O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é altamente dispensável e caro. No entanto, o Brasil possui esta estrovenga e tem que usá-lo. A instituição é dispendiosa, entretanto produz muito pouco ou atrapalha. O TSE, este ano, ganhou um protagonismo inédito, devido, também, a desconfiança do uso das urnas eletrônicas. É com este panorama que Alexandre de Moraes assumiu a presidência do tribunal dispensável.
A posse de Alexandre de Moraes deu uma ideia do que foi o Período Imperial, e o grau de subserviência foi norte-coreano. Disputadíssimo. O peso da caneta do novo presidente também foi imperial, mas irrefletido.
O “imperador”, achando que possui poderes divinos, resolveu proibir o “porte” do aparelho celular nas seções eleitorais. É claro que a decisão absurda não será cumprida e, pelo contrário, irá instigar o uso do telefone. Mesmo sem emergência, haverá uma chuva de celulares, bem como fotografias da urna. Aí está uma lei que apareceu natimorta. Poucos a observarão.
O ministro, caçador de bolsonaristas, com mais poderes, recrudesceu sua busca implacável e começou a minar os seguidores do Capitão no “nascedouro”, a rede de comunicação. Assim está sendo com jornalistas (que são pejorativamente chamados de blogueiros), “youtubers”, médicos, empresários etc. A disputa é muito desigual e vai piorar. Quem diz que a luta é espiritual está correto, pois, além de envolver valores humanos, envolve valores financeiros (Mensalão e Petrolão).
Muitos comparam tudo o que está havendo, com os livros “O Processo”, Franz Kafka e “1984”, George Orwell; situações que se está sendo procurado sem saber o porquê, nem o advogado ter acesso aos autos ou tudo ser encarado como crime, respectivamente.
O brasileiro foi, como um burrinho segue uma inalcançável cenoura, acostumado a acreditar que o Brasil seria “o país do futuro”. Entretanto, caiu a máscara de quem fingia querer o progresso. Jornalistas, artistas, parasitas e desavisados almejam o retorno do maior corrupto nunca antes visto neste país.
Oito empresários foram vítimas de operação de busca e apreensão da PF (Polícia Federal). A PF mancha a sua imagem e atua como a “Gestapo” (polícia secreta nazista) ao cumprir ordens absurdas vindas da mente de Alexandre de Moraes. As “missões” encomendadas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) são arbitrárias. Frutos de uma interpretação muito subjetiva da Constituição, as decisões de Alexandre, quase sempre, são muito, diria, polêmicas. Com essa perseguição o ministro deverá usar a “capinha” por uma curta temporada.
Os oito empresários, que trocaram mensagens no celular — cujo conteúdo foi considerado crime —, são: Afrânio Barreira (Grupo Coco Bambu), André Tissot (Grupo Sierra), Ivan Wrobel (Construtora W3), José Isaac Peres (Shoppings Multiplan), José Koury (gestor do shopping Barra World), Luciano Hang (Havan), Marco Aurélio Raymundo (Mormaii e Meyer Nigri (Tecnisa). O tratamento “empresários bolsonaristas” evidencia como a imprensa tradicional trata determinada adesão política como algo pejorativo e corrobora o cale-se.
Incrível é, principalmente, jornalistas defenderem esses mandados de busca ilegais, que configuram “denuncismo”, perseguição e vingança. A atitude arbitrária é um claro recado eleitoral para a direita não se manifestar: a espiral do silêncio. A possibilidade de Bolsonaro ser reeleito gerou um desespero, por isso vemos mais atitudes insanas como esta. Bateu o desespero.
As conversas do grupo de WhatsApp dos empresários ameaça um golpe de estado tanto quanto a “carta pela democracia” da USP ser realmente... pela democracia. Aliás, têm signatários da tal carta que apoiam ditadores e essa sanha persecutória de Moraes.
O STF está “limpando” o caminho para Lula vencer as eleições, e Alexandre de Moraes, recém-empossado presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), está desempenhando um papel preponderante. Contudo, o “start” (início) do “serviço sujo” foi dado pelo “dilmista” Luiz Edson Fachin, que mandou soltá-lo (Lula) e torná-lo elegível.
