Szabó Tibor

Szabó Tibor

n. 1994 BR BR

n. 1994-11-11, São Paulo

Perfil
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Silencio

Os olhos que se perdem no perfil do mundo
Correm sempre ao meu próprio encontro
Tomados por medo e mais medo
De tudo o que uma vez foi tão profundo em seu enredo

Esse mundo tão vazio
Mundo vasto, sem poder
Sem saber ou sentir... quanto então ver
Pois esse mundo está vazio do que se é certo não se ve

Sinto toda e eloquencia de se ser perdido
A inocencia de um arrependido
Que não encontra o próprio seio onde se apruma
Toda a verdade, de Homens envoltos em bruma, voltados uns contra os outros

Estão sempre agarrados a mesma causa
Dependurados se esmurram
Senhor se fosse apenas uma luta
Mas é muito mais que muitas vidas

Tolo esse homem...tolo...tolinho...
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Poemas

23

Silencio

Os olhos que se perdem no perfil do mundo
Correm sempre ao meu próprio encontro
Tomados por medo e mais medo
De tudo o que uma vez foi tão profundo em seu enredo

Esse mundo tão vazio
Mundo vasto, sem poder
Sem saber ou sentir... quanto então ver
Pois esse mundo está vazio do que se é certo não se ve

Sinto toda e eloquencia de se ser perdido
A inocencia de um arrependido
Que não encontra o próprio seio onde se apruma
Toda a verdade, de Homens envoltos em bruma, voltados uns contra os outros

Estão sempre agarrados a mesma causa
Dependurados se esmurram
Senhor se fosse apenas uma luta
Mas é muito mais que muitas vidas

Tolo esse homem...tolo...tolinho...
691

Tempo de Solidão

O relógio bate...

Meia noite.

Alguns, morrem...cansados de seu dia.

Outros...se mantém acordados, todavia.

Uma bela coruja de olhos grandes,

Anuncia: Eles chegaram!

A terra estremece...

O céu escurece...

Todos se deitam.

Mas ninguém adormece.

Eles chegaram...

São eles, que minha alma perturbam,

Que do horizonte surgem cada dia mais...

São uma razão dentre tantas outras.

Donde sem Eles morreria.

Valem da vida aquilo que carregam.

Sentir e viver é algo que nunca negam.

Com Eles morro a cada dia.

E toda noite renasço de suas cinzas.

Pois me lembram daqueles momentos,

Em que a felicidade está escondida,

Muitas vezes entre a sombra e a própria luz.

Entre a alma e a própria pele.

Está em ti.

Me trazem dor e felicidade.

Do fundo de meu peito, abordam minha respiração.

Toda vez...toda santa vez...

Na calada da noite.

Morro-me por Eles.

O relógio bate:

Meia noite.

Uma bela coruja de olhos grandes,

Anuncia: Os sentimentos chegaram!

454

A Única Verdade

O luar escorre por tua face,

As estrelas em teus olhos cintilam.

E eu ouço aquela frase...

Que em teus santos lábios vibram.

Eu te amo. Será mesmo verdade?

Castigado é o homem,

Que considera palavras com seriedade.

Pois mentira é,

Tudo que existe, tudo que se toca.

Verdade, unicamente tem a fé.

Aquela que não espera para ser,

E em verdade ou mentira, simplesmente é.

Ao encontrar o que não se pode perder.

484

A Lua e O Mar

O mar.

Tão paciente escultor.

Amar.

É o que deseja com fulgor.

Na areia da praia,

Arrasta tuas garras,

Prega tuas unhas,

Escala a terra.

A motivo de um objetivo...

Alcançar teu amor, quem no céu foi sepultado.

Acariciar, de leve, o lençol que a cobre, prateado.

A tão formosa lua, sem motivo,

Além do amor.

Oh mar!

Que amor foi arranjar?

E digo eu que amor assim, nem a lua merece,

Amor que em nenhum outro lugar,

Fenece terra, lua e mar...

472

Meu Primeiro Sonho

Desperto.

Olhos abertos, prontos para um novo dia.

