Lista de Poemas
Fim de ano
No silêncio de uma sala
onde só o barulho dos ventiladores
era possível ouvir.
No compasso da professora
viamos o tempo passar.
Naquele momento, ponho-me
a escrever uma canção:
"onde o tempo não passa
onde a vida se vive
e o barulho se cala,
estarei lá!
descrevendo a vida
entre a caneta e o caderno..."
Olho para o lado e nada percebo
um simples aluno com sua vida
a escrever, tentando colar!
Como se tudo fosse igual
a de um qualquer.
Lamentando seu destino
ponjo-me a chorar...
Qual consequência isso o trará?
onde só o barulho dos ventiladores
era possível ouvir.
No compasso da professora
viamos o tempo passar.
Naquele momento, ponho-me
a escrever uma canção:
"onde o tempo não passa
onde a vida se vive
e o barulho se cala,
estarei lá!
descrevendo a vida
entre a caneta e o caderno..."
Olho para o lado e nada percebo
um simples aluno com sua vida
a escrever, tentando colar!
Como se tudo fosse igual
a de um qualquer.
Lamentando seu destino
ponjo-me a chorar...
Qual consequência isso o trará?
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Um dia qualquer...
A vida a cada dia sabe me surpreender!
A cada detalhe que deixo escapar,
Em cada segundo a se passar,
A cada batida a palpitar...
Sinto que algo se vai.
Da existência sobra somente as lembranças.
Sinto-me um estranho neste vasto universo
Nada faz sentido, exatamente nada.
Tantas coisas acontecem em segundos,
Piscar de olhos,
Uma lágrima a cair
Uma ferida a sangrar
Um eterno que se acaba
Um fim que recomeça...
Confusão, muita bagunça,
Gritos, berros, choro!
Risadas, palmadas, socos e pauladas.
Finais e recomeços.
Guerra e paz!
Amor e ódio, muito ódio!
Triste, me sinto infeliz.
Causa e consequência,
Ação e reação,
Raio e trovão.
Silêncio!
E volta a pulsar...
E começa a chorar...
E retorna a amar...
Confuso, muito confuso!
Amar, viver, sobreviver, morrer
Fim, término e acabou.
Pensar, agir e observar
Flutuar, sim flutuar!
Nas ondas dos sonhos...
Nas expectativas de ser feliz...
Na intenção de amar...
Na vontade de viver,
Perco tempo em detalhes
Preocupo com o tempo
Mas no final sempre esquecemos do básico
A coisa mais simples
Simplesmente... ser feliz!
A cada detalhe que deixo escapar,
Em cada segundo a se passar,
A cada batida a palpitar...
Sinto que algo se vai.
Da existência sobra somente as lembranças.
Sinto-me um estranho neste vasto universo
Nada faz sentido, exatamente nada.
Tantas coisas acontecem em segundos,
Piscar de olhos,
Uma lágrima a cair
Uma ferida a sangrar
Um eterno que se acaba
Um fim que recomeça...
Confusão, muita bagunça,
Gritos, berros, choro!
Risadas, palmadas, socos e pauladas.
Finais e recomeços.
Guerra e paz!
Amor e ódio, muito ódio!
Triste, me sinto infeliz.
Causa e consequência,
Ação e reação,
Raio e trovão.
Silêncio!
E volta a pulsar...
E começa a chorar...
E retorna a amar...
Confuso, muito confuso!
Amar, viver, sobreviver, morrer
Fim, término e acabou.
Pensar, agir e observar
Flutuar, sim flutuar!
Nas ondas dos sonhos...
Nas expectativas de ser feliz...
Na intenção de amar...
Na vontade de viver,
Perco tempo em detalhes
Preocupo com o tempo
Mas no final sempre esquecemos do básico
A coisa mais simples
Simplesmente... ser feliz!
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Liber(idade)
Como é bom se libertar
Dá penas às asas,
cortar as algemas
Rumo a um mundo vago e disperso.
Como és bom poder viver
aceitar seus instintos
Aceitar que quem nasce presa
Jamais será predador.
Como é bom ter ação e poder reagir
Tornar - se submisso à submissão.
Dá penas às asas,
cortar as algemas
Rumo a um mundo vago e disperso.
Como és bom poder viver
aceitar seus instintos
Aceitar que quem nasce presa
Jamais será predador.
Como é bom ter ação e poder reagir
Tornar - se submisso à submissão.
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Meus pés
A poesia é meu mundo.
Minha casa é as frases,
meus pais o alfabeto,
meu irmão o assíndeto,
minha irmã a metáfora.
Meu avô se chama pleonasmo,
minha avó crase.
Meus primos os pronomes e artigos
condenam meus verbos.
As vezes falo da oração
com as frases, sem saber nada.
As vezes falo palavras de A até Z
pronunciando o bê-á-ba!
Minha casa é as frases,
meus pais o alfabeto,
meu irmão o assíndeto,
minha irmã a metáfora.
Meu avô se chama pleonasmo,
minha avó crase.
Meus primos os pronomes e artigos
condenam meus verbos.
As vezes falo da oração
com as frases, sem saber nada.
As vezes falo palavras de A até Z
pronunciando o bê-á-ba!
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Comentários (2)
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Obrigado!
boa poesia, os meus parabéns