Lista de Poemas
Anjo Demônio
#ANJO #DEMÔNIO
Chegando, assim, do nada...
Com a barba por fazer...
Cheiroso e cafajeste...
Como homem tem que ser...
Me roubou um beijo...
Me deixou sem jeito...
Tirou meu ar...
Disse que iria me amar...
De doce lábios me seduziu...
Me fez sentir...
O que sempre sonhei...
Na loucura do momento...
Me entreguei...
Me deixei envolver...
Me abraçou tão forte...
Jogou com minha sorte...
Me tocou onde não deveria..
Me amou tanto...
Que eu pensei que não merecia...
Diante de tanta ousadia...
Entreguei-me inteiramente nesse dia...
Esqueci-me das madrugadas frias...
Na volúpia me deitei...
Me sujeitei, deletei, aproveitei...
Tive medo que no balanço das horas...
Esse encanto acabasse...
Que no romper da aurora...
Já não mais me amasse...
Seria muita dor...
Perder esse estranho amor...
Que encontrei...
Quando já não mais procurava...
Quando, minha alma indignada...
Só sofria...
Tamanha loucura...
Comigo aconteceu...
Amei com tanta paixão...
Até doer meu coração...
Ao tocar os céus...
Me perdi...
Me encontrei...
E até hoje não sei...
Como chegou...
E como foi embora...
Quem me amou não posso afirmar...
Se foi um anjo...
Ou um demônio a me tentar...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
.
Chegando, assim, do nada...
Com a barba por fazer...
Cheiroso e cafajeste...
Como homem tem que ser...
Me roubou um beijo...
Me deixou sem jeito...
Tirou meu ar...
Disse que iria me amar...
De doce lábios me seduziu...
Me fez sentir...
O que sempre sonhei...
Na loucura do momento...
Me entreguei...
Me deixei envolver...
Me abraçou tão forte...
Jogou com minha sorte...
Me tocou onde não deveria..
Me amou tanto...
Que eu pensei que não merecia...
Diante de tanta ousadia...
Entreguei-me inteiramente nesse dia...
Esqueci-me das madrugadas frias...
Na volúpia me deitei...
Me sujeitei, deletei, aproveitei...
Tive medo que no balanço das horas...
Esse encanto acabasse...
Que no romper da aurora...
Já não mais me amasse...
Seria muita dor...
Perder esse estranho amor...
Que encontrei...
Quando já não mais procurava...
Quando, minha alma indignada...
Só sofria...
Tamanha loucura...
Comigo aconteceu...
Amei com tanta paixão...
Até doer meu coração...
Ao tocar os céus...
Me perdi...
Me encontrei...
E até hoje não sei...
Como chegou...
E como foi embora...
Quem me amou não posso afirmar...
Se foi um anjo...
Ou um demônio a me tentar...
Sandro Paschoal Nogueira
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142
2400 vezes por ano
2400 #vezes #por #ano...
A leveza que impressiona...
No fado das horas contadas...
Encontrar nas noites...
Um abraço bem dado...
Um copo de catuaba...
Uma prosa jogada fora...
Rir e descontrair...
Viver é sentir...
Não esperar a morte...
Com medo de agir...
Trancado dentro de casa...
Não sou assim...
Não troco uma boa conversa...
Cheio de pilhéria...
De gente faceira...
Sem amizade traiçoeira...
Porém não lhe critico ...
Faça como melhor achar...
Use máscaras...
Fique em casa...
Ande de quatro...
Se alguém lhe mandar...
Enquanto você aceita...
Em casa ficar...
Se deixa manipular...
Estão a sua vida a roubar...
Me chamem de tolo...
Quem assim desejar...
Prefiro ser um tolo...
Do que me permitirem usar...
Se amanhã....
A morte vir me buscar...
Saibam vocês que o tolo viveu...
Enquanto, você em vida, pereceu...
Que eu viva momentos de alegria...
Que eu me sinta bem...
Já que eu não faço...
Mal a ninguém....
Vou continuar...
Como sempre quero ser e estar...
Fique em casa você...
Mas deixe-me viver...
Enquanto assim...
Deus me conceder...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
.
A leveza que impressiona...
No fado das horas contadas...
Encontrar nas noites...
Um abraço bem dado...
Um copo de catuaba...
Uma prosa jogada fora...
Rir e descontrair...
Viver é sentir...
Não esperar a morte...
Com medo de agir...
