O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
Marina Silva resolveu que a palavra composta “caixa-preta” é racista. Desvio de foco, “cortina de fumaça” ou loucura?
Seria desvio de foco se, em vez de combater o racismo real, a ministra atribuísse a uma simples palavra a origem de todos os males.
A “cortina de fumaça” é muito conveniente para esconder a pusilanimidade, enquanto a Floresta Amazônica e o Pantanal ardem em chamas.
A falsa denúncia pode ser um sintoma de loucura. Ultimamente, a ministra andou falando em nanomísseis, irregularidades cósmicas, corredor humanitário (contra mudanças climáticas?) e caixa-preta (racista). As teorias exdrúxulas foram exprimidas com esses termos e sem nenhuma coesão.
Marina sabe que, simbolicamente, já representa a causa ambientalista. Demonstrando a personificação da Natureza exaurida, espera-se que a esquálida figura diga algo genial. A “intelligentsia” mundial aguarda, com apreensão, a pronúncia sôfrega de algumas palavras de sabedoria. Sabendo dessa expectativa, a ministra do Meio Ambiente diz coisas sem sentido e é aplaudida.
Para as florestas em chamas, talvez a ilustre acreana esteja tomando atitudes heterodoxas: uma reza brava, um arcaico ritual indígena ou uma... “cortina de fumaça”. Como a sorte não considerou o simbolismo da ministra, ela segue culpando os outros.
Simpática, Marina surge exibindo uma presença abstrata, feérica e onírica, mas enganosamente ingênua; não se podia esperar outra coisa, já que circula com desenvoltura por agremiações partidárias, aglomerações e articulações políticas. Gastando a perspicácia, política, ela simplesmente fala o que gostam de escutar. Interpretando o papel de quem preserva o “jardim do planeta”, Marina Silva segue exibindo a aparência de um carvalho centenário, mas seco, ou um moribundo papagaio depenado.
Quase pairando, basta Marina Silva existir e o Brasil terá a chance de desfilar à vontade na COP 28 (28ª Cúpula da ONU sobre o Clima), sua expertise. Bastando ser lembrada, o Brasil servirá de exemplo como defensor das pautas climáticas. Ela é usada como uma “interface” subserviente que defende os interesses do mundo desenvolvido (travas ambientais) e trata nosso país em desenvolvimento como uma eterna colônia. É uma ministra simbólica.
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🔴 Alexandre e o Hamas
Qual é a semelhança entre o ministro do STF (Superior Tribunal Federal) e o grupo terrorista? Sua tirania ensaia uma trégua quando liberta alguns “reféns” com vida. Mas as semelhanças se resumem a isso. É inacreditável, mas o grupo terrorista, que esboçou alguma Humanidade, cumpriu o acordo: libertou reféns em troca do cessar-fogo israelense.
Quando a ministra Rosa Weber, em sua despedida da presidência do Tribunal, fez menção a Alexandre de Moraes, lembrou-me uma telemensagem (dada a breguice e bajulação). O que a ministra disse continha, implicitamente, uma cumplicidade e ironia, porque ambos sabiam que o que era dito não relatava a realidade. Alexandre, em evidente constrangimento, exibia um semblante amarelo, um sorriso nervoso e envergonhado, quase implorando para Rosa encerrar o que ela julgou ser uma homenagem.
Rosa Weber: “Ministro Alexandre de Moraes, companheiro indefectível de andanças, jamais recusou um dos meus convites para visitar unidades prisionais, e me tornou testemunha do apreço que os detentos têm, e as detentas, por sua excelência. Rezamos juntos, convidados pelos detentos de 8 de janeiro, e depois percorremos diversas celas, tanto da Colmeia, quanto da Papuda. E o ministro Alexandre foi aplaudido. Eu, não, ministro Alexandre. Também provou, né [a comida]. Enfim, ministro Alexandre é... insubstituível”.