A Globo está fazendo a sua parte. 33 anos depois de dar uma forcinha para o Fernando Collor de Mello, o Jornal Nacional está favorecendo Luiz Inácio Lula da Silva, entretanto, agora, sem vergonha. A arrogância da Globo é tanta, que William Bonner “deu o veredicto a Lula”: inocente.
Em suma; as ações do ministro começaram erradas e, logicamente, estão fadadas a terminar bem pior.
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🔴 “Fake news”
A velha imprensa — de métodos arcaicos e pensamento emperrado — acha que, atualmente, gente demais têm opinião. Engano, o que mudou foi a plataforma e sua disseminação. Alguns jornalistas acham que possuem o monopólio da palavra, da informação.
O formador de opinião é um bicho em extinção; quem é lido e ouvido já é o agregador de opinião. Ninguém quer acompanhar um comentarista que procura desinformar e, principalmente, tem uma narrativa diferente do que ocorreu. Tudo tem que ser chamado pelo seu devido nome. Exemplos: assassino não é suspeito, homicídio não é suposto homicídio. Frase de Groucho Marx: “Afinal, você vai acreditar em mim ou nos seus próprios olhos?”
A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das ‘fake news” é apenas o meio que políticos encontraram para calar as vozes roucas do povo nas ruas, sem pronunciar sua verdadeira intenção, mera perseguição e censura. A oposição está procurando um crime para fazer o que, contra eles, seria golpe. É a incessante busca de um terceiro turno. Para isso, procuram a materialidade dos fatos.
Voto censitário ou de cabresto, isso já era; com a volta das eleições diretas, foi implantado, sorrateiramente, o “voto de boiada”. O “voto de boiada”, ou de manada, consiste em guiá-lo para eleger candidatos que manterão o “esquemão” funcionando. Somente os novos “homens bons” são reeleitos.
Como ousam, pessoas do povo decidindo quem será o presidente! Isso é coisa de robô, milícias digitais e “fake news”. “Tias do Zap”, são aquelas suas parentes, ou colegas do trabalho que enviam aquele “bom dia”, frases otimistas com dez exclamações, emoticons e gifs no seu celular. Agora, elas resolveram trocar ideias políticas, aí é demais para os novos “coronéis”, que fizeram da máquina pública uma sinecura para chamar de sua. Cargos (boquinhas) são passados, como herança, para filhos, netos, sobrinhos, primos, genros etc.
Os meios de comunicações tradicionais, tentando esconder o óbvio, perdem a credibilidade. A internet “mete o pé na porta” e abre esse caminho. Sim, têm muitos sites duvidosos, mas, também, gente muito boa criando conteúdo. O telejornal, no horário nobre, era importante para quem passava o dia trabalhando ou estudando, ficar informado do que ocorreu durante o dia; hoje, com a internet, quando é meio-dia, já sabe-se de todas as noticias e seus comentários.
O “caso Escola-Base”, que destruiu famílias, com falsas acusações de abusos infantis; em 2014, a campanha da Dilma mostrava: se a Marina Silva fosse eleita, o Bolsa Família iria acabar. São só dois exemplos de “fake news” (notícias falsas) graves, no entanto, o Congresso não correu instaurar nenhuma CPMI. Por que não?
A democracia (poder do povo) está em perigo, sim. O perigo não vem de onde apontam.
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🔴 Eleições 2022
Duda Mendonça e João Santana foram marqueteiros eficientes, mas estenderam seus conhecimentos aos escândalos de corrupção. Bolsonaro acertou quando deixou o filho, Carlos Bolsonaro, cuidar do “marketing” digital. Falando direto e com a linguagem do brasileiro de verdade, ele atingiu desde jovens (que não assistem à televisão), passando pelas “Tias do Zap”, até os idosos (que voltaram a votar).
