Sbbshahaba

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n. , Porto

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emotiva



Não sei o que quero 

Nem o que espero 

Vivo todos os dias 

Sem aparente razão 

Não tenho ninguém que me espere

Ninguém que valorize a desgraça 

Que me consume e me amassa 

Dia após dia sem descanso 

Quanto mais viver me custa 

Mais eu emotiva eu danço 
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Poemas

17

Talvez




Não me compensas 

Todas as tristezas que proporcionas 

Dizes que não amas 

Mas simplesmente não te permites 

E desconheces como tu próprio funcionas 




Olha me para eu te olhar 

Escuta me para eu te escutar 

Não me amas mas deixa me eu te amar 

Eu venero te deixa me contigo ficar 




Canta me o que tu triste à noite estás a cantar 

Fala me de tudo que te faz chorar 




Compaixão fazem estes meus olhos brilhar 

Quando te vejo e noto tamanha solidão 

Eu não te valeria, eu nada mudaria 

Sou oca e vazia 

Não curo o meu próprio coração 

Mas o teu talvez curaria
640

Enquanto

Procuro-te na escuridão 
és me paz,
és a minha salvção,
és equilíbrio e simultâneamente instabilidade,
és a minha verdade,
confortei-me na tua frieza
e nela ando a amar-te 
enquanto que tu fores meu 
eu serei arte
624

SEM TÍTULO

Diz o meu pai

Para estar mais presente 

Mais viva e menos ausente

Diz que não adianta o mundo às costas carregar 

A sociedade vai sempre deixar a desejar  

Não tem sentido levar comigo tanta dor no coração 

Diz  que tenho que me abstrair 

Da desilusão que a vida é 

E da dificuldade de apenas existir 







Diz que já bastam as minhas desolações 

As minha próprias interrogações 

Estou incomodada com o fraco dos outros 

E as suas descabidas decisões  

Como se fizesse a mínima diferença 

Diz o meu pai que há gente feliz de nascença 

Mas com a felicidade vem a ignorância 

Como a arte ,cresceu em mim a arrogância 

Há gente inútil 

Há gente fútil 

Mas no entanto invejo 

A inutilidade e a futilidade desses 

Porque ainda assim não estão tão perdidos na profundidade

Do vazio como eu 

Um nada sem fim que se propaga pela infinidade 

Quem me manda ter uma mente que não se adequa à minha idade?
613

jazz

É devastador 

Pensar tanto 

Em tudo o que me rodeia

E em toda a minha dor.




Não há dias de descanso,

Para o meu fatigado coração 

Ao som de jazz danço 

Bailo eu e a minha desolação

Valsa longa e infinita 

Menina triste e bonita 

Sozinha no salão 

Transborda ela uma imensa solidão 




627

Sem título

Transbordo covardia 

Sofrer já é mania 

Por maior que seja a desolação 

Ao teu lado tudo é ténue (suave)

Não há dor que me faça chorar 

Não há dor que me faça falar 

Não há mais espinho que se crave 

Nestas minhas costas já tão cravadas

Depois de tantas mágoas sentidas 

Quero te deixar para trás 

Quero de volta a minha paz 

Não sei se tamanha revolta vem de dentro de mim

Ou se vem de dentro do rapaz
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Amásia

Como poderei achar paz através do meu interior 

Se a minha alma é caótica 

Predominante revolta sem amor 

Não há a boa prática 

De sentimentos e emoções expor

Sou jardim imenso de rancor 

Sem modos e crenças 

Espelho no meu exterior herdadas parecenças 

Sempre me disseram que tenho os olhos do pai 

Mas nem por isso uma única lágrima me cai 
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Sem Título

Talvez me cruze com alguém com modos que realmente me agradem 

Para se juntar a mim e às minhas desolações,

Às minha inúteis reflexões 

Durante os longos invernos e repentinos verões 

Partilharíamos cigarros 

Pensamentos bizarros 

Enumeraríamos cometidos erros passados

Falaríamos da arte

E talvez do amor 

Falaria da dor que foi amar te 

E do vazio que sinto desde de que decidi deixar-te 
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