Lista de Poemas
LUZES DO CORAÇÃO
LUZES DO CORAÇÃO
Trémulas são as luzes do coração
Que viram seu feitio e cor para o amanhã
Estão perdidas na escuridão
Necessárias hoje
Quando o manto da noite cobre os desejos
E aperta o coração
Antevejo auroras por abrir
E caminhos inexistentes de sorrisos
Haja fruto e semente no olhar das gentes
Haja vontade no fundo dos homens
E nas marés que os oceanos nos deixam
A vida pode ser nossa, bela e simples
Como a água que corre os campos de lírios em flor
Como as gotas de orvalho que deixam cair sua força na terra
Onde despontam novas auroras e novas vidas
E assim seremos nós, todos nós
Únicos, verdadeiros e amados
Pelo movimento da história
e o sentir do toque do vento
Trémulas são as luzes do coração
Que viram seu feitio e cor para o amanhã
Estão perdidas na escuridão
Necessárias hoje
Quando o manto da noite cobre os desejos
E aperta o coração
Antevejo auroras por abrir
E caminhos inexistentes de sorrisos
Haja fruto e semente no olhar das gentes
Haja vontade no fundo dos homens
E nas marés que os oceanos nos deixam
A vida pode ser nossa, bela e simples
Como a água que corre os campos de lírios em flor
Como as gotas de orvalho que deixam cair sua força na terra
Onde despontam novas auroras e novas vidas
E assim seremos nós, todos nós
Únicos, verdadeiros e amados
Pelo movimento da história
e o sentir do toque do vento
213
PERDIDO
PERDIDO
Estou perdido como o tempo
Mas liberto nas asas da aurora
E na fuga eterna dos meus lamentos
Que percorrem todas as veias
Encontradas em cada amor de Outono
144
CHUVA
CHUVA
Chove imensamente neste dia escuro
parece que céu quer lavar o rosto da terra
e dar-lhe novo sentido
Ouve-se a chuva caindo intensamente
o seu som tocando as pedras da calçada da vida
mas não nos consegue acordar
mantém-se intensa como os sentimentos
que ficaram pregados no chão e não queem sair
é chuva violenta que traz o desassossego do céu
nas suas lagrimas
A vida deve estar certamente zangada connosco
e nos envia esta tempestade
esta chuva que não para
e nos seca a vontade
é violenta, dolorosa
gritante,
como quisesse ser amada neste dia
mas não a chuva
é só chuva violenta
como os nosso actos em desespero
e que momentaneamente
sem que ninguém dê por isso
param de chorar
abraçam os corpos e a vida
que na rua se deparam
parou a chuva
o silencio voltou
mas o sol
esse continua escondido no fundo dos teus olhos
Chove imensamente neste dia escuro
parece que céu quer lavar o rosto da terra
e dar-lhe novo sentido
Ouve-se a chuva caindo intensamente
o seu som tocando as pedras da calçada da vida
mas não nos consegue acordar
mantém-se intensa como os sentimentos
que ficaram pregados no chão e não queem sair
é chuva violenta que traz o desassossego do céu
nas suas lagrimas
A vida deve estar certamente zangada connosco
e nos envia esta tempestade
esta chuva que não para
e nos seca a vontade
é violenta, dolorosa
gritante,
como quisesse ser amada neste dia
mas não a chuva
é só chuva violenta
como os nosso actos em desespero
e que momentaneamente
sem que ninguém dê por isso
param de chorar
abraçam os corpos e a vida
que na rua se deparam
parou a chuva
o silencio voltou
mas o sol
esse continua escondido no fundo dos teus olhos
224
...ser eu
Que o amor se aproxime sem dor
E sem revolta e deixe meu corpo sonhar
Metade de mim sendo amor
A outra metade é pesar
Que o sonho de ser eu me aconchegue
Ao teu olhar irrequieto
Metade de mim é agua
A outra metade deserto
209
ALEGRIA
Alegria
Que me chega em sons de música
E me entorpece os sentidos
Alegria
Do teu brilho e teu riso
Alegria
Da manhã amada
Alegria que sendo vida
Deixa de lembrar a partida
E nos recorda a chegada
Alegria
Que foi e partiu nas asas da andorinha
Até à chegada da Primavera
É alegria distante
Repartida com outras Primaveras
Que contigo ficam
Alegria
Que me foi pedida emprestada um dia
Mas voltou de novo
Sem lágrimas e sem ausência
Que me chega em sons de música
E me entorpece os sentidos
Alegria
Do teu brilho e teu riso
Alegria
Da manhã amada
Alegria que sendo vida
Deixa de lembrar a partida
E nos recorda a chegada
Alegria
Que foi e partiu nas asas da andorinha
Até à chegada da Primavera
É alegria distante
Repartida com outras Primaveras
Que contigo ficam
Alegria
Que me foi pedida emprestada um dia
Mas voltou de novo
Sem lágrimas e sem ausência
215
meu corpo
Meu corpo
Ansiando pelo outro meio
Como uma carta
Jamais lida
Metade de mim é fundo
A outra metade perdida
269
PALAVRAS
PALAVRAS
Gosto de sentir o prazer na escrita das palavras
Mas onde fica o amor pelas palavras?
