O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
A vontade da esposa do presidente Eurico Gaspar Dutra, Dona Santinha, continuará vigendo? Em 1946, o Brasil proibiu os cassinos por causa de um capricho doméstico, de uma vontade da esposa do presidente do Brasil.
O jogo do bicho quase sempre fez parte da “cultura popular”; sempre tem um cassino clandestino sendo “estourado” pela Polícia Civil; bingo sempre foi atração de quermesse; jogos virtuais estão rolando, principalmente no exterior e sendo amplamente divulgados aqui. Diariamente, vemos propagandas exibindo a palavra inglesa ‘bet’, que traduzida significa “aposta”. Esse exemplo escancara que essa atividade vem sendo explorada.
A proposta de 1991 será, finalmente, votada, mas não passará porque o falso moralismo vencerá. Eu sou a favor porque a jogatina já rola solta. A falsa moralidade, portanto hipocrisia, impede, não sabemos por quais interesses, essa volta.
Os argumentos são fracos. Dizem que o crime organizado encontrará campo fértil para “trabalhar”. Se o crime organizado não existisse aqui, esse argumento seria válido. Além disso, o crime tem que ser combatido sempre.
Aquela história do vovô ou a vovó, viciados em jogos, gastando a aposentadoria no cassino é lenda. Quem sofre desse vício já tem que ser retirado do bingo, carteado, caça-níqueis ou pôquer clandestinos. Pelo contrário, quem está “limpando” o cartão de crédito é o pirralho que joga de tudo nos ‘sites’ com um nome seguido de “bet”.
Na verdade, não é nem tanto pela jogatina. Cada cassino faz parte de um complexo com hotel, bar, restaurante, shows etc. No Brasil, o turismo é subaproveitado. Diferente das drogas, essa liberação não será aprovada porque o “fantasma” da Dona Santinha ainda ronda os corredores do Congresso.
O jogo já está perdido, quando o Estado tem que ser o agente moralizador do cidadão.
Edmund Burke: “quanto mais freios internos nós criarmos, menos vamos precisar dos externos”.
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Show do guru ⚫️
João de Deus (me livre), como o louva-a-deus, tinha uma estratégia de camuflagem. De aparência benévola, fingia ser “do bem” e, como o inseto, identificava a presa e surgia o predador voraz, revelando que a aparência carola e o nome “abençoado” eram só subterfúgios. Abadiânia, Goiás, onde ele dava consultas, virou uma cidade fantasma. A cidade, antes lotada, ficou às moscas com o fim do negócio. Hotéis e congêneres, restaurantes e comércio em geral fecharam com o fim da atração.
Sri Prem Baba (Janderson Fernandes de Oliveira), o bicho-grilo dos artistas, na verdade era um bicho-papão. Ele é o típico doidão que se entupiu de ácido e outros estupefacientes. Uma hora aqui, outra ali, viajando (em todos os sentidos) por lugares exóticos, seguindo vários outros falsos profetas, achou uma forma de locupletar-se disso. Os ricos e famosos, claro, compraram essa ideia. Ele foi seguido cegamente, por celebridades, políticos e empresários. A casa caiu quando descobriram que o caminho pavimentado, para ele, levava ao sexo (tântrico, para não sair do esoterismo) e dinheiro.
Rajneesh Chandra Mohan Jain, nascido Chandra Mohan Jain, também conhecido como Acharya Rajneesh, o mestre Bhagwan Shree Rajneesh ou, simplesmente, Osho, foi um controverso e arquetípico guru indiano.
Os seguidores do guru indiano compraram um rancho (64 km2) no estado do Oregon, em 1981. Aliás, para ser seguidor era necessário bem mais que um clique. A cidade de Antelope, Oregon, até então bem pacata, tornou-se a terra prometida de uma turma de hippies. Acabara o sossego, numa cidade de “rednecks” (caipiras) muito conservadores, do tipo que vota em republicanos, ostenta a bandeira dos EUA na frente da casa e sai da sua propriedade com um rifle à menor aproximação de estranhos. Com um contingente majoritário, e até bioterrorismo, essa sociedade alternativa tentou influenciar a política da pequena cidade.
