Lista de Poemas
Hoje é dia de...SONHO
Hoje é dia de...
SONHO
soube que o sonho anda perdido por aí
solto, liberto, mas perdido
é preciso agarrar de novo os sentidos
levá-los a despertar da letargia da hora
do pecado do momento,
da paixão que se acaba
obrigar o ecoar dos corações
e sentir o ventre da lua
voltar a acreditar que novo dia
nova lua de esperança nos trará
é preciso acreditar
que todos os dias
quando o som do vento mostra a face
a vida desperta e sorri para o futuro
viaja no novo amanhã
ao sabor das nuvens que cobrem as montanhas
das ordens dos homens
ou do ultimo movimento do firmamento
SONHO
soube que o sonho anda perdido por aí
solto, liberto, mas perdido
é preciso agarrar de novo os sentidos
levá-los a despertar da letargia da hora
do pecado do momento,
da paixão que se acaba
obrigar o ecoar dos corações
e sentir o ventre da lua
voltar a acreditar que novo dia
nova lua de esperança nos trará
é preciso acreditar
que todos os dias
quando o som do vento mostra a face
a vida desperta e sorri para o futuro
viaja no novo amanhã
ao sabor das nuvens que cobrem as montanhas
das ordens dos homens
ou do ultimo movimento do firmamento
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OIÇO O VENTO
Já oiço o vento rasante e frio
Vem buscar a tristeza
Que se quer anichar no meu colo...
Os olhos cerrados
No corpo aberto
Tua brisa me violentando
A luz do sonho e da felicidade
Afasta a tristeza
Me possuindo
Me iluminando
Como se fosse um pedaço teu
Arrancado ao seu caminho…
151
FUGIRIA...
Fugiria
Desse teu olhar que me acorrenta
Se forças tivesse
Fugiria
Desse vento que me envias
Em tempestades de cio
Fugiria
Deste fado que me domina,
Mas não consigo
És o alento
Que me dá vida e me destrói
Doce amargo que me corrói
E desfaz meu coração,
90
VENTO QUE ME SECA
Deste vento
Que me seca por dentro
E me acorrenta ao seu rumo
Tento fugir
Desligar-me deste freio
Por entre rajadas
Disparadas á queima-roupa
E entre ais
Por entre nós
Para ti que não estou,
Escapo
E dos meus muros me liberto
Fugindo de mim
… Assim me vou
147
Hoje é dia de... volta à escola
Numa visita à escola,
sentado à velha secretária
acorrentado a esse U geométrico
mas pleno de vontade e nostalgia
abre-se a porta
e alguém me propõe que abrace
um momento marcante da minha vida:
Como se a vida não fosse de si marcante
a cada dia que passa
Desde o voltar do sol que nas serras desponta,
à brisa do vento que nos seca
Da chuva miudinha ou nuvem ensolarada,
às correntes e marés que bonanças não anunciam
Do outro lado do mundo que para o dia desponta
à lua que marca as nossas estações
actualmente travestidas doutras aragens
Mas na nossa vida
marcante será tudo o que gira
o que fira nossos olhos e corações
o que desperte angústias, alegrias
pesares e emoções
Todas as palavras e sorrisos que por nós passam
e repetidamente marcas nos deixam
E com os pensamentos acostando
escrevo sobre alguns dos mais marcantes momentos
certo de haver esquecido algum
escrevo numas poucas linhas
o que não se pode dizer em dezenas de páginas escritas
o amor, a saudade
os entes queridos, meu ar
o filme desses acontecimentos nesta página não cabe
é demasiado sentir
que nenhum livro pode abraçar
Sfsousa
178
Amanhecer
Amanhecer no Alentejo
a manhã acaba de sorrir
quando os grilos saem da toca
soltando notas estridentes ao ouvido
abraçando este silêncio
que chega à planície com o despertar da aurora
e se refugia nestes espaços imensos
que ternuramente me abraçam
e de amor selvagem me possuem
a manhã acaba de sorrir
quando os grilos saem da toca
soltando notas estridentes ao ouvido
abraçando este silêncio
que chega à planície com o despertar da aurora
e se refugia nestes espaços imensos
que ternuramente me abraçam
e de amor selvagem me possuem
165
Outono...
