raicksouza

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Soneto solto

Nasceu belo. Cresceu-se lindo. Ontem homem. Hoje menino.

Deita no meio peito peludo, criança. Vem viver s(m)eu sonho lindo.

Quero ir contigo ao fim do mundo, só para dizer que fui feliz um dia, se alguém um dia me perguntar o que é a felicidade.

Vá e não deixa de acreditar que a verdade não existe e que nada é real a mesmo que você assim queira
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Poemas

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Soneto solto

Nasceu belo. Cresceu-se lindo. Ontem homem. Hoje menino.

Deita no meio peito peludo, criança. Vem viver s(m)eu sonho lindo.

Quero ir contigo ao fim do mundo, só para dizer que fui feliz um dia, se alguém um dia me perguntar o que é a felicidade.

Vá e não deixa de acreditar que a verdade não existe e que nada é real a mesmo que você assim queira
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Boy magia

Quem o via deitado sobre a cama até poderia imaginar que se tratava de um homem. Um grande homem branco, na sua melhor imagem, na sua mais bonita moldura, na mais perfeita forma física. Mas ali... naquele grande corpo. Residia a eterna alma de um menino interiorano, de gestos nobres, de sorriso largo, de olhar sincero e de jeito faceiro.

Sua pele branca como a face de uma manhã de inverno contrasta com seus olhos castanhos claros de e madeira nova e com os seus cabelos escuros de coloração noturna.

Era um aldeão de cultura escolástica. De criação humilde, mas de um ar nobreza. Fluente nas áreas das ciências. Artesão da fé. Entre suas predileções estava as horas dedicadas às futilidades midiáticas, aos passeios a cavalo e à corrida sobre duas rodas. Tímido em seus gestos. Sincero em seu sorriso rasgado. Rústico em seus hábitos de vida. Rico de simplicidade. Pobre de maldade. Rei do gozo e da graça. Seu nome, tão complexo e tão enigmático quanto a sua vida, é a mais clara expressão do desígnio do majestoso acaso divino. É estúpido admitir o quanto o seu cheiro de R$0,70 desperta em mim um desejo forte de contato físico. Seu toque me estremece de uma forma inexplicável e o seu beijo me satisfaz e até mesmo substituí a esporração, pois, é em si um gozo. Seu suor doce
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Menino sentimental

Reza a lenda que existia um jovem com olhos cor de mel

Que de tão apaixonado ascendeu ao céu

Foi levado pela voluptuosa brisa do fim da tarde

Sem que visse na morte nenhum alarde.

 

Já havia morrido por dentro

Quando em certo momento se viu sozinho

Se a companhia de um amante retirante ou de um “boyzinho”.

 

Era afeito as paixões avassaladoras

Dos beijos molhados e dos suspiros demorados

Do sexo sem pudor

Do afeto depois do amor

Era o melhor amante, amigo e homem que na cama pudesse comparece

Tinha pelo corpo uma enorme admiração

Sendo ele possuidor de um dote invejável

Corpulento, peludo, cheiroso e viril

Era tipo como arquétipo do próprio Adônis

 

Seu fim começou quando se reconheceu solitário

No meio daquela multidão...

Morto!
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