Tony Robbins é um mix de pastor, “personal trainer” e “coach”. Suas, acho que, palestras são uma mistura de culto evangélico, aula de aeróbica e palestra motivacional. O espetáculo é muito bem produzido. O termo “produzido” não é à toa, esses eventos são milimetricamente calculados. Tony escolhe um indivíduo claramente perturbado psiquicamente, o que não é difícil, pois os que ali estão pagaram caro pela consulta coletiva. Em seguida, da maneira mais constrangedora possível, ele faz a vítima, digo, o paciente expor seus mais recônditos bloqueios emocionais, perante uma multidão. O astro/guru, usando uma ultrapassada técnica de cartomante do Viaduto do Chá, diz algumas platitudes, típicas de livro de autoajuda de rodoviária. No final, a presa, digo, o paciente faz uma expressão de quem se libertou de todos os males que o afligiam, ou seja, teve a tão esperada purificação espiritual, uma música animada sobe. Eis o ápice.
O guru da vez é o “coach”. Essa figura, mistura de líder espiritual e empreendedor de palco, ensina vendedores gananciosos, fazendo-os pagarem alguns micos ou apenas orienta fiéis. Os “coachs” sabem vender livros de autoajuda e palestras. E você sai de lá gritando “ú-hú”.
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A primeira ida ao estádio 🔵
O ano era 1983, semi-final do campeonato paulista, Corinthians e Palmeiras. Meu pai combinou de ir ao estádio com amigos e encarou levar seus dois filhos. Levar eu e meu irmão para qualquer “domingo no parque”, independente de nossa idade, era como separar uma briga de cães. Mesmo assim, fomos nessa, afinal, “o futebol é a coisa mais importante, dentre as coisas menos importantes” (máxima atribuída a Nelson Rodrigues, Arrigo Sacchi ou Milton Neves).
Ficou gravada na minha memória a imagem da chegada ao Estádio do Morumbi. Aos oito anos, era a primeira vez que eu ia ao campo e a visão do gramado daria, todas as vezes, a impressão de ser a primeira. Outra conclusão que tirei, nas muitas vezes que fui a estádios, é que o Estádio Cícero Pompeu de Toledo é igual qualquer obra de Oscar Niemeyer, bonito de se ver, ruim de estar.
Já na chegada, mostrando que não estava nem aí praquele lugar, meu irmão achou um relógio, que algum torcedor distraído perdeu na chegada. Se esse cara era palmeirense, não perderia só o relógio.
Assistimos ao jogo da geral (atrás do gol). Para mim, tava ótimo, enxergava bem. Para qualquer criança, como um super-herói, o goleiro se destaca. Ele usa roupa diferente, é mais arrojado, no pênalti Deus diz: agora é contigo, mermão! O goleiro era Emerson Leão, com camiseta manga longa listrada em preto e branco. No auge da Democracia Corintiana, o Leão era a dissidência no Timão. Ele, politicamente, estava em oposição a gente do naipe de Sócrates, Casagrande, Wladimir etc. Na hora de votar questões internas, era como se Jair Bolsonaro votasse nas primárias do PT. Em campo, eram correligionários, buscavam a vitória. Detalhe, estávamos vivendo os estertores do governo militar, pré manifestações Diretas Já.
O jogo foi vencido pelo Alvinegro do Parque São Jorge. O Corinthians foi bi-campeão paulista naquele ano, ganhando o jogo final do São Paulo. Anos depois, eu faria um périplo pelos estádios da capital. Os anos noventa foram terríveis, a violência imperou, mas eu fiquei fora disso.
Depois daquele jogo, em 1983, eu tive certeza que torcia para o time certo, isso vinha de nascença. Eu achei aquele jogo excelente; meu irmão achou... um relógio.
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Hitler e seus amigos ⭕️
Ninguém faz nada que cause muito impacto, sozinho. E com Adolf Hitler não foi diferente. A série ‘Hitler’s Circle of Evil’ (O Círculo do Mal de Hitler) apresenta a trajetória das principais mentes diabólicas que ajudaram o tirano austríaco.
Círculo do mal: Joseph Goebbels, Hermann Göring, Heinrich Himmler, Reinhard Heydrich, Rudolf Hess, Martin Bormann, Albert Speer e Ernst Rohm. Estas são as figuras retratadas na série documental. Um nazista que não está nesta obra cinematográfica, mas deve ser conhecido, é o médico Josef Mengele, morto em 1979, em Bertioga, onde foi enterrado com um pseudônimo.