O tempo de televisão aumentou, mas isso pouco importa. A estratégia já está sendo frequentar “podcasts” (possuem um latifúndio de tempo). Diferentemente de Lula, que apenas pisa em ambientes com plateias controladas e jornalistas de estimação, o atual presidente encara verdadeiros “papos de boteco”, sem formalidades, o mais cru “papo-reto” sem restrições e que quase sempre extrapola na descontração, dando brechas para os “mimimis”.
Bolsonaro inventou uma manifestação que só pode ser chamada por um neologismo (motociata), atrai multidões ensandecidas, como quem encontrou um “popstar” e não um político e criou uma corrente política que leva o seu nome: bolsonarismo, diferente do petismo. Tudo isso, é claro, não teria efeito, não fossem as realizações.
Flow, Cara a Tapa, “podcasts” que vêm batendo recordes de visualizações e repercussão, estão sepultando os “engessados” e autolaudatórios debates da TV aberta. O novo palanque é uma violenta catapulta para candidatos sinceros, e um porão no fundo do poço para quem, igual ao João Doria, faz cara feia ao engolir um café, tentando parecer “gente como a gente”.
O jornalista não pode querer parecer mais importante que o entrevistado ou a notícia. O sucesso do formato “podcast” é, além da informalidade, que o entrevistador não tenta desmoralizar o candidato com “pegadinhas” ou tentando falar mais alto com a finalidade de impor seu ponto de vista.
A autenticidade de um político sendo escrutinado por horas jamais será sobrepujado por um tapinha nas costas, erguer uma criança ou entrar num boteco para arriscar-se numa coxinha, um pastel ou um cafezinho. Sem marqueteiro, popularidade não se fabrica em ano de eleições.
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🔴 Jogo baixo
Espalharam uma “fake news” de grife, que nem sequer blogueiro sério lançaria. Só podemos atribuir a disseminação desta notícia falsa à má-fé dos militantes que se disfarçam de jornalistas. O inquérito das “fake news” e as agências checadoras deixaram escapar essa!
Dessa vez, o “clubinho” “abraçou” a história que Jair Bolsonaro e sua esposa, Michelle, almoçaram com Guilherme de Pádua, assassino de Daniella Perez, e a esposa. Na verdade, decepcionando os jornalistas que correram para publicar sem apurar, Guilherme não estava, portanto o desinteressante material jornalístico se resumia a uma fotografia da Michelle com Juliana Lacerda, atual esposa do assassino. “Barriga” (informação errada) coletiva, “fake news” de grife.
Sem vergonha de espalhar uma notícia falsa, os militantes infiltrados nas redações “morderam a isca”; ou melhor, distraídos, foram”puxados numa rede de arrasto”. Como esses auto-intitulados jornalistas compartilham e/ou copiam uma “informação” dessas, achando que é a “bala de prata”, a mentira “viraliza”. Na sanha de “flagrar” o casal Bolsonaro em pleno encontro sórdido, inventaram que a inocente (pelo menos, no crime famoso) Juliana e Michelle são melhores amigas. Detalhe importante: o assassinato completa 30 anos (este ano), mas o documentário que relembra a história está em alta. Eis a imprensa dita séria noticiando coisas do nível “Bebê diabo” e “Homem grávido”. Pelo menos, o Notícias Populares, que veiculava “fatos” desimportantes ou mentirosos, era deliberadamente escrachado.
Escolas e faculdades, na pretensão de “formar” agentes de transformação social, despejam profissionais doutrinados, dentre eles, jornalistas. Por isso o Jornalismo está tão ruim. Para não ficarem autolaudatórios, elogiam-se uns aos outros. Mesmo quem pensa diferente dessa “beautiful people” tem que fingir que pensa igual para sinalizar virtude, bem como não ser “cancelado”, ter a reputação destruída e “viver um inferno”
Esse noticiário de “Twitter” rebaixou quase tudo (política etc) a fofoca. O clique substituiu grande parte do jornalismo investigativo, e “notinhas”, que preencheriam bem espaços entre “merchans” do ‘Ômega 3’ e ‘Tekpix’, circulam em manchetes de grandes jornais. As mídias que se sujeitarem à vontade das redações ficarão estigmatizadas como “velha imprensa”.