Ora, embora meu histórico demonstre o contrário, acho que se alguém me ameaçasse com uma faca no pescoço, eu até rezaria o terço para me deixarem viver. Tendo a vida poupada, ainda diria “Deus lhe pague”. Portanto, creio que foi nessas condições que o “Supremo” mereceu as demonstrações de fé: o medo.
No dia seguinte à morte de Cleriston, preso político, Alexandre de Moraes foi condecorado com a Ordem do Rio Branco, por Lula, Mais uma vez, o togado fez o máximo que a culpa lhe permitiu: exibiu um sorriso amarelo. Certamente, uma análise das micro-expressões transbordaria sinais irrefutáveis de conflito entre o que é dito e o acontecido.
Alexandre de Moraes mostra, depois de elevado ao cargo poderoso, uma mudança de índole assustadora, contraditória ao que ele falou e escreveu. Por exercer um poder que lhe foi concedido (portanto, resume-se a um pedaço de papel assinado), não a um poder inato, “Xandão” é um manancial para qualquer psicólogo.
Enfim, para o “Supremo ministro” se igualar ao Hamas, falta o “cessar-fogo”.
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🔵 O segredo
Inventaram um novo nome para o palestrante: “coach”. O nome gringo é apenas para dar uma “gourmetizada” no velho guru de palcos. O”coach” cobra mais caro, mas, no fundo, a essência é a mesma: ao som da musiquinha do Ayrton Senna, surge, no palco, um cara que explica como ele se tornou um sucesso e como ele é demais. Depois de esfregar o sucesso na cara da plateia, ele ainda vende livros. Digo, a secretaria do guru fica com todo o serviço sujo. O guru, assim que terminou sua apresentação, sumiu. De certo, ascendeu à abóbada celeste e agora está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso.
Geralmente, um animadão palestrante pede para você virar para quem está ao lado e afirmar platitudes mentirosas como: Você é um vencedor, você é do tamanho dos seus sonhos ou você pode ser o que você quiser. Isso tudo é besteira. Dizer frases motivadoras pode até levantar a auto-estima, mas encoraja o medíocre a continuar como está. Sinceramente, se alguém que nem sequer conhece o outro, vira para o lado e diz, aleatoriamente, falsamente, mentiras motivadoras.
Para estimular a excelência, o controle das situações e a alta baixa auto-estima baixa, sendo sincero, é preciso um tratamento de choque. Eu sugiro virar pro lado e dizer:
— Você e um merda
—?!
— Você é um lixo
— ?
— Tudo o que você fez até hoje foi destrutivo
— ?
— Está na hora de mudar, seu bosta!
— ...
Fim da terapia. Eu me sinto bem melhor, e meu interlocutor recebeu o empurrão que precisava para superar os obstáculos da vida
***
Ainda moleque, num dos meus primeiros empregos, eu trabalhei num depósito de logística. Ou seja, era, pejorativamente, um peão. Pois, certo dia, todos os funcionários se reuniram no auditório para ouvir os conselhos de um palestrante. Como teríamos dicas para o sucesso, certamente descobriríamos como nos livrar daquela empresa.
Diante de uma audiência formada, na sua maioria, por funcionários trajando uniforme cinza e bota preta, o palestrante não precisava se esforçar para parecer superior. Só o gel no cabelo e o paletó já seriam suficientes para humilhar e deixar aquele bando de operários em depressão. O sujeito só podia ser bem sucedido, se bem que aquele parâmetro não desafiava ninguém.
Como sempre, o guru do sucesso expõe os segredos de sua, pessoal e intransferível, evolução. Após cançõezinhas motivadoras, gritos exclamativos (ú-hu!) e aplausos, voltamos à triste realidade de quem não é um guru motivador nem tem livros para vender.
A conclusão foi que tudo aquilo parecia muito intangível, a não ser que recebêssemos mais ou largássemos o emprego.
