Tchoroco Záfenat

Tchoroco Záfenat

n. 1980 BR BR

tchorocozafenat.weebly.com

n. 1980-10-02, Campina Grande/PB

Perfil
54 083 Visualizações

Companheiro de caminhada

Caminhei na rua

Caminhei na praça

E numa destas caminhadas

Tomei banho de chuva



Percebi então o teu estado

Doente,resfriado e encharcado.

Tossia como tuberculoso

Seu coro rachava e abria.



Boca aberta,língua de fora

Mal hálito exalando,

Não há mais condições

Meu pobre sapatinho!



Tchoroco Záfenat

Baia da Traição – PB 08/12/07
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Biografia
1980 

* Nasce em Campína Grande/PB

1990 

* Firma residencia por 10 anos em Juazeiro do Norte/CE

1994 

* Inicia seus estudos numa escola municipal de J. do Norte/CE

1998 

* Inicia carreira de ator na escola estadual (em Juazeiro do Norte/CE)

2000 

* Participa do projeto Leitura encenada com o texto: "O Assassinato do anão do caralho grande" de Plinio Marcos, direção de Gil Grangeiro com a Cia de Artes Contemporânea. em Juazeiro do Norte e Crato/CE.

* Participa do Festal  com o espetáculo Padre cicero - direção de André de Andrade em Juazeiro do Norte e Fortaleza/CE.

* Pública no semanal "O Quatro" em Juazeiro do Norte/CE, os seguintes Poemas:
-Educação não é para qualquer um. ano III nº 133
-Resolvendo problemas. ano III nº 130
-A Outra Face. ano III nº 126
-Lágrimas e dor. ano III nº 120
-BRASIL 500 e H2O. Ano III nº 115
-Meus direitos. Ano III nº 111
-Quem sou eu? ano III nº 107

2001

 * Escreveu, dirigiu e atuou em seu primeiro texto teatral ("Meu pai virou homem") com o Grupo a Outa Face

* Participou do CEJ (Centro Estudantil Juazeirense) Na qualidade de Colaborador do departamento de Cultura.

2002 
* Passa a fazer parte do Grupo de Teatro Heureca parceiro do SESI/PB, onde permanece atualmente. Ver site     www.grupoheureca.com.br
                                   http//:Gtheureca.tripod.com.br
2003

* Criou e Redigiu o folhetim informativo (Se liga na noticia!) do grêmio livre estudantil: VISÃO CRÍTICA em Barra de Santana/PB

* Pública no semanal "Se liga na noticia!" em Barra de Santana/PB, os seguintes Poemas:
-Inicio para o Fim. ano I nº 2
-O sonho. ano I nº 3
-Cara e coroa. ano I nº 4/5
-Tempo. ano I nº 5
-Natal. ano I nº 12

2004 

*  Atua e Dirigi o monologo: Bandeira Vermelha de autoria de Josimar Alves.

* Pública no semanal "Se liga na noticia!" em Barra de Santana/PB, os seguintes Poemas:
-Amigo meu. ano II nº 2

2006

* Participou do Festival de Inverno de Campina Grande/PB na qualidade de Coordenador do Palco do Teatro Rosil Cavalcante.

2007

* Participou do festival de Inverno de Campina Grande/PB na qualidade de Assessor da mostra de teatro.

2008 

*  Pública seu primeiro artigo cientifico ("O Teatro do Nosso e do Imaginário dos Outros") na XIV semana de Letras - UEPB/Campina Grande/PB.

* Começa sua graduação de Letras com Licenciatura em Lingua espanhola, pela UEPB em Campina Grande/PB

* Lecionou Teatro para o grupo da terceira idade do SESI/PB em Campina Grande/PB

2009

* Publica o artigo: "Las prácticas de enseñanza de la lengua española" na I Jornada de estudios hispánicos del brejo paraíbano, pela UEPB - em Guarabira/PB

* Publica o artigo: "Incentivo da Literatura Machadiana em Sala de Aula, no Encontro Machado de Assis: O bruxo da Linguagem, Pela UEPB - Campina Grande/PB

* Publica o artigo: "Formas distintas de abordar a literatura machadiana, no Encontro Machado de Assis: O bruxo da Linguagem, Pela UEPB - Campina Grande/PB

* Recebe menção honrosa por sua participação no XIII concurso Nacional de Poesia "Castro Alves" em São Paulo/SP

* Lecionou Teatro para o grupo da terceira idade do SESI/PB em Campina Grande/PB

* Participou do I Jornada de Estudios Hispánicos del Brejo Paraíbano em Guarabira/PB na qualidade de Colaborador.

