRDUA É AMAR!
... se, para te amar, for necessário o enfrentamento das imagens ___ e do mundo, e quaisquer martírios, imagina com que delírios eu saberei ___ sofrer, até que uma de tuas pétalas ___ eu possa colher?
ILHADO
Que os voos das borboletas flutuantes e dos anjos farejantes não me perturbem, que, congeladas ao mar e ao ar, minhas velas e minhas asas continuem ; que, às luzes néon, vendo a morte em esplêndidas imagens e em faustas cores, eu continue.
AO FIM DA ESTRADA
... serei um caminho, uma luz ou uma cruz, ora cordeiro, ora devorador, ora um anjo sublime, ora um demônio devorador, ora ainda ao chão ora ainda à transfiguração à nuvem; toma e alastra em mim a fronteira do amor até que me vigore a grande noite escura e o silêncio que não mais possa ser agredido.
OS ANJOS NÃO EXISTEM
Já era essa estória de crer em anjos puristas que vivem em meio cáfilas de bocas e cus contaminados: agora, ando vendo apenas (de minha janela ao deseto) os fervorosos labores das formigas terreiras, as exíguas ilusões das santas sacramenteiras, e as recorrentes quedas das águias trepadeiras.
INALIENAVELMENTE
... fui concebido como abnomalia em meu centro; todo o resto do que pensam, sonham, dizem ou fazem não são para mim mais do que sombras de semelhantes abnormidades alheias!
A DIFERENÇA ENTRE UMA PURITANA CONSELHEIRA E UMA PUTA ASSUMIDA
Pobre purista culta: só se parece mesmo com um anjo, quando está em uma mortalha forçada de dor, silêncio e angústia.
O AMOR É UMA COISA ESTRANHA
... o amor, apesar de sublime, é uma coisa realmente muito estranha: não tem caminhos, nem direções, nem certezas, nem conhecidas fronteiras; sim, o amor, apesar de sublime, é algo indecifravelmente estranho: quando verdadeiro, vai do amanhecer ao gris crepúsculo e, se preciso, adentra a longa noite de sombras, sem que se distancie, por qualquer motivo que seja, daqueles que verdadeiramente se amam.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*