susete evaristo

susete evaristo

n. 1948 PT PT

n. 1948-04-11, serpa

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Sem rumo

Cansei-me das palavras por dizer
Dos gestos no ar inacabados
Do riso tolo
Da loucura inerte
Do gosto amargo do silêncio
Sigo como um escravo agrilhoado
No porão de um tumbeiro
À deriva entre vagas alterosas
Sem fé, sem esperança de mudança
Sem um porto de abrigo
Onde me sinta em segurança

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Poemas

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Manhãde Primavera

Quando eu partir
Não quero:
Olhos chorosos nem flores na sepultura
Quando eu partir
Não quero:
Palavras embargadas nas gargantas
Quando eu partir
Que o sol brilhe em todo o seu esplendor
Quando eu partir
Que floresçam os campos e os caminhos
Quando eu partir
Que seja uma radiosa manhã
de Primavera

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