Escrevo influenciado pelo pouco de conhecimento que tenho de filosofia e psicologia, e também influenciado pelos meus sentimentos, ora otimistas, ora melancólicos, e pelo meu cotidiano, que pode ter muita coisa em comum com os sentimentos e cotidiano de outros.
Em cada rosto uma história Em cada história uma memória Memória de uma trajetória De cada dia que constrói a história
Histórias pessoais construídas dia a dia De dia e de noite histórias são construídas No amanhecer e no anoitecer Pessoas fazem acontecer
Cada olhar que passa e que pensa Cada ruga no rosto uma luta Lutando para sobreviver Até chegar o anoitecer
E no anoitecer poder adormecer E sonhar sonhos lindos Que alimentam o poder de crer Que a trajetória seguida levará para uma nova vida
Vidas, trajetórias, histórias e memórias Tudo isso que faz construir o que somos e construir o mundo Mundo vasto de gente, pessoas humanas sonhando e fazendo acontecer Porque temos o poder de crer que vale a pena viver.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Vale a pena viver!. Marília - SP - 2015
Todos os direitos reservados. Esta obra ou parte dela poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados desde que seja citada a fonte e sejam garantidos os direitos autorais.
Escrevo influenciado pelo pouco de conhecimento que tenho de filosofia e psicologia, e também influenciado pelos meus sentimentos, ora otimistas, ora melancólicos, e pelo meu cotidiano, que pode ter muita coisa em comum com os sentimentos e cotidiano de outros.
Sou Pedagogo de formação acadêmica mas não estou exercendo, trabalho como funcionário publico municipal (Escriturário), moro na cidade de Marília interior de São Paulo, Brasil.
Deito e penso Penso em não me levantar Para ter que entrar No labor do ardor
Quero laborar sem me esgotar Quero criar, quero gritar Gritar para dizer e estremecer Que o labor do ardor Me arde a alma e me corrói a calma
Prefiro deitar e pensar Pensar nas ondas do mar Que me levam a imaginar E num instante me calar
Me calo para sentir o calo O calo no meu coração Que também fere a minha mão E destrói minha emoção
Calo na mão, calo no coração Calo no peito, calo no jeito Me calo para sentir, calo o meu pensamento
Pensamento que não voa Pensamento que ressoa Ressoa a pessoa no som que doa
Dói na alma e tira a calma Dói no peito Dói no jeito Dói no pensamento
Pensamento que não sente Pensamento dormente Sinta o calo Cala-te para vê-lo
Cala o calo O calo do labor do ardor Que não faz nascer a flor Só faz nascer a dor
Cria a flor Cria o amor Destrua o labor do ardor E que assim nasça o labor do amor.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Labor do ardor, labor do amor. Marília - SP - 2006
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335
Suor da vida
27/02/2009
Vida suada Vida cansada Suo para viver Vivo para suar
No meu rosto escorre Em minha cabeça corre Córrego de luta Luta que me muda
Mudo para viver Vivo para correr Corro para um dia parar de correr E pensar no quanto suei para viver
Vida suada Vida cansada Sua para exaltar Exalte para ver o suor, de quem corre para te ver no amanhecer
Enxugue o suor do teu rosto Sinta a brisa tocar sua pele Pare e pense! Ao sentir essa brisa Analisa, veja, esteja Na beleza da parada que seca seu suor
Assim soa um novo som Que acalma e gera doce voz Voz que soa o som da vida
Vida que diz: Corra! Mas pare! Pare sem pressa Expressa sua doce voz Que canta não no suor que molha Mas no soar que acalma e mostra sua alma
O suor não é a sentença O suor é a presença Ele molha na corrida E seca com o soar da doce e calma voz
Há corrida e há parada Há luta que passa Passa para te fazer enaltecer A beleza de sentir o prazer da brisa, que seca seu suor ao anoitecer
Durma e sonhe Sonhe com a brisa Não sonhe com a briga Briga apenas para sentir o prazer da brisa, não permitindo que ninguém lhe tire e o faça perder o sentido da vida.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Suor da vida. Marília - SP - 2009
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377
Luar do olhar
29/11/2006
Olhar que olha o mar Que molha o olhar Olhar para ver o luar Banhar as ondas do mar
Olhar para te amar E se emaranhar na luz do luar Olhar que mostra a alma Que fala da calma
O que tem esse olhar? Olhar que tem o prazer de te ver Que vê o que ninguém vê Olhar que pede a você que dê
Dê a esse olhar o mar Dê a esse olhar o luar E recebe desse olhar o mar do amor.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Luar do olhar. Marilia -SP - 2006
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352
Amor de Imensidão
30/11/2006
Sento para pensar Pensar em me entregar Me entregar e te amar Amar sem pensar em te largar
Sente, pense, se entregue, ame, não largue O amor que faz milagre Que cura a alma sedenta Que isenta a alma da solidão
Não! Não minta pro coração Sinta as batidas da emoção Corre para ver essa paixão Que passa na imensidão
Amor! Milagre! Cura a alma sedenta! Liberte-a da solidão Leve-a para seu coração Para sentir sua emoção E se agarrar nesse amor que envolve a imensidão.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Amor de imensidão. Marília - SP - 2006
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365
Solução
20/12/2015
Seguro vou Onde seguro? Seguro na sua mão E vou buscar a solução
Solução onde vou diluir meu amor Para calar a dor A dor de não sentir o calor E o afago quente desse amor
Quero sentir o afago Quero dizer que te trago Trago você para comigo E assim ficarmos unidos
Unidos vamos juntos Em busca da solução Que cala essa inquietação E traz calor para o coração
Solução que acalma a pulsação Que estabiliza a pressão E que não deixa cair no chão Somente nos faz sentir grande emoção
Pressão, pulsação, inquietação Só você tem a solução!
