rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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Poemas

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🔴 Campos Elíseos?







O ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, é o candidato do Bolsonaro ao Governo de São Paulo. Ser bolsonarista  não é credencial para ninguém. A legião bolsonarista não pensa assim. A turma fiel votará em quem o presidente indicar. Entretanto, mesmo assim, a probabilidade de erro é pequena.




Assisti a um debate e algumas sabatinas e notei que a inteligência e a sinceridade são os   melhores preparos que alguém pode possuir para um debate. Isso evita cair em “pegadinhas”, perguntas “espinhosas” e, pior, ficar sem resposta. Uma sabatina chamou mais minha atenção pela “agressividade”: Estadão/FAAP, mediado por Eliane Cantanhêde.




O candidato do Partido Republicanos possui ambas as qualidades, sendo que a sua inteligência emocional evita que altere o tom de voz: algo muito útil para enfrentar jornalistas que tentam atingir o presidente através dele.




Eliane Cantanhêde evidenciou porque o Jornalismo precisa se reinventar. Quando a mediadora da sabatina (Estadão) achava que havia encurralado o candidato, tomava uma resposta (educada) “no contra-pé. Um outro jornalista esteve entre os entrevistadores, entretanto ficou claro que o único intuito do sujeito era “destruir” o Tarcísio. Quando este distribuiu  “invertidas” (respostas inteligentes e constrangedoras) em sequência, espalhou o medo de tentar desqualificar o candidato que pretende transferir o Palácio do Governo para o bairro central de Campos Elíseos.




O concorrente, Fernando Haddad, sabe que é uma alma peessedebista no corpo de um petista. O Haddad está num partido e compartilha ideias que não são a “cara dele”. O resultado: o petista herda enorme rejeição do partido vermelho. Essa rejeição é maior no interior, o que sempre protegeu o estado paulista da sanha da quadrilha esquerdista.




O Rodrigo Garcia ainda é um desconhecido. Trazê-lo à luz pode ser pior quando associado a João Doria, o eterno BolsoDoria. 




Os outros postulantes são tão relevantes quanto assistir a uma partida da fase de grupos da Copa do Mundo, às 11 horas da manhã. 




Virou piada a tentativa de jornalistas “derrubarem” o candidato dos Patriotas; no entanto, este, em alusão a sua especialidade, vem “asfaltando” concorrentes e a imprensa militante.
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🔴 A voz rouca das ruas




As manifestações pacíficas não significam a aceitação de atos arbitrários. O que o  STF (Supremo Tribunal Federal) vem fazendo já passou há muito tempo do aceitável. Há muito tempo, perdeu o efeito (de “agora chega”) dizer que “esticaram a corda” ou “arrebentaram a corda”. 




A dita elite deixou patente o que sempre foi latente, nossos governantes eram escolhidos por eles. O “voto de cabresto” era uma manipulação muito regional, coisa miúda. O direcionamento de votos é mais eficaz com pesquisas tendenciosas, telejornalismo tendencioso, jornais e revistas tendenciosos e STF e TSE muito tendenciosos.




Eu até confiava nos resultados das urnas e sentia um inocente orgulho, perante o mundo, da agilidade na apuração. A desconfiança surgiu com a resistência dos ministros não querendo adotar medidas de transparência. Depois da contraofensiva do STF, lembrei-me da “sala secreta ” de onde surgiu, por exemplo, o ex-advogado do PT (Partido dos Trabalhadores), Dias Toffoli, anunciando Dilma Rousseff vencedora. Suspeito?




Alguém realmente acredita que o Lula vai assumir a Presidência? Lula executou um aparelhamento no Judiciário que vem surtindo efeito. Ministros fiéis vêm tomando decisões que favorecem Lula e prejudicam seu principal adversário. O candidato petista vem fazendo campanha sem povo, mas contando com forte apoio da imprensa militante e da elite que ele sempre criticou. Contrariando as pesquisas, o ex-presidente não atrai engajamento;  Bolsonaro, ao contrário, reúne um público “beatlemaníaco”, jamais visto, de maneira   expontânea. O popular chamado “DataPovo” (pesquisa baseada no que os olhos veem) revela o direcionamento artificial do que foi apelidado de “intenções de voto”. A única coisa que se depreende dessas pesquisas esquisitas é que realmente há uma intenção.