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🔴 Bolsonaro e a baleia
A imprensa, que se fingia de isenta, vem lançando factoides. A mais recente, é surreal: “Bolsonaro é investigado por importunar baleia jubarte no litoral de SP”. A manchete da CNN é extraordinária! Pilotando um jet-ski, ele (Bolsonaro) aproximou a 15 metros do animal (a baleia). Foi isso! De tão absurda que é a denúncia e a investigação, o bolsonarismo cresce.
A pobre baleia jubarte, com graça e elegância, estava fazendo suas evoluções e outros truques aquáticos, impressionando os turistas de São Sebastião, litoral de São Paulo. O fim de semana estava normal e animado, quando chegou o terrível ex-presidente. Isso foi o suficiente para interromper a paz e a harmonia praiana. Não demorou muito, a simples aproximação do mamífero (a baleia) bastou para ativar o ódio de antibolsonaristas históricos, jornalistas, socialistas, associações representativas de minorias e ambientalistas. O cetáceo (a baleia) não foi abatido nem avariado, no entanto, a inoportuna aproximação do genocida (Bolsonaro) estressou o bicho (a baleia), disseram especialistas.
Perseguido na água, na terra e no ar, Jair Bolsonaro cometeu o erro de atrapalhar o meio de vida de uma turma. ONGs, coletivos e cargos por nomeação em geral sempre foram sinecuras intocáveis, portanto, a interferência bolsonarista tinha que ser eliminada de qualquer forma. Desavergonhadamente, tentativa de assassinato e inviabilização de qualquer manifestação de forma de vida bolsonarista foram acionados. Com a falha da trapaça, as máscaras caíram, e agora ninguém esconde a intenção de manipular o jogo.
É claro, o desespero que essas acusações absurdas revelam, só aumenta o movimento que chamam de bolsonarismo. Fica cada vez mais óbvio, Jair Bolsonaro será preso, já é possível perceber, por qualquer motivo: nem que seja por uma baleia. O ato de apagar Bolsonaro e o bolsonarismo da História só não foi efetivado por causa do medo da reação popular.
Em tempo: o misticeto (a baleia) passa bem, e o fascista (Bolsonaro) passa mal.
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🔴 “Una cervecita y una picaña con una gordurita...: la garantía soy yo”
Parece que querendo escorregar numa casca de banana, Lula comprou a briga da eleição presidencial argentina. Não contente com o processo acelerado de destruição do Brasil, nosso eterno ladrão exportou sua equipe de marketing. Desconfia-se o porquê; para Lula, esse pleito era questão de honra. Perdeu.
A quadrilha marqueteira fez o que sabe: na falta de argumentos para defender um desastroso ministro da Economia (Sergio Massa), aplicou a “conversinha” de prometer uma abstração chamada “democracia”, ameaçou (cultura do medo: fim dos benefícios sociais) e movimentou o aparelhamento estatal, lógico, em seu favor. Só poupou os “hermanos” do “golpe da picanha”.
O vencedor, Javier Milei, é quase tão desconhecido aqui como lá. Isto já é bom, porque os argentinos ficam livres do peronismo, do kirchnerismo e do lulismo (que tentou chegar lá); e é melhor, porque elimina a intenção de pintar a América do Sul de vermelho, afasta os ideais nefastos do Foro de São Paulo, evita o uso ideológico do Mercosul (talvez até anule sua existência), economiza dinheiro brasileiro repassado à Argentina, retira o “interesse” de Alberto Fernández visitar seu amigo, redireciona as relações internacionais do vizinho e dissuade Lula da péssima ideia de unificar as nossas moedas. Em suma: o Brasil saiu ganhando.
Javier Milei tem cara de “loco” e jeitão de “loco”. E foi justamente essa fama que elegeu o “maluco beleza”: ele é como aquele argentino cabeludo, que a gente acha legal, vibrando com o Boca Juniors, River Plate ou canta aos berros com uma banda de “rocanrol”. Se bem que a Presidência da República da Argentina está mais para um tango trágico.
