Lista de Poemas

LOUCURA.

LOUCURA.

Loucura minha, lágrimas desperdiçadas, não consigo contê-las, gotas após gotas. Sentimento aflorando e se esvaindo, pedaço meu, vida minha, triste estou.  O mundo enfurecido por palavras ferozes, mas com um grau de verdade, triste estou.

loucura minha, estar na rede a escutar souvenir florence e a sonhar com o amor que se foi que estava em meu peito e se esvairiu. Loucura minha, gritar, gritar e gritar por dentro preso numa bolha da loucura, gritar e perceber que ninguém ouviu os meus lamentos, vai amor meu, sai do meu peito e encanta as donzelas ricas em sabedoria, vai amor meu mostrar-te como um pé descalço  de Sócrates.

Fazes a canção dos sofistas, que sabem e nada sabem, mas que sabem que somos aprendiz da loucura, loucura minha, sua loucura, loucura dos poetas, filósofos e dos amantes. Vai amor meu, parte do meu peito cheio de loucura, vai amor meu.
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SEU NOME

SEU NOME

É tão difícil escrever seu nome na parede, falta tinta e lápis de cera. É tão difícil escrever seu nome na areia, está encravado nas minhas veias. Sigo contigo nas aldeias e vejo seu nome outra vez nas estrelas.

Viajo pela manhã numa carreira de trem pelas sismeiras ao encontro a minha maneira. É tão difícil escrever seu nome na areia, a água do mar levou a escrita e a minha cereja, pois estou com você nas minhas veias.
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LÓGICA

LÓGICA

DIABÓLICA METÓDICA, RETÓRICA HISTÓRICA.
DIABÓLICA METÓDICA, UMA LÓGICA. 
UMA DIALÓGICA MÓDICA DA LÓGICA.
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RAP DO ZÉ MANÉ.

RAP DO ZÉ MANÉ.


Sou de todas as quebradas periféricas, minha roupa dizem é de Zé Mané.
Eu não como nem filé, sai do meu pé chulé. Agora mano fica me tirando, tirando o chapa das quebradas, na hora do vamos vê você corre, cai dentro Zé mané .... mané seu cara de chulé...mané cara de chulé é mané!!!.. VIDA 
Trampo todos os dias só pra fazer frente pras minas, tô bonito no pedaço, as minas me respeitam, minha família também, agora mano quem é Zé mané, estou até mandando em você, seu Zé mané.
A minha mina me disse que quando desço do ônibus já senti o cheiro de perfume de longe...e agora mano quem é Zé Mané!
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Meu mundo, meu universo

Meu mundo, meu universo
Meu mundo, meu universo
Quando acordei, pensei que havia perdido você.
Seu mundo parecia não ser mais o meu.
Quando me dei conta, a casa estava vazia,
apenas soava no ar uma voz que ecoava pelas paredes,
que um dia foi cúmplice da sua voz.
Engano meu: no meu íntimo eu te escutava.
Foi apenas um sonho passageiro, um pesadelo que se foi.
Quando acordei, de fato, me dei conta de que nada estava perdido;
não era um pesadelo, e sim o seu corpo ao meu lado,
o seu perfume, o seu cheiro me acalentando.

Chorei intimamente no meu mundo e falei com o meu eu:
“Por onde anda o meu amor?”
A depressão, por um instante, tomou conta de mim.
Lacrimejei, senti que o amor estava por completo em mim.
Essa sensação de perda e de amor poucos sentem,
e outros não.
Acordei: era um pesadelo.
O amor estava em mim e ao meu redor.

Meu mundo, meu universo é você.

Professor Antonio Raimundo Dias Dos Santos
22 de agosto de 2025

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AMOR EM CAMPOS.

AMOR EM CAMPOS.

Acorda amor, a sua música está tocando.
Ouve, não é linda! lembra o frio e o amanhecer em campos.
Do alto no morro dos elefantes estamos a apreciar  a vista e a namorar,
Lindo, lindo, estamos agora de alianças simbólicas ao som incaico e enamorados pela paisagem.
Lindo amor! lindo! estamos entrelaçados pelo desejo, momento único dos amantes.
lembra amor, é o amor de campos, a nossa música está tocando é de campos.
É campos o amor de campos, o cheiro e o desejo de campos! ouve é o amanhecer em campos!
o cântico incaico de campos!
Acorda amor a música está tocando
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DEUS

Beberei desta água, porque tenho sede.
Comerei destas tâmaras, porque tenho fome.
Dormirei na sombra da palmeira,
porque necessito de descanso.
Jamais esquecerei de quem sou,
um grão de areia neste deserto.
Posso chorar, cair, ficar doente,
mas nunca esquecerei de quem me levantou:
DEUS.
Meu espírito, depois de meditar por um bom tempo,
clama:
Senhor, levanta-me outra vez!
Quero sorrir todas as manhãs,
e abraçar a vida,
agradecendo cada momento vivido.
Senhor, levanta-me,
para que eu flutue com a Santa Trindade,
no colo da Mãe Sagrada.
Beberei desta água, porque tenho sede.

