Regina Célia de Jesus

Regina Célia de Jesus

n. 1963 BR BR

Vivenciamos todos os dias momentos diferentes; diariamente novas emoções nos visitam, assim amadurecemos, crescemos. Momentos que recebo e guardo como presente divino. Nesses momentos, ora sonhados, ora vividos, um pouco de minha essência escorre por minhas mãos

n. 1963-08-12, Ilhabela - SP. Brasil

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TERNURA NUA

Olhe bem para mim:
Sou uma mulher,
Muito mas que um corpo,
Um porto,
Que te espera,
Que te procura
Em ondas de ternura.
Ancora aqui a tua amargura.
Não tenhas medo do meu chamego.
Na tua vida corrida
Esta faltando um enredo,
Um caso de amor incurável...
Que leve à vida
Irremediável
Feito ferida benigna,
Que não mata mas avisa
Que o tempo vai como o vento,
Esteja em cada momento,
Não te escondas dessa onda,
Dessa chama nas entranhas,
Desse chamego entre almas,
Dessa ternura, dessa calma
Considerada antiguada
Mas continua
Contida,
Nua,
Pura.

(Poema do ano de 1988- por Regina Célia de Jesus - regininhailhabela)
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Biografia
Vivenciamos todos os dias momentos diferentes; diariamente novas emoções nos visitam, assim amadurecemos, crescemos. Momentos que recebo e guardo como presente divino. Nesses momentos, ora sonhados, ora vividos, um pouco de minha essência escorre por minhas mãos, ficando aqui palavras minhas para a memória do tempo.

Poemas

36

UM SIMPLES BOM DIA!

Disseram-me:
_Tenha um lindo domingo nesse seu mundo belo e que você seja o anjo desse paraíso!
Pensei: Que coisa mais especial... Ser anjo!
Prontamente palavras foram ditas em resposta ao meu pensamento:
_E, quem disse que você não é especial... é anjo!
Coisas sublimes assim nos fazem viver melhor!

(Por Regina Célia de Jesus/ Regininhailhabela)
961

GENTE

Gosto de gente, mas não de aglomerados de gente - onde se perde a essência de cada um; gosto de gente "aos poucos"... (Se é que me entende!).
(Frase de Regina Célia de Jesus / Regininhailhabela)
835

GAIVOTA-VIDA

Amor, amigo meu,
Queria tanto
Contigo conviver,
Soltar-se dos sonhos meus!
Ah! _Vida minha menina,
Presa nesse corpo-cela,
Neste amontoado de células
Que se agitam,
Berram,
Gritam...
Eu entendo o teu recado;
(é tão simples, é tão claro);
_Queres brincar
De Viver,
De sair por ai,
De ser!
E choras por não poder,
E gritas por não morrer.
Vai, insista mais uma vez;
Teima, teima até poder
E esquecer-te de cansar...
Vai, gaivota-vida
Sobrevoa a minha dor,
Solta-te do meu corpo;
Continua a buscar
Teu alimento
Sagrado,
Sangrento:
O amor!

(Regina Célia de Jesus - Regininhailhabela)






998

DEZEMBRO, EU TE ABRAÇO!

Dezembro
Eu te abraço!
Afago, enterneço.
Nas ruas as luzes
Começam a brilhar...
Adormeço
Cintilando borboletas,
Esperando fervilhar
Esse novo começo,
Esse "voar" do Planeta
Querendo reavivar
Ações, cores, momentos...
Compartilhamentos!
Correndo a ampulheta, opaca, a incitar:
_Já é hora de reviver,
De rumar, de alegrar!
Deliciosamente sonhando
Viajo "àquele meu lugar"
Onde desperto "O Ser Particular",
Que flui serenamente,
Sem pressa,
Gota a gota,
E nesse dimanar
Que a alma pode olhar
Esqueço lacunas,
Teço dias à observar
Sol, Chuva, Vida...
Crio noites à inspirar,
Paz, Alegrias, Comunhão...
Dezembro eu te abraço,
Te celebro, te vivo!
Absorvida nesse espaço,
Sinto-me semente
Brotando esperança,
Verdejando primavera,
Sorrindo verão!
Mãe-Gaia me paquera
E entre dois mundos,
Como guiada por um fanal,
Desperto a alma
Para "ser amanhecer",
Deixando os sonhos segredados
À divindade do silêncio...
Horizonte de mim mesma!
Acordo "dezembrando"
Em uma brisa de amor,
Enfeitada por dentro,
Abraçando vida;
Olhando amor;
Colhendo alvorecer.
Dormindo novembro,
Despertando dezembro!
Dançam luzes ao anoitecer,
Encantos que se sente,
Brilhos refletindo cores!
Dezembro é meu presente!
Dezembro eu te abraço!

(Poema de Regina Célia de Jesus / Regininhailhabela)
746

Divagando

Há pessoas que aprisionam,
Há pessoas que dão asas...
675

ESCREVO

Eu escrevo para fazer carinhos, afagos, caminhar melhor em meus pensamentos, também eu tinha de encontrar um jeito de distribuir meus abraços,. . . e estreitar minhas distâncias.
Encontrar meu eu, encontrar os pássaros, o orvalho nas flores, observar detalhes: encurtar minhas noites de saudades (de uma enorme saudade de meu pai).
Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das minhas portas... presos pelo singelo laço do pensamento...
(Texto poético de Regina Célia de Jesus / regininhailhabela)
1 141

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