Quem é o brasileiro, chamando alguém de louco? Entregamos a chave do cofre para um ex-presidiário condenado por corrupção, mitômano, estelionatário eleitoral e “self-made man” do “jeitinho brasileiro”. Apesar da interessada condescendência da nossa imprensa, Lula transborda demonstrações de que pode ser um grande beneficiário das “laxativas” leis antimanicomiais e políticas anticarcerárias.
Milei é muito louco; Lula é louco.
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🔵 Uma Coca-Cola no deserto
Não era um lugar qualquer, era uma serra gaúcha. Não aquela Serra Gaúcha turística, conhecida em guias de viagem, onde as pessoas são transportadas pelos pontos conhecidos e manjados. Era a zona rural do Rio Grande do Sul, a serra gaúcha “roots” (raiz), onde o Homem tem que dominar a natureza, e o vizinho mais próximo mora numa outra montanha.
A caminhada era necessária. No início do trajeto, carros de boi, criações e uma vastidão de fazenda era quase tudo o que os olhos enxergavam. As únicas diversões eram atacar pedra, partir lenha e colher folhas de fumo. Enfim, diferente do que eu imaginava, ali a vida era bruta, quase um teste de sobrevivência, não um fim de semana na fazendinha da vovó. Basicamente, tudo o que era trabalho, era o nosso passatempo. Aquele ambiente hostil parecia incompatível, sobretudo perigoso, para moleques de 15 anos de idade, acostumados com a vida urbana da Grande São Paulo.
O dia ensolarado, um calor absurdo, a estradinha de terra poeirenta e uma caminhada insana. Embora impossível, para compor o clima árido, faltavam uma bola de feno rolando, uma carcaça de gado e o som de uma águia procurando alimento.
O cenário sugeria qualquer marca de refrigerante. Entretanto, naquele fim de mundo era improvável que houvesse algum bar (ou bodega, como eles diziam). Sabendo que encontraríamos uma bebida gelada somente no centro do vilarejo, caminhamos, subimos e descemos montanhas.
Tinha que enxergar muito bem para perceber que havia uma cabana no pé do morro. De madeira, não parecia uma casa, mas também não lembrava um bar (ou bodega, novamente, como eles diziam).
Quando chegamos, a surpresa! Com a aproximação, a possibilidade de que fosse uma residência estava descartada, tampouco uma miragem. No entanto, quando vimos o tipo de mercadoria que o empório comercializava, a sede alcançou patamares saarianos.
De comer, achamos ração animal e veneno de rato. Fora isso, tinha ferramentas, produtos agrícolas, arreios etc. Apesar da decepção, decidimos arriscar, pedindo uma Coca gelada. Contrariando as expectativas, o refrigerante veio. Tudo lembrava o cenário de um comercial da Coca-Cola. A garrafa, apesar de minúscula, chegou suando, destoando do ambiente seco e fosco, em cima do balcão de madeira.
A primeira Coca-Cola mereceu uma música de Fernando Brant e Milton Nascimento, então acho que minha inesquecível Coca-Cola mereceu a minha humilde crônica.
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🔴 Terrorismo primavera/verão
O que leva alguém a vestir um boné ou uma camiseta de grupos terroristas? Diferentemente de uma peça de roupa que aparece para apoiar uma entidade, o boné do MST e a camiseta do Hamas, são usadas como artigos da moda.
Algo parecido, mas inofensivo, aconteceu quando proliferaram camisetas piratas da campanha do ‘Câncer de Mama’. Perseguindo a moda, mas estabelecendo um conflito ambulante: garotinhas, que não tinham aspecto de quem conhecia um universo além da cantora Taylor Swift, estavam exibindo estampas das bandas ‘Motörhead’ e ‘Ramones’.
Domingo (12), em São Paulo, Avenida Paulista, houve uma coisa. Não é vocabulário restrito, eu qualifico esse evento como ‘Coisa’. Com boa vontade, eu imprimiria faixas e cartazes escrito: “1ª Coisa Parade”. Uma reunião que junta terroristas de playground, militantes políticos, gente que aceita “lutar” por qualquer causa, sambistas de sapatênis e um padre é inominável. Somente seria identificável pejorativamente.