Foi tolerado todo o casuísmo que soltou, “descondenou”, tornou elegível e calou os adversários do petista histórico, entretanto, acredito que o brasileiro não aceitará o ex-presidiário como presidente.
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🔵 A cidade oculta




Quando se resolve voltar para casa de uma fria, tudo parece normal; se o trajeto for de madrugada, em São Paulo (Jardins até Guarulhos), quatro horas de caminhada, muitas cenas heterodoxas serão presenciadas. Aqueles que se esconderam durante o dia, encontram um ambiente favorável para exercerem suas bizarrices a céu aberto, longe de olhares horrorizados. É a fauna urbana.




Pois bem, resolvi ir embora do ‘Armagedom’ (balada) de madrugada, porque percebi que aquela noite não iria render. O problema é que, àquela hora, não havia ônibus circulando. Embora distante, resolvi ir caminhando e ver diferentes aspectos da noite paulistana. 




Cruzar a rua Augusta, quase toda, foi uma experiência antropológica. É sempre surpreendente como essa rua se transforma à noite. Chamarizes luminosos anunciam grandes e permissivas oportunidades de espantar a solidão urbana.




Passei por alguns logradouros mais curtos e menos icônicos, contudo mais surpreendentes que a famosa rua onde o proibido se torna permitido ao pôr do sol e ao acender das luzes artificiais. Nas “quebradas”, onde é mais fácil a dissolução do caráter é onde convém prestar mais atenção.




Algumas avenidas e becos mais degradados abrigam o que é mal visto, inclusive na noite e em esquinas mal iluminadas. Em meio a enormes muros de fábricas, lixos, ratos e baratas, o que é considerado a escória da sociedade briga pelos melhores pontos para caçar os hipócritas que saem para satisfazer suas vontades mais inconfessáveis.




Relativamente perto de casa, entretanto prestes a lutar com uma subida íngreme, dei informação a um sujeito que estava perdido. Resolvi pegar uma carona, com a finalidade de vencer a montanha transformada em avenida. Péssima ideia, pois o sujeito estava em pleno voo noturno. Não compactuando das ideias liberais do “pavão misterioso”, saltei do carro proibido e continuei a pé a extenuante subida. O fulano do automóvel, mais do que nas ruas e avenidas, estava perdido na vida.




Com ossos deslocados e com dores pelo corpo de tanto caminhar inacreditáveis quatro horas, eu vi cenas que só pude vê-las reunidas em documentários e reportagens. A madrugada de São Paulo revela o que nem a luz do Sol consegue.
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🔴 Os velhacos amigos




Lula e Alckmin são os mais novos melhores amigos de infância. Essa bela relação nasceu depois de mútuas ofensas e acusações de corrupção. Ou estavam mentindo, ou realmente se uniram, vá lá, pela democracia 




Ficou famosa a frase do Alckmin: “Lula quer voltar à cena do crime”. Tem razão, só que agora revelando a estratégia das tesouras, unirá forças para dificultar o trabalho da polícia.




A estratégia das tesouras consiste na constatação de que o PT (Partido dos Trabalhadores) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) sempre agiram em simbiose. Ou seja, travavam batalhas os velhacos amigos, mas alternavam-se no Poder. Eficaz nesse “teatro”, o PSDB conseguiu disfarçar-se de direita, capturando uma fatia (talvez a maioria) dos não representados por esta ideologia. Resumindo: o PSDB representou a direita permitida.




Agora que a máscara teve que ser arrancada, Lula e Alckmin surgiram mais fracos, como se soubessem os pontos fracos um do outro (talvez saibam) e transparecessem a vergonha da indefensável união. O “Picolé de Chuchu” não agrega nada, muito pelo contrário, como se um fosse a “kryptonita” do outro, ambos se anulam. Esta chapa não agrega e tem cheiro de naufrágio.




