Sheila Gomes de Assis

Sheila Gomes de Assis

n. 1977 BR BR

n. 1977-01-18, Santos

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D OUTRA VIDA

Guardas em minh'alma o sentir de outra vida
O 'deitar e o despir' como último suspiro;
Ressurreição desencontrada e homicida
Embarga o amor a quem respiro

Guardas em minh'alma, a 'intacta conhecida'
E o amor inebriante a qual refiro
Grandeza e certeza possuída
Dos poemas escritos em papiro

Guardas em minh'alma, a nunca despedida
E a dor de sabê-lo... como um tiro
O elo quebrado e a saída...

Guardas em minh'alma - eu confiro
Memórias, sonhos d'outra vida
Segredos de amor em vão retiro...

Guardas em minh'alma, a dor já esquecida
Juras de eternidade em suspiro
E a missão de continuar em vã partida.
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Poemas

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VULGÍVAGA

Quão ares e cárceres de vida amputada
Do corpo humano de alma enterrada
Se asas enfermas tão cheias de nada
Já implumes rastreiam a nevada

Quão semi nua no frio das noitadas
Enquanto as mademoiselles já deitadas
Temem pela perfídia; lasciva chegada
De o cônjuge reclamar a labuta cansada

Sonhas fosses tu, donzela encantada
Conflitando masmorra a alma alada
Consideras enriquecer e romper empreitada
Quiçá um salvador da vida bastarda...

Por onde cessarás tua empáfia jornada
Despejada indigente na gélida calçada
Morta em submundo em qualquer madrugada
Sem ninguém para chorar o teu fútil nada.

(Trabalho escolar do Ensino Médio - Redação ou Poesia.
Tema "Prostituição", após leitura de Lucíola de José de Alencar
Autora: Sheila Gomes de Assis - 1998.)
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