Lista de Poemas

Hoje é dia de...SONHO

Hoje é dia de...
SONHO

soube que o sonho anda perdido por aí
solto, liberto, mas perdido

é preciso agarrar de novo os sentidos
levá-los a despertar da letargia da hora
do pecado do momento,
da paixão que se acaba

obrigar o ecoar dos corações
e sentir o ventre da lua
voltar a acreditar que novo dia
nova lua de esperança nos trará

é preciso acreditar
que todos os dias
quando o som do vento mostra a face
a vida desperta e sorri para o futuro

viaja no novo amanhã
ao sabor das nuvens que cobrem as montanhas
das ordens dos homens
ou do ultimo movimento do firmamento
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OIÇO O VENTO


Já oiço o vento rasante e frio
Vem buscar a tristeza 
Que se quer anichar no meu colo... 

Os olhos cerrados 
No corpo aberto 
Tua brisa me violentando 

A luz do sonho e da felicidade 
Afasta a tristeza 
Me possuindo 

Me iluminando
Como se fosse um pedaço teu
Arrancado ao seu caminho…
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FUGIRIA...


Fugiria 
Desse teu olhar que me acorrenta
Se forças tivesse

Fugiria 
Desse vento que me envias
Em tempestades de cio 

Fugiria 
Deste fado que me domina,
Mas não consigo 

És o alento 
Que me dá vida e me destrói 
Doce amargo que me corrói
E desfaz meu coração,

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VENTO QUE ME SECA

Deste vento
Que me seca por dentro
E me acorrenta ao seu rumo
Tento fugir

Desligar-me deste freio 
Por entre rajadas
Disparadas á queima-roupa

E entre ais    
Por entre nós
Para ti que não estou, 
Escapo

E dos meus muros me liberto
Fugindo de mim
… Assim me vou 
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Hoje é dia de... volta à escola



Numa visita à escola, 
sentado à velha secretária 
acorrentado a esse U geométrico 
mas pleno de vontade e nostalgia
abre-se a porta 
e alguém me propõe que abrace 
um momento marcante da minha vida:

Como se a vida não fosse de si marcante
a cada dia que passa
 
Desde o voltar do sol que nas serras desponta,
à brisa do vento que nos seca
 
Da chuva miudinha ou nuvem ensolarada, 
às correntes e marés que bonanças não anunciam
 
Do outro lado do mundo que para o dia desponta
à lua que marca as nossas estações
actualmente travestidas doutras aragens
 
Mas na nossa vida
marcante será tudo o que gira
o que fira nossos olhos e corações 
o que desperte angústias, alegrias
pesares e emoções 
 
Todas as palavras e sorrisos que por nós passam 
e repetidamente marcas nos deixam
 
E com os pensamentos acostando
escrevo sobre alguns dos mais marcantes momentos
certo de haver esquecido algum
escrevo numas poucas linhas 
o que não se pode dizer em dezenas de páginas escritas 
o amor, a saudade
os entes queridos, meu ar
o filme desses acontecimentos nesta página não cabe 
é demasiado sentir 
que nenhum livro pode abraçar
 
Sfsousa
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Amanhecer

Amanhecer no Alentejo
a manhã acaba de sorrir
quando os grilos saem da toca
soltando notas estridentes ao ouvido
abraçando este silêncio
que chega à planície com o despertar da aurora
e se refugia nestes espaços imensos
que ternuramente me abraçam
e de amor selvagem me possuem
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Outono...

Vi, cheirei e senti
O Outono mergulhou em mim
Com as suas cores vibrantes
Amarelas, castanhas, risonhas
Secas e morrendo felizes
Atingindo toda sua grandeza


Tocaram o céu do seu amor
Abraçaram outras estações
passando sorridentes
felizes, alegrando ilusões


Cores de outras cores reflectindo
Despertando amores
Nos corações que nas suas cores
Amores eternos foram prometendo


A tudo resistindo
ao sol, à vida, à luz
às promessas


Mas, com a chegada do Outono,
as cores atingiram o seu êxtase
mostraram o seu íntimo
E sorrindo a quem passa
foram caindo
rolando pelo chão
dando vida a outras vidas


Recomeçando de novo
todos os anos
caindo com subtil fraqueza
mas despontando de novo
na Primavera com aquela força
que só o amor perdoa
e corajosamente revive
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Outono...

Vi, cheirei e senti
O Outono mergulhou em mim
Com as suas cores vibrantes
Amarelas, castanhas, risonhas
Secas e morrendo felizes
Atingindo toda sua grandeza


Tocaram o céu do seu amor
Abraçaram outras estações
passando sorridentes
felizes, alegrando ilusões


Cores de outras cores reflectindo
Despertando amores
Nos corações que nas suas cores
Amores eternos foram prometendo


A tudo resistindo
ao sol, à vida, à luz
às promessas


Mas, com a chegada do Outono,
as cores atingiram o seu êxtase
mostraram o seu íntimo
E sorrindo a quem passa
foram caindo
rolando pelo chão
dando vida a outras vidas


Recomeçando de novo
todos os anos
caindo com subtil fraqueza
mas despontando de novo
na Primavera com aquela força
que só o amor perdoa
e corajosamente revive
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Quero deixar teu regaço



Quero deixar teu regaço
Tua sombra embrulhada
Em flores doutros dias
De cores ainda inexistentes
Onde só podemos sonhar com elas
E mergulhar na nossa imaginação

Sonho colher tuas amoras
Nos teus frutos ainda por amadurecer
Brincar com a tua fiel aurora
Que desabrocha em mim sem querer

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DESEJO E DOR



O vento passa 
E com suas canções me toca 
Animando meu corpo 
Que por ti espera

O desejo no ar 
Desfaz as palavras na minha boca

Espero 
E as luzes da cidade
Que rodeiam meu corpo 
Em silêncio me acompanham 
 
Me fazem sonhar 
Com teu ar e perfume 
Que neste desejo e dor 
Me alimentam
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Comentários (2)

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joaoeuzebio

Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço

marniellyfs

Que linda poesia,realmente me tocou