O antibolsonarismo psicótico (segundo Ana Paula Henkel) contaminou um tipo de jornalista que não consegue comentar nada, seja trânsito ou previsão do tempo, sem “espinafrar” o Bolsonaro. Essa imprensa, que inventa fatos para corroborar argumentos, é apelidada pelo Guilherme Fiúza de “consórcio”. São os mesmos que queriam derrubar o Michel Temer.
Isso é só uma amostra de como nessas eleições o jogo será baixo como nunca antes visto neste país. Isso é só o começo.
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🔵 O pai, dois irmãos e um cão
O pai carregou sua ‘Variant’ com os dois filhos e o cão. Eu sempre chamei meus vira-latas de “cão”, com a finalidade de atribuir alguma nobreza aos animais. Não era esse o caso, pois se tratava de um exemplar de Pastor Belga.
O histórico passeio reuniu uma combinação explosiva: um pai pouco afeito a arriscar passeios do tipo “domingo no parque”, juntando dois irmãos prestes às vias de fato e transportando uma fera com dentes afiados.
Ao pararmos e desembarcarmos num terreno baldio e árido, a questão: o que viemos fazer ali?O que poderia ser decepção tornou-se um dia inesquecível. O desembarque do trio (os irmãos e o cachorro) foi tranquilo; entretanto, a cordialidade no futuro embarque não estava garantida. Contudo, a liberdade e a alegria de um cão correndo livremente faz qualquer um esquecer que existem boletos, buzinadas, maldade, decepções e tristeza. Um cão correndo, sem corrente, sem os limites de um portão, pareceu sorrir; eu sempre vou ter a certeza: aquele dia, o Teg sorriu.
Depois de muito tempo, meu irmão, eu e o cachorro preto voltamos, sujos pela poeira. Mas ninguém levou bronca porque a sujeira fazia parte dos planos. O cachorro, zuado, mas feliz, continuou o “serviço sujo” quando “notou” que aquilo era, enfim, permitido. A ancestral raça ofendida finalmente tinha sua vez: era consentido lamber a cara, pular em cima, brincar de avançar e sujar o banco do carro.
Esse dia inesquecível só ficou gravado porque contou com a condescendência do meu pai. Talvez ele tenha saído de casa carregando o fardo da obrigação de levar “os dois meninos” pra passear; contudo ele ficou zelando para que o momento fosse sublime. E foi.
Há muito tempo, aquele “território de brincar” não existe mais, foi construída uma casa. A princípio, sempre pensei que aquele episódio havia sido sepultado; mas a existência merece que ele exista: em lembrança, em sonho ou naquele mesmo local.
As melhores baladas, os maiores shows, as mais surpreendentes viagens, nada mais pode ser melhor que um momento desses, em família, que não pode se repetir. O pai, dois irmãos e um cão...
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🔴 Guerra das cartas
A moda retomada por Lula pegou, e agora temos uma profusão de cartas. Sem dúvida, a tal “carta pela democracia” é hipócrita do começo ao fim. Bolsonaro ironizou a atitude, mas seus apoiadores lançaram a “carta pela liberdade”. Esta já está liderando no número de assinaturas.
Como percebemos, quem fala em “democracia” procura atingir um objetivo que passa longe do real significado da palavra. Falam de uma democracia esvaziada de sentido, da boca pra fora. O único objetivo é ludibriar. Pois, se todos prometem essa tão falada democracia, deve ser boa. Dito de maneira correta, esse termo engana. Gera até uma carta que reúne a nata da hipocrisia.
Se, com postura e impostação, alguém disser que a lâmpada é democrática, pois ilumina todos, e o piso é democrático porque mantém todos com os pés no chão, esse sofista contemporâneo ganhará reportagem no Jornal Nacional e no Fantástico, é possível que ganhe uma medalha no Supremo Tribunal Federal (STF); no entanto, claro, é um embusteiro. Essa é a “carta pela democracia”, um embuste eleitoreiro.