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Solução. Marília - SP - 2015
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391
Mente crente
26/11/2006
Reluz real realidade! Quão vasta e esta infinidade! De homens, de gente, que sente! O que é a realidade?
Homem que busca o que sente. Será? Homem que não sente o que busca Não sente porque mente? Mente para si mesmo que o que busca é o que sente?
Mentira vasta que afasta o homem da semente Que fá-lo pensar não na sua mente e nem no que sente Que fá-lo pensar na mente de quem mente De quem sente que pode controlar sua mente
Mentira inocente, mentira eloquente Inocente porque sente ser a sua mente consistente Consistente? Mentira!
Essa mente não sabe o que sente Só pensa que sente e vende Não sente porque mente Para si e para a gente
Inocente que pensa ser crente Crente no prepotente, que mente o que vende E corrompe sua mente Na inocente e eloquente mente que esconde a serpente Que faz a gente se perder da semente Fruto da gente que não mente
Somente quem mente, perde sua mente Que sente sua mente indecente Porque crente na gente que mente Que essa é a mente decente
Crente! Gente! Sente! Pense! Na realidade urgente.
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399
Chama Solidão
30/11/2006
Não sei se fico Não sei se vou Não sei durmo Não sei se saio
Se saio me distraio Se durmo me esqueço Se fico me atrapalho
Se vou eu me lembro Me lembro que deveria não sair Que deveria ter dormido Dormido para esquecer Mas se esqueço, não me lembro de me distrair
Quero distração Quero emoção Não quero me lembrar dos momentos de solidão
Saio, e na rua me lembro Me lembro da solidão da cama Cama que me chama Para esquecer de partir De partir para esquecer A chama da solidão.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Chama solidão. Marília - SP - 2006
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350
Caminho
25/11/2006
O que penso O que quero O que sonho Te proponho
Na procura do caminho Vou buscando o destino Onde encontrarei a felicidade? Felicidade que penso ser esse sonho
O sonho do que penso e do que quero Não sei se penso, não sei se quero Não sei o que penso, não sei o que quero Estou perdido no caminho
Vou buscando descobrir O meu sonho O meu pensamento Que foram se perdendo pelo caminho
Como achar pelo caminho? Se tantos foram os sonhos e os pensamentos perdidos nele Se tantos foram os sonhos e os pensamentos que acolhi nesse caminho Pensando ser os meus e deixando de lado os verdadeiramente meus. Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Caminho. Marília - SP - 2006
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415
Águas da Vida
11/12/2006
Rio no rio Nado no nada Penso no tempo Sigo no vento
Sinto sorrindo Seguindo o caminho Cantando e chorando Em verso e pranto
Vivo no riso Choro na vida Vivendo e chorando Busco um canto
No canto eu quero Parar e ficar Cantando minha vida Vida vivida
Não posso parar Tenho que andar Vivendo este mundo Fazendo o mundo
Faço a vida A vida me faz Eu olho pra trás E o tempo não traz
O canto parado É para pensar O que me faz E aonde vou chegar
No riso nado no rio No pranto nado no pântano No pântano busco um canto Mas lá não posso ficar
Volto no rio para ver o mar Para me encantar Na força do mar Que força o canto Que força o pranto
Que segue o caminho Que busca o destino Do tempo e do vento Do homem que quer chegar.
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Águas da Vida. Marília - SP - 2006
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371
A Busca
12/12/2006
A busca Busco. O que busco? Neste vasto mundo Minha alma está A procura de não sei o que
Um não sei que me move E as vezes me faz parar Para pensar aonde estou indo E qual caminho devo seguir
Quero sentir, quero viver E as vezes quero não sentir, quero não viver Pois não sei se o que sinto e o que vivo É realmente meu
Quero desvencilhar-me de tudo Para ser realmente eu Pois não posso ser o que sou Amarrado ao nada ou ao tudo
Para que eu possa ser e entender tudo Primeiramente tenho que ser eu Para contribuir com o todo E para que o todo me faça compreender quem eu sou
Renato Sá Freire Nogueira
NOGUEIRA, Renato Sá Freire. A busca. Marília - SP - 2006
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