Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora.
Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora. Na rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro há trinta anos acumulei vivências maravilhosas, indizíveis e indeléveis. Gosto de escrever poesia, mas não me diria poeta. Parafraseando um velho amigo, Manoel Satyro, eu diria que "sou uma arrumadora de palavras". Bem, ao menos, é o que tento. Bem-vindos(as) ao meu espaço!
Vamos... Devemo-nos dizer Adeus! Dividir os bens e os males... O pão e as pedras... O riso e a lágrima... Esvaziar gavetas... Rasgar fotografias... Devemos, num esforço extremo Do extenuado amor que se finda, Repartir o horizonte Para que, desvestido das peles do ontem, Cada um receba na justa medida Sua porção de Novo Dia...
(Rahna)
483
Eu e o Mar
Nas minhas pupilas O brilho-fosco das conchas.
Nas minhas mãos Fragmentos de corais.
No marulhar das ondas Um segredo vagueia.
Meus rastros na areia - Efemeridades, não mais.
No barco silente Um sonho perdido de mim.
A brisa que sopra Sou eu... Que me desfiz...
491
Solilêncio
. . . . . . . . . . . . . . . .
de quando em vez um sussurro - breve brisa brinca entre as folhas...
469
Sonetilho a São Jorge
Vós sois o Santo Guerreiro. Combateis hordas do mal. Valente, forte e altaneiro. Espírito Magistral!
Protege-nos o seu escudo Forjado em Luz Divinal! Maléticos, fazei-os mudos, Com gesto Celestial!
Bravo soldado Cristão, Por sua fé, imolado. Fiel fostes ao Messias!
Eia, pois! Meu São Jorge, amado! Subjugais vós, o dragão Do medo e da aleivosia!
(Rahna - 23/04/2018)
488
Olhos Distantes
Há ainda um riso Que baila na boca Do tempo...
Há uma lua vazia De face tão pálida A vagar imprecisa...
Há um canto ao longe Que é prece cálida à noite solitária...
Há dois olhos distantes Que serenos adormecem Pelo canto, entorpecidos...
E ao som do canto esquecido Capturo a poesia distraída Perdida na madrugada...
(Rahna)
493
Poema ao amor que vem
Quero que me venhas nu de versos e de toda poesia... Desnudo de antigas peles, antigos quereres, antigas elegias... Quero que, sendo o mesmo, me venhas outro, quase indolor. Quero que me venhas nu, como quem há pouco haja nascido e que tragas apenas os velhos chinelos, um sonho qualquer - colorido - e o que em ti, ainda restar de amor...