O sol no horizonte queima ardente.

Mancha o céu de sangue.

Rasga a noite com luz.

E eu...desperto.

Por quê despertei?

Não o queria que acontecesse.

Um tão belo sonho me tomara.

O primeiro que recordo nessa vida.

No sonho eu não tinha asas.

Mas voava para onde bem entendesse.

Tinha consciência de tudo,

Em minha mente que jazia vazia.

O silencio que nunca pensei que escutaria...

Nenhuma dor, sentimento, nem nada.

Simplesmente voava,

Em absoluto silencio, no vazio,

Voava...

499

Memórias

De um corte em meu peito,

Sangra o desejo,

De um abraço perfeito.

Da razão de minha alma,

Escorre tão calma,

A vontade de vê-la.

O espírito amigo,

Expulsa o destino,

Para longe de mim.

Memórias de um passado tão vasto,

Memórias de um futuro longínquo,

Memórias de uma mente perturbada...

E de um presente esquecido...

Lembro de tudo!

Menos de agora...

Quando o amor lá no fundo,

De seu eixo está fora.

Exigindo do mundo,

Nada...por ora.

Mas continua esquecido,

Na imensidão de minha mente,

Esperando que eu sinta,

A mesma dor que ela sente...


445

Meu Segredo

Ao pé de teu ouvido,

Sussurro meu segredo.

Um segredo de mil anos.

Perdido a muito no tempo.

Tal segredo,

Guardado por mim,

Quem á mil anos,

Resiste ao fim.

Conto-te.

E você se espanta.

Em tal segredo,

Não acredita.

Reafirmo.

Me desconfias.

Lhe convenço.

Tu acreditas.

Meu segredo.

Que no tempo perdurou.

Que somente agora,

Como a fruta, madurou.

Caiu da árvore frondosa,

Para a mão de minha amada.

E o segredo do amor eterno,

Brota novo em seu coração alado.

Que resiste feliz a todo inverno,

Em nenhum momento se sente cansado.

Meu segredo: ainda te amo.

438

Mundo Tolo

Pedras gigantes abordam meu caminho.

Tempestades errantes me seguem.

A todo instante tenho sede de vinho,

E fome de pão.

Vinho o amor que venero.

Pão o amor que espero.

O mundo morre aos poucos...

De pura fome e sede, morre o mundo.

Todos estão por dentro ocos.

Vazios de sentimento, no fundo.

Guerras, discussões e mortes.

Mundo tolo...

Que imagina estar a justiça na igualdade.

A igualdade? Respondo-te: seria trocar olho por olho,

De acordo com o mundo da infelicidade...

542

Cicatrizes

Todo ferimento sara,

Mas sempre deixa sua marca,

Mesmo que seja apenas na memória,

Uma cicatriz para a vida toda.

Tu me abriste o peito.

Com a faca sagrada que chamo: saudade.

Para mim foi o teu maior feito.

Pois abriu meus olhos para a verdade.

Entendo agora que todo ferimento,

Ensina mais a mim,

Se for em merecimento.

Marcando assim, sempre um fim.

Da cicatriz à memória,

Fica a marca do saber.

Passagem da agonia,

Por tudo o que foi, e ainda vai ser.

Cada cicatriz é um mártir,

Que lembra me a todo instante

Dos erros que cometi.

E permite lembrar me,

Daquele que esqueci.

473

O Ferimento

Me dói o coração,

Ao pensar nesse mundo.

Que sofre com a opressão,

De um ferimento profundo.

Ferimento causado por nós.

Quem há muitos anos essa terra imunda.

Importando-se com o que?

Uma folha de papel moribunda.

Da qual inventamos que tenha valor!

E por ela brigado, nos matamos.

Em um suicídio sem amor,

A nós mesmos assassinamos.

De cima da montanha,

A mais funda da terra.

Sou capaz de uma façanha,

Que não é única em qualquer serra.

Questiono á tudo!

Para que seus erros vejam.

Mas o mundo é maldito...

E eles não vêem o que não desejam.

438

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