Sândalo de Dandi

Sândalo de Dandi

n. 1973 BR BR

Sou igual outro que não é igual a mim.

n. 1973-08-23, Tocantins

Perfil
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Conclusão


Estou cansado
Do teu rosto
Do teu gosto
Do teu jeito
Dos teus feitos.

Estou farto
Dos teus mormaços
Dos cansaços
Dos teus traços
Dos teus abraços.

Estou indignado
Com tuas brigas
Com tuas amigas
Com tuas saídas
Tuas intrigas.

Estou louco
E rouco
Por te amar tanto
E tão pouco.
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Poemas

49

Mascaras

Não adianta rezar
Haverá sempre 1000 pesares
Nos corações contritos.

Já são mais de seiscentos Mil e rostos aflitos.

Chacinas de crianças
Mais e mais matanças
Anjos e políticos na TV
Que enganam você.

Morre uma canção
Uma Senna sai de cena
Não basta rezar uma novena
Ou uma centena.
1 063

Religião Urbana (Fragmentos)

De olhos abertos
Vejo que o TEMPO está PERDIDO
HÁ TEMPOS, e como se não houvesse amanhã
A PERFEIÇÃO bate a minha porta....

Vivendo nessa METRÓPOLES de FABRICAs e de PLANTAS EMBAIXO DO AQUÁRIO, ouvindo e vendo MUSICA URBANA
POR ENQUANTO, O MUNDO ANDA TÃO COMPLICADO e acho que do jeito que as coisas estão, parece ser necessário vender todas as almas dos nossos ÍNDIOS num leilão.
QUE PAÍS....
585

Descasamento

Portas abertas
Saídas sem voltas
Passos passados
Pássaros soltos
Dias e noites.

Você não percebeu
O que eu não pude ver.

Você sempre foi a mesma
Mesmo entre tropeços
E atropelos.
1 198

Mundo Confinado

Eu sou poeta de um mundo abatido
Em sombras do passado
Eu sou poeta de um mundo mudo debilitado
Um mundo envolto em sombras do passado.

Queria eu ser poeta de um outro mundo
E estou no mundo real
Abarrotado de sentimentos abstratos

Eu sou poeta ímpar
Poeta abstêmio
Sou poeta pálido de frases contraditórias
Que para mim só faz sentido agora.

Eu sou igual outro que não é igual a mim.

Eu sou poeta num mundo cálido
Que se arrasta em sombras do passado
Que se fere com suas próprias armas.
1 261

Carpe diem

Vou encontrar novas maneiras
De voltar aos meus velhos caminhos.
983

Meu Céu

Teu beijo leva-me ao céu
Ao céu da tua boca.
1 305

Véu palatino

Tua saliva é acido
A queimar meu hálito
A liquefazer meus dentes
A descascar meus lábios.

Teu sorrizo é brasa
Queimando meus sonhos
Incinerando meus poemas.

Teu sangue é combustível
É álcool no meu corpo
Embriaga-me, agora sou um bêbado e louco.

 
Teu beijo leva-me ao céu
Ao céu da tua boca.
1 015

Poeta Senil

Um sabor senecto
Na boca
Um olhar senecto
Nos olhos
Sigo por sendas
Que meu próprio orgasmo criou.

Um sabor velho
Na boca
Um olhar antigo
Nos olhos
Sigo por atalhos
Que meu próprio prazer criou.
965

Solidez Fran

Estou com meus poemas
Aos teus pés
E não te peço nada.

Mas às vezes sussurro
Teu nome
Com pressa
Com ansiedade
Com desespero.
 
Compre-me a alma
Senão te darei ela de graça
Nada mais me falta
Tua falta agora me preenche.

 
A poesia profere
Teu nome
Faz lembrar
Teu rosto, gosto.

Me leva a sussurrar
Teu nome
E sei que é parte de mim
Que és metade de mim.

Estou com meus poemas
Jogados aos teus pés
E não te
Peço nada.
1 050

Talvez seja arte

Talvez seja arte
Morrer assim
Beijar tua boca
Se sentir assim.

Talvez seja arte
Sentir teu perfume
Talvez seja arte
Morrer ao teu lado
Sem sentir ciúme.

Talvez seja arte
Dar mais um passo e cair.
Arte da mais perfeita solidão.

Talvez seja fácil
Nascer em teus braços
Acariciar teu peito escasso.

Talvez seja fácil
Ouvir tua voz, num som curioso
Que não posso tocar
Com o amor do meu peito.

Talvez seja fácil
Olhar meus passos
E sair.

Talvez seja fácil
Beijar te a face
Ser poeta e crê na arte.

Eudes / Washington / J. Veloso 
1994
1 292

Comentários (2)

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Sândalo de Dandi

Eu que agradeço, por ler.

_tuliodias

Raimundo, seus escritos são lindos, toca. Obrigado por compartilhar!