Poemas

18

Eternizar

Quero parar o tempo,
No momento que te ver sorrir
Para eternizar esse sorriso limpo
De quem o faz sem o fingir

É pra te ver vislumbrar,
Repleta de amor e paz,
Eu este jovem rapaz,
Quero o teu tempo parar.

Na hora de uma lágrima cair
Para enxugar o teu rosto
Antes da dor persistir
Aumentando o teu pranto

Ah!como quero em teu sonho gostoso
O tempo também fazer parar
Para que viva o caloroso,
Cada momento desfrutar.

O tempo quero também parar
No momento que me beijar
Pois se o mundo acabar
Este instante no tempo quero deixar.
Tchoroco Záfenat
22/08/07- Campina Grande-PB
7 169

No jardim uma flor (Para o dia das mulheres)

De um sorriso simples e inocente
O coração logo tã ta
Faz sofrer loucamente
Um homem sã.

Não tem desejo que resista
A um olhar tão puro e verdadeiro
E pergunta a cientista:
Será mesmo de um arqueiro?

Não existe flecha nem cupido
O que existe é uma flor
Que trás como destinado
O dom do amor.

É uma flor,Maria da penha, Raquel...
É uma rosa,Lourdes,Lityeska...
É ainda Fernanda, Ana e Isabel...
E também Núbia, Vanessa e Valeska...

Que faz valer-se do seu valor
De ser linda e charmosa como quer
No jardim do amor
Uma flor chamada mulher.

 Tchoroco Záfenat
2 196

Abstrato

Meus olhos brilham ao ouvir,

Meu coração lati aos cantos

Meus olhos brilham ao ouvir

Minha boca sempre te olhando.



Fico no tempo

Admirando os momentos,

Em que pego de repente,

Minha boca a te mirar.



Meus olhos escuta

O meu nariz falar,

Que meus ouvidos sentem,

Minha pele a te cheirar.



Meus sentidos sentem

Ciúmes um do outro

Quando estou do teu lado.



Pois é um te ouvindo,

Um a te sentir,

Um a te cheirar,

Um outro a te falar,

E a boca que não para de te olhar.



Nem pétalas ou cereja

Nem água fresca ou melodias

E nem mesmo ainda uma linda paisagem!

Fará meu coração abrandar o que sinto por te.



Só Deus compreende

Junto a Jesus

O que aqui no peito,

Nem a natureza traduz.



É forte demais para um homem,

Complicado de se entender,

E simples demais para “Deus”

Tamanha força deste abstrato

Que ele nos deu.

Tchoroco Záfenat

11/04/03- Campina Grande-PB
2 046

Entre tapas e beijos

I
Teus olhos batem nos meus
Imagino tê-la em meus braços
Caminhar até o paraíso
Me prender em teus laços
Unir com amor e carinhos
Os segredos e elos.
II
Tenho medo do futuro
Pode ser que não vivamos bem
Mas entre os momentos felizes
Pode ocorrer brigas também
Eu a tratando com desaforos
E ela me tratando com desdém.
III
Para o presente o futuro é sempre futuro
Para o futuro, o presente é sempre passado
Seu jeito de “criança inocente”
Me deixaram transtornados
O meu desejo é muito forte
Tudo, porque estou apaixonado.
IV
O namoro começou
O noivado logo veio
O casamento então chegou
Sem o mínimo de rodeio
Mais o ciúme nos levou
A um grande rodeio.
V
Onde em alguns momentos
Entre beijos e carinhos
Falava docemente
Bem pertinho dos meus ouvidos.
Espero nunca esquecer,
O sabor dos teus beijinhos.
VI
Em outros momentos
Totalmente diferentes
Era áspide de tal modo
Que sentia meu coração furado por alfinetes
E fiquei a perguntar
Por que não é paciente?
VII
Como resposta me veio a igualdade
Não sou, nem fui diferente
Tratei-a com carinhos
Com um amor que igual ninguém sente
Por está bela e magnífica mulher
Que invadiu a minha mente.
VIII
Também fui grosseiro,
Dizendo barbaridades
Chamei-a de cadela smilinguida
Mulher sem qualidades
Pensando apenas em si
E nas suas vaidades
IX
Para nada disso ela deu importância
E me encheu de beijinhos
Abrandou meu coração
E falou com sussurros e cheirinhos
“vamos hoje fazer amor
Com todos os gostos e carinhos”
X
Brigamos mais uma vez
E chegamos a separação
Foi duro e muito difícil
Suportar a solidão
De viver aqui sozinho
Longe daquela que me deu a mão.
XI
Certo tempo se passou
E daquela relação nasceu
O fruto do nosso amor
A coisa mais linda que Deus nos deu
Foi ai que percebi o valor
Do mais simples beijo que ela me deu.