O Brasil sempre foi conhecido por judeus e árabes conviverem em harmonia. No entanto, depois de uma chuva surgiram cogumelos alucinógenos e sujeitos antissemitas. Olhando bem, o pessoalzinho que achou legal fazer “cosplay” de terrorista, não teria sequer coragem de tomar uma injeção contra a gripe.
Todo esse cenário dá um nó cerebral: um rapaz andrógino, com baixos níveis de testosterona, pijama do Mickey e pantufas da ‘Hello Kitty’ pode arrancar a sua cabeça com uma cimitarra, e a “garotinha do papai” fantasia-se de terrorista do Hamas ou Hezbollah.
Quanto ao padre Júlio Lancelotti (que eu apelidei de “LanceLOST”), eu não sei o que estava fazendo ali, além de, costumeiramente defender causas nefastas. Sabendo do seu histórico, me nego a tentar exorcizá-lo sob pena de despertar sua fúria e me ver incapaz de enfrentar forças terríveis que desconheço.
Nesses grupos extremistas, pode estar infiltrado aquele garoto estranho e aparentemente inofensivo. Entretanto, muito cuidado! Ele sente-se fazendo parte de alguma coisa e, para não perder isso, é capaz de tudo.
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⚫️ Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás
Tenho o hábito de verificar o que estão dizendo aqueles que, no Twitter, xingam as pessoas como eu de nazistas, fascistas, genocidas... De cara, fiquei orgulhoso, pois planejam uma luta armada. Essas informações já seriam suficientes para eu enfiar o indicador na cara de algum senhor e dizer: esses, sim, são comunistas de verdade; não aqueles sindicalistas famélicos perdidos no Araguaia!
Mas meu entusiasmo inicial “era fino e se quebrou”. Logo veio a decepção, quando vi que aqueles supostos revolucionários eram o produto mais sugestionável de uma aula mal elaborada de História (que resume tudo a opressores e oprimidos) e Geografia (pobreza, superpopulação, unha encravada etc são culpa do Capitalismo).
Além disso, aquela turminha tinha um visual muito inofensivo, do tipo que o máximo de subversão que haviam ousado praticar na vida foi apertar todos os botões do elevador e sair correndo. Dessa galerinha tão “Nutella”, o pior que pode-se esperar é apanhar uma gripe, vítima de uma emboscada com uma pistolinha d’água.
Entretanto, isso tudo se torna uma falsa impressão quanto ao potencial dessa gente metralhar uma escola. Aquela turma esquisitona volta. Inspirada em filmes, jogos de videogame e desenho japonês, um dia eles se vingam, vitimando atletas, populares e outras figurinhas obrigatórias na ‘Sessão da Tarde’.
Voltando à revolução. Apesar da aparência fofa e do diagnóstico deficitário, esses tipinhos podem ser encontrados sacolejando uma bandeira da ‘Palestina’, vestindo uma camiseta verde do ‘Hamas’. É muito provável, por alguns segundos, o revolucionário forjado por seguidas rasteiras da vida se lembre de você, e de como vocês inverteram seus papéis na sociedade. No entanto, aquele instante retrospectivo dura pouco. O revolucionário de internet volta a agitar a bandeira. Embora confuso pela dissonância cognitiva, ele sente-se aceito, pois encontrou a sua turma e ali sente que é seu lugar.
Viva la revolución!
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🔵 Pico D’olho D’água
Pico D’olho D’água é o topo de uma montanha da Serra da Cantareira na cidade de Mairiporã. O passeio indicado para ir com a família, tornava-se uma alternativa nada recomendável para ir à noite. Pois, uma iluminação mental sem limites recomendou que fôssemos beber a saideira ao som de rock n’ roll, longe da iminência de assistir a uma inundação de água e sabão. Uma breve deliberação depois... A turma irresponsável e destituída de algum grau de bom senso achou aquela ideia brilhante. Assim, saímos para o endereço bucólico.
