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" Um lutador que não cansa, que ainda tem esperança de ser mais do que hoje é, lutando pelo direito, para esmagar o preconceito da fidalguia sem fé" - Transíbulo Ferraz.

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MEMORIAIS

Entre nós há uma ilegalidade gritante!
Em uma flagrante e típica contrariedade,
Ás normas que regem a minha vontade.
Eu burlei o termo de manter-me distante.

Logo, acabei me tornando um réu confesso.
Não minto que sempre quis de você está perto,
Então tu deves reconhecer essa atenuante...
Ainda que seja compensada com a agravante,

Sem duvidas restou caracterizada a reincidência.
Eu te quero mais uma vez e todos tem ciência,
Foi único ter você ao meu lado por um instante.

Diante das provas me resta nesses memoriais,
Dizer-te que ainda te quero, mas já quis mais.
E requerer que o tempo seja um bom sentenciante.

NUNES, Elisérgio.
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Poemas

7

Nunca mais vão passar.

Ah, dói tanto o meu pensamento!

Por não conseguir falar de felicidade,

A tristeza é sempre tão intensa e arde!

E a cada dia, egoísta e mais forte está.

Eu era mais feliz sendo triste acreditem,

Me sentia mais acompanhado sozinho!

Porém, hoje tudo isso tem doído muito.

De repente fiquei tão sozinho e sozinho.

Sempre triste e entristecido que já não sei,

Aonde eu estou tentando com isso chegar?

Mas, essas presenças cheias de ausências.

Mostraram-me que não há mais meio termo,

Que a solidão e a tristeza são agora plenas.

Que por isso elas nunca mais vão passar!

NUNES,Elisérgio.

172

Eu ouvia, reouvia e lembrava.

Eu ouvia e reouvia você vorazmente!
Pois desacelerava meu pensamento .
Por que era o jeito mais confortável,
Da minha dor ao pensar doer, crer?

Doía, mas eu não conseguia parar de pensar.
Pois pensar em você costumava confortar.
Visto que me fazia esquecer as dores,
Para eu lembrar você, e lembrava.

Foram ininterruptas às madrugadas,
Que passei em claro pensando em você.
Lembro todas perfeitamente sem remorso!

Não usei verbos no tempo errado,a propósito.
Eu ouvia, reouvia e lembrava deveras!
Mas, hoje não mais, acho que isso é esquecer.


NUNES, Elisérgio.
201

De amar-te sem volta, reciprocidade, na contramão.

Será que tu sentes na pele, percebes?

Toda essa saudade que você me faz?

Ou quem sabe se teus olhos veem,

O que os meus enxergam sobre a paz?

Paz que a tua fala pausada me traz!

Será que tu tens noção minha flor,

O quanto teu abraço desconfiado conforta?

É testemunha a porta dos abraços com pudor.

Será minha flor, que tu tens a mesma sensação,

Que tenho quando a minha mão, a sua toca?

Se tu tens dizes! Pois nós somos a explicação.

Mas, se não tem é melhor dize-lo com boas palavras.

Sob pena de me causaste uma intratável chaga no coração

A de amar-te sem volta, sem reciprocidade, na contramão.

NUNES, Elisérgio.

158

Meu eterno pesar.

Ah quem dera eu fosse tua saudade!
Nas noites o teu último pensamento.
Nas manhãs aquele teu silêncio,
O seu lindo sorriso eivado de vaidade.

Não há como do seu todo ser parte.
Isso é em mim um dos grandes tormentos!
Além de não ter o teu consentimento,
E poder amar-te em todos os lugares...

Eu insisto em ter sempre saudade,
Dos nossos inexistentes momentos.
E assim eternizo a nossa imagem.

Tentando esquecer estou sempre a lembrar.
Então eu escrevo pois não posso carpir
A distância arde, és meu eterno pesar.


NUNES,Elisérgio.
164

Não amo a normalidade

Me sufoca toda essa normalidade,
Pois sinto falta daquela saudade!
Do desejo tenaz te encontrar na rua,
De tentar lembrar uma fala sua.

Do que sempre me levou a te querer.
Então nessa normalidade aparente,
Eu não sinto mais falta da gente...
Porém, eu nunca não tive você.

No entanto, eu não procuro entender.
Tampouco eu tenho tentado justificar.
Essa inercia que em mim se movimenta,

Já não é mais capaz de assustar...
Alguma coisa em mim passou a morrer,
Mesmo sem te ter não consigo me inquietar.

NUNES, Elisérgio.
180

Eu perdi.

Confesso, escondido eu tentei sorrir.

Tentando ter em mim o teu riso fácil,

Lembro tu me chamando de dramático,

Perguntando-me por que ainda não desisti?

De saudade passei a imitar teu jeito de escrever.

Como se fosses tu, dizia a mim que fazia falta...

Dizia a mim, não mais saber viver sem você.

E assim, como quem ler agora, eu me perdi!

E não soube mais o que eu passei a ser...

Se eras tu o que eu sempre quis em mim,

Ou se eras eu o que nunca serei em você?

Passei então, a escrever sobre esse embaraço.

Esperando que alguém mostre a ponta do laço,

E me faça chegar até você, por que eu perdi.

NUNES, Elisérgio.

211

MEMORIAIS

Entre nós há uma ilegalidade gritante!
Em uma flagrante e típica contrariedade,
Ás normas que regem a minha vontade.
Eu burlei o termo de manter-me distante.

Logo, acabei me tornando um réu confesso.
Não minto que sempre quis de você está perto,
Então tu deves reconhecer essa atenuante...
Ainda que seja compensada com a agravante,

Sem duvidas restou caracterizada a reincidência.
Eu te quero mais uma vez e todos tem ciência,
Foi único ter você ao meu lado por um instante.

Diante das provas me resta nesses memoriais,
Dizer-te que ainda te quero, mas já quis mais.
E requerer que o tempo seja um bom sentenciante.

NUNES, Elisérgio.
172

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