Trancado dentro de casa...
Não sou assim...
Não troco uma boa conversa...
Cheio de pilhéria...
De gente faceira...
Sem amizade traiçoeira...
Porém não lhe critico ...
Faça como melhor achar...
Use máscaras...
Fique em casa...
Ande de quatro...
Se alguém lhe mandar...
Enquanto você aceita...
Em casa ficar...
Se deixa manipular...
Estão a sua vida a roubar...
Me chamem de tolo...
Quem assim desejar...
Prefiro ser um tolo...
Do que me permitirem usar...
Se amanhã....
A morte vir me buscar...
Saibam vocês que o tolo viveu...
Enquanto, você em vida, pereceu...
Que eu viva momentos de alegria...
Que eu me sinta bem...
Já que eu não faço...
Mal a ninguém....
Vou continuar...
Como sempre quero ser e estar...
Fique em casa você...
Mas deixe-me viver...
Enquanto assim...
Deus me conceder...
Sandro Paschoal Nogueira
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98
Independência ou morte
#INDEPENDÊNCIA #OU #MORTE
Sonha o tolo afinal...
Acredintando fazer o certo...
Em meios a tantos erros...
Uma alma perdida...
Lutando pelo que acha certo...
Tolo evasivo...
Sem nenhum juízo...
Violento, agressivo...
Bardeneiro depressivo...
Ideais confusos...
Perdido...
Hipocrisia...
Carestia...
De vida plena...
Seu mundo...
Uma fantasia...
Gritam comunistas, fascistas, nazistas...
Feministas, machistas, racistas...
Liberdade virou libertinagem...
Castidade...promiscuidade...
Uma coisa é certa...
A violência que impera...
Liberdade de expressão...
Não existe mais não é irmão?
A fé acabou...
Do outro não respeita a religião...
Quer respeito...
Mas não respeita mais ninguém não...
Não basta destruir o que sobra...
Tem que construir o que falta...
Mas isso não compreendem....
São massa de manobra...
Lutam entre si...
Que tudo começa com mimimi...
Sem saber fazem o jogo sujo...
Do grande corrupto...
"Dividir para conquistar"...
Já dizia Maquiavel...
"Juntar as minorias"...
Você é bobo ou se faz de cego?
De tudo sempre há...
Que pagar um preço...
Prefiro ser são...
Essa loucura...
Eu não mereço...
É bem mais bonito...
Estender a mão...
Apoiar...construir...
Por que tanta gente...
Opta por destruir?
De boas intenções...
O inferno está cheio...
Acreditam estarem fazendo o bem...
Praticando a maldade...
É insano...
Louca essa iniquidade...
Não vou fazer parte...
Não me convide para tal...
Quero paz e sossego...
Com minhas flores e pássaros...
De meu quintal...
Ah meu Deus...
Eu lhe rogo em oração...
Estenda sua mão...
Ilumine esse umbral...
Afaste de mim...
E de quem aprecio...
Todo esse mal...
Sandro Paschoal Nogueira
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Sonha o tolo afinal...
Acredintando fazer o certo...
Em meios a tantos erros...
Uma alma perdida...
Lutando pelo que acha certo...
Tolo evasivo...
Sem nenhum juízo...
Violento, agressivo...
Bardeneiro depressivo...
Ideais confusos...
Perdido...
Hipocrisia...
Carestia...
De vida plena...
Seu mundo...
Uma fantasia...
Gritam comunistas, fascistas, nazistas...
Feministas, machistas, racistas...
Liberdade virou libertinagem...
Castidade...promiscuidade...
Uma coisa é certa...
A violência que impera...
Liberdade de expressão...
Não existe mais não é irmão?
A fé acabou...
Do outro não respeita a religião...
Quer respeito...
Mas não respeita mais ninguém não...
Não basta destruir o que sobra...
Tem que construir o que falta...
Mas isso não compreendem....
São massa de manobra...
Lutam entre si...
Que tudo começa com mimimi...
Sem saber fazem o jogo sujo...
Do grande corrupto...
"Dividir para conquistar"...
Já dizia Maquiavel...
"Juntar as minorias"...
Você é bobo ou se faz de cego?
De tudo sempre há...
Que pagar um preço...
Prefiro ser são...
Essa loucura...
Eu não mereço...
É bem mais bonito...
Estender a mão...
Apoiar...construir...
Por que tanta gente...
Opta por destruir?
