Lista de Poemas
MEDO DE AMAR
As nossas presenças se cruzam
Nos labirintos que acolhemos
Nas fugas que existem em nós
De nós mesmo escapamos
Nesses labirintos eternos da vida
Onde iremos até nos perder de novo
O sonho desperta essa espera
Que recua esse coração
Que não abre a porta e amor acorrenta
Me volto de novo para fora
E escrevo
Nesta varanda olhando a lua
Ao longe, brilhante
Cercada de nuvens cinzentas
Nesta noite negra
E revejo-me nesses olhos de lua
Que sempre procuro
Quando estou só
E nesse meu caminhar
Até seu colo
Não te encontro
Espero
Lágrimas de chuva
Que não caiem
Para inundar meu corpo
Recordando o teu
E cumprir seu destino
Me manchando de teus poemas
Em rota de lua cheia
Colidindo com o medo de amar
Que sempre nos acompanha
171
Vermelho ruivo
O vento frio surge do mar
beija com a força da noite as minhas faces
acorda desejos em mim adormecidos
é vento do norte
sopra quando menos se espera
e adormece em vermelho ruivo
todo o meu corpo
175
Tua foto na noite
Vi tua foto na noite,
morna como sopro de beira rio
em esperança de verão
tocada pela luzes das estrelas reflectidas nas águas
um breve flash na mão
o sorriso preso à luz do néon e da noite
um rasgo de amor voando nesse click
surpreende nossos olhos
é a vida ao sabor da vida
fugindo dos nossos corpos
serenamente se tornando em maresia
149
Hoje é dia de... Perdoa
Perdoa porque não me viste
Perdoa porque não chegas
Perdoa porque fugiste
Do colo em que te aconchegas
Perdoa este mundo louco
Perdoa tantos gritos
Perdoa gente sem medo
Perdoa condenados em degredo
Neste mundo de aflitos
160
teu olhar
Quero sentir teu olhar tocando minhas nuvens
loucura de amor,
remédio sem cura
remédio sem cura
metade de mim é beijo,
a outra metade ternura
127
MEMORIAS...
MEMÓRIAS
Recordo alegremente
A viagem que fizemos
Num passado Domingo
Partimos alegres
Entre amigos
Desafiando vontades
Rumando caminhos adentro
Até à aldeia de Couce
Buscando memórias passadas
Lembranças boas, outras más
Recordações em espiral
Tropeçando em cada pedra
Ao caminho arrancada…
Uma lembrança surgindo
Outra lembrança recordada
Recordação
Dos momentos de paixão,
Loucuras á volta da fogueira,
Gestos descuidados
Em tom de catraios envergonhados
Falávamos de tudo
Das namoradas,
Do não ir à guerra
Dos nossos desgostos de amor
Repetidos e recomeçados
Das nossas ilusões de futuro
Algumas alcançadas
Outras inatingíveis … ilusões
De muitos verões
Em passagem por esses campos
Do outro lado do rio,
Nossos verdes anos florindo
Com amores despertados
Desencantados e desavindos
Acampamentos sem nada
Tendo a força dos nossos abraços
E o poder dos nossos sonhos
Assim vivemos nesse lado
Do verão quente
Da água límpida corrida
Atravessando agora poluída,
Levadas que a agua comportam,
Caminhos abertos
Pelas nossas recordações,
Que sempre voltam,
Civilização apressada
A Terra desbravada
Todo o encanto acabado
Desse mundo ausente
Nos nossos pensamentos
Permanecerá imaculado
De águas límpidas distantes
Nossos corpos mergulhando,
A noite aparecendo
Como se fosse chamada
Dando voltas na fogueira
A cada labareda surgida
Uma das vidas contada
E muitas chamas de vida
Se foram ao rio lavar
Trazendo labaredas ardentes
Puras, inesquecíveis
Desaparecendo no ar
Mas os sonhos de juventude
Permanecem vivos nesse lugar
Recordo alegremente
A viagem que fizemos
Num passado Domingo
Partimos alegres
Entre amigos
Desafiando vontades
Rumando caminhos adentro
Até à aldeia de Couce
Buscando memórias passadas
Lembranças boas, outras más
Recordações em espiral
Tropeçando em cada pedra
Ao caminho arrancada…
Uma lembrança surgindo
Outra lembrança recordada
Recordação
Dos momentos de paixão,
Loucuras á volta da fogueira,
Gestos descuidados
Em tom de catraios envergonhados
Falávamos de tudo
Das namoradas,
Do não ir à guerra
Dos nossos desgostos de amor
Repetidos e recomeçados
Das nossas ilusões de futuro
Algumas alcançadas
Outras inatingíveis … ilusões
De muitos verões
Em passagem por esses campos
Do outro lado do rio,
Nossos verdes anos florindo
Com amores despertados
Desencantados e desavindos
Acampamentos sem nada
Tendo a força dos nossos abraços
E o poder dos nossos sonhos
Assim vivemos nesse lado
Do verão quente
Da água límpida corrida
Atravessando agora poluída,
Levadas que a agua comportam,
Caminhos abertos
Pelas nossas recordações,
Que sempre voltam,
Civilização apressada
A Terra desbravada
Todo o encanto acabado
Desse mundo ausente
Nos nossos pensamentos
Permanecerá imaculado
De águas límpidas distantes
Nossos corpos mergulhando,
A noite aparecendo
Como se fosse chamada
Dando voltas na fogueira
A cada labareda surgida
Uma das vidas contada
E muitas chamas de vida
Se foram ao rio lavar
Trazendo labaredas ardentes
Puras, inesquecíveis
Desaparecendo no ar
Mas os sonhos de juventude
Permanecem vivos nesse lugar
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SILÊNCIO
O SILÊNCIO
O silêncio é pesado
Não me deixa respirar
Fica em mim retido
Me falta meu ar
Aquela alegria que não está
Perdi sua luz e seu rasto
O silêncio continua
Negro e pesado
Um nó na garganta permanecendo
Quero gritar aos céus
Soltar este grito aprisionado
Libertar este medo
Que me sufoca e esmaga
Estou aqui viajando perdido
Estou aqui penitenciando meus ais
Sem respirar
Aguardo teu lado
Mas a cabeça pesada não obedece
E eu corro
…Corro para despertar
O silêncio é pesado
Não me deixa respirar
Fica em mim retido
Me falta meu ar
Aquela alegria que não está
Perdi sua luz e seu rasto
O silêncio continua
Negro e pesado
Um nó na garganta permanecendo
Quero gritar aos céus
Soltar este grito aprisionado
Libertar este medo
Que me sufoca e esmaga
Estou aqui viajando perdido
Estou aqui penitenciando meus ais
Sem respirar
Aguardo teu lado
Mas a cabeça pesada não obedece
E eu corro
…Corro para despertar
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Hoje ainda foi dia de...BRILHO DE AMOR...
Estou perdido nesta areia
Que nada de novo me traz
Como visita tenho a saudade
E o desejo de nesta noite
Alcançar o amor brilhante
Que continua preso no teu olhar
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Comentários (2)
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Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço
Que linda poesia,realmente me tocou