A história da Segunda Guerra Mundial já é bem conhecida, pelo menos quem são os mocinhos e os bandidos. O que é desconhecida, ou retratada como piada é a participação do Brasil. A entrada do Brasil, na guerra, poderia ter sido em qualquer lado. A inclinação se deu por motivos comerciais. Getúlio Vargas tinha uma tendência ao fascismo, mas navios brasileiros foram torpedeados por submarinos alemães. Tudo se definiu, também, com o toma lá, dá cá com os Estados Unidos. Eles financiaram a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a gente permitiu a instalação de uma base militar, no Rio Grande do Norte. Feito. Em 1942 a Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi ao combate, pelos Aliados. A participação brasileira foi heroica, ao invés da piada retratada.
Há alguns anos, a cantora Anitta quis dar sua “lacrada” matinal. Num ‘tweet’, disse: “Tenho grande paixão e admiração pelo homem que matou Hitler”. Curioso, Hitler cometeu suicídio. Isso não pode ser verdade. Não é difícil se informar, em tempos de Google, antes de se mostrar pra galera. Parecer alguém que deve ser canonizado, não pode cometer erro tão grave.
Voltando à Segunda Guerra Mundial. É necessário, sempre, lembrar a que ponto pode chegar a mente humana. Hitler se juntou a outras mentes perversas, encontrou uma conjuntura ruim e um povo que caiu na propaganda e discurso nazistas.
A frase a seguir, já foi considerada de autoria de diversas personalidades, dentre elas Winston Churchill. Por isso, citarei como autor desconhecido: “Os fascistas do futuro chamarão a si mesmos de antifascistas”.
Numa modalidade de autoafirmação, a necessidade e fraqueza de parecer ser magnânimo, gera enganos históricos. Em tempos que nazista, fascista, racista, misógino etc tornaram-se xingamentos comuns, banalizaram os termos. Têm até grupos autointitulados antifa (antifascista).
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Não li, mas gostei 🔴
Sempre gostei de quem chegasse chutando a porta ou mandasse às favas o rigor do politicamente correto. Portanto, eu nunca fiquei cheio de pruridos quando conheci a figura chamada Olavo de Carvalho.
Controverso, o velho filósofo, diferentemente de quando escrevia ou lecionava, usou uma linguagem rasteira (própria para a internet) para disseminar suas ideias para um grande público. Obteve êxito, atingindo mais discípulos de “A a Z” e tirando o estigma e a vergonha de uma direita calada pela “Espiral do Silêncio”.
No caso dele, um filósofo provocador, vale a máxima: “Falem mal, mas falem de mim”. Deve ter rido e apontado quando almas apodrecidas comemoraram sua morte: Olha aí, não falei! Mesmo seus detratores discutiram como será o panorama brasileiro sem o pensador que vivia nos Estados Unidos. Os pretendidos médicos legistas correram celebrar Covid-19 como causa da morte. Erraram. Segundo o médico do negacionista, as principais causas foram insuficiência cardíaca, respiratória e renal, tendo sofrido uma septicemia.
Para quem odiava-o, parece um exagero chamá-lo de filósofo e pensador. Mas, enquanto a imprensa permanecia calada, ele explicou o que era o Foro de São Paulo e vários conceitos como Espiral do Silêncio, Paralaxe Cognitiva e Estratégia das Tesouras.
Filósofos, que eu conheci, eram professores de filosofia e que, no máximo da influência, escolhiam o sabor da pizza ou a cor do carro. O velho da Virgínia estimulou a nova direita, o que é, ironicamente, a atual contra-cultura.
Quando assistimos Lula e Alckmin se aproximando ou FHC declarando voto ao PT, surpreendentemente duvidamos. Olavo, com razão, achava que demorou. Ele já previra a relação simbiótica como a “Estratégia das Tesouras”.
Olavo de Carvalho, sim, é uma ideia. Seus leitores e alunos do curso de filosofia, COF, continuarão disseminando suas ideias, porque são mais que seguidores, são discípulos. Quem apressadamente fugiu, quando se espantou com a forma, não conheceu o conteúdo do polemista.
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Pedro, apenas mais um youtuber?⚫️
Abri um vídeo de Pedro Rodrigues Filho no YouTube, onde ele tem um canal. Prestei muita atenção no que ele dizia. Eram basicamente conselhos de um senhorzinho, do alto de sua sabedoria de vida, que acumulou nos 65 anos de sobrevivência. Ele tem a voz fraquejada, meio chorosa, própria de quem levou muitas caneladas da vida, por isso, conhece seus atalhos.
