Não adianta rezar Haverá sempre 1000 pesares Nos corações contritos.
Já são mais de seiscentos Mil e rostos aflitos.
Chacinas de crianças Mais e mais matanças Anjos e políticos na TV Que enganam você.
Morre uma canção Uma Senna sai de cena Não basta rezar uma novena Ou uma centena.
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Véu palatino
Tua saliva é acido A queimar meu hálito A liquefazer meus dentes A descascar meus lábios.
Teu sorrizo é brasa Queimando meus sonhos Incinerando meus poemas.
Teu sangue é combustível É álcool no meu corpo Embriaga-me, agora sou um bêbado e louco.
Teu beijo leva-me ao céu Ao céu da tua boca.
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Poeta Senil
Um sabor senecto Na boca Um olhar senecto Nos olhos Sigo por sendas Que meu próprio orgasmo criou.
Um sabor velho Na boca Um olhar antigo Nos olhos Sigo por atalhos Que meu próprio prazer criou.
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Descasamento
Portas abertas Saídas sem voltas Passos passados Pássaros soltos Dias e noites.
Você não percebeu O que eu não pude ver.
Você sempre foi a mesma Mesmo entre tropeços E atropelos.
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Plantação
Nossa estupidez Já plantou mais de 80 mil e não somos árvores.
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Solidez Fran
Estou com meus poemas Aos teus pés E não te peço nada.
Mas às vezes sussurro Teu nome Com pressa Com ansiedade Com desespero. Compre-me a alma Senão te darei ela de graça Nada mais me falta Tua falta agora me preenche.
A poesia profere Teu nome Faz lembrar Teu rosto, gosto.
Me leva a sussurrar Teu nome E sei que é parte de mim Que és metade de mim.
Estou com meus poemas Jogados aos teus pés E não te Peço nada.
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Mundo Confinado
Eu sou poeta de um mundo abatido Em sombras do passado Eu sou poeta de um mundo mudo debilitado Um mundo envolto em sombras do passado.
Queria eu ser poeta de um outro mundo E estou no mundo real Abarrotado de sentimentos abstratos
Eu sou poeta ímpar Poeta abstêmio Sou poeta pálido de frases contraditórias Que para mim só faz sentido agora.
Eu sou igual outro que não é igual a mim.
Eu sou poeta num mundo cálido Que se arrasta em sombras do passado Que se fere com suas próprias armas.
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Carpe diem
Vou encontrar novas maneiras De voltar aos meus velhos caminhos.
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Meu Céu
Teu beijo leva-me ao céu Ao céu da tua boca.
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Talvez seja arte
Talvez seja arte Morrer assim Beijar tua boca Se sentir assim.
Talvez seja arte Sentir teu perfume Talvez seja arte Morrer ao teu lado Sem sentir ciúme.
Talvez seja arte Dar mais um passo e cair. Arte da mais perfeita solidão.
Talvez seja fácil Nascer em teus braços Acariciar teu peito escasso.
Talvez seja fácil Ouvir tua voz, num som curioso Que não posso tocar Com o amor do meu peito.
Talvez seja fácil Olhar meus passos E sair.
Talvez seja fácil Beijar te a face Ser poeta e crê na arte.