Lista de Poemas

Borboleta


Borboleta que voa,
que bate asas,
que faz redemoinho.

Que saúda a gente,
com amor
e com carinho.

O tempo todo te olho,
te admiro,
te namoro.

Menina bonita...
Borboleta dos meus olhos.
240

O futuro


O futuro é como a utopia,
serve para que continuamos caminhando,
nos putrificando dia a dia.

Construindo memórias,
fazendo parte das falsas histórias,
definindo o que é certo,
mesmo com opinião incerta.

“Certo é ver a lua...
Correr loucamente na rua,
falar com as estrelas,
navegar, dormir e poder recitar no luar”.

“Acordar na aurora,
ensinar as crianças,
reanimar a esperança.
Acreditando no presente,
na poesia consciente,
no sol que ainda brilha”.

“Em Alepo não tem mais sol,
não tem mais futuro,
apenas corpos duros”.
223

Sereias


BANHADAS PELAS sagradas águas
Do mar.
MORADIA De Yemanjá.

Em seu canto.
Maravilhas,
Poesias.

Coisas que poeta gosta de observar,
Sereias do mar...
A poesia mora nesse sagrado lar.

Por uma irei me apaixonar.
Mas se quiser voar...
PODE VOAR.

O poeta faz parte do céu.
O poeta faz parte do mar.
Ele é filho do Divino,
ele é filho de Yemanjá.
169

No cruzeiro


Só tinha sangue guerreiro,
herdeiros por inteiros,
guardiões da boa arte.
Cheguei, colei.

“Senti até parte,
também sou filho da arte”.

Cada um com seu estilo,
em várias cores de pensamentos;
que pensam próximo do que penso.

Um verdadeiro “bucetê”,
que a família tradicional não quer ver.
Um mundo de pura harmonia;
uma morada de muitas poesias.
202

Estrela cadente


Ao solitário mundo do poeta,
ela chegou.
Ocupou o lugar privilegiado
e fez o momento ficar todo iluminado.

Em seu olhar, tinha um toque sagrado.
por onde olhava,
meu eu te acompanhava.
e, de forma discreta... Te namorava.

Num piscar de olhos, ela se vai.
Mas... Como estrela cadente,
ela fica em nossa mente.

E eu, como bom sonhador,
espero ela voltar,
para o meu pedido se realizar.
249

Transe romântico


Esta morte que me acompanha,
me deixa ser um jovem cheio de manha.
Egocêntrico!
Herói da subjetividade.
Porém... perdido na turbulenta sociedade.

Meu amor foi alcançado,
mas continuo com o coração desesperado,
em plena decadência,
de minha própria sobrevivência.

Mas que tubulação mental
é viver sendo racional.

Clamando!
Endeusando!
E ficando mais uma vez em segundo plano.

A culpa é dos deuses?
Ou dos burgueses?

Também pode ser minha,

que não me dei conta da vida em fantasia
e me tornei uma metáfora, transbordando poesia.
159

Vida dura


Enquanto o povo
come rapadura
se reaviva
mais uma ditadura.

“O povo acha gostoso”
e vive discutindo...
Quem nasceu primeiro?
“A galinha ou o ovo? ”

Engraçado...

Querem ordem e progresso
de novo!
E nos desejam o feliz ano novo.
194

08:00 Horas da manhã


Corpos em movimentos,
um, dois, um, dois.
Um passo atrás do outro.
Tão monótono.

Uns corpos com pressa,
uns corpos com sono.
Uns corpos com raiva,
uns corpos com lesões.
Todos numa única direção.

Trabalho!
Progresso!
Manipulação.

Um, dois, um, dois...
Trabalho!
Progresso!
Um, dois, um, dois...
Lá estava eu,
o ateu e muitas orações para Deus.
245

Trabalhadores


Números, números, números.
Sem alma, sem vida, números!

Prisioneiros, carrascos monótonos.
Assalariados perdidos no tempo.
Tempo planejado sem erro, sem piedade.

Números humanos,
números domados.

Homens números!
Números homens,
uma mistura só; coisa da cidade.
155

Prof. de artes


Desde criança sabia
que um dia,
uma prof.ª de artes,
eu beijaria.

Beijaria de uma forma tão doce,
tocando levemente em seu pescoço,
revivendo todo meu EU.
Ou seu eu, em mim.
Minha própria poesia.

“A prof.ª artes
tinha pureza e poesia”.

Regalia, regalia...
no último dia
nasceu essa poesia.
184

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.

NoComments

Romildo de Souza Silva “nasci em Pontes e Lacerda – MT no ano de 1991, mas me mudei para Santana de Parnaíba-SP com menos de um ano de idade. Sou novo poeta Brasileiro e trago em meus poemas uma expressão literária, não muito culta, mas uma linguagem popular, a qual vivenciei tanto nos ambientes periféricos, quanto nos ambientes centralizados”. A energia poética começou a circular em minha vida desde muito cedo. “Sempre enfeitava as palavras para trazer um tom mais agradável e diferente daquele robusto e grosseiro do qual vivenciei”. Mas como não tinha muita prática de escrita, na maioria das vezes meus poemas ficavam soltos para o universo. Em 2010, quando estava terminando o ensino médio, na escola Prof. Ruth de Azevedo Silva Rodrigues, em Santana de Parnaíba – SP, passei a ter mais propriedade com o poema, tanto na parte escrita, quanto na parte declamada. Em 2011, comecei a fazer aulas de teatro no instituto SU-FRUTOVERDEUS, cheguei a participar de várias peças tea-trais, sendo que uma delas ficou muito popular pela região. A peça “UM MORRO E DUAS CIDADES NUM PLANETA ENFERMO”, do meu conceituado professor e diretor Weber Carvalho, o Teixeira. Então passei a atuar no instituto, com a realização de teatro nas escolas, tapete literário nas praças e em eventos artísticos. Isto é, levávamos os livros até as pessoas para que elas criassem gosto pela leitura. Com isso comecei a participar de saraus, pelos quais eu me apaixonei. “O sarau sem dúvida é a parte inicial para que qualquer artista que está se descobrindo, possa se encontrar, usando todas as ferramentas que atuam no sub-consciente de seu interior”. Em 2013, me retirei do instituto SUFRUTOVERDEUS, para seguir com a “COMPANHIA MOVIMENTO DE DRA-MATURGIA RURAL”, um grupo de educadores que começou a desenvolver a construção de suas próprias histórias e trazer o conceito de que cada um é capaz de produzir algo com grande poder de transformação. Nisso passei a dar aulas de teatro. Tive o maior prazer de montar a peça “QUE CHEIRO É ESSE SENHORES? ” Questionando o público, o porquê do rio TIETÊ ter um cheiro que nos mata aos poucos. E na apresentação tinha apenas atores mirins, sendo a maioria deles, os meus ir-mãozinhos. E no decorrer desse estágio artístico que tive o maior prazer de fazer parte, sensibilizei-me mais pela poesia, tanto na percepção, quanto na materialização do pensamento poético. Foi então que publiquei meu primeiro livro “PENSAMENTOS EM POEMA”, um trabalho que me deu base para continuar aprendendo. E agora chego no segundo livro “POESIAS” com sentimento de muita compaixão comigo mesmo e com o mundo.