Hoje, Geraldo Alckmin é obrigado a desmentir (desfazer uma mentira) as acusações de quando eram inimigos. Inimigos não, apenas adversários. Como a internet não esquece, todas as acusações foram eternizadas.




O ex-governador de São Paulo se esforça muito para seguir a cartilha marxista/sindicalista do PT. Ele já emulou um Getúlio Vargas atemporal e nada convincente; cantou a “Internacional Socialista”; gritou no palanque um “Lula, Lula” com entusiasmo exagerado e tentou proibir a veiculação das verdades que havia dito sobre Lula. Para Alckmin, os fins justificam os meios.




A junção de forças obedece a interesses comuns (inconfessáveis). Interesses que envolvem muitas pessoas e instituições. É sempre importante lembrar: Lula pode, por obra do destino, deixar a cadeira do Palácio do Planalto para o vice-presidente. O efeito Covas pode colocá-lo (Alckmin) mais uma vez no atalho do poder.
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🔴 O Jornalismo que diz que na bandeira está escrito: Independência ou morte




A jornalista da CNN pensou que era um novo Augusto Nunes e resolveu comentar a megamanifestação do Bicentenário da Independência, só que se esqueceu de não passar vergonha e errou ao dizer o que está escrito na bandeira brasileira. Criticando Bolsonaro e nos “ensinando”, com toda a empáfia que os jornalistas doutrinados transparecem, ela disse: “Como nós sabemos, na bandeira está escrito Independência ou morte.




A comentarista, demonstrando toda a sua militância, portanto zero imparcialidade, constatou que o presidente quis comparar as “primeiras-damas”. Para a esforçada correligionária mal disfarçada de jornalista a Janja já foi promovida a primeira-dama.




Apesar de não haver reação no estúdio da emissora, a internet não perdoou e a opinião da CNN viralizou. Esse foi o resultado da pressa em criticar uma espantosa reunião pacífica, não fascista, de pessoas. 




Afirmando que fazem um Jornalismo de credibilidade, já disseram que o Chile e o Equador não estão na América do Sul.




É esse o nível da safra de jornalistas que “informam” imperativamente que tipo de remédio tem eficácia ou não. Mais que isso, quais remédios temos que ingerir e quais medidas sanitárias devemos adotar. Dá pra confiar? Muitas vezes, esses jornalistas, de maneira enviesada, consultam “especialistas” escolhidos a dedo. Esses que afirmam peremptoriamente que dois mais dois são cinco.




Para reaver os tempos áureos, quando o dinheiro público vascularizava a imprensa, o Jornalismo escala sua cavalaria para “bater” em tudo o que se aproximar do Bolsonaro. No dia 7 de Setembro, devido ao sucesso das manifestações, a imprensa parecia que não encontraria escapatória e seria obrigada a reportar a óbvia realidade. Engano, deram um “duplo twist carpado” e cavaram chutes, socos e escorregões do chefe do Executivo. Puseram uma lupa implacável na fala de mau gosto “imbroxável” e abusaram dos verbos para classificar como sequestro do Dia da Independência. Acontece que houve o resgate do patriotismo, de tratar os fatos e personagens da Nação como grandes acontecimentos e heróis, não como acidentes, galhofa e seres atrapalhados e glutões. A bandeira vinha sendo incinerada, rasgada e pisoteada. A velha imprensa, maldosamente, trocou os verbos: resgatado por sequestrado.




Jornalistas têm um certo desprezo e total subestimação da inteligência do “cidadão comum”. Entretanto, o que antes era resolvido com um “desculpem a nossa falha” fica eternizado com um “print screen” (cópia de tela).
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🔴 O fim da imprensa como a conhecemos hoje




O que acontece com o Jornalismo que insiste em querer reportar algo diferente do que todos estão vendo? Pior, estão torcendo contra o país e tratando a preferência popular como uma escolha impensada.




O que aconteceu no 7 de Setembro era para encher páginas e capas com fotografias e manchetes de espanto com o que se viu; no entanto, houve um “choro” generalizado, um clima de fim de Carnaval frustrado e uma infrutífera tentativa de distorção dos fatos. O Jornalismo virou uma “bolha”, na qual apenas uma opinião é unânime (devido a doutrinação escolar). Esse “clubinho” troca elogios rasgados e afasta-se do mundo real.




