Lista de Poemas

Entