Rahna

Rahna

Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora.

n. 0000-05-04, Rio de Janeiro

Perfil
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Solilêncio

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de quando em vez
um sussurro -
breve brisa brinca
entre as folhas...
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Biografia
Meu nome é Claudia Dutra Gallo. Meu pseudônimo no mundo poético é Rahna, uma homenagem a uma cadelinha que tive na adolescência. Professora, Pedagoga, formadora e multiplicadora. Na rede estadual de ensino do Estado do Rio de Janeiro há trinta anos acumulei vivências maravilhosas, indizíveis e indeléveis. Gosto de escrever poesia, mas não me diria poeta. Parafraseando um velho amigo, Manoel Satyro, eu diria que "sou uma arrumadora de palavras". Bem, ao menos, é o que tento. Bem-vindos(as) ao meu espaço!

Poemas

10

Insone


Hoje o dia 
Acordou mais cedo,
Com um gosto
Amargo na boca...

Talvez tenha
Se embebedado
De estrelas,
Tomado um 
Porre de lua
Ou nas orgias
Noturnas
se deleitado...

Nos meus olhos,
Apenas o peso
Da noite 
Mal dormida
E um brilho
De lágrima
Quase luz...
Quase sonho...
Quase amor...
435

Benedictum


benditos sejam
teus olhos
teu cheiro
teu beijo
teu corpo que se põe sobre o meu...
tua mão que pousa sobre a minha...
bendito o caminho
que te trouxe
despido de antigas verdades
e bendito o tempo
que me fora dado para aguardá-lo...
bendito esperado,
derrama sobre mim
este amor idealizado
e bendigas cada gesto
com promessas de eternidade...
475

Ode ao Amor Inacabado

amor, você me amou todo o tempo...
todo o tempo...
também te amei, amor, todo o tempo...
todo o tempo...
mas não tivemos tempo
de libertarmo-nos a tempo
de um ao outro nos aprisionarmos...
prisioneiros que fomos
do tempo que dispara
alojando balas em destinos...
416

Cinamomo


Sob a velha árvore
Estenderei meus ossos
Cansados da vida...

Sob a velha árvore
Despejarei meus ossos,
Duzentas partes
De mim...

Ossos que já não
Suportam transportar
A parca carne
Que os recobrem...

Sob a velha árvore
Relegarei meus ossos
Extenuados,
Que me seguirem
Já não podem...

Ossos que esperam
Nada mais...

Sob a velha árvore
Depositarei meus ossos
Fatigados da longa
Caminhada...

Que eterno sepulcro
Seja esta árvore calada,
Para os meus ossos
Que querem paz...

(Rahna)
484

Poema do Adeus Definitivo

Vamos...
Devemo-nos dizer
Adeus!
Dividir os bens e os males...
O pão e as pedras...
O riso e a lágrima...
Esvaziar gavetas...
Rasgar fotografias...
Devemos, num esforço extremo
Do extenuado amor que se finda,
Repartir o horizonte
Para que, desvestido das peles do ontem,
Cada um receba na justa medida
Sua porção de Novo Dia...

(Rahna)
483

Eu e o Mar


Nas minhas pupilas
O brilho-fosco das conchas.

Nas minhas mãos
Fragmentos de corais.

No marulhar das ondas
Um segredo vagueia.

Meus rastros na areia -
Efemeridades, não mais.

No barco silente
Um sonho perdido de mim.

A brisa que sopra
Sou eu... Que me desfiz...
491

Solilêncio

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de quando em vez
um sussurro -
breve brisa brinca
entre as folhas...
469

Sonetilho a São Jorge


Vós sois o Santo Guerreiro.
Combateis hordas do mal.
Valente, forte e altaneiro.
Espírito Magistral!

Protege-nos o seu escudo
Forjado em Luz Divinal!
Maléticos, fazei-os mudos,
Com gesto Celestial!

Bravo soldado Cristão,
Por sua fé, imolado.
Fiel fostes ao Messias!

Eia, pois! Meu São Jorge, amado!
Subjugais vós, o dragão
Do medo e da aleivosia!

(Rahna - 23/04/2018)
488

Olhos Distantes

Há ainda um riso
Que baila na boca
Do tempo...

Há uma lua vazia
De face tão pálida
A vagar imprecisa...

Há um canto ao longe
Que é prece cálida
à noite solitária...

Há dois olhos distantes
Que serenos adormecem
Pelo canto, entorpecidos...

E ao som do canto esquecido
Capturo a poesia distraída
Perdida na madrugada...

(Rahna)
493

Poema ao amor que vem


Quero que me venhas nu
de versos e de toda poesia...
Desnudo de antigas peles,
antigos quereres, antigas elegias...
Quero que, sendo o mesmo,
me venhas outro, quase indolor.
Quero que me venhas nu,
como quem há pouco haja nascido
e que tragas apenas os velhos chinelos,
um sonho qualquer - colorido -
e o que em ti, ainda restar de amor...

(Rahna)
516

Comentários (1)

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luisa13

poemas singelos, mas belos e profundos.