De boas intenções...
O inferno está cheio...
Acreditam estarem fazendo o bem...
Praticando a maldade...
É insano...
Louca essa iniquidade...
Não vou fazer parte...
Não me convide para tal...
Quero paz e sossego...
Com minhas flores e pássaros...
De meu quintal...
Ah meu Deus...
Eu lhe rogo em oração...
Estenda sua mão...
Ilumine esse umbral...
Afaste de mim...
E de quem aprecio...
Todo esse mal...
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125
O convite
#O #CONVITE
Andando só pela noite...
Uma voz ouvi...
Era forte, tinha metal nela...
E me disse assim:
-Vem por aqui...
Nas sombras ...
Mais escuras de fato...
Eu vi....
Braços fortes, peludos a surgir...
E a voz rouca...
De pura sedução...
-Vem por aqui!...
Parei...
Me senti tentado...
De ir por ali...
E sentir seu abraço...
Mas algo me alertou...
E perguntei sem nenhum pudor...
- Quem sois vós e o que queres de mim?
Como, pois sereis vós ?
Eu tenho a minha Loucura !
Decerto que é verdade...
Mas não me entrego tão fácil...
Também tenho vaidade...
- Vem por aqui que lhe direi quem eu sou...
Sou o começo da dor...
No arder da noite escura...
Vou lhe mostrar , também, a minha loucura...
Lhe ensinarei as delícias do prazer...
Do ser e deixar de ser...
Sou um vendaval que se soltou...
Vago por aí...
Sem amor...
Hoje quero você...
Em doses de veneno...
Essa é a minha glória...
Vem por aqui...
Agora...
Amo os abismos e os desertos...
O inacabado...
Sussurro em muitos ouvidos...
A tristeza de meu fado....
Lhe darei tudo que desejar...
Basta pedir e imaginar...
Vou lhe dar as estrelas...
O ouro dos astros...
Estendo minha mão...
Me dê você seu coração...
Vem por aqui...
Após tudo ouvir...
Tanto que me foi oferecido por mais que foi pedido...
Respondi:
- Não... Não vou por aí...
Sandro Paschoal Nogueira
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Andando só pela noite...
Uma voz ouvi...
Era forte, tinha metal nela...
E me disse assim:
-Vem por aqui...
Nas sombras ...
Mais escuras de fato...
Eu vi....
Braços fortes, peludos a surgir...
E a voz rouca...
De pura sedução...
-Vem por aqui!...
Parei...
Me senti tentado...
De ir por ali...
E sentir seu abraço...
Mas algo me alertou...
E perguntei sem nenhum pudor...
- Quem sois vós e o que queres de mim?
Como, pois sereis vós ?
Eu tenho a minha Loucura !
Decerto que é verdade...
Mas não me entrego tão fácil...
Também tenho vaidade...
- Vem por aqui que lhe direi quem eu sou...
Sou o começo da dor...
No arder da noite escura...
Vou lhe mostrar , também, a minha loucura...
Lhe ensinarei as delícias do prazer...
Do ser e deixar de ser...
Sou um vendaval que se soltou...
Vago por aí...
Sem amor...
Hoje quero você...
Em doses de veneno...
Essa é a minha glória...
Vem por aqui...
Agora...
Amo os abismos e os desertos...
O inacabado...
Sussurro em muitos ouvidos...
A tristeza de meu fado....
Lhe darei tudo que desejar...
Basta pedir e imaginar...
Vou lhe dar as estrelas...
O ouro dos astros...
Estendo minha mão...
Me dê você seu coração...
Vem por aqui...
Após tudo ouvir...
Tanto que me foi oferecido por mais que foi pedido...
Respondi:
- Não... Não vou por aí...
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97
Alma errante
#ALMA #ERRANTE
Não sei quantas almas eu tenho...
Não zombe de minhas mudanças...
Não sou o que gostaria de ser...
Assim me fiz...
Em minhas andanças...
Há um tempo em que é preciso...
Parar e pensar...
Qual será nosso destino...
É um tempo de travessia...
De tudo que existe...
Em nossa vida...
Mais cedo ou mais tarde...
Os sonhos perdem o viço...
Nenhum dia é igual a outro...
Cada manhã uma bênção...
É preciso viver cada minuto...
Uma batida de coração...
Seguir os impulsos...
O tempo me traz esperança...
O tempo me leva a vida...
O tempo está passando...
