Raquel Ordones
Eu poesia Em uma palavra já me resumi, Por vezes já me senti um verso, Nas frases me dei conta; cresci, Vi-me haicai em meu universo. De trova em trova subi degraus, Em forma de pensamento andei, Levei o indriso nas minhas naus, Colhi poesias, soneto me tornei. Não agradada à alma embrenhei, Brotei-me no encarnado da rosa, Leram-me por aí feito uma prosa. Meus olhos, refrão da minh’alma, O sentimento dimana sem ponto, Estendo-me em ilimitado conto... ღRaquel Ordonesღ
n. 0000-08-13, Uberlândia, MG
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Poemas
92Cor de canela
Havia meia sombra ali; o carro, parou.
Olhou no retrovisor interno: bonita;
Agita os cabelos, o coque desmanchou;
Pegou sua bolsa e desceu; quase levita.
Apita o guarda da rua; desfile em faixa;
Encaixa os passos, atravessa; pé na areia.
Serpenteia um rebolado; não desencaixa.
Abaixa, estende a canga; com sol já na veia.
Alheia; despe-se da veste transparente.
e sente os raios; esparrama o protetor,
Primor; a cor de canela já é presente.
Frente e verso; vice-versa. O sol não embaraça;
Abraça de jeito todo o corpo suado;
Calado; deixa marca tão cheia de graça.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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Arrepio
Ato estúpido; é calor ou frio?
Desvario que de dentro vem, brota.
Bota na pele um quase desafio.
É rio, vulcão, descampado, grota.
É nota corporal de incerta fonte.
Ponte que coliga vísceras e alma,
Calma em agitamento num desmonte;
Horizonte tênue que intriga e acalma.
Palmas pra essa coisa que chega e abraça.
Retraça o sentir, sutil movimento;
Vento saindo pelos poros na raça.
Devassa, se do sussurro: reflexo,
Genuflexo, desejo que transpassa.
Graça: orgasmo cósmico; pelo e sexo.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
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Comentários (1)
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ademir domingos zanotelli
Cara poetisa. tu és tão linda ... que o amor nunca faltara para ti... adorei os versos. bom dia.