Enfrentada a estrada e a floresta, lá no alto, tudo foi como planejado: som alto e os estalos das latas de cerveja sendo abertas. Diferentemente dos alpinistas, não estávamos exaustos e, apesar de alcançarmos o topo sem escalar a montanha, fomos premiados com a paisagem alpina e alguma ventania.
Aquela combinação (música e cerveja) trazia um relaxamento e uma perigosa desatenção. Sem saber, estávamos no lugar errado, na hora errada. Com o destemor típico da irrelevante faixa etária e relativa irresponsabilidade, não poderíamos prever o que estava para acontecer.
Depois de forçar as vistas e piscar grosso, foi possível enxergar que a nossa festa da montanha seria interrompida. As silhuetas já mostravam que teríamos problemas. Prestando muita atenção nas sombras, foi possível perceber que estavam em formação e fortemente armados. A aproximação sorrateira mostrava que, ao contrário do que pensávamos e éramos, fomos tratados como uma perigosa facção criminosa. Se eles fossem bandidos, provavelmente chegariam atirando, desordenadamente como piratas invadindo um navio; entretanto, devido o excesso de cautela, era a polícia.
Inocentemente, fomos protagonistas de uma “abordagem-monstro”. Ali era um endereço manjado de ilicitudes. Embora o som alto, as latas de cerveja e alguns cabeludos causassem desconfiança, não havia entorpecentes.
Por aquela noite, os acontecimentos trouxeram a lucidez necessária para interromper a única edição da “Festa do Pico D’olho D’água”.
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🔴 Deslumbrada
Devo estar bêbado, chapado de remédios ou dormi pouco, mas tive a impressão de ter visto Janja e Xuxa discutindo a vacinação. Janja já apareceu cantando, viajando, dançando, distribuindo conselhos contábeis e discutindo na internet. A moça, mesmo sem votos, vem exercendo certa ingerência na Presidência da República. Talvez essa seja a explicação da atual situação. No entanto, estou confuso, pois a cadeia sucessória é terrível: Lula e Alckmin.
A Rosângela já veio com um apelido que sugere uma simpatia, como alguém legal e íntimo, que já é de casa. Somado a esse perfil, a gente começa a desconfiar quando jornalistas visitam a casa e promovem um ensaio fotográfico com ela.
Tenho a impressão que — nesse processo de introjeção da primeira-dama no dia a dia, no imaginário popular e no debate nacional — Janja ainda será produzida para programas da ‘GloboNews’ (jogando golfe, pintando um quadro, tocando um instrumento musical...). A fila de jornalistas bajuladores é grande, mas a Natuza Nery tem prevalência, pois já tem experiência.
Dentro das minhas elucubrações, desconfiança e o fino da “Teoria da Conspiração”, desconfio que estejam “engraxando” a Janja para a continuidade do Lulismo (como Isabelita Perón e Cristina Kirchner). A minha teoria se torna menos imbecil quando constato que o sul-americano vota em qualquer um (pela propaganda, corte de cabelo ou tom de voz).
Temos que ficar alertas quando o jornal francês ‘Le Monde” antecipa nossos acontecimentos. Como na floresta amazônica, os europeus ainda estão de olho no que acontece na França Antártica. Se sabem da Amazônia, como não saber da Rosângela Lula da Silva (segundo eles, a vice-presidente).
A primeira-dama já abriu sua casa e fez um audacioso e pretenso ensaio fotográfico. Ambas as manobras são impossíveis de não transportar qualquer um para os anos 90: reportagens da revista ‘Caras’ revistas de moda ou o quadro ‘Gugu na minha casa’. No estilo “fake”, a “celebridade”, digamos, compartilhava sua, por assim dizer, intimidade.
Lula e Janja, confundindo a vida intima, tornam pública a privada. Mas eu posso estar “viajando”, portanto, pode não ser nada demais. Ao menos, fica evidente a diferença entre deslumbrante e deslumbrada.