Alma errante de suspiros profundos...
Sandro Paschoal Nogueira
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Não sei quantas almas eu tenho...
Não zombe de minhas mudanças...
Não sou o que gostaria de ser...
Assim me fiz...
Em minhas andanças...
Há um tempo em que é preciso...
Parar e pensar...
Qual será nosso destino...
É um tempo de travessia...
De tudo que existe...
Em nossa vida...
Mais cedo ou mais tarde...
Os sonhos perdem o viço...
Nenhum dia é igual a outro...
Cada manhã uma bênção...
É preciso viver cada minuto...
Uma batida de coração...
Seguir os impulsos...
O tempo me traz esperança...
O tempo me leva a vida...
O tempo está passando...
Alma errante de suspiros profundos...
Sandro Paschoal Nogueira
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140
ASAS
#ASAS
Ah tão bom seria...
Se asas eu tivesse...
Aqui já não mais estaria...
Nem se você quisesse...
Tão logo acordasse...
Já as abriria...
Às nuvens eu iria...
Para brincar todos os dias...
Voaria o muito longe...
Que pudesse...
Pouco olharia para trás...
Minha vida sempre seria...
Um eterno conto de fadas...
Sem fim jamais...
Com as aves do céu...
Eu poderia...
Sempre estar a brincar...
Até sobre as águas...
Poderia caminhar...
Quando o poente chegasse...
Ali eu ficaria...
Meu ninho seria...
Um mar de cores...
Pura fantasia...
Com o vento poderia bailar...
As estrelas tocar...
Acima das tempestades...
Sempre estar...
Visitaria muitos jardins...
Planícies assim...
Colheria as mais belas flores...
E sempre me enfeitar...
Mas Deus não me quis assim...
Não me deu asas para voar...
Me presenteou com uma grande vontade...
De sempre sonhar...
Sigo eu aqui então...
Menino homem perdido...
Sonhando e sempre querendo...
Na imaginação encontrar abrigo...
Procurando ter a alma leve...
Da maldade alheia me ausentar...
Mas a poeira me persegue...
Nem sempre posso me limpar...
Desejo então deveras...
Que eu possa alcançar...
Quem sabe um dia...
A luz...
E às trevas jamais retornar...
Não sou de muito sorrir...
É verdade eu sei , me desculpo...
Mas muito fui iludido...
Por esse mundo...
Quando criança pensava...
Que tudo era inocência...
Que tudo era bom...
Não sei quando perdi...
Essa pureza que já não mais está comigo aqui...
Não me dei conta...
Até hoje não acredito...
Que algo se partiu...
Bem no fundo de minha alma...
Onde me sinto...
Então sigo assim...
Talvez um pouco triste...
Sonho, mais não vôo...
Nesse tempo que para mim...
Não existe...
Sandro Paschoal Nogueira
Comecei a escrever poesias a partir de janeiro 2020 até o dia de hoje.
#CAMINHOS #DE #UM #POETA #NASCIDO #EM #CONSERVATÓRIA
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Ah tão bom seria...
Se asas eu tivesse...
Aqui já não mais estaria...
Nem se você quisesse...
Tão logo acordasse...
Já as abriria...
Às nuvens eu iria...
Para brincar todos os dias...
Voaria o muito longe...
Que pudesse...
Pouco olharia para trás...
Minha vida sempre seria...
Um eterno conto de fadas...
Sem fim jamais...
Com as aves do céu...
Eu poderia...
Sempre estar a brincar...
Até sobre as águas...
Poderia caminhar...
Quando o poente chegasse...
Ali eu ficaria...
Meu ninho seria...
Um mar de cores...
Pura fantasia...
Com o vento poderia bailar...
As estrelas tocar...
Acima das tempestades...
Sempre estar...
Visitaria muitos jardins...
Planícies assim...
Colheria as mais belas flores...
E sempre me enfeitar...
Mas Deus não me quis assim...
Não me deu asas para voar...
Me presenteou com uma grande vontade...
De sempre sonhar...
Sigo eu aqui então...
Menino homem perdido...
Sonhando e sempre querendo...
Na imaginação encontrar abrigo...
Procurando ter a alma leve...
Da maldade alheia me ausentar...
Mas a poeira me persegue...
Nem sempre posso me limpar...
Desejo então deveras...
Que eu possa alcançar...
Quem sabe um dia...
A luz...
E às trevas jamais retornar...
