Lista de Poemas

Livro e livre assim

27/02/2009

Livre, leve, livro!
Livro leva ali!
Ali leve longe!

Leveza que traz beleza
Leva-me para ali
Onde eu possa contemplar a natureza

Natureza humana, natureza em volta
Me leva e me traz de volta
Assim eu levo o que eu sou
E trago o que de lá se mostrou.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Livro e livre assim. Marília -SP - 2009

Todos os direitos reservados. Esta obra ou parte dela poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados desde que seja citada a fonte e sejam garantidos os direitos autorais.
308

Tempo da hora, tempo do vento

26/11/2006

Nasce o dia
Noite morre
Levando meu pensamento
Desprendido das amarras do tempo

Nasce o dia
Que traz o meu pensamento
Algemado na linha do tempo
Sem seguir o ritmo do vento

Não quero hora
Só quero flora
Quero colher amora
Sem pensar no tempo da hora

Corro forte, sigo o norte
Em busca da minha sorte
Tempo para! Não dita a hora!
Não dita a minha morte!

No tempo da hora
Não vejo a aurora
Só vejo a hora da minha morte

No tempo do vento
Não sigo a linha do tempo
Só sigo meu pensamento
Que jaz no tempo da hora
Maldita hora! Que mata meu sentimento!

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Tempo da hora, tempo do vento. Marília - SP - 2006

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409

Labor do ardor, labor do amor

01/12/2006

Deito e penso
Penso em não me levantar
Para ter que entrar
No labor do ardor

Quero laborar sem me esgotar
Quero criar, quero gritar
Gritar para dizer e estremecer
Que o labor do ardor
Me arde a alma e me corrói a calma

Prefiro deitar e pensar
Pensar nas ondas do mar
Que me levam a imaginar
E num instante me calar

Me calo para sentir o calo
O calo no meu coração
Que também fere a minha mão
E destrói minha emoção

Calo na mão, calo no coração
Calo no peito, calo no jeito
Me calo para sentir, calo o meu pensamento

Pensamento que não voa
Pensamento que ressoa
Ressoa a pessoa no som que doa

Dói na alma e tira a calma
Dói no peito
Dói no jeito
Dói no pensamento

Pensamento que não sente
Pensamento dormente
Sinta o calo
Cala-te para vê-lo

Cala o calo
O calo do labor do ardor
Que não faz nascer a flor
Só faz nascer a dor

Cria a flor
Cria o amor
Destrua o labor do ardor
E que assim nasça o labor do amor.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Labor do ardor, labor do amor. Marília - SP - 2006

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323

Inquietação

25/04/2016

O que há com meu coração?
Essa constante inquietação
Que mexe com minha emoção
Eu vou buscando ter noção do que fez esse amor na minha vida

É uma mistura de vontade e medo
Vontade de ver e estar junto
E medo de perder esse amor

Amor que causa alegria
Alegria de estar vivo
Buscando aquilo que nos faz mais intensos
E intentos de continuar lutando para que esse amor sobreviva.

Renato Sá Freire Nogueira.

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348

Música da vida

30/10/2015

Quão doce é este sentimento
Que se aflora neste momento
Pensamentos que vêm
Pensamentos que vão

Quão vasta é esta filosofia
Que tenta explicar o sentido da vida
Vidas que vêm, vidas que vão
E alegram meu coração

Dá até para cantar uma canção
Que fala dessa emoção
Com voz e tom de algodão
Para alegrar essa multidão

Multidão de gente e pensamentos
Que buscam essa música
Tentando fazer que ela seja única
Dando sentido para a vida

Sons, tons e ouvidos para ouvir
Para dividir com todos
O doce som da música da vida.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Música da vida. Marília - SP - 2015

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409

Suor da vida

27/02/2009

Vida suada
Vida cansada
Suo para viver
Vivo para suar

No meu rosto escorre
Em minha cabeça corre
Córrego de luta
Luta que me muda

Mudo para viver
Vivo para correr
Corro para um dia parar de correr
E pensar no quanto suei para viver

Vida suada
Vida cansada
Sua para exaltar
Exalte para ver o suor, de quem corre para te ver no amanhecer