O mau desta postura não é torcer descaradamente para um lado; pior é “pagar” de “isentão”, sendo que é visível a “esquerdice” patológica, a tendência “lacradora” e a sinalização de virtude. A total ausência de postura caracteriza-se pelas “opiniões”: nem esquerda, nem direita, veja bem...




A nossa imprensa não se preocupou em disfarçar o descontentamento com o sucesso das manifestações. Detalhe: juntando forças com o STF (Supremo Tribunal Federal), os jornalistas tentaram esvaziar a massa de apoiadores do Bolsonaro. Os vaticinadores da desgraça, numa trama quixotesca, previram acontecimentos que seriam facilmente catalogados como “teoria da conspiração” ou seriam ignorados (como foram) e tratados como mera alucinação.




Nestes tempos, a “elite” — alguns “ungidos” que se têm como portadores da verdade suprema, das melhores escolhas e dos destinos legítimos da Nação — demonstrou uma arrogância, desdém e certo “nojinho” do povo (que é tratado como um ser inferior). 




O pudor de esconder que as difusoras de informação visam ao lucro, não o “bem estar social” se esgotou. A crise de abstinência é muito grande, pois o governo federal diminuiu a derrama de recursos públicos — nos comerciais de TV e anúncios de jornais e revistas —  Vimos também a proliferação dos ”melhores funcionários do mês”, subservientes que esquecem os próprios valores para favorecer os interesses do patrão. Eu reconheço facilmente alguns; são aqueles que, demonstrando um “antibolsonarismo psicótico”, dão um “duplo twist carpado” para criticar o presidente: acidentes de trânsito, atentado sofrido por Cristina Kirchner, morte da rainha da Inglaterra... Torna-se tudo culpa do Bolsonaro.




Finalmente, os estertores da velha imprensa são um processo lento, mas foi acelerado nos governos Trump (EUA) e Bolsonaro (Brasil). É visível, a revolução está em curso quando recorremos a canais do YouTube para nos informar. E isso está acontecendo. 




Essa imprensa faz vistas grossas para ajudar a volta do lado negro da força.
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🔴 7 de Setembro







Alguns ficaram muito satisfeitos, outros demonizaram desde muito antes, mas os protestos do 7 de Setembro foram um sucesso.




Barroso disse: “no 7 de Setembro, nós veremos o tamanho do fascismo”. Ele tinha razão. O recrudescimento dos atos arbitrários e inconstitucionais vindos do STF (Supremo Tribunal Federal) corroboram o vaticínio do ministro.




Além de associar o fascismo aos futuros manifestantes, tentaram desencorajar as pessoas de ocupação das ruas, esvaziando e criando uma narrativa de enfraquecimento do apoio do Bolsonaro. Na verdade, as manchetes e as críticas já estavam prontas: se lotasse, saberíamos o “tamanho do fascismo” ou se fosse um fracasso, o apoio ao Bolsonaro teria se esvaziado. Teve quem jurou, brigando com as imagens, que havia sido um fracasso. Como as imagens não mentem, a falácia não prosperou.




Algumas tentativas de sabotagem do 7 de Setembro: pré-acusar de fascista quem ousasse botar o pé nas ruas e adjetivar os protestos como golpistas; posicionar “snipers” prontos para alvejar; busca, apreensão, proibições e bloqueios de contas de empresários “bolsonaristas”, a fim de evitar financiamentos para o evento. Nem as ameaças, nem a chuva desanimaram a massa de sair às ruas.




Essas são apenas algumas ações que mostram o desespero de uma oposição tácita. Todas as atitudes evidenciam a hipocrisia de quem assinou aquela carta partidária de quem almeja uma “democracia” sem povo. É essa oposição que se manifesta de acordo com a pauta que a imprensa sinaliza.