Não sou de muito sorrir...
É verdade eu sei , me desculpo...
Mas muito fui iludido...
Por esse mundo...
Quando criança pensava...
Que tudo era inocência...
Que tudo era bom...
Não sei quando perdi...
Essa pureza que já não mais está comigo aqui...
Não me dei conta...
Até hoje não acredito...
Que algo se partiu...
Bem no fundo de minha alma...
Onde me sinto...
Então sigo assim...
Talvez um pouco triste...
Sonho, mais não vôo...
Nesse tempo que para mim...
Não existe...
Sandro Paschoal Nogueira
Comecei a escrever poesias a partir de janeiro 2020 até o dia de hoje.
#CAMINHOS #DE #UM #POETA #NASCIDO #EM #CONSERVATÓRIA
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129
Intuição
#INTUIÇÃO
Será que a adivinha adivinha...
O que desejo saber ?
No amanhã...
Que irá me acontecer ?
O passado já sei...
Não precisa me dizer...
Quero saber...
Como minha vida vai ser...
Mãe de santo ialorixá...
Será que vão os orixás me ajudar?
Em ventos e nuvens procurei aeromante...
Comi muitos biscoitos da sorte...
Tive até indigestão...
Um antracomante procurei nas pedras do carvão...
Só tive desilusão...
Deixei de limpar minha casa...
Para ver o futuro na teia de aranha...
Joguei dados ao ar...
Na saga de respostas encontrar...
Livros abertos ao acaso consultei...
Sonhos quis traduzir...
Com a borra do café quase me engasguei...
Folhas de chá fiz...
Nenhuma resposta encontrei...
No espelho divindades invoquei...
Deuses antigos e demônios consultei...
Adivinhando nas chamas me queimei...
Cera derretida queimou minha mão...
Até com crânio de defunto...
Mexi em caixão...
Cebola, cristal, peneiras...
Desisti dessas besteiras...
Fígado de animais sacrificados arranquei...
Incensos ascendi...
E nada eu vi...
Peguei serpentes para consultar...
Ao céu olhei as aves a voar...
Quiromante minha mão dei...
Cartomante tarot, baralho cigano consultei...
Varinha mágica confeccionei...
Runas joguei...
Movimento da lua tracei...
Livro de São Cipriano comprei...
Todas forma de adivinhação...
Todo tempo foi perdido...
Isso agora eu compreendo...
E agora eu lhe digo....
O amanhã a Deus pertence...
E por mais que a gente...
Quer saber o que temos à frente...
Não procuro mais...
Nada disso hoje já não me satisfaz...
Conselho não me pediu mas vou lhe dar...
A semeadura é livre...
A colheita é certa...
Siga seu coração...
Mas nunca abandone sua intuição...
Sandro Paschoal Nogueira
http://conservatoriapoeta.blogspot.com
Será que a adivinha adivinha...
O que desejo saber ?
No amanhã...
Que irá me acontecer ?
O passado já sei...
Não precisa me dizer...
Quero saber...
Como minha vida vai ser...
Mãe de santo ialorixá...
Será que vão os orixás me ajudar?
Em ventos e nuvens procurei aeromante...
Comi muitos biscoitos da sorte...
Tive até indigestão...
Um antracomante procurei nas pedras do carvão...
Só tive desilusão...
Deixei de limpar minha casa...
Para ver o futuro na teia de aranha...
Joguei dados ao ar...
Na saga de respostas encontrar...
Livros abertos ao acaso consultei...
Sonhos quis traduzir...
Com a borra do café quase me engasguei...
Folhas de chá fiz...
Nenhuma resposta encontrei...
No espelho divindades invoquei...
Deuses antigos e demônios consultei...
Adivinhando nas chamas me queimei...
Cera derretida queimou minha mão...
Até com crânio de defunto...
Mexi em caixão...
Cebola, cristal, peneiras...
Desisti dessas besteiras...
Fígado de animais sacrificados arranquei...
Incensos ascendi...
E nada eu vi...
Peguei serpentes para consultar...
Ao céu olhei as aves a voar...
Quiromante minha mão dei...
Cartomante tarot, baralho cigano consultei...
Varinha mágica confeccionei...
Runas joguei...
Movimento da lua tracei...
Livro de São Cipriano comprei...
Todas forma de adivinhação...
Todo tempo foi perdido...
Isso agora eu compreendo...
E agora eu lhe digo....
