Lista de Poemas
Hoje é dia... DO VOSSO PERFUME
AGRADECIMENTO
A todos os que por aqui passaram e seu perfume me deixaram,
A todos que encaram a amizade sincera e a repartem sem medo
A todos que abraçam causas e partilham os seus gestos
A todos a quem os olhos brilham de saudade quando nasce nova estrela
A todos que sorriem de paz e tocam de amor os corações
Recebam um Natal coberto de alegrias ternas e doces
e um Ano Novo de esperança carregada de sonhos azuis
176
DESAGUAR
DESAGUAR
Reflectindo entre águas
Teus olhos os meus escondem
A minha dor incendeia
E parto para esta viagem
De peito aberto
As ondas do mar rasgando o meu oceano
Sabor a sal dos teus lábios em miragem
Deixo-te entrar no meu mundo
O amor rodopiando em passagem
Aguarda a beleza do teu desaguar
164
ME ENCONTREI
Fiz versos
No papel pálido da tua recordação
Dei-lhes a cor dos lápis de criança
E os sorrisos dos palhaços
Alisei tua pele rugosa
E preparei a luz
Para o espectáculo
Revi entradas de artistas
Em fatos já gastos
Usados noutras vidas
Emprestei-lhes o voo
E o grito das gaivotas
Em busca do ninho perdido
Mas foi no âmago da tua tempestade
Que me encontrei
224
RELI
Reli pedaços teus
Esquecidos
Ficaram abertos na parte suspensa do amor
Em rodopio no amanhã
Que agora começa
Reli canções
Que foram feitas
Com o ardor do amor em tempos idos
E fiquei parado
Esperando a volta desse teu sorriso
152
SONHO...
SONHO
soube que o sonho anda perdido por aí
solto, liberto, mas perdido
é preciso agarrar de novo os sentidos
levá-los a despertar da letargia da hora
do pecado do momento,
da paixão que se acaba
obrigar o ecoar dos corações
e sentir o ventre da lua
voltar a acreditar que novo dia
nova lua de esperança nos trará
é preciso acreditar
que todos os dias
quando o som do vento mostra a face
a vida desperta e sorri para o futuro
viaja no novo amanhã
ao sabor das nuvens que cobrem as montanhas
das ordens dos homens
ou do ultimo movimento do firmamento
soube que o sonho anda perdido por aí
solto, liberto, mas perdido
é preciso agarrar de novo os sentidos
levá-los a despertar da letargia da hora
do pecado do momento,
da paixão que se acaba
obrigar o ecoar dos corações
e sentir o ventre da lua
voltar a acreditar que novo dia
nova lua de esperança nos trará
é preciso acreditar
que todos os dias
quando o som do vento mostra a face
a vida desperta e sorri para o futuro
viaja no novo amanhã
ao sabor das nuvens que cobrem as montanhas
das ordens dos homens
ou do ultimo movimento do firmamento
202
NÃO SOU...
NÃO SOU
Não sou como tu
Sou só eu e o mar
Solidão e aventura
Espaço sem limite
Ondas bravas de emoção
Repetidas em cada despertar da lua
É o mar que nos traz a vida
E nos lava todos os sentimentos
É o mar que me acompanha
Quando espero pelo teu cheiro
Recolhido nas ondas e nas marés
Mas não sou como tu
Não me encontrando
Aguardo breves momentos
Embarco com as gaivotas no céu
Não sou como tu
Tenho a maré dentro de mim
E o amor em todo o meu ser
Navega partido em pequenos pedaços
Nesse teu mar desconhecido
Mesmo procurando imenso
Jamais o conheço e alcanço
Mas não sou como tu
E de mim me despeço
Não sou como tu
Sou só eu e o mar
Solidão e aventura
Espaço sem limite
Ondas bravas de emoção
Repetidas em cada despertar da lua
É o mar que nos traz a vida
E nos lava todos os sentimentos
É o mar que me acompanha
Quando espero pelo teu cheiro
Recolhido nas ondas e nas marés
Mas não sou como tu
Não me encontrando
Aguardo breves momentos
Embarco com as gaivotas no céu
Não sou como tu
Tenho a maré dentro de mim
E o amor em todo o meu ser
Navega partido em pequenos pedaços
Nesse teu mar desconhecido
Mesmo procurando imenso
Jamais o conheço e alcanço
Mas não sou como tu
E de mim me despeço
153
FUI MAR...
FUI MAR
Fui mar beijando tua lua
Grão de areia
Sonho de amor
Pássaro de fogo
Bebi teu desejo
E pequei
Nas asas do teu sonho
Voei
Senti a voz do teu sopro
E no teu corpo
Me tornei
Fui mar beijando tua lua
Grão de areia
Sonho de amor
Pássaro de fogo
Bebi teu desejo
E pequei
Nas asas do teu sonho
Voei
Senti a voz do teu sopro
E no teu corpo
Me tornei
218
Hoje chorei
Hoje chorei porque não te vi
Vagueio perdido na rua
E na calçada adormecida
Surge uma lágrima sentida
Que não sendo minha...é tua
É lágrima pela chuva levada
Será parte do que sou
Traz algo de ti em seu seio
Do fundo sentido veio
Na rua perdida ficou
Essa lágrima sentida
Que na rua perdida ficou
É semente de amor aberta
Alma finalmente liberta
Que em rio se tornou
Rio correndo para o mar
Da rua fugiu… não se quedou
Lágrima de lamentos escondida
Nesta minha lágrima perdida
Que em mar se transformou
192
INCÊNDIOS E VAZIO
INCÊNDIOS E VAZIO
Hoje fito o horizonte
Olhando o lado escuro da serra que nos emociona
Da terra varrida de verde
Sobejam somente lampejos de alguma vida
E tudo o mais é esquecimento
As árvores quase todas voaram do seu regaço
Algumas ainda em pé nos emocionam sem cor
A terra negra as envolve
Nos mostram a sua morte
As suas cúpulas acastanhadas
Acordam-nos constantemente
O clarão brilhante e fatídico do fogo e da sua luz
Estonteante e endiabrada
Durante dias cercou os nossos sorrisos
Decompôs a nossa alma
Infligiu derrotas aos nossos sentimentos
Olho a serra
Os olhos marejados de água
Impotentes para regar o fogo
E libertar tudo o que havia de morrer
Desanimo-me como ser
Desfaço-me enquanto parte desta vida nos é roubada
Pedaço a pedaço
Ano a ano
Sangrando o ventre da terra
Nossa mãe e nossa morada
Hoje fito o horizonte
Olhando o lado escuro da serra que nos emociona
Da terra varrida de verde
Sobejam somente lampejos de alguma vida
E tudo o mais é esquecimento
As árvores quase todas voaram do seu regaço
Algumas ainda em pé nos emocionam sem cor
A terra negra as envolve
Nos mostram a sua morte
As suas cúpulas acastanhadas
Acordam-nos constantemente
O clarão brilhante e fatídico do fogo e da sua luz
Estonteante e endiabrada
Durante dias cercou os nossos sorrisos
Decompôs a nossa alma
Infligiu derrotas aos nossos sentimentos
Olho a serra
Os olhos marejados de água
Impotentes para regar o fogo
E libertar tudo o que havia de morrer
Desanimo-me como ser
Desfaço-me enquanto parte desta vida nos é roubada
Pedaço a pedaço
Ano a ano
Sangrando o ventre da terra
Nossa mãe e nossa morada
189
Comentários (2)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço
Que linda poesia,realmente me tocou