Abre a mente ao que eu te revelo
e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência
ouvir sem reter o que se escuta.(Dante Alighieri)
Um homem apaixonado por poesia.
Tento traduzir os pensamentos na fidelidade que estes me concebem.Não tenho a pretensão de ser poeta,e se por acaso as palavras me metamorfosear em algo parecido,não me culpe;apenas me perdoe.(Sirlânio Jorge Dias Gomes)
Lista de Poemas
Orquestra poética
Feito mágica em concepção silente,
Despontam do imensurável sentir,
Seus acordes sublimes de poesia,
Notas cingidas de venustidade.
Sutilmente...
A alma deslumbrada em harmonia,
Capta o som do amor,
Proba sinfonia surreal tão casta.
Simetricamente,
O coração em sua evoluções,
Rege a obra de um querer confidente,
Em cada verso de um reverso,
Executando a vida em suas variáveis.
Despontam do imensurável sentir,
Seus acordes sublimes de poesia,
Notas cingidas de venustidade.
Sutilmente...
A alma deslumbrada em harmonia,
Capta o som do amor,
Proba sinfonia surreal tão casta.
Simetricamente,
O coração em sua evoluções,
Rege a obra de um querer confidente,
Em cada verso de um reverso,
Executando a vida em suas variáveis.
399
Doce Olhar
Sinto a beleza desta vida,
Da casinha de sapê onde amor,
Olhou para mim docemente,
Na simplicidade de um olhar.
Tudo era de uma alegria sem par,
Cuja alegria de um aperto de mão,
Fazia o coração voar na inocência.
Tudo era simples,
E até mesmo os passarinhos,
Não tinham medo de cantar,
O canto alegre das manhãs.
A comida farta do trabalho duro,
Cozida num fogão a lenha,
Feita com amor,
O melhor dos temperos.
Ao cair da noite,
Em volta de uma fogueira,
O velho pai cheio de sabedoria,
De mãos calejadas,
E pés descalços;
Contava causos e mais causos.
As estrelas brilhavam,
E nos faziam sonhar,
Com a fé mais pura.
As flores multicores,
Se misturavam ao céu,
No belo amanhecer,
Visto pela janela da casa de chão batido,
E o latido do cão,
Correndo pela casa cheio de alegria.
Ainda sinto o cheiro,
Da melhor comida do mundo,
Que o tempo levou,
Deixando na memória,
O jeito cândido de ver o mundo,
Debaixo da velha árvore,
Que tanto me ouviu.
Da casinha de sapê onde amor,
Olhou para mim docemente,
Na simplicidade de um olhar.
Tudo era de uma alegria sem par,
Cuja alegria de um aperto de mão,
Fazia o coração voar na inocência.
Tudo era simples,
E até mesmo os passarinhos,
Não tinham medo de cantar,
O canto alegre das manhãs.
A comida farta do trabalho duro,
Cozida num fogão a lenha,
Feita com amor,
O melhor dos temperos.
Ao cair da noite,
Em volta de uma fogueira,
O velho pai cheio de sabedoria,
De mãos calejadas,
E pés descalços;
Contava causos e mais causos.
As estrelas brilhavam,
E nos faziam sonhar,
Com a fé mais pura.
As flores multicores,
Se misturavam ao céu,
No belo amanhecer,
Visto pela janela da casa de chão batido,
E o latido do cão,
Correndo pela casa cheio de alegria.
Ainda sinto o cheiro,
Da melhor comida do mundo,
Que o tempo levou,
Deixando na memória,
O jeito cândido de ver o mundo,
Debaixo da velha árvore,
Que tanto me ouviu.
403
Saudade
Se soubesses da minha dor,
viria apressado em longos passos,
A solidão é meu interior,
Que me consome em meu percalço.
Das horas o seu toque acolhedor,
O teu sorriso em meus braços,
Lábios sem desembaraço,
Desejando-me sem pudor.
De tanto gritar fico rouca,
Chamando teu nome em desejo,
Chorando sei que não está aqui.
Num rompante rasgo minha roupa,
Tua imagem no espelho vejo,
Fúria do corpo doida por ti.
viria apressado em longos passos,
A solidão é meu interior,
Que me consome em meu percalço.
Das horas o seu toque acolhedor,
O teu sorriso em meus braços,
Lábios sem desembaraço,
Desejando-me sem pudor.
De tanto gritar fico rouca,
Chamando teu nome em desejo,
Chorando sei que não está aqui.
Num rompante rasgo minha roupa,
Tua imagem no espelho vejo,
Fúria do corpo doida por ti.
355
Criação
O mundo se vestiu de cor,
Quando aqui chegou,
és uma obra que emanou,
Do humano ao divino amor.
Quando aqui chegou,
és uma obra que emanou,
Do humano ao divino amor.
434
Metáfora
Em teu fogo me queimei no inverno,
Na esperança de refrescar em teu rio;
Águas suaves do amor, arrepio;
Agrado benfazejo sempre terno.
Em tais lisonjas sou subalterno,
Em suas peripécias horas a fio;
Não pensar em ti, um calafrio;
Do céu perder e ganhar o inferno.
