Lista de Poemas
MELODIAS DOUTRO DESPERTAR
Perdido no meio destas montanhas me sinto
Montanhas de histórias de vida que não conto
Aprisionando os sentimentos
Que peço para não voltarem
Sentado na colina do teu norte
Não sinto senão esta música de esperança
Que me delicia os ouvidos e encanta
A vontade fugiu
Como esse vento que as árvores já não beija
Perdeu a força do seu cantar e do seu amor
E se acaba neste dia sem pranto e sem dor
Sentindo a penumbra se aproximando
Devagar
Soprando de mansinho
Essas canções de amor pairando
Serão melodias
Dum outro despertar
196
O amor é assim...
O AMOR É ASSIM
O amor é assim
Fugaz... Culpa minha
Boleia duma lembrança
Coração de esperança
Em sonhos recordado
Ao mar libertado
O amor é assim, fugaz,
Culpa minha, culpa tua,
Um dia com vontade de sair
E bailar com a lua,
Outro dia esperança de flor de papel
Em dia de chuva
O amor é assim
Fugaz... Culpa tua, culpa minha
Em sonhos recordado
Devolvendo a lembrança
Nesse coração de esperança
Ao mar libertado
O amor é assim
Fugaz... Culpa minha
Boleia duma lembrança
Coração de esperança
Em sonhos recordado
Ao mar libertado
O amor é assim, fugaz,
Culpa minha, culpa tua,
Um dia com vontade de sair
E bailar com a lua,
Outro dia esperança de flor de papel
Em dia de chuva
O amor é assim
Fugaz... Culpa tua, culpa minha
Em sonhos recordado
Devolvendo a lembrança
Nesse coração de esperança
Ao mar libertado
246
DESPERTAS
Despertas para mim
E me adormeces nas águas
Que ao mar arremessamos
Alegremente fugimos
Dos nossos pecados
Sobrevoamos nossas tempestades
Respiramos todas as tormentas do mundo
Somos só tu e eu
Neste vazio infinito
Nos completamos em união
Como se infinito fossemos
275
Pássaros sem gaiola
Somos pássaros sem gaiola
Querendo poisar
Em todos os beirais
Que devolvem
Nossos abraços á liberdade
Não nos queremos sentir escorraçados
Por qualquer nossa diferença
Só queremos viver
Em qualquer outra esfera
Em qualquer outro lugar
Nas matas tropicais
Deste nosso calor húmido
E sufocante
Nesta estação de véu claro
Acabada de chegar
Com pássaros de cores
…Imensas
De asas raiadas
De sufoco de amor
Em nós transportado
Querendo poisar
Em todos os beirais
Que devolvem
Nossos abraços á liberdade
Não nos queremos sentir escorraçados
Por qualquer nossa diferença
Só queremos viver
Em qualquer outra esfera
Em qualquer outro lugar
Nas matas tropicais
Deste nosso calor húmido
E sufocante
Nesta estação de véu claro
Acabada de chegar
Com pássaros de cores
…Imensas
De asas raiadas
De sufoco de amor
Em nós transportado
237
CARINHO DE AMOR
Foge a alegria das minhas mãos
Para a enviar saudosa
Com carinhos repartidos em cada viagem
E a eles peço que libertem toda a sua magia e cor
As dores que cada dia nos chegam
Adormeçam maldades
E nos tragam eternas liberdades
Vi o céu descendo
Querendo se entregar à terra
Trazendo na sua aragem
A promessa que me fizeste
E num rodopio de sentimentos
Voltei, corri para ti
Senti o teu suor
Repartido em cada carinho
Só sei que me lembras os meus passos
Que fogem e se perdem
Sempre que penso em ti
No teu suor
No inferno de cada carinho
Repartido com nuvens de prazer
282
Lavadeiras e cantadeiras
Hoje, ao ver umas fotos dum passeio á beira rio, de paisagens fantásticas, verdes inimagináveis, bem perto de nós, lá para o lado da Foz do rio Sousa, os moinhos adormecidos mas, não esquecidos, me fizeram lembrar algo que escrevi há tempos sobre este tema e que aqui os disponho para que todos os que queiram, os possam apreciar com o mesmo carinho com que os escrevi…recordando as mulheres do povo e dos lugares mais distantes da freguesia (Mó e Carvalhal) que se dispunham a lavar roupa para os grandes senhores da terra, a troco de muito poucos cobres, nas margens do rio Ferreira, que serpenteia a nossa freguesia e desagua no rio Sousa.
