Lista de Poemas

Sem Título

Talvez me cruze com alguém com modos que realmente me agradem 

Para se juntar a mim e às minhas desolações,

Às minha inúteis reflexões 

Durante os longos invernos e repentinos verões 

Partilharíamos cigarros 

Pensamentos bizarros 

Enumeraríamos cometidos erros passados

Falaríamos da arte

E talvez do amor 

Falaria da dor que foi amar te 

E do vazio que sinto desde de que decidi deixar-te 
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Amásia

Como poderei achar paz através do meu interior 

Se a minha alma é caótica 

Predominante revolta sem amor 

Não há a boa prática 

De sentimentos e emoções expor

Sou jardim imenso de rancor 

Sem modos e crenças 

Espelho no meu exterior herdadas parecenças 

Sempre me disseram que tenho os olhos do pai 

Mas nem por isso uma única lágrima me cai 
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Talvez




Não me compensas 

Todas as tristezas que proporcionas 

Dizes que não amas 

Mas simplesmente não te permites 

E desconheces como tu próprio funcionas 




Olha me para eu te olhar 

Escuta me para eu te escutar 

Não me amas mas deixa me eu te amar 

Eu venero te deixa me contigo ficar 




Canta me o que tu triste à noite estás a cantar 

Fala me de tudo que te faz chorar 




Compaixão fazem estes meus olhos brilhar 

Quando te vejo e noto tamanha solidão 

Eu não te valeria, eu nada mudaria 

Sou oca e vazia 

Não curo o meu próprio coração 

Mas o teu talvez curaria
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Cântico final

Talvez um dia terás lugar para mim 
Talvez um dia me procures novamente 
Quando estiveres ciente, 
Do quão tu és ausente 

Por agora, deixa-me ir embora
não temo como temi outrora 
certamente que nenhuma história terá um final feliz 
certamente que não ficarei para ver o nosso final
levo comigo as memórias que sempre quis
memórias essas que contigo fiz 
antes que tenhámos um triste fim 
entre a nossa alegria parto eu assim 
lágrima escorre pelo canto 
coração deixo-o contigo 
para deixar de sentir tanto
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SEM TÍTULO

Diz o meu pai

Para estar mais presente 

Mais viva e menos ausente

Diz que não adianta o mundo às costas carregar 

A sociedade vai sempre deixar a desejar  

Não tem sentido levar comigo tanta dor no coração 

Diz  que tenho que me abstrair 

Da desilusão que a vida é 

E da dificuldade de apenas existir 







Diz que já bastam as minhas desolações 

As minha próprias interrogações 

Estou incomodada com o fraco dos outros 

E as suas descabidas decisões  

Como se fizesse a mínima diferença 

Diz o meu pai que há gente feliz de nascença 

Mas com a felicidade vem a ignorância 

Como a arte ,cresceu em mim a arrogância 

Há gente inútil 

Há gente fútil 

Mas no entanto invejo 

A inutilidade e a futilidade desses 

Porque ainda assim não estão tão perdidos na profundidade

Do vazio como eu 

Um nada sem fim que se propaga pela infinidade 

Quem me manda ter uma mente que não se adequa à minha idade?
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Enquanto

Procuro-te na escuridão 
és me paz,
és a minha salvção,
és equilíbrio e simultâneamente instabilidade,
és a minha verdade,
confortei-me na tua frieza
e nela ando a amar-te 
enquanto que tu fores meu 
eu serei arte
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Sem título

Transbordo covardia 

Sofrer já é mania 

Por maior que seja a desolação 

Ao teu lado tudo é ténue (suave)

Não há dor que me faça chorar 

Não há dor que me faça falar 

Não há mais espinho que se crave 

Nestas minhas costas já tão cravadas

Depois de tantas mágoas sentidas 

Quero te deixar para trás 

Quero de volta a minha paz 

Não sei se tamanha revolta vem de dentro de mim

Ou se vem de dentro do rapaz
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