Dentre as classes que almejam a volta dos privilégios, estão banqueiros, lulistas e empresários. Os empresários desejam a volta do malandro”, na fila para obterem empréstimos generosos do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e tornarem-se os novos “campeões nacionais”. Todos os que estão esperneando contra o governo sentem um certo asco do povão, desejam a volta do dinheiro fácil.
Cada um dos que assinaram a intitulada “carta pela democracia” defendia um interesse particular ou de um setor que, claro, o beneficiará. O evento de assinatura do documento foi com evidente viés político, embora, envergonhados, os signatários tentassem disfarçar.
Revelando o indisfarçável distanciamento do povo, e até um certo nojinho, mais uma vez os “ungidos” vêm com essa “decisão” de cima pra baixo. Com a arrogância de sempre, eles fazem pose, cara e voz de “condutores da Nação” e praticamente dizem em quem devemos votar.
A “carta pela liberdade” foi quase ignorada. As eleições são chamadas de “festa da democracia”. Agora começo a entender melhor porque a utilização da palavra “festa”. Pouquíssimos são os convidados.
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🔴Pode isso, Arnaldo?
Jair Bolsonaro foi ao ‘Flow Podcast’. A entrevista, que durou mais que 5 horas e, nesse momento, chega em 10 milhões de visualizações, provavelmente, foi estudada e sinalizada pela equipe de campanha como algo que poderia ser muito positivo para a imagem, porque dialoga com um público que só liga a televisão para assistir às séries em “streaming”. O tiro também poderia sair pela culatra. Não foi isso o que aconteceu. Pelo contrário, o presidente conseguiu mostrar o que antes alguns canais de televisão e jornais tentavam esconder, e só a “bolha” (bolsonaristas) enxergava. Na saída, devido o assédio da molecada, tenho certeza, a “bolha” estourou. E o Lula fracassará seu golpe nessa turma que desconhece o Mensalão e o Petrolão.
Igor, entrevistador e sócio do ‘Flow’, deu uma “aula”, a qualquer jornalista, de como questionar um político — principalmente o controverso Bolsonaro. Ele foi incisivo, mas não ofensivo, Igor abordou temas polêmicos e extraiu respostas reveladoras e sinceras. O que vemos, quase sempre, são jornalistas militantes agressivos com Bolsonaro e bajuladores com Lula.
Em igual estratégia, Lula, mais uma vez em ambiente controlado, transformou um ‘podcast’ em palanque, e os entrevistadores em plateia abobada e meros bajuladores. Contudo, como este outro ‘podcast’ obteve uma audiência muito mais baixa o estrago não foi tão abrangente.
Com este ousado passo do ‘Flow’, o formato ‘podcast’ ganha maturidade e se consolida como importante meio de comunicação. Se antes se restringia a um bando de moleques chapados de álcool e maconha “jogando conversa fora” com “influencers”, agora eles se comportam como quem fala, literalmente, para milhões de pessoas. Mas a informalidade, que é a boa característica do ‘podcast’, continua.
O ‘Flow’ (Igor) não chega a ser um território hostil, tampouco se classifica como zona de conforto; preciso é encará-lo como “isentão”, ou seja, aquele que não se considera nem “de direita” nem “de esquerda”. De certa forma, e utilizando uma linguagem apropriada ao Capitão, ele estourou o cativeiro e libertou algumas almas.
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🔴 Dando bandeira
Não têm o mínimo pudor e acusam o golpe quando vilipendiam a nossa bandeira. Na triste e desesperada tentativa de atingir o “genocida” que nunca matou ninguém, atacam a bandeira. Revelando uma estratégia errada, entregam um símbolo nacional e suas cores para o “mito” e seus seguidores.
A juíza Ana Lúcia Todeschini Martinez, de Santo Antônio das Missões, RS, sem juízo, acordou achando que o “símbolo augusto da paz” era item da propaganda eleitoral bolsonarista e proibiu seu uso no período eleitoral. Felizmente a imbecilidade não prosperou.