Em seus abraços vou navegando;
Nas ondas a tocar o meu peito
Beijando teu ser que me adora.
Na esperança de refrescar em teu rio;
Águas suaves do amor, arrepio;
Agrado benfazejo sempre terno.
Em tais lisonjas sou subalterno,
Em suas peripécias horas a fio;
Não pensar em ti, um calafrio;
Do céu perder e ganhar o inferno.
Em seus abraços vou navegando;
Nas ondas a tocar o meu peito
Beijando teu ser que me adora.
542
Soneto do Amor
Aparelha-te amor em mim,
Enobreça-me em teu encanto,
Dos teus seios o acalanto,
Deixe-me tê-la enfim.
Se não me olhas sinto o fim,
Não me iluda se não amas este arcano,
Sem teus beijos fico suspirando,
Meu coração sangra feito carmesim.
Acendo a esperança por teus afetos,
Fantasia dançante de coração aberto
Sacia-me devotamente de todo.
Por assim querer-te pareço tolo,
Sem amor não se vive;
Desejo em mim esculpiu.
Enobreça-me em teu encanto,
Dos teus seios o acalanto,
Deixe-me tê-la enfim.
Se não me olhas sinto o fim,
Não me iluda se não amas este arcano,
Sem teus beijos fico suspirando,
Meu coração sangra feito carmesim.
Acendo a esperança por teus afetos,
Fantasia dançante de coração aberto
Sacia-me devotamente de todo.
Por assim querer-te pareço tolo,
Sem amor não se vive;
Desejo em mim esculpiu.
442
Perecimento
A flor da vida vai murchando
Levando a labuta indigesta;
Cuja senhora se apresta,
Aos poucos ir findando.
As horas vão passando,
Seja dor ou seja festa;
De tudo somente resta,
Ir a pobre alma levitando.
De pé ou na cama
Com amores ou dissabores,
Em lágrima fecha-se o olho.
Do espírito encerra-se a trama
Do bem feito aos horrores,
Da aparência o sobrolho.
Levando a labuta indigesta;
Cuja senhora se apresta,
Aos poucos ir findando.
As horas vão passando,
Seja dor ou seja festa;
De tudo somente resta,
Ir a pobre alma levitando.
De pé ou na cama
Com amores ou dissabores,
Em lágrima fecha-se o olho.
Do espírito encerra-se a trama
Do bem feito aos horrores,
Da aparência o sobrolho.
409
Mimetismo
Semelhante amor,
De almas que se projetam no amor,
Mar imenso de intensas juras,
Brandura de corações despertos.
Sou você em mim,
Juntos somos iguais.
Homocrômicos e inseparavéis,
Nos fundimos no amor.
Nossos corpos imitam o desejo,
Que imita o querer confesso.
Amor de almas reluzentes,
Reflexo uma só imagem.
De almas que se projetam no amor,
Mar imenso de intensas juras,
Brandura de corações despertos.
Sou você em mim,
Juntos somos iguais.
Homocrômicos e inseparavéis,
Nos fundimos no amor.
Nossos corpos imitam o desejo,
Que imita o querer confesso.
Amor de almas reluzentes,
Reflexo uma só imagem.
492
Te permito
Em minhas instâncias,
Deixo que me leve,
Desejando onde me descobriste,
Total esmero do que sinto.
O teu querer é meu,
Na exata medida que me quiseres.
Sou lume que te agasalha,
Neste amor vibrante,
Cujos lábios me recolhe,
Suave atração a inundar-me.
O cintilar que de ti emana,
Finda a escuridão que me flagela,
Este raptar contínuo em suas nuances,
Quando tu não estás.
Deixo que me leve,
Desejando onde me descobriste,
Total esmero do que sinto.
O teu querer é meu,
Na exata medida que me quiseres.
Sou lume que te agasalha,
Neste amor vibrante,
Cujos lábios me recolhe,
Suave atração a inundar-me.
O cintilar que de ti emana,
Finda a escuridão que me flagela,
Este raptar contínuo em suas nuances,
Quando tu não estás.
480
Carruagem
Indômito animal introvertido,
Nous compelido intempérico,
Consumado caos cadavérico;
Avilte desalinho tolhido.
Temida besta de ares decaído,
Aonde vais assim histérico?
Inflamado doudo quimérico,
Arrogante corcel transido.
Vai imponente a cavalgar,
A criatura exangue convindo
Fatídico fardo a arquejar.
Segue em rompante arfar,
Umbrático caminho infindo
Tal qual seu o seu ladrar.
Nous compelido intempérico,
Consumado caos cadavérico;
Avilte desalinho tolhido.
Temida besta de ares decaído,
Aonde vais assim histérico?
Inflamado doudo quimérico,
Arrogante corcel transido.
Vai imponente a cavalgar,
A criatura exangue convindo
Fatídico fardo a arquejar.
Segue em rompante arfar,
Umbrático caminho infindo
Tal qual seu o seu ladrar.
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Palavras que saem do coração
Belos escritos. Adelante!