O amanhã a Deus pertence...
E por mais que a gente...
Quer saber o que temos à frente...
Não procuro mais...
Nada disso hoje já não me satisfaz...
Conselho não me pediu mas vou lhe dar...
A semeadura é livre...
A colheita é certa...
Siga seu coração...
Mas nunca abandone sua intuição...
Sandro Paschoal Nogueira
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88
A viagem
#A #VIAGEM
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa...
É a maior viagem que alguém pode fazer...
Só para viver a aventura...
Assim, sem compromisso, você vai me entender...
Não pertencer a ninguém...
Não pertencer nem a mim...
Ser outro constantemente...
É tempo de me fazer, eu sei...
Que o tempo me dê a resposta...
Preciso ir em busca de novos sonhos e encantos...
Não quero mais a prisão de lembranças...
Tão estranho carregar uma vida inteira...
A estrada é aquela por aonde eu vou...
Terei um longo caminho a percorrer...
Sentindo a brisa leve tocar meu rosto...
Tocar o horizonte até onde posso...
Sonhando e viajando além das estrelas...
Nunca esquecendo das coisas boas...
No meio de um nada e em minha feliz melancolia...
Mil perguntas passam pela imensidão...
Todos os dias...
Espaço ao compasso dos dias e noites que correm...
Emoções e pensamentos se misturam...
Quero trocar as minhas bagagens...
Quero voltar a ser puro...
Não sei se consiguirei...
Não me custa tentar...
Abro minhas asas e vou voar...
Com a imaginação de uma criança...
Criança que ainda existe...
Dentro de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
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A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa...
É a maior viagem que alguém pode fazer...
Só para viver a aventura...
Assim, sem compromisso, você vai me entender...
Não pertencer a ninguém...
Não pertencer nem a mim...
Ser outro constantemente...
É tempo de me fazer, eu sei...
Que o tempo me dê a resposta...
Preciso ir em busca de novos sonhos e encantos...
Não quero mais a prisão de lembranças...
Tão estranho carregar uma vida inteira...
A estrada é aquela por aonde eu vou...
Terei um longo caminho a percorrer...
Sentindo a brisa leve tocar meu rosto...
Tocar o horizonte até onde posso...
Sonhando e viajando além das estrelas...
Nunca esquecendo das coisas boas...
No meio de um nada e em minha feliz melancolia...
Mil perguntas passam pela imensidão...
Todos os dias...
Espaço ao compasso dos dias e noites que correm...
Emoções e pensamentos se misturam...
Quero trocar as minhas bagagens...
Quero voltar a ser puro...
Não sei se consiguirei...
Não me custa tentar...
Abro minhas asas e vou voar...
Com a imaginação de uma criança...
Criança que ainda existe...
Dentro de mim...
Sandro Paschoal Nogueira
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115
Anoiteceu
#ANOITECEU
Amor, amor é o meu fim…
O que farei ?
Meu peito abriga uma alma inquieta...
A noite chegou...
Levou-me o brilho...
Escondeu a magia...
Meus sonhos não foram cumpridos...
No abandono da dor me encontrei...
Choro meu orgulho...
Já não me vejo...
Sofro...
O que restou?
Um minuto é o suficiente...
Para provocar as sombras do passado...
Lembranças dos abraços não dados...
Recordações de beijos negados...
Tristeza do que foi perdido...
Amargo sem nunca ter sido sentido...
Tempo findo...
Nunca desejado...
Ah, como estou agora coberto de nada...
A luz transformou-se em trevas...
O som do silêncio ecoou pelo quarto...
Anoiteceu...
Por quê?
Se tudo dei...
E nada recebi...
Onde errei?
Por que assim?
De tão perdido de ti...
Quando isso era o tudo...
Do tudo o que tinha de ser...
Sandro Paschoal Nogueira
Amor, amor é o meu fim…
O que farei ?
Meu peito abriga uma alma inquieta...
A noite chegou...
Levou-me o brilho...
Escondeu a magia...
Meus sonhos não foram cumpridos...
No abandono da dor me encontrei...
Choro meu orgulho...
Já não me vejo...
Sofro...
O que restou?
Um minuto é o suficiente...
Para provocar as sombras do passado...
Lembranças dos abraços não dados...
Recordações de beijos negados...
Tristeza do que foi perdido...
Amargo sem nunca ter sido sentido...
Tempo findo...
Nunca desejado...