A cantora Bebel Gilberto, numa apresentação nos Estados Unidos, recebeu uma bandeira de alguém da plateia. Sem saber que os imigrantes brasileiros amam o Brasil ou deixando o ódio político tomar o protagonismo de suas ações, pisoteou o “manto sagrado”. Racionando que não é bom para um artista eliminar grande parte do público por paixões políticas, desculpou-se. Tarde demais.
Recentemente, a seleção feminina brasileira de futebol foi proibida de exibir o símbolo do seu país de origem. O gesto constrangedor e autoritário foi transmitido pela televisão. A Copa América mais uma vez ficou marcada por polêmica. Nesse quesito, o esporte masculino e o feminino conquistaram a tão sonhada igualdade.
Cenas de bandeiras incendiadas sempre foram vistas, sendo que geralmente EUA, Israel ou Palestina eram vítimas do fogo e do pisoteamento do “bem”. O que vem se tornando comum são brasileiros, exalando rancor eleitoral e brincando de terroristas extremistas, gostando de ser flagrados queimando o “lindo pendão da esperança”.
Não é só hoje que a bandeira vem sendo desrespeitada. Na escola, numa ofensiva de recontar a história e enterrar nosso passado imperial, as cores da bandeira ganharam significados, digamos, muito significativos, sobretudo o verde e o amarelo: verde - vegetação brasileira; amarelo - o ouro e as riquezas. Originalmente: verde - Casa de Bragança; amarelo - Casa de Habsburgo.
A oposição sempre ostentou a bandeira vermelha; os bolsonaristas adotaram as cores verde e amarela, antes desprezadas, em sinal de patriotismo. Deram bandeira.
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🔵 E lá se vai mais um dia...
Ainda criança, é claro que eu preferia o rock nacional dos anos 80. Era completamente inteligível “Eduardo e Mônica” ou “Bete Balanço”, em vez daquelas músicas estranhas que falavam de “Vento solar” e “Um girassol da cor de seu cabelo” ou com nomes diferentes: “Nuvem Cigana”, “Trem de Doido” etc.
Já adolescente, trabalhando no estoque escuro e claustrofóbico, em uma loja de roupas, no Shopping Center Norte, eu ouvia coisas como: “Viagem de ventania”; “Vendaval, carrossel, segue a vida a rolar”; “Coração vulgar que navega no céu, que navega no ar”; músicas com nomes estranhos: “Chuva na Montanha”; “Vento de Maio”; e “A Página do Relâmpago Elétrico”, músicas com harmonias “difíceis” e “acidentes” que faziam muito bem aos meus ouvidos.
Sem saber, eu estava “fugindo pra outro lugar”. Dava até vontade de tocar um violão imaginário. Isso tudo dava saudades de algum lugar que eu nunca estive. Eu interpretava aqueles versos oníricos, às vezes literalmente ou “viajando” de maneira bastante particular. Mesmo sabendo que tudo aquilo certamente foi escrito com outro sentido, descrevendo algum acontecimento ou momento, que merecia ser eternizado, sempre soube que as palavras e versos ganham o mundo. O poeta/compositor quer isso: que no fundo de um estoque de roupas, em São Paulo, pregando alarmes, cumprindo ordens desconfiadas e repressivas, alguém imagine subjetivamente, portanto diferentemente, poesias emanadas das montanhas de Minas Gerais.
Desse modo persegui (reencontrei) as músicas do Clube da Esquina. Gravando em fitas cassete, tocando no violão, simplesmente ouvindo e inclusive lendo, fui atrás de quase tudo o que referia-se ao famoso clube das esquinas, becos e bares.
Precisei conhecer o cruzamento das ruas Divinópolis com a Paraisópolis para descobrir que nas esquinas das ruas da Vila Galvão acontecia a mesma coisa. As letras de música e as rodas de violão rolavam despretensiosas. Longe de querermos mudar o mundo, atingimos nossos objetivos mais palpáveis.