Enxugue o suor do teu rosto
Sinta a brisa tocar sua pele
Pare e pense!
Ao sentir essa brisa
Analisa, veja, esteja
Na beleza da parada que seca seu suor

Assim soa um novo som
Que acalma e gera doce voz
Voz que soa o som da vida

Vida que diz:
Corra! Mas pare!
Pare sem pressa
Expressa sua doce voz
Que canta não no suor que molha
Mas no soar que acalma e mostra sua alma

O suor não é a sentença
O suor é a presença
Ele molha na corrida
E seca com o soar da doce e calma voz

Há corrida e há parada
Há luta que passa
Passa para te fazer enaltecer
A beleza de sentir o prazer da brisa, que seca seu suor ao anoitecer

Durma e sonhe
Sonhe com a brisa
Não sonhe com a briga
Briga apenas para sentir o prazer da brisa, não permitindo que ninguém lhe tire e o faça perder o sentido da vida.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Suor da vida. Marília - SP - 2009

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361

Alma Calma

25/11/2006

Sentindo, sentindo, sentindo
Sento, penso. E como penso!
No que fazer para entender minha alma
Para interpretar esse espírito da fauna

Fauna que pensa, que pensa
O que quer essa alma?
Aonde vais? O que buscais?
Alma, fauna, calma!

Caminha calma
No bosque do mundo alma
Falta. O que falta?
Bate palma e vai na calma

Sente, pense, busque, grite!
Sacia teu apetite!
Vais em busca da alma grande
Plante, regue, mede, cante!

Cede tua alma de fauna
Para o bosque do coração
Segue a alma, cede tua alma
Para o bosque da imensidão.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Alma calma. Marília - SP - 2006

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371

Luar do olhar

29/11/2006

Olhar que olha o mar
Que molha o olhar
Olhar para ver o luar
Banhar as ondas do mar

Olhar para te amar
E se emaranhar na luz do luar
Olhar que mostra a alma
Que fala da calma

O que tem esse olhar?
Olhar que tem o prazer de te ver
Que vê o que ninguém vê
Olhar que pede a você que dê

Dê a esse olhar o mar
Dê a esse olhar o luar
E recebe desse olhar o mar do amor.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Luar do olhar. Marilia -SP - 2006

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338

Amor de Imensidão

30/11/2006

Sento para pensar
Pensar em me entregar
Me entregar e te amar
Amar sem pensar em te largar

Sente, pense, se entregue, ame, não largue
O amor que faz milagre
Que cura a alma sedenta
Que isenta a alma da solidão

Não! Não minta pro coração
Sinta as batidas da emoção
Corre para ver essa paixão
Que passa na imensidão

Amor! Milagre! Cura a alma sedenta!
Liberte-a da solidão
Leve-a para seu coração
Para sentir sua emoção
E se agarrar nesse amor que envolve a imensidão.

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. Amor de imensidão. Marília - SP - 2006

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353

A Busca

12/12/2006

A busca
Busco. O que busco?
Neste vasto mundo
Minha alma está
A procura de não sei o que

Um não sei que me move
E as vezes me faz parar
Para pensar aonde estou indo
E qual caminho devo seguir

Quero sentir, quero viver
E as vezes quero não sentir, quero não viver
Pois não sei se o que sinto e o que vivo
É realmente meu

Quero desvencilhar-me de tudo
Para ser realmente eu
Pois não posso ser o que sou
Amarrado ao nada ou ao tudo

Para que eu possa ser e entender tudo
Primeiramente tenho que ser eu
Para contribuir com o todo
E para que o todo me faça compreender quem eu sou

Renato Sá Freire Nogueira

NOGUEIRA, Renato Sá Freire. A busca. Marília - SP - 2006

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Escrevo influenciado pelo pouco de conhecimento que tenho de filosofia e psicologia, e também influenciado pelos meus sentimentos, ora otimistas, ora melancólicos, e pelo meu cotidiano, que pode ter muita coisa em comum com os sentimentos e cotidiano de outros. Sou Pedagogo de formação acadêmica mas não estou exercendo, trabalho como funcionário publico municipal (Escriturário), moro na cidade de Marília interior de São Paulo, Brasil.