Vi, cheirei e senti
O Outono mergulhou em mim
Com as suas cores vibrantes
Amarelas, castanhas, risonhas
Secas e morrendo felizes
Atingindo toda sua grandeza
Tocaram o céu do seu amor
Abraçaram outras estações
passando sorridentes
felizes, alegrando ilusões
Cores de outras cores reflectindo
Despertando amores
Nos corações que nas suas cores
Amores eternos foram prometendo
A tudo resistindo
ao sol, à vida, à luz
às promessas
Mas, com a chegada do Outono,
as cores atingiram o seu êxtase
mostraram o seu íntimo
E sorrindo a quem passa
foram caindo
rolando pelo chão
dando vida a outras vidas
Recomeçando de novo
todos os anos
caindo com subtil fraqueza
mas despontando de novo
na Primavera com aquela força
que só o amor perdoa
e corajosamente revive
O Outono mergulhou em mim
Com as suas cores vibrantes
Amarelas, castanhas, risonhas
Secas e morrendo felizes
Atingindo toda sua grandeza
Tocaram o céu do seu amor
Abraçaram outras estações
passando sorridentes
felizes, alegrando ilusões
Cores de outras cores reflectindo
Despertando amores
Nos corações que nas suas cores
Amores eternos foram prometendo
A tudo resistindo
ao sol, à vida, à luz
às promessas
Mas, com a chegada do Outono,
as cores atingiram o seu êxtase
mostraram o seu íntimo
E sorrindo a quem passa
foram caindo
rolando pelo chão
dando vida a outras vidas
Recomeçando de novo
todos os anos
caindo com subtil fraqueza
mas despontando de novo
na Primavera com aquela força
que só o amor perdoa
e corajosamente revive
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Outono...
Vi, cheirei e senti
O Outono mergulhou em mim
Com as suas cores vibrantes
Amarelas, castanhas, risonhas
Secas e morrendo felizes
Atingindo toda sua grandeza
Tocaram o céu do seu amor
Abraçaram outras estações
passando sorridentes
felizes, alegrando ilusões
Cores de outras cores reflectindo
Despertando amores
Nos corações que nas suas cores
Amores eternos foram prometendo
A tudo resistindo
ao sol, à vida, à luz
às promessas
Mas, com a chegada do Outono,
as cores atingiram o seu êxtase
mostraram o seu íntimo
E sorrindo a quem passa
foram caindo
rolando pelo chão
dando vida a outras vidas
Recomeçando de novo
todos os anos
caindo com subtil fraqueza
mas despontando de novo
na Primavera com aquela força
que só o amor perdoa
e corajosamente revive
O Outono mergulhou em mim
Com as suas cores vibrantes
Amarelas, castanhas, risonhas
Secas e morrendo felizes
Atingindo toda sua grandeza
Tocaram o céu do seu amor
Abraçaram outras estações
passando sorridentes
felizes, alegrando ilusões
Cores de outras cores reflectindo
Despertando amores
Nos corações que nas suas cores
Amores eternos foram prometendo
A tudo resistindo
ao sol, à vida, à luz
às promessas
Mas, com a chegada do Outono,
as cores atingiram o seu êxtase
mostraram o seu íntimo
E sorrindo a quem passa
foram caindo
rolando pelo chão
dando vida a outras vidas
Recomeçando de novo
todos os anos
caindo com subtil fraqueza
mas despontando de novo
na Primavera com aquela força
que só o amor perdoa
e corajosamente revive
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Quero deixar teu regaço
Quero deixar teu regaço
Tua sombra embrulhada
Em flores doutros dias
De cores ainda inexistentes
Onde só podemos sonhar com elas
E mergulhar na nossa imaginação
Sonho colher tuas amoras
Nos teus frutos ainda por amadurecer
Brincar com a tua fiel aurora
Que desabrocha em mim sem querer
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Comentários (2)
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Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço
Que linda poesia,realmente me tocou