São meras palavras que completam pensamentos
Potenciam sonhos e amizades
Amores e guerras
Mas poderão elas ser amadas?
Quem escreve palavras
Com sentido ou não
Pode exigir que se ame uma ideia
Um Verão
O esvoaçar da borboleta
Ou o anuncio da Primavera?
Sentir-me-ei amando as palavras
Ou a Primavera?
As suas cores e seus cheiros?
Sinto-me voar nas asas da escrita
E das palavras
Porque nelas existo
Nelas me escondo
E nelas me recomponho
A cada passo falso
Em casa oásis perdido
Solto gritos e partilho dores
Lavro amores
Desperto auroras
Compro sinais nas palavras
Mesmo sem sentido
São palavras…
Só palavras que ficam onde nós existimos
E connosco nunca partem
São palavras
Mesmo assim, palavras minhas
Que só eu digo e amo
E convosco partilho
Palavras amor
Palavras sorriso
Palavras vivas
Palavras quietas
Palavras lidas
Palavras poetas
Palavras saudade
Palavras amizade
Palavras profeta
Perdidas ou partilhadas
No meu olhar errante
Mesmo regando outros olhares
Que palavras não explicam
Estas…são só as minhas palavras
Gosto de sentir o prazer na escrita das palavras
Mas onde fica o amor pelas palavras?
São meras palavras que completam pensamentos
Potenciam sonhos e amizades
Amores e guerras
Mas poderão elas ser amadas?
Quem escreve palavras
Com sentido ou não
Pode exigir que se ame uma ideia
Um Verão
O esvoaçar da borboleta
Ou o anuncio da Primavera?
Sentir-me-ei amando as palavras
Ou a Primavera?
As suas cores e seus cheiros?
Sinto-me voar nas asas da escrita
E das palavras
Porque nelas existo
Nelas me escondo
E nelas me recomponho
A cada passo falso
Em casa oásis perdido
Solto gritos e partilho dores
Lavro amores
Desperto auroras
Compro sinais nas palavras
Mesmo sem sentido
São palavras…
Só palavras que ficam onde nós existimos
E connosco nunca partem
São palavras
Mesmo assim, palavras minhas
Que só eu digo e amo
E convosco partilho
Palavras amor
Palavras sorriso
Palavras vivas
Palavras quietas
Palavras lidas
Palavras poetas
Palavras saudade
Palavras amizade
Palavras profeta
Perdidas ou partilhadas
No meu olhar errante
Mesmo regando outros olhares
Que palavras não explicam
Estas…são só as minhas palavras
239
HOJE SENTI
Hoje corri sem medo
Libertei o pensamento
Olhei pela janela do teu corpo
E senti meu corpo voando junto ao teu
Hoje saltei sem medo
Por janelas de países distantes
Esperando recuperar tua luz
Partilhar minha liberdade
Hoje marejei sem sentido
Despedi-me das ilusões
Desfiz-me dos versos
Embalados na nossa pele
Senti o abraço que faltava
Nos anos-luz de amor
Que por dizer ficaram
Fitei o teu sorriso
Me desfiz acordando
No teu pestanejar
Libertei o pensamento
Olhei pela janela do teu corpo
E senti meu corpo voando junto ao teu
Hoje saltei sem medo
Por janelas de países distantes
Esperando recuperar tua luz
Partilhar minha liberdade
Hoje marejei sem sentido
Despedi-me das ilusões
Desfiz-me dos versos
Embalados na nossa pele
Senti o abraço que faltava
Nos anos-luz de amor
Que por dizer ficaram
Fitei o teu sorriso
Me desfiz acordando
No teu pestanejar
201
ME TOCASTE
Me tocaste
Nos meus sonhos
Como se teus sonhos
Me beijassem
Me tocaste com a luz
Que te ilumina
E meus olhos perseguem
Me tocaste com esse ar
Sereno e só
Nas rimas dos teus versos escondidos
Tocando de leve
Me amaste
Com uma parte de ti
Que procura
Uma breve e doce loucura
Com teus versos de amor
Me tocaste
239
Me condeno
Vem amor, vem
deixa o prazer fluir
por entre teus braços
aconchega tua cabeça
em meu regaço
que em prazer e dor
me satisfaço
percorrendo esse teu corpo
ao qual me condeno
Me condeno a amar-te
até que a lua se desfaça
e reparta seus segredos de amor
por esse teu corpo
de insaciável prazer
de arrepiante veneno
e cada vez que despertes
me obrigues a amar-te
...eu assim me condeno
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Comentários (2)
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Fantastico este outro lado do silencio invandindo minhas veias viajei dentro de cada palavra parabéns amigo um abraço
Que linda poesia,realmente me tocou