O “consórcio” (velha imprensa) se reuniu para procurar as “derrapadas” do presidente. A “velha imprensa”, esquecendo-se do bicentenário da Independência, em alusão à mobilização extraordinária que Bolsonaro atraiu, em cartel, abusou de palavras pejorativas: monopoliza, capturou, faz uso, faz comício, faz campanha etc. Um detalhe importante que passou, talvez propositalmente, batido: os outros candidatos poderiam ter se exposto à multidão, porém prefeririam ficar em casa. Faltou coragem para enfrentar o povo.




O que mais me marcou neste feriado, foi uma frase infeliz: “no 7 de Setembro, nós veremos o tamanho do fascismo”. Essa declaração evidenciou a existência de pelo menos um autoritário.
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🔴 A fé move montanhas de votos




Está aberta a temporada de frequência aos templos religiosos por políticos. Em duas oportunidades, qualquer um apela pra Deus, mesmo não acreditando. Marcelo Freixo (PSB), postulante ao governo do Rio de Janeiro, largou na frente. O candidatíssimo foi “flagrado” rezando em uma igreja. A incompatibilidade está no fato dele ser a favor do aborto, da liberação das drogas, defende a bandidagem e é contra a polícia. Mesmo assim, Freixo carregou um fotógrafo para retratá-lo no melhor estilo “homem de fé” ou “Freixo paz e amor”. É do jogo.




A pose do político foi fotografada no momento exato e o resultado é muito representativo: olhos fechados, mãos unidas e o número do candidato — talvez o mais importante. O clique só seria perfeito se caísse um raio divino, o personagem entrasse em combustão expontânea ou ele fosse atacado por uma nuvem de gafanhotos bíblica.




Abraçar crianças, ir a um templo religioso, passear por uma feira livre, comer salgado e beber um cafezinho num bar são atividades quase obrigatórias em ano de eleições. A Trabalhosa tentativa de parecer “gente da gente” pode render alguns votos ou muitas vaias.




“Graças a Deus”, o primeiro turno acontecerá antes do Dia de Aparecida, assim seremos poupados da “romaria” de candidatos (ateus e carolas) à Basílica. 




Fernando Haddad e Manuela D’Ávila também escaparam de ser atingidos por um castigo digno de ilustrar o Antigo Testamento quando, crendo que seria bom para a campanha à Presidência da República de 2018, resolveram assistir a uma missa e saborear uma deliciosa hóstia. Por votos cristãos, caminhariam sobre as águas, curariam os enfermos, multiplicariam os pães e, para comemorar a vitória, transformariam água em vinho. 




Esse fenômeno, se autêntico fosse, seria interpretado, pelo Padre Antonio Maria, como milagre, arrebatamento ou epifania. Certamente, Padre Quevedo, se vivo fosse, desmascararia a fraude. Definitivamente, mesmo detectando que “isso é uma mentira”, diria que tudo isso é charlatanismo ou parapsicologia. Contudo, os políticos, quando vão a uma igreja, só pensam em colher votos,  não a Salvação, embora precisem.




Em tempo: qualquer um reza quando seu avião está caindo e em ano de eleição. 




Obs: utilizei uma linguagem comum ao referir-me a liturgias e dogmas católicos, para realçar a hipocrisia de ateus.
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🔵 Telefante







Para quem enfrentou um sorteio de consórcio de videocassete, encarar a fila para garantir uma linha telefônica num esperado plano de expansão não deveria ser tão cansativo. Ainda era madrugada, porém a fila estática já se revelava interminável. Os primeiros raios de sol só surgiram para clarear a roubada em que me enfiei. Eu estava com viagem marcada naquele dia. Querendo estar longe dali, meus pensamentos me transportaram para os telefones públicos (“orelhões”) e as fichas. Decidi, ficaria ali até adquirir a maldita linha, pois um telefone significava ascensão social.




O Plano Real tornou a hiperinflação coisa do passado, o Windous 95 enterrou de vez a reserva de mercado, o aparelho de DVD mandou o videocassete para a obsolescência e os automóveis já não eram mais “carroças”. Contudo, o telefone ainda era item de luxo. Para poucos, um, hoje, simples telefone tinha que ser declarado no Imposto de Renda.