No rio
a água corre
moinhos velhos movendo
farinha nova
vida pobre
trabalho árduo
água correndo
Dois lugares
um só pensamento
vinte cestos
montes de roupa
dez lavadeiras
nem um lamento
mãos embalando
uma voz rouca
Moinho velho
triste e só
na mó
seu leito gemendo
água do rio
farinha em pó
nas casas
familias sofrendo
Tantas voltas
uma cantadeira
uma bacia
para tanta roupa
dez cestos
cinco lavadeiras
mãos chorando
a paga tão pouca
No rio
a água corre
moinhos velhos movendo
farinha nova
vida pobre
trabalho árduo
água correndo
Dois lugares
um só pensamento
vinte cestos
montes de roupa
dez lavadeiras
nem um lamento
mãos embalando
uma voz rouca
Moinho velho
triste e só
na mó
seu leito gemendo
água do rio
farinha em pó
nas casas
familias sofrendo
Tantas voltas
uma cantadeira
uma bacia
para tanta roupa
dez cestos
cinco lavadeiras
mãos chorando
a paga tão pouca
268
HOJE....
HOJE
Gostava de poder escrever
Hoje
E dedicar-te todos os meus versos
Mas trariam rimas tristes e impotentes
E não seriam os meus versos
Mergulhados em palavras doces e quentes
Livres de todos os medos
Gostava de poder dizer ao céu que és minha
E cantar,
Cantar a dor dessa viagem
Do amor que está tão longe
Moendo esta saudade
Que de novo se acerca
E do coração não parte
Gostava de dedilhar-te nestes versos
Hoje,
Mas seriam versos tristes de dor,
O céu já não sorri em azul
É despedaçado noutra cor
… Jaz no amor lua em corpo celeste
Gostava de dedicar-te meus versos,
Hoje
...antes que o amor se acabe
Gostava de poder escrever
Hoje
E dedicar-te todos os meus versos
Mas trariam rimas tristes e impotentes
E não seriam os meus versos
Mergulhados em palavras doces e quentes
Livres de todos os medos
Gostava de poder dizer ao céu que és minha
E cantar,
Cantar a dor dessa viagem
Do amor que está tão longe
Moendo esta saudade
Que de novo se acerca
E do coração não parte
Gostava de dedilhar-te nestes versos
Hoje,
Mas seriam versos tristes de dor,
O céu já não sorri em azul
É despedaçado noutra cor
… Jaz no amor lua em corpo celeste
Gostava de dedicar-te meus versos,
Hoje
...antes que o amor se acabe
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AMANHEÇO...
Amanheço
No fundo dos teus olhos
E sonho inventar teu aroma
Em meus desejos
Adormeço nos teus lábios
Que chegam a esconder carícias
Perdidas no tempo
Em recordações que não voltam
Amanheço
No fundo dos teus olhos
Morrendo por inventar uma noite azul
E teu mar em meus desejos,
Renasço nos teus lábios
Que escondem caricias perdidas
Na tua voz de cristal
Resgatada aos teus ardentes beijos
São caricias perdidas no tempo
Em recordações que não voltam
307
Há amor...2
Há amor em todos nós
Há amor em cada ser perdido
Há amor perdoado e ofendido
Há sempre amor mesmo que não queiras
Há amor sem barreiras
Pois amar é pedir
É sofrer e sentir
Que não voltarei
A te perder
É este amor que chega
Sem querer
E me desperta
Para todo este céu
Que me ilumina
Me acolhe
E seu vento
Sussurra de dor
É amor o que ficou
E não trouxeste
É amor o que tens
É amor o que sentes
O que no vento vai
E no meu coração cai
Em todo o esplendor
Aí sim… há amor!
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Comentários (2)
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Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço
Que linda poesia,realmente me tocou