Lista de Poemas

ROBERTO CARLOS

Esse cara é meta
De quem for o artista
No doeto de Natal
É presente de conquista
Especial tão almejado
Para poucos o desfrute
O plebeu se acha o tal
O que para o Rei é amiúde
127

CONSCIÊNCIA NEGRA

Negra não!
Consciência!
Consciência humana.
Consciência sem cor.
Tem cor! É cinza!
Cinza da massa,
Massa cinzenta.

Afro brasileiro?
Afro não!
Brasileiro!
Nasceu aqui,
Longe de lá.
Perto na cor,
Preto da cor.

Gente racista?
Gente não!
Racista!
Homofóbico, machista,
Ariano, ateísta.
Gente ruim,
Parasita!

Quem tem cor?
Bunda tem cor?
Peito tem cor?
Aquilo tem cor?
Dinheiro não tem!
Demagogos!
Hipócritas!

O manso não tem cor,
Está na bíblia:
“Bem aventurado
O homem bom”.
Qualquer cor,
Qualquer credo,
Qualquer família.
164

CADÊ?

Onde estamos nós?
Poucos nas escolas
Poucos na TV
Muito branco atuando.

Onde estamos nós?
Poucos no congresso
Poucos na Umbanda
Muito branco incorporando.

Onde estamos nós?
Poucos protestando
Muito branco gritando.

Onde estamos nós?
Poucos nós não somos
Onde nós estamos?
103

GALERA

Não sinto falta do que foi.
Mas de tudo que poderia ter sido.
148

HOJE

Na minha vida
Nada combina
Desatina
Diverge e termina
Na minha vida
Nada combina
Diverge e termina
Desatina
Na minha vida
Nada combina
Xadrez com listras
Na minha vida
Nada combina
Minha sina
150

PAIXÃO NA BOSSA

Recusa ser feliz
Por que tanto olha o mar?
Faz sentido para amantes
Para um, é só um mar.

O passado tão presente
Dele é tão refém
Condenaras-te à tristeza
Não só tu, a mim também.

Carga fatigosa
Descompassa o coração
Joga a todos para longe
Desesperado empurrão.

Quando estiveres pronta
No presente arriscar
Larga ao chão todo esse peso
E vem pra cama me amar.
132

EU

Não me espera,
Eu não volto mais atrás.
Já era!
Pra frente que se vai.

Amar é bom,
Sofrer não é legal.
É desespero,
É dor irracional.

Você não entende?
Um mais um, é para somar.
Se diferente
O melhor é tudo acabar.

Estar comigo,
É não existir mais nós.
Se a companhia é má
Então que sigamos sós.

Prazer tenho em me conhecer.
É bom poder voltar,
Reencontrar a mim,
Aprender de novo, a me amar.
122

INTERROGAÇÃO

Quem eu sou?
O que me espera?
A quem vou esperar?
Posso continuar a perguntar?
Isso é vida?
A morte onde está?
Será que demora?
Será que nunca virá?
O passado é uma navalha,
Que retalha o presente,
Cicatrizando o futuro.
A certeza de estar errado,
É minha única certeza
Que estou certo!
147

NATAL

No mês dos parabéns
Qual problema tem
Se nesse dia não foi?

Num lugar lá em Belém
Data certa ninguém tem
Nasce Nosso Salvador.

Que mês será o certo?
Todo dia é o correto
De Jesus Nosso Senhor.
128

SASSÁ

Alma tenra de casca dura
Gentil com consanguíneos
Estende aos irmãos da alma
Cuidados, preces e carinho.

Extrínseco de Virgulino
Parentela no sobrenome carrega
Intrínseca alma de menino
Quem te mira nos olhos enxerga.

Diante dos males que te atingem
Sorri matreiro das provas
Malogros e reveses não te afligem.

Quem desiste sem lutar
Não conhece a história
Do meu grande amigo Sassá.
98

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joaoeuzebio

DESPREZO UM BELO POEMA AMAR SEM SER AMADO

Robson Wagner de Souza nasceu no Rio de Janeiro, em 08 de fevereiro de 1970, domingo de carnaval, às 13 horas. Desde 1983 escreve poesias para conquistar as colegas de turma que apreciavam poesias. Em 1987 ingressa no Colégio Dom Pedro II, ensino médio, em São Cristovão – Rio de Janeiro/RJ. Sua vida acadêmica teve início no ano de 2006 na Universidade Augusto Motta, cursando engenharia civil, fazendo somente quatro períodos. Ingressou logo em seguida, ano de 2009, na Fundação Técnico-Educacional Souza Marques, recomeçando o mesmo curso de engenharia civil, fazendo somente dois períodos. Em 2011 retorna para Universidade Augusto Motta cursando um período de Arquitetura e Urbanismo. No ano de 2014 começa a exercer a função de Mestre de Obras, responsável pela construção de dois prédios, na zona oeste do Rio de Janeiro. E logo em seguida, ano de 2015, se forma em Técnico de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Universidade Estácio de Sá. No ano de 2017 deixa fluir toda sua vocação poética e nunca mais parou...