Antes das facilidades do celular, o telefone de disco (discar) e o “orelhão” “quebraram um galho” “quando tudo isto era mato”. Entretanto, não eram raros os que, não possuindo o aparelho, transportavam imensos “pentes” de fichas, rumo ao “orelhão da esquina” ou apelassem para um “televizinho”.




A privatização das telecomunicações eliminou aquela absurda fila que eu enfrentei em 1995. O celular veio para democratizar (palavrinha tão na moda) a telefonia, bem como transformá-la em algo exatamente igual ao que víamos no desenho ‘Os Jetsons’. E tem gente que sonha com a volta do “elefante branco” chamado ‘Telesp’...




O “orelhão”, quando não infectado ou depredado, era objeto disputadíssimo. De novo, a fila organizava a espera pela vez. Enganavam-se os que acreditavam na sorte ao encontrar o telefone público com uma pessoa apenas. Se o indivíduo fosse encontrado com fichas enroladas até no pescoço, provavelmente ele estivesse “matando as saudades” de algum parente distante (e surdo). 




Atualmente, com a disseminação da comunicação, os problemas são outros: propagandas impertinentes, ligações erradas e trotes são alguns dissabores da facilidade de se obter uma linha telefônica. Provavelmente, os “orelhões” somente serão encontrados em museus.




Hoje, a comunicação pelas redes sociais são tachadas de “fake news”. Como a sanha autoritária não é recente, a simples conversa no telefone pode significar  ameaça, mas ainda é difícil de ser censurada.
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🔴 Melhores momentos







Simone Tebet e Soraya Thronicke são como atrizes coadjuvantes com alguma fala irrelevante. Dizem platitudes ou promessas inexequíveis. São aquele franco atirador que todo debate eleitoral é obrigado a colocar atrás de um púlpito. Como o Cabo Daciolo, Eduardo Jorge ou Plínio de Arruda Sampaio, são folclóricas, e não passam de opções para não anular o voto ou não votar em branco.




A Simone Tebet promete coisas básicas e constitucionais como: fim da polarização e volta da democracia. A primeira promessa é assustadora ou impraticável, porque só se aplica numa ditadura e nunca por decreto.  A segunda promessa de campanha não atrai votos, porque não convence o “Seu José” ou a “Dona Maria”. Ninguém vai ao supermercado comprar meio quilo de democracia. Outra insignificância repetida por Tebet é o “blábláblá” feminista. Eu trabalhei numa empresa em que duas mulheres operavam empilhadeiras. Provavelmente, ganhavam, merecidamente, mais que eu e, em vez de ficarem com discursinho feminista, “baixavam pallets” (estrado de madeira para armazenar mercadoria).




Simone é vitimista e diz que “mulher vota em mulher”; essa é a maneira mais impensada de se escolher um candidato ou é o voto de “cabresto” do Século XXI. Tenho certeza que se ela ganhasse a eleição, ficaria quatro intermináveis anos repetindo: uma mulher ocupa a Presidência. Também, quaisquer reclamações legítimas seriam consideradas misoginia. 




A Soraya Thronicke, além do enfadonho e vitimista discurso feminista, promete zerar o Imposto de Renda Anual dos professores. Este ano ela quis superar Ciro Gomes em termos de promessa mais demagógica e absurda. Supondo que chegasse o grande dia da Soraya cumprir o prometido, outras classes reivindicariam o mesmo benefício. Eu também. Tal promessa revela o desespero, a mitomania ou a prática do estelionato eleitoral. Isso é igual “pirâmide financeira”, que só engana as novas gerações ou gente que combina ganância com inocência.  




Em São Paulo, já votaram esperando o Fura Fila e o Arco do Futuro, promessas de Celso Pitta e Fernando Haddad, respectivamente; o primeiro, não foi entregue pelo prefeito; o segundo, nem saiu do universo onírico do fantástico mundo de Haddad. Ambos os engodos funcionaram eleitoralmente.




Estamos assistindo a algo parecido com a fase de grupos da Copa do Mundo, na qual somos quase obrigados a tolerar Emirados Árabes Unidos ou África do Sul enquanto esperamos Alemanha ou Inglaterra, por exemplo.




Até o segundo turno.
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