XII
O perdão quem pediu fui eu
Para minha felicidade ela aceitou
Que bom é saber
Que ao normal tudo voltou
Eu, ela e nosso filho
Que do nosso amor ela gerou.

Tchoroco Záfenat
2 200

Tempo

Já não vejo mais como antes,
Agora as coisas tem menos nitidez e mais contrastes.
Minhas falas,
Enriqueceram,
Agora com os melhores verbos,
Conjugando da melhor forma,
Com adjetivo, pronomes, artigos e muito mais.

Quem diria,
Quem diria mesmo,
Que em um sorriso eu mostraria tudo isso na maior simplicidade,
Ao contrário do cabelo,
Chega diretamente sem pedi licença,
Se pinta de branco
E fica como um artista querendo se exibir,
E todos ao seu redor
Vê-lo de uma forma diferente dos últimos cinco janeiros.

Tchoroco Záfenat
2 360

Meu filho

Quero apresentar “meu” filho.
É um dragão.
Pequeno dragão,
Habilidoso e bastante equilibrado,
Igual a uma balança
Com mil para cada lado.
Não é criança
(mesmo sendo)
Por falta de sete dias.
Mais é tímido e inteligente
Por causa da décima casa mensal.
Filho este que nasceu,
Do meu desejo incontrolável,
Da minha sede de amar.
Filho meu
Apenas meu e de mais ninguém,
Porque foi gerado
No meu coração
E educado pelo mesmo
Filho “meu” de “meu” pai,
De meu padrasto
E de mais alguém.
Filho “meu”
Com alguém que ainda vou conhecer.
Este mesmo é
Filho de minha mãe
E é filho daquela que a guardou
Em seu saco d’água
Durante nove meses,
É “meu” sangue
E não tem do meu sangue.
De mim herdou características e personalidades.
Apesar do parecer,
Não é filho nem parente de (Tiquim).
O filho é “meu”
Eu insisto em dizer:
Tenho dito e ...
O filho é “meu”.

Tchoroco Záfenat
2 119

AMIGO MEU

AMIGO MEU

 

01/08/2007

Campina Grande/PB

 

Ah! Amigo meu, amigo meu.

Quanto tempo não te vejo.

A distância separou você e eu.

Faz tempo que não te vejo.

 

Lembro do dia que você chegou,

Pequenino, recém nascido,

Mas que depressa pulou

Do recém aos 77, e era vivido.

 

Ah! amigo meu, amigo meu.

Não conto as vezes que briguei com você.

Você, educado, calado no canto que era seu.

Baixava e olhava miudinho como quem pedindo um perdão para você.

 

É amigo meu!

Meu sorriso e tua cauda,

Muitas e muitas coisas venceu,

Por isso é meu amigo, por isso amigo meu.

 

Quantas vezes em meu ombro deixastes tuas mágoas,

E as vezes que para você derramei minhas lágrimas,

Eram assim, nossas palavras.

Eram assim, nossas histórias.

 

Más à distância nos separou,

E como não bastasse, a morte te levou,

Nesse dia nossa história silenciou,

Lembranças e saudades é  tudo o que restou.   

http://tempuri.org/tempuri.html

1 098

IGUAL SEM SER

Quando um e outro

Quando o outro e um

 Respeita sem destacar diferença.

O apertar de mãos

Reconhecendo a força da suavidade

Não importando a contramão.

Não se discute diferença

Cada um sabe o que sabe

E faz sabendo o que fazer

Nesta profissão,

Gênero não é curricular.

Saliência cria raiz no coração adulto

A inocência tem dias contados pela saliência.

Como uma flor

Uma flor de nome rosa

Na raridade de uma orquídea

Com a simplicidade de uma margarida

E a harmonia de um girassol.

De igual como uma flor

De mesmo nome rosa

Mesma raridade e simplicidade

E harmoniosamente em conjunto.

É ser sem igual

É também igual sem ser

Não há melhor.

Melhor não há.

 

Tchoroco Záfenat

Campina Grande/PB 07/07/2013

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Comentários (2)

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Tchoroco Záfenat

Na escrita até desenrolo um pouco, mas levo uma boa pisa da tecnologia, por isso demoro tanto a responder, porque vou descobrindo aos pouco as coisas que existe nos sites, por estes e por outros motivos peço desculpas Londres e um muito obrigado por suas palavras.

Londres
Londres

Grande autor muito boa suas poesias