rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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Poemas

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🔴 A festinha do Charles




A ‘Google’, desavisada,  entrou numa “bola dividida” com o governo brasileiro. Perdeu. Perdeu, mas está do lado certo. Lógico, tudo por motivos financeiros. Em retaliação ao governo brasileiro, a ‘Google’ usou sua mais eficiente arma: a busca. 




Quando se digitava “Lula coroação”, a ferramenta sugeria “Lula corrupção” e “Bolsonaro coroação”, o buscador sugeria “Bolsonaro coração”. Para quem entendeu o “jogo”, foi até engraçado. Lula e corrupção são quase sinônimos, mas, definitivamente, Bolsonaro não combina com coração. A situação só ficou hilária quando os lulistas, bovinamente, começaram a reclamar. É para isso que a gente paga a internet!




Enquanto isso, a primeira-dama, de companhia do Lula, foi ver a coroação do coroa rei Charles III. Seu horizonte cultural torna o evento tão relevante quanto assistir ao Big Brother. Não deixa de ser mais um passeio no “Tempos de Cinderela”.




No estilo “matou a família e foi ao cinema”, a duplinha “Bonnie & Clyde” está, segundo noticias, na Europa. Para estragar tudo, essa escória de... argh... brasileiros, oh raça,  armou zombarias internacionais ao ditador de Pindorama. Apesar de escapar dos “braços de estivador” da Lei brasileira, o  “Molusco” não evitou a fúria popular. Mas ofensas em inglês ainda não atingiram seu objetivo. Pelo jeito, para Lula, o Planeta se tornou um lugar inóspito.




Entretanto, ambos não estão errados: assistir a uma cerimônia da monarquia britânica, no século XXI, só se torna suportável “in loco”, nunca pela televisão. Tenho certeza, o comportamento dela será garantir uma mesa no salão, ficar longe do banheiro, perto da saída dos garçons, encher a pança de coxinha e bolinha de queijo e levar saquinho de surpresas. Tem também, lembrancinha e um pratinho de bolo, olho de sogra e cajuzinho. Há fortes suspeitas de que o casal ficará, durante a festinha do Charles, apontando para reconhecer os convidados famosos. Quem nunca? Eles são gente como a gente.

 

Diferentemente da Rainha Elizageth II, que exercia poder moral, Charles e Lula mandam tanto quanto a “Rainha da Inglaterra”.







Obs: escrevi o texto antes do grande evento. Mesmo sabendo que errei as previsões, resolvi publicar.






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🔴 Dani para os íntimos




Ah, Daniela Lima, nossa Luciana Gimenez do Jornalismo. A apresentadora da CNN Brasil promete Jornalismo, mas entrega entretenimento. O que vem disfarçado de notícia séria chega, à família brasileira, como um divertimento, ainda que involuntário. A moça chama a atenção pelo desempenho constrangedor, o que garante muita diversão.




Esquecendo-se que estava ao vivo, excitada pela proposta de censura do PL 2630, nossa heroina engatou uma sincera conversa de boteco com o relator do Projeto de Lei, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). 




Transcrição:




– (...) a gente vai conferir as cenas dos próximos capítulos com um dos protagonistas dessa história, o relator do PL das Fake News, o deputado Orlando Silva tá aqui com a gente — apresentação.




— Finalmente, hein, cara! Telefone tu não atende. É uma tragédia de fonte, pior fonte do mundo. Telefone não deu tempo de atender. Eu sei que tá trabalhando, mas... assim... precisa chorar, né, aqui,  pra ver se você fica com peso na consciência. Tudo bem, deputado? Meus bens, seja bem vindo ao 360 (sic) — disparou a moça.




— ?! — Orlando Silva, durante todo o discurso.




— Se você consultar as suas colegas e colegas que trabalham na CNN Brasília, verá que nenhuma emissora tem o tratamento mais cuidadoso do que a CNN. Então, você não está sendo justa comigo. Mas é um prazer vê-la, Daniela, com saúde, e admirando a sua competência — respondeu o parlamentar.




— Iche, o deputado tá cansado e tá bravo. Eu fui brincar... bateu quadrado. Não tem problema (sic) — Daniela Lima.




As pontuações da transcrição foram um oferecimento da “minha equipe de redatores”, pois a apresentadora, emocionada, disparou a fala.




Já que a liturgia da relação jornalista/político foi pras cucuias, senti a falta dum “qualé a parada, meu!”. “cumé quié!”, aê, cumpadi!”, “beleza, bródi!”, “firmeza, simpatia!, “podicrê” e “falou, bicho”.




Daniela Lima não pode ser azeda nem tão doce. Ela falou com uma intimidade de balcão de bar, porém não obteve reciprocidade na informalidade. Pelo contrário, o deputado agiu com estranhamento. Mais reveladora que a intimidade da apresentação é a simbiose entre o Jornalismo e a política numa pauta tão impopular.




Daniela Lima traz um alívio cômico ao noticiário político. Portanto, por motivos não pretendidos, a moça é necessária. Para nunca corrermos o risco de prescindirmos dessa companhia televisiva, eu toparia ver ‘A Fazenda’, ‘Big Brother Brasil’ e até a ‘Farofa da GKay’
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🔵 Barata voa




Era só uma barata voadora, mas eu lutei como se fosse um falcão selvagem. A barata alada nunca pode ser menosprezada. Se eu poupasse a vida do ser rastejante e apagasse a luz, certamente ela seria atraída pelo cheiro de sopa de cebola no canto da minha boca. Sendo voadora, a barata teria fácil acesso à cama de cima do beliche. Eu, por questão de honra, precisava enfrentar aquele horror paralisante, digo, inseto repulsivo.




No topo do guarda-roupa, a coleóptera, percebendo o meu medo, digo, repugnância, parecia  me  observar. Suas antenas, com um leve movimento, explorando o espaço aéreo deveria estar farejando o meu pavor, digo, nojo.




O inseto asqueroso armou seu voo. A aerodinâmica do animal não favorecia o direcionamento aéreo. Entretanto, o bicho se lançou de cima do guarda-roupa e quando parecia que a gravidade me protegeria, ele aprumou-se e veio na direção do meu rosto. O ruído das asas batendo aumentava a dramaticidade do ataque. Diante da ameaça de uma barata voadora, meus princípios budistas foram automaticamente revogados. Com um chinelo, consegui interromper o ataque, porém o ameaçador inseto manteve o ideal de tornar minha vida um inferno. Como eu nunca consegui dormir com a presença de uma barata viva, além de ser voadora, era preciso abatê-la.




A periplaneta americana (barata doméstica), conforme a cultura popular, sobreviveria a um ataque nuclear. No entanto, não resiste a um pé de ‘Havaianas’ certeiro. Então, eu segurava uma arma com o potencial maior que uma Chernobyl. Sendo assim, a tremedeira continuava, digo, a caça continuava.




Tomado de inexplicável pânico, digo, ódio e asco, abati o animal imundo. Mesmo com a  chinelada, a cascuda, em último ato provocativo, produziu um estalo e suas entranhas expostas deixaram uma gosma amarelo/esbranquiçada. Creio que com um golpe, cometi um verdadeiro genocídio, pois o espalhamento abdominal revelou uma gravidez interrompida. Resultado: parecia a cena do um crime ou uma obra de arte moderna.




Neutralizei o animal de hábitos noturnos, de modo que pude dormir sem barulhinhos amedrontadores, digo, incômodos. 


















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🔵 O ancião japonês

O imóvel era um completo mistério. Certamente, aquele amontoado de móveis só podia ser um comércio. Um comércio de móveis, era isso que eu precisava. No entanto, aquilo parecia um cômodo da casa de um acumulador compulsivo. A disposição de cadeiras, estantes, camas etc era impressionante.

Precisando de uma estante boa e barata, arrisquei entrar naquele lugar misterioso. Eu parecia ser o único cliente em anos, de modo que ninguém apareceu para me atender. Insisti, fazendo barulho para que eu fosse notado. Contudo, não obtive resposta. A quantidade de móveis amontoados dificultavam minha procura por algum atendente e, sinceramente, davam a impressão de que eu estava sozinho. Todo o cenário e a situação começavam a dar medo.

Com uma aproximação cautelosa, cheguei ao fundo da lojinha. Quando algo se moveu, tive um misto de susto e alívio. Um ancião japonês (com uns 80 anos) saiu do  que parecia um estado meditativo. Escondido entre os produtos de madeira, aquele senhor parecia fazer parte da decoração. 

Ele parecia surpreendido com a presença de um cliente. Embora aquilo fosse uma loja de móveis, não me senti um cliente, porque parecia que eu estava interrompendo algo. Dentro do seu tempo e velocidade, aquele senhor tentou me ajudar. Mas, vendo a dificuldade de resgatar algum objeto daquele emaranhado, fui agradecendo e saindo do ambiente claustrofóbico. O senhor nipônico pareceu esperar a minha atitude e, resignado, aquiesceu.

Quando entrei naquela lojinha, foi como se eu adentrasse um portal, passasse para um universo paralelo ou acessasse uma outra dimensão. O barulho de trânsito, sirenes e buzinas haviam cessado. O pequeno comércio de bairro escondia um panorama improvável e um silêncio absoluto. Isso explicava porque a meditação era mais exercitada que a transação comercial.

Saí de lá com a impressão de que eu era aguardado. Mais que isso, aquele velho oriental poderia esconder que foi um samurai do exército japonês ou se revelar um mestre carateca, ao dar uma surra numa gangue urbana. 



Isso foi há muito tempo, portanto ele deve ter falecido. Ou, o que mais me apavora, quando eu entrei naquela lojinha, o ancião japonês já estava morto.
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🔴 A capivara soberba Filó

Sábado, 29, fui surpreendido com algo que parecia mais importante que a PL 2630, que as CPIs, que os pedidos de impeachment etc: o caso da capivara Filó. Não tenho expertise para opinar em nenhum caso, muito menos em questões ambientais. A Luisa Mell e o IBAMA já se deram muito mal, portanto eu não vou me arriscar.




Esse exemplar do mamífero foi adotado pelo ribeirinho Agenor. A partir daí, a vida do simpático bichinho, que ganhou o nome de Filó, mudou: Filó nadava com seu melhor amigo, Agenor; Filó era vestida; se alimentava na mamadeira; era acariciada; etc. O bicho não demonstrava reação alguma, entretanto os inúmeros seguidores interpretaram sua fisionomia irônica como algo positivo.




Agenor Tupinambá é influenciador digital. Agora ele é um “influencer” com uma capivara de estimação. Isso rende audiência. Isso rende cliques. Isso rende dinheiro. Isso rende “atenções”. Isso rende sanções. Tudo isso rende repercussão. Tudo isso desemboca na imprensa.




Filó era uma estrela involuntária da internet;

Filó foi recolhida pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis);

Filó passeou de avião;

Filó foi trancafiada numa jaula;

O caso ganhou relevância nas redes sociais;

Filó voltou para seu antigo dono; e

em todo esse périplo, o bicho manteve a expressão de quem não está nem aí.




Existem famílias do animal silvestre vivendo nas marginais Tietê e Pinheiros. Os animais disputam a paisagem urbana com pneus, garrafas pet, móveis velhos, esgoto e, às vezes, cadáveres. Acredito que o IBAMA já presenciou essa cena e nada fez.




Os gatos sempre levaram a fama de arrogantes, no entanto com meia dúzia de truques garantiam um prato de comida e um pires de leite. Por outro lado, a capivara conserva aquela imagem bucólica de, literalmente, bicho do mato. Entretanto, o roedor facilmente atropelado em avenidas da cidade, com sua inexpressiva fisionomia conquistou a audiência digital.




A capivara passa bem..., mas mantém a expressão “blasé”. 









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🔴 O maior do mundo

Logo no início da guerra da Rússia e Ucrânia, uma vítima, embora não a pior, materializou o desastre mundial. O Antonov An-225, maior avião do mundo, foi destruído pela Rússia. Quem gosta de aviação ficou com vontade de pegar algumas pedras, o estilingue e se juntar ao bravo exército ucraniano; recompostas as faculdades mentais, a infeliz ideia foi arquivada. Enfim, o único exemplar da aeronave fantástica estava destruído.




Passado mais de 1 ano de guerra, a empresa estatal ucraniana estava disposta a instalar duas fábricas no Brasil.




Não satisfeito em espalhar suas bravatas aqui, Lula profissionalizou e industrializou a falácia e saiu em turnê internacional: a turnê da mentira. O que era um problema caseiro passava a afetar o mundo. No entanto, num raro momento de sinceridade, Lula, com sua visão ingênua de geopolítica, sinalizou sua posição pró-Rússia. A partir daí, o que parecia só o vovô que fugiu sem tomar os remédios virou um problema diplomático. Em Portugal, Lula ainda fingiu não entender... a língua e tentou desdizer (mentir) o apoio contrário à União Europeia, mas o “Conto da Picanha” só funciona por aqui.




A Antonov, depois das desastrosas falas do petista, desistiu da ideia de produzir aviões no Brasil. Conclusão: com uma fala ruinosa, Lula pulverizou R$ 50 bilhões de investimento e 10 mil empregos diretos e indiretos 




O ex-presidiário está encontrando o que jamais esperou: protestos internacionais. Aqui no Brasil, caixas com pão e mortadela, suquinho, ônibus e cachê eram suficientes para cultivar uma plateia amestrada disposta a aplaudir qualquer coisa.




Pelo mundo, nem um cordão de puxa-sacos fazendo claque (disfarçados de comitiva presidencial) foi suficiente para neutralizar as besteiras lulistas e abafar as vaias. As viagens da trupe estão se revelando um fracasso. 




Lula, como uma candidata ao ‘Miss Universo’, quer a paz mundial. Com um discurso vazio, ele sempre dá um jeito de embutir a palavra “paz” no seu palavrório. Como já ficou claro, as autoridades europeias são facilmente seduzidas por uma figura exótica que controla um país africano ou latino-americano. Sabendo disso, Lula diz: “Paz, paz, paz”.




 É mesmo o maior do mundo.







Com imagens, no site “Gazeta Explosiva”


















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🔴 O poder das palavras

O Projeto de Lei 2630, chamado de PL das “Fake News”, regula as redes sociais, proibindo as “fake news”, o discurso de ódio e os discursos extremistas. Posto assim, parece até bom. No entanto, o intuito não é bom como parece. O relator da lei (deputado Orlando Silva - PC do B) revela as reais intenções e quem vai decidir o que é “fake news”, discurso de ódio e discursos extremistas. 




Atitudes de ditador vêm em suaves prestações, e é isso o que está acontecendo. Não podendo ser algo ruim, a palavra “democracia”, quando utilizada, antecede (ou acompanha) uma arbitrariedade.




As Organizações Globo “deram uma força” e comemoraram a chegada de Lula ao poder. Como parecia óbvio, a Globo é uma entusiasta da regulação, como ficou evidente no editorial do jornal ‘O Globo’. Como em 1964, novamente, eles estão do lado errado.




Estão apoiando novamente interesses ditatoriais por interesses práticos: financeiros, comerciais e trabalhistas. O governo federal, deixando tudo bom para ambas as partes, despejou uma “grana socialista” na imprensa. Enquanto isso, ninguém quer estrelar o “passaralho” global e que as propagandas, que correram para a internet, sumam.




O apelido “Fake News” (notícias falsas) atribui ao projeto um valor positivo, afinal, ninguém deve ser favorável às notícias falsas. Quando você ouve, assiste e lê que essa lei será votada com urgência, sem informação não há como ser contra. Porém, a internet veio anular essa “Espiral do Silêncio”, mostrando que a opinião da imprensa não é a maioria nem hegemônica. E que as manchetes ou chamadas atendem a interesses particulares.

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Democracia, ninguém é contra; “fake news”, mesmo não sabendo o significado, ninguém é a favor (ao menos em público). Essas expressões são utilizadas, como coringas, para defender interesses inconfessáveis.




Exemplo 1: o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, protelou a instalação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro. Para tornar as escusas palatáveis, ele disfarçou tudo com a palavra “democracia”. 




Exemplo 2: defendendo interesses muito particulares, usa-se a imprensa para manipular a opinião pública (engenharia social). Todo e qualquer veículo de mídia visa ao lucro e poder. A internet transferiu esses ativos ao indivíduo.  Restou à imprensa disseminar o medo.  A “fake news”, o “discurso de ódio” e os “discursos extremistas” cumprem esse papel.




Palavras ganharam um novo significado (genocida, fascista, golpe, terrorista, extremista, democracia), subestimando a inteligência da massa. O pior é que funciona! Tem método.
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🔴 Fardo tropical




A sina de Portugal foi ter “descoberto” o Brasil. Durante muitos anos, existia um gênero de piada: piada de português. Em filmes, inclusive na escola, tratamos a Descoberta como um acidente e D. João VI como um trapalhão comedor compulsivo de engorduradas coxinhas de frango. 




No entanto, a terrinha de além-mar trata Lula como o que ele é: uma piada de brasileiro. Mais que isso, ele é o mentiroso que tomou o poder dando o golpe da picanha e, na China, não ficou sequer ruborizado ao afirmar que assiste ao campeonato chinês de futebol. Tá.




Pois, os jornalistas portugueses tiveram coragem de fazer perguntas embaraçosas, coisa que nossos repórteres não ousam tentar, pois Lula repreende-os com arrogância. Em Portugal, ele só encontrou um subterfúgio para fugir das perguntas incômodas: não compreender... a língua!




Fuga, compras, a enorme comitiva presidencial (Carreta Furacão), um mandatário que se faz de sonso e protestos. Sim, houve protestos. Os lusitanos, sempre literais, chamaram Lula do que ele realmente é: ladrão; e lembraram-no qual é o seu lugar: na prisão. Portugal extraiu pau-brasil e enviou náufragos, traficantes e degredados, mas não aceitam o maior cara de pau do Brasil. Desconfio, apenas com o périplo petista pelo mundo, nosso superávit primário de corrupção está garantido.




Um capítulo dessa ópera bufa foi a deslumbrada com o poder, que atende por Janja, fazendo  compras na loja classe A da grife ‘Ermenegildo Zegna’. Esse é o exemplo da “esquerda caviar” que odeia a classe média. Bonnie & Clyde atacam em Portugal. Infelizmente, receberemos essa devolução indesejada. A vanguarda do atraso, o principal mantenedor do atraso brasileiro quer continuar a destruição enquanto a Janja esbanja. Será que o País suposta até 2026?




Com as imagens “vazadas” relativas ao 8 de Janeiro, vimos o repórter fotográfico da agência internacional de notícias, ‘Reuters’, “trabalhando” e produzindo as imagens que contam a nossa história. O fotógrafo picareta deu uma aula de como manipular fatos de modo a criar a narrativa que interessa ao mundo.




Os versos do Chico Buarque devem ser repetidos, porém, agora, sem ironia:




“Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal 

Ainda vai tornar-se um imenso Portugal”
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🔵 Programa infantil para criança “de menor”

Curiosamente, se espera de um programa infantil que ele seja para crianças. No entanto, os anos 80, com reflexo nos 90, foram recheados com garotas de programas infantis que pareciam retiradas de um filme para adultos. Os programas, apesar de infantis, deveriam ser proibidos para menores de 18 anos.




O artista plástico, compositor, desenhista, escritor, educador e apresentador de televisão, Daniel Azulay, foi substituído por um punhado de loirinhas com shortinhos minúsculos e um “cardume” de ‘paquitas’. Assistir a programas infantis educativos contribuiu para que eu fosse uma criança normal, não um maníaco sexual. 




O programinha educativo do artista era daquele tipo que ensina a pintar, recortar e colar. Tudo isso, reciclando embalagens. Apesar de exibir desenhos animados, ainda eram tempos de programas feitos a mão.




Entretanto, com minha incipiente formação cognitiva, eu não estava preocupado em selecionar uma programação de boa qualidade, ou seja, programas infantis educativos. Pouco me importava aprender a construir robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’. Os desenhos já cumpriam a tarefa de me manter entretido.




Um dia qualquer, ouvi uma notícia protocolar. A nota informava: morreu, de COVID-19, Daniel Azulay. As pessoas da minha idade só citavam a Xuxa (que era conhecida como a Rainha dos Baixinhos) e outros programas infantis para adultos. Confesso que me sentia “cult” por assistir a algo tão alternativo. 




É um mistério como minha televisão conseguiu sintonizar o programinha carioca “underground”. Durante muito tempo, achei que só eu dava audiência para o desenhista e sua Turma do Lambe Lambe. A surpresa veio com sua morte. Aproximadamente, 40 anos depois de acompanhar à obscura atração vespertina, fiquei espantado com a considerável comoção pela sua morte. Descobri que pessoas famosas assistiam à atração e a consideravam um clássico.




Demorou, mas descobri como era grande o número de pessoas que aprenderam a fazer robôs com caixas de fósforos, potes de ‘Danoninho’ ou garrafinhas de ‘Yakult’.



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🔴 Lula deixou os brasileiros a ver navios

Tarde demais, mas eu descobri que havia uma alternativa à Praça da Sê para eu conseguir um Atestado de Saúde. Nunca fiz essa manobra, mas já acordei indisposto para empregar a minha força de trabalho numa firma. O general Gonçalves Dias foi muito mais ligeiro e conseguiu o documento com um médico amigo e faltou a um compromisso comprometedor.




A invasão ao Capitólio, nos Estados Unidos, guarda algumas semelhanças com a invasão da Praça dos Três Poderes. A semelhança foi maior quando as imagens foram divulgadas. Como eu já havia escrito, o acontecimento não passou de uma “false flag”, revelando que o episódio seguiu um método. Traduzindo: o governo federal estimulou a destruição e atribuiu à oposição, de modo a tirar proveito disso.




Em 1933, o Reichstag (prédio do parlamento alemão) foi incendiado. O recém-empossado chanceler Hitler reagiu ao atentado cometendo diversas arbitrariedades contra inimigos (“caça às bruxas”). Entretanto, tudo foi planejado. Foi, literalmente, fogo amigo. Esse método é conhecido como “false flag” (bandeira falsa). No caso da Alemanha, o beneficiário era Hitler e seu nazismo; no Brasil, quem estava colhendo os frutos da ação de “terroristas” era Lula. Coincidência?




O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) organizou uma verdadeira visita monitorada. Cumprimentaram, ofereceram e serviram água aos vândalos de estimação, ciceroneando ‘black blocks’ fantasiados de bolsonaristas. Como de costume, tiveram o beneplácito para destruir. O resultado não poderia ser outro: escombros. 




As cenas que vimos foram um portfólio da prevaricação do GSI. Qualquer guardinha de supermercado poderia neutralizar a ação. Faltou o ministro e sua turma dizerem: Desculpem o transtorno. Estamos em reforma para melhor atendê-los. Se o museu do Louvre dependesse dessa segurança do GSI, a Mona Lisa não sairia sem bigode e pintinhas.




Lula adiantou sua viagem para Portugal, mas, covarde que é, fugiu do País num momento crítico, no entanto, ele leva a crise na bagagem. Se ele fosse o capitão de um navio, não tenho dúvida que seria um dos primeiros a abandonar o barco.




Justiça seja feita: Lula foi para Portugal para, acostumado a reparações históricas, virar motivo de piada.
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