Ah, como estou agora coberto de nada...
A luz transformou-se em trevas...
O som do silêncio ecoou pelo quarto...
Anoiteceu...
Por quê?
Se tudo dei...
E nada recebi...
Onde errei?
Por que assim?
De tão perdido de ti...
Quando isso era o tudo...
Do tudo o que tinha de ser...
Sandro Paschoal Nogueira
106
Minha rua
#MINHA #RUA
Moro em uma rua esquecida...
Abandonada, a mais escura...
Cachorros cagam nela...
Há 1/2 século vejo pela minha janela...
Em minha esquina ...
Começam as serestas...
Mas logo sai de minha rua...
Só deixando a solidão nela...
Tem uma calçada de estrelas...
Muita calma nessa hora...
Apenas uma homenagem...
Aos grandes menestréis das serenatas...
Lindos sonhos sonhei...
De ver muita alegria...
Sempre contando os dias...
De tudo que existe...
Que tristeza...
Pura quimera...
Rua tão triste...
Horas mortas...
Do amanhecer ao anoitecer...
Que me faz sofrer...
Última a ser enfeitada...
Em festas, pouco iluminada...
Até o padroeiro Santo Antônio...
Hoje, em seu dia...
Não passou por ela...
Acesso para a cidade...
De casarões coloniais...
Resistência de antigos moradores...
Poucos, quasem não se encontram mais...
O comércio é escasso...
Poucas lojas de fato...
Uma igrejinha presbiteriana...
Pouco aberta na semana...
É a rua que mais árvores tem...
Entre duas praças...
A da matriz que um dia teve um lago...
E a da feirinha com artesanatos...
Rua do hospital...
De farmácias...
Se passar mal...
Ali você se acha...
Tem pousadas...
Uma delas é rosa...
Namoradeiras sonhadoras...
Sempre alguém querendo prosa...
Linda cidade de #Conservatória...
Quando no céu a lua aparece...
Um violão solitário chora...
Eis que é a hora...
Das pedras contarem suas histórias...
Nessa rua eu cresci...
Nessa rua eu brinquei...
Nessa rua eu vivo...
E se Deus me permitir...
Daqui partirei...
Mas agora eu só queria mais ver...
Mais alegria e muitas flores...
A florescer...
Durante o dia pouca gente...
Na madrugada só gambá...
De viralatas muita bosta...
Cuidado quando andar...
Sandro Paschoal Nogueira
Moro em uma rua esquecida...
Abandonada, a mais escura...
Cachorros cagam nela...
Há 1/2 século vejo pela minha janela...
Em minha esquina ...
Começam as serestas...
Mas logo sai de minha rua...
Só deixando a solidão nela...
Tem uma calçada de estrelas...
Muita calma nessa hora...
Apenas uma homenagem...
Aos grandes menestréis das serenatas...
Lindos sonhos sonhei...
De ver muita alegria...
Sempre contando os dias...
De tudo que existe...
Que tristeza...
Pura quimera...
Rua tão triste...
Horas mortas...
Do amanhecer ao anoitecer...
Que me faz sofrer...
Última a ser enfeitada...
Em festas, pouco iluminada...
Até o padroeiro Santo Antônio...
Hoje, em seu dia...
Não passou por ela...
Acesso para a cidade...
De casarões coloniais...
Resistência de antigos moradores...
Poucos, quasem não se encontram mais...
O comércio é escasso...
Poucas lojas de fato...
Uma igrejinha presbiteriana...
Pouco aberta na semana...
É a rua que mais árvores tem...
Entre duas praças...
A da matriz que um dia teve um lago...
E a da feirinha com artesanatos...
Rua do hospital...
De farmácias...
Se passar mal...
Ali você se acha...
Tem pousadas...
Uma delas é rosa...
Namoradeiras sonhadoras...
Sempre alguém querendo prosa...
Linda cidade de #Conservatória...
Quando no céu a lua aparece...
Um violão solitário chora...
Eis que é a hora...
Das pedras contarem suas histórias...
Nessa rua eu cresci...
Nessa rua eu brinquei...
Nessa rua eu vivo...
E se Deus me permitir...
Daqui partirei...
Mas agora eu só queria mais ver...
Mais alegria e muitas flores...
A florescer...
Durante o dia pouca gente...
Na madrugada só gambá...
De viralatas muita bosta...
Cuidado quando andar...
Sandro Paschoal Nogueira
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