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CONVERSA DE BAR

Conversa de Bar

Dizem que, nas conversas de bar, rolam discussões políticas com base no senso comum.
Frase um pouco contraditória, porque, quando três cabeças formadas em humanas saem de um ato ou assembleia e sentam-se à mesa d’um bar, a discussão deixa de ser no campo do senso comum para se tornar uma conversa com base no conhecimento acadêmico.

Poesias e músicas foram compostas por pessoas sentadas à mesa d’um bar,
com conhecimento ou não,
mas que vivenciam o cotidiano.

Os especialistas em políticas e senso comum deixam a desejar, não foram convidados para esta discussão na mesa d’um bar.

Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos
Professor de Geografia

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DURÃO

DURÃO

Se olha no espelho… você acha que essa garota vai te querer? Um cara durão, sem beleza e pobre!
Filhinha de madame da cidade, cheirando a leite, canta no coral da igreja, e o pai é doutor! Sua beleza é tanta que os homens se encantam.
Está prometida para um bonitão, um almofadinha da cidade, um tal de Pereira, lá das bandas de Perdeneira! A moça nunca beijou a mão de homem nenhum nesta terra!
A moça é santa — ou vai virar.

Posso ser durão, pobre e sem beleza, e não sou doutor.
Mas tenho comigo uma coisa que nenhum outro tem: coragem, sinceridade e paixão.
E digo a todos neste mundo: essa moça bela é do durão, querendo tomar o leite da moça cheirando a leite.

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Desconfiança e descaso

DESCONFIANÇA E DESCASO

Professor Antonio Raimundo Dias dos Santos – Professor de Geografia

Vejo nos olhos
e no semblante
de algumas pessoas,
a desconfiança
e o descaso
com o meu ser.

Como se eu fosse o culpado
pelas circunstâncias
que essas pessoas vivem.

Pregam coisas boas,
mas na realidade
fazem outras.

Será ciúme?
Ou inveja
por não serem
o que afirmam ser?

Culpado é o sistema
que nos divide,
que nos fragmenta,
colocando uns contra os outros.

Estamos em estado de alerta,
prontos para revidar
qualquer tentativa
de agressão
ou de suposição do outro.

É o homem devorando
a própria espécie,
em busca de espaço,
de sobrevivência
e de poder.

A maior preocupação
que ele tem
é consigo mesmo;
o outro é apenas
uma configuração
para sua manipulação.

Vivemos a era
do individualismo —
ou do coletivismo,
dependendo das circunstâncias
e dos motivos.

Estamos fragmentados,
à espera de uma cura
que não vem.

São meras circunstâncias.

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Brasileiro, Nordestino (BA), PAULISTANO, SIGNO DE PEIXES, CASADO COM A ZENAIDE, PROF.Geo e Hist
Graduação: Licenciatura e Bacharelado em GEOGRAFIA pelo CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTANNA (2004). CONCLUÍDO. Atualmente é professor de Educação Básica II - titular de cargo efetivo - Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (E.E.PROFESSOR JOSÉ DO AMARAL MELLO) 2005 à 2016 e 2014 à 2016 (EE PEDRO ALEXANDRINO). concursado nos dois cargos. Atuou também na pmsp-sme nas emefs da zona norte 2010 a 2013 como contratado no cargo de Professor de Geografia. Tem experiência na área de EDUCAÇÃO (Geografia e História), com estágio na fundap - secretaria de estado da cultura - arquivo do estado (1995 a 1996) setor icnográfico. Possuo também curso de especialização - Lato-Sensu (Formação de Docentes Para o ensino Superior pela Universidade Nove de Julho), ano de 2006 a 2008 (400 H). Cursei 5 anos de Estudos Sociais sendo que optei no 3º ano pela área de História - pela FMU, mas não formado, ano (1992 a 1996).