No tic-tac do relógio
No tic-tac percebi
A vida às vezes demora a passar
Do tic-tac eu fugi
Mas a verdade veio me procurar
Esperei o tic-tac cessar
Esperei encontrar uma saída
Seu som me fez pensar
E não consegui fugir da vida
O tic-tac me leva à realidade
À realidade subjetiva de cada mente viajante
Dessa experiência só a alma parte
E a energia preenche todo instante
O tic-tac me mostra com exatidão
Todos irão embora
Não podemos fugir em vão
A verdade se esconde sem demora
Aos poucos ao partir
O tic-tac me mostrou, então
Só posso me permitir ir
Se deixar de ir em vão
O tic-tac é incessante
Assim como é a vida
Cada momento é importante
A verdade é a saída
A vida vivida com essência
Sem medo da dor
Nos leva a transcendência
Nos leva ao amor
O tic-tac nunca para
A cada minuto, o som vem reacender
O tic-tac, minha cara
A vida nos leva a entender
A cada lampejo de luz
Sempre lhe escuto
Sempre está aqui comigo
Nunca me deixa só
Me lembra de como é ser...
Eu? Talvez não
Talvez seja algo muito mais complexo
Pois sou todos, e ao mesmo tempo ninguém
É como se estivesse morta
E sempre que a vejo a claridade vem
Vivian
As flores no jardim
Aquelas que colheu sozinha
Florescem dentro de mim
A cada minuto em que você caminha
Mesmo distante estou aqui, te olhando
Sei que está aflita por não nos ver
Mas saiba, caminhando
Caminhando é como não nos faz sofrer
Você é tudo para mim
Te amo do fundo de minh'alma
A cada fala sua é melodia sem fim
A cada dia a encontro com calma
Viva-morta
Agora sou assim, meio viva, viva-morta
Meus pés não chegam ao chão
Meus olhos não podem enxergar
Assim que encontro a escuridão
Minha alma começa a chorar
Chorar, chorar, chorar
Mesmo quando não saem lágrimas estou chorando
Olhando, me vendo transbordar
Fátima
Sempre estou a teu lado
Sempre estou lhe falando
"Podemos encontrar esse estado
Onde nossas almas permanecem cantando"
Desde que a vi, percebi que era assim
Uma linda melodia
Você me mostra amor sem fim
Sempre que lhe abraço encontro calmaria
Seus olhos azul do mar
Azul que guarda universo em sua imensidão
Me levam para dentro de mim
Me levam de volta a meu coração
A cada lampejo de luz
Sempre lhe escuto
Sempre está aqui comigo
Nunca me deixa só
Me lembra de como é ser...
Eu? Talvez não
Talvez seja algo muito mais complexo
Pois sou todos, e ao mesmo tempo ninguém
É como se estivesse morta
E sempre que a vejo a claridade vem
Viva-morta
Agora sou assim, meio viva, viva-morta
Meus pés não chegam ao chão
Meus olhos não podem enxergar
Assim que encontro a escuridão
Minha alma começa a chorar
A cada lampejo de luz
Sempre lhe escuto
Sempre está aqui comigo
Nunca me deixa só
Me lembra de como é ser...
Eu? Talvez não
Talvez seja algo muito mais complexo
Pois sou todos, e ao mesmo tempo ninguém
É como se estivesse morta
E sempre que a vejo a claridade vem
Chorar, chorar, chorar
Mesmo quando não saem lágrimas estou chorando
Olhando, me vendo transbordar