Szabó Tibor

Szabó Tibor

n. 1994 BR BR

n. 1994-11-11, São Paulo

Perfil
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Silencio

Os olhos que se perdem no perfil do mundo
Correm sempre ao meu próprio encontro
Tomados por medo e mais medo
De tudo o que uma vez foi tão profundo em seu enredo

Esse mundo tão vazio
Mundo vasto, sem poder
Sem saber ou sentir... quanto então ver
Pois esse mundo está vazio do que se é certo não se ve

Sinto toda e eloquencia de se ser perdido
A inocencia de um arrependido
Que não encontra o próprio seio onde se apruma
Toda a verdade, de Homens envoltos em bruma, voltados uns contra os outros

Estão sempre agarrados a mesma causa
Dependurados se esmurram
Senhor se fosse apenas uma luta
Mas é muito mais que muitas vidas

Tolo esse homem...tolo...tolinho...
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Poemas

23

Coração Amante

Se fomos feitos um para o outro?

Nunca saberei dizer...

Mas que eu fui feito pra você,

É a certeza que mais me concede prazer.

A certeza de que me apaixonei pelo olhar mais belo.

Um olhar admirado com a promessa de tão puro amor.

A promessa de luz, para as trevas que virão.

De fartura para a fome que desce ao vale.

De puro amor em um mundo de amantes.

Hoje sou poeta...amanhã...talvez ator,

Mas aquele que eternamente sou, é esse eterno sonhador.

Que em seus sonhos sente o mais belo olhar,

Á nele repousar, de pura paixão.

Olhar que desabrochou uma vez...

Para nunca mais murchar meu amante coração.

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À Minha Sereia

Uma onda após a outra,

Aportam na praia de areia branca.

O céu azul, espelho do mar,

Paciente, aguarda pelo prateado luar.

A saborosa água salgada,

Abrigo de um mundo submerso.

Na superfície aguarda um pescador,

Lança a rede ao mundo emerso.

Pescador da pele morena,

Entrega esta pérola á minha sereia.

Entrega àquela dos cabelos ruivos,

Quem me espera descalça na areia.

Diz à ela o quanto à amo.

O quanto nunca deixei de amar.

Que ela é meu grande amo,

À quem todos os desejos vou realizar.

Diz a ela que seu maravilhoso canto,

Me afogou na salgada água do mar.

Que eu a aguardo aqui no fundo,

No mar que sempre irei amar.

536

Quando Escrevo

O glorioso sol se perde,

No horizonte entre brumas,

Este chama-se Oeste.

Ao Leste,

Se encontra a pálida lua.

Arrebanhando as estrelas,

Expulsa a escuridão.

Olhos profundos aguardam,

Em grande silencio e solidão.

Sempre encantados,

Com tal profano coração.

Este sou eu,

Quem espera a noite,

Onde enterrado no breu,

Entrego à alma meu açoite.

Sofro por ti,

Alma do universo,

Quem leva e traz,

Lua e Sol.

Na noite amada escrevo,

Onde os sentimentos são livres.

Não vejo no escuro relevo,

Para que tropecem os mártires.

Possuem asas de cera,

Voando noite adentro.

Sou homem.

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