Quem é Pedro Rodrigues Filho? Trata-se de Pedrinho Matador, lendário ‘serial killer’, egresso do sistema prisional, onde ficou privado do convívio social por 42 anos, somadas as idas e vindas, por mais de cem assassinatos (auto-imputados ). Embora tenha sido condenado em 128 anos, no Brasil, a reclusão é de, no máximo, 30 anos. Pedro fez por merecer isso, ficando preso mais tempo, fazendo um “turismo carcerário”, tendo passado, também (lógico), pelo manicômio judiciário. Segundo ele, na cadeia, antigamente “o bagúio era lôco”. Ele é, no Brasil, quem mais matou e ficou preso.
Pedrinho falhou em sua primeira tentativa de assassinato. Aos 13 anos, após um desentendimento, empurrou um primo mais velho num moedor de cana! Resumindo muito, começou a matar aos 14 anos e pegou gosto pela coisa, cometendo, também outros tipos de crimes e homicídios dentro de cadeias. O maior destaque, foi quando mastigou parte do coração de seu próprio pai, depois de matá-lo por vingança pela morte de sua mãe. Segundo ele, só matou quem mereceu.
Em seu canal, no YouTube, o velho Pedro dá conselhos para a molecada não entrar pro mundo do crime. Ele, no mínimo, conhece bem esse mundo. Ele chega a dizer, “o crime não é mais como antigamente”, como se antes houvesse ética. Até ele acha que essa gurizada está “abusada”. Pedrinho Ex-Matador (como está sendo chamado), ficou recluso de 1973 a 2007 e 2011 a 2018. Quando foi trancado, o mundo era analógico, não havia internet; quando saiu, encontrou um admirável mundo novo, digital.
Agora, em 2019, ele está tendo que suportar os ‘haters’ (aqueles que odeiam tudo e todos, na internet) e os ‘hackers’ (os criminosos que invadem outros computadores conectados à rede). Recentemente, ele teve muitos inscritos “roubados” de seu canal no YouTube. Ele está bem integrado aos novos tempos, pois ficou muito indignado com o furto virtual.
Além do canal no YouTube, onde conta suas peripécias e espalha conselhos à humanidade, Pedro lançou um livro, logo terá um documentário, um tal de MC Duplex gravou o rap “Pedrinho Ex-Matador” e deve haver outros badulaques. Pedrinho é cult, Pedrinho é pop.
O ilustre Ex-Matador reclamou do furto de milhares de inscritos do seu canal. Ele disse; “Você, que fez essa maldade, não tem coração?” Esse interesse por coração gera conotação dúbia. Quem furtou os seguidores do Pedrinho, devolva. Você não sabe com quem está mexendo. O perigo é se ele resolver te seguir.
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Pai, filho, tio, sobrinho, primo, padrinho, cunhado, amigo e Neto 🔵
O clima de veraneio talvez fizesse a notícia passar batida. Nem as cervejas, nem a caipirinha deixaram aquela afirmação diluir-se no ambiente de “casa de praia”. Alguém disse: “O Neto tá na casa do Batata.
Neto foi um dos melhores jogadores de futebol dos anos 80 e 90. Folgado, ele era do tipo boleiro, sem mi-mi-mi, estilo ‘bad boy’. O conceito do “politicamente correto” acho que nem existia. O Neto jogou no São Paulo, Palmeiras e Santos, mas foi ídolo do Corinthians. Agora, o Craque Neto, o boato se espalhou, estava ali. Nós, corintianos fanáticos e alcoolizados, mordemos a isca.
Aquilo foi tão covarde quanto jogar um pedaço de carne envenenada a um vira-lata. Se isso era uma estratégia da mulherada para nos retirar da casa, estava surtindo efeito. Meu cunhado e eu fomos rapidamente capturados. O meu tio formou o trio disposto a encarar a estrada para conhecer o ídolo.
Saímos com um clima de ceticismo no ar, como quem estava entrando numa jornada infrutífera. Eu quis crer que partimos como ‘vikings’ a uma terra distante, sendo a última esperança para o povo. Pegamos o Fusca e caímos na estrada. O endereço era numa outra cidade do interior de São Paulo, mas era relativamente perto.
Depois de vencida a rodovia, chegamos à casa, perto duma prainha de água doce. Porém, encontramos um silêncio pós-apocalíptico, ou pandêmico, e uma casa trancada. Não existia sequer ‘lockdown’ para que houvesse alguma festa clandestina.
De repente, o óbvio desabou como um balde d’água fria. Fomos puxados à realidade: havíamos sido enganados. A salvação seria um boteco, para a jornada não ter sido à toa e a vergonha ser menor. Alguém, provido de maior sapiência e tirocínio, suspeitou que houvesse uma movimentação, descendo a rua, numa outra casa com alguns carros na frente. Fomos lá. Chegando, logo vi um veículo com placa de Campinas. Isso era uma pista. Bingo!
A notícia das mulheres não era falsa, nós não fomos passados pra trás e, enfim, íamos conhecer o Craque Neto. Cumprimentamos o dono da residência, o Batata, alguns presentes e um cara gordo — com físico de jogador de xadrez —, mas muito legal. Era o Neto.
A gente percorreu alguns quilômetros para conhecer o Neto; ele rodou uns 290 quilômetros para o que estava na mesa. Um prato de macarrão chamou mais a atenção do jogador aposentado.
Para quem achava o jogador corintiano, conhecido como Xodó da Fiel, marrento, não o viu jogando Truco. Para ganhar uma partida, ele até jogou na cara um golaço que marcou no Maracanã.
Na hora de partir, à noite, eu parecia o mais sóbrio para dirigir, mas até hoje desconfio que o Fusca nos conduziu. Chegamos cheios de história pra contar, disfarçando a empolgação e a relativa tietagem ao ex-jogador de futebol do Corinthians.
Dizem que cunhado não é parente. Às vezes sim; dizem que neto é parente. Com “N” maiúsculo não.
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Sei...
Tem um espertalhão solto. Talvez o termo “espertalhão” amenize a periculosidade do indivíduo. Acostumado a aplicar seus golpes no Nordeste (Ceará), enganando há muito tempo, de quatro em quatro anos ele expande sua conversinha fiada nacionalmente, agindo também na região Sudeste.
Como muitos adultos nunca sucumbiram à sua lábia vazia, mas viperina, o malfeitor resolveu abordar jovens. Sua equipe — ele chama quadrilha de equipe — identificou o ambiente, os hábitos e a linguagem dos jovens e definiu a estratégia. O velhaco começou a frequentar podcasts, soltar alguns palavrões e arriscar comentários das artimanhas dos joguinhos de videogame. Assim, o larápio conquistou mentes e corações.
Esse golpista chama-se Ciro Gomes e reaparece na versão “paz e amor”, querendo se dizer diferente de tudo o que aí está, praticamente a terceira via. O eterno candidato à Presidência é conhecido na praça como Cangaciro ou Tiro Gomes. Agora, as desavisadas vítimas o apelidaram de Ciro Games. Sim, com faro apurado, ele e sua equipe enxergaram nos joguinhos o novo doce para atrair crianças distante dos pais.
O cangaceiro de paletó, sem novidade, é estatista — imagina o Brasil um enorme welfare state —, assistencialista e tem soluções fáceis para problemas extremamente difíceis, inclusive insiste em sua ridícula proposta do SPC. Das entrevistas que apenas ouvi, até pude enxergá-lo explicando suas soluções “fáceis” com os dedos. Esse cara está sendo treinado pelo ex-marqueteiro de Lula, João Santana, e traz os interesses da China, que ele diz ser um modelo.
No clima da Lava Jato, Ciro disse: se Moro mandar prendê-lo, recebe a “turma” do, à época, juiz a bala. O ex-ministro da Fazenda disse que tomaria essa atitude se não houvesse feito nada errado.
Em dezembro de 2021, a Polícia Federal realizou operação de busca contra o pré-candidato do PDT. Se Ciro recebeu a PF a bala, foi com bala Juquinha sabor morango ou laranja. De acordo com a ameaça do Cangaciro, podemos depreender que não foi a “turma” do Moro que realizou a operação e que o ex-governador do Ceará tem culpa.
De turma Ciro Gomes entende e, constatando que foi e continuará sendo infrutífero espalhar sua “proposta” entre os adultos, tentará renovar a presa. Só é difícil compreender como, tendo acesso tão fácil e conhecendo tão bem o YouTube, a molecada caiu tão fácil na conversa de Ciro Ferreira Gomes.
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O malandro na praça ♣️
Luís Inácio da Silva, o Lula. Tinha tudo para escrever bem a sua biografia, de operário a presidente. No entanto, teve seu mandato esticado à carceragem da Polícia Federal de Curitiba. Magicamente, foi solto e está correndo o Brasil e o mundo criticando o governo Bolsonaro, mas sabotando o País. Conclusão, não se conformando em ser um mal para o Brasil, ele resolveu fazer ‘all in’ (apostar tudo). Está vociferando, raivoso, com muito ódio. Isso é ótimo, porque unifica a oposição, contra a volta do PT e o abjeto líder.
Conheci essa figura quando eu era muito novo, chamando qualquer sujeito barbudo de Lula. Como líder sindical, ele liderava greves de montadoras e era muito presente nos noticiários.Os intelectuais e grande parte dos jornalistas já gostavam muito do demiurgo. Porém, muitos enxergavam egolatria e psicopatia no “Sapo Barbudo”. Percebeu que o elemento não era gente boa quem o conhecia de perto ou quem leu sua espantosa entrevista na revista Playboy de 1979.
Durante muito tempo, Lula representou esperança para o brasileiro, que vinha sendo castigado pela hiperinflação. O PT trazia o discurso da ética contra “tudo que aí está”. A “casa caiu” nos primeiros anos de governo da autointitulada “alma mais honesta do País”. Alguns anos, no início do (des) governo federal, foi descoberto o “mensalão”. Parecia o fim, mas numa espécie de Síndrome de Estocolmo, o grande líder reelegeu-se, fez sua impagável sucessora e a respectiva reeleição. O que aliviou o desastre protagonizado por esta última foi o ‘impeachment’, que diminuiu a tragédia em 2 anos. O PT teve fôlego para a retórica do “nóis contra eles”, “nunca antes neste País” e a impressão de vivermos num”Brasil maravilha”. Sinceramente, dava mais vontade de morar no Brasil das propagandas do João Santana do que na Suíça.
E assim, nosso pequeno Lula foi exibido nas grandes cortes europeias como “o bom selvagem”. Foi paparicado — e ainda é — por grandes líderes mundiais como uma figura exótica, presidente de uma “republiqueta” agrária (emergente) da América do Sul. Aqui, incautos e deslumbrados achavam que o operário havia chegado lá, frequentando palácios pelo mundo; outros, perceberam que ele era uma espécie de Macunaíma (o herói sem nenhum caráter).
Lula perdeu a chance de ser “o cara”, no entanto, ele optou por ser alguém que tem que permanecer longe da sociedade. Um cofre próximo a uma empreiteira, para ele, será sempre uma oportunidade. A sua oportuna soltura revelou que ainda não está ressocializado. Esgotou o disfarce do “Lulinha Paz e Amor”, ele saiu xingando tudo e todos, revelando o ódio represado e provendo um pacote de maldades.
“Eis o malandro na praça outra vez (...)”
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O Negacionista ♦️
Negacionista, este termo ganhou o ‘status’ que já pertenceu a nazista, fascista, misógino, racista e qualquer palavras relacionadas a alguma minoria seguidas do sufixo “fobia”. Logo é tachado de negacionista quem fala o que não querem, tal qual as variações do comportamento subversivo. Carimbar em alguém quaisquer destes termos reducionistas encerra qualquer debate. Afinal, como discutir com um ser que, de início, é comparado a Hitler?
Qual é a semelhança entre Novak Djokovic e Galileu Galilei? Ambos são ilustres negacionistas, cada um no seu tempo, arriscando bens de valores incomparáveis, e por motivos diferentes.
O tenista se negou a vacinar-se e, automaticamente, apresentar o enganoso “passaporte sanitário”. Pela lógica, se o líquido, que é fácil e obrigatoriamente comercializado como panaceia, fosse eficaz, deveria representar segurança aos vacinados. O “novo normal” começou muito mal, já que separa cidadãos por classes (castas), segregando-os a acessos. Além de tudo, a eficácia do imunizante é duvidosa. Pois bem, Djokovic — maldosamente, mas inteligentemente apelidado de “Djocovid”, após muitos transtornos, não pôde participar do Aberto da Austrália. Ironicamente, o Aberto ficou fechado. A negativa pode se repetir em Roland Garros.
As más línguas trataram de criar a Síndrome de Melbourne — na qual os cidadãos aceitam facilmente proibições e obrigações governamentais —, comparando-a à Síndrome de Estocolmo — na qual a vítima afeiçoa-se por seu algoz.
Galileo di Vincenzo Bonaulti de Galilei, ousou contrariar as “verdades” científicas do século XVII. Defendendo a teoria heliocêntrica, foi o negacionista ao refutar a Igreja que acreditava que a Terra era o centro do universo.
Por ser um negacionista, o tenista apenas perdeu o torneio; em tempos mais obscuros, igualmente negacionista, o astrônomo perderia a vida. Galileu Galilei, ao abandonar sua ameaçadora “teoria da conspiração” teve o pescoço poupado pelo terrível tribunal da Inquisição.
O livro 1984, de George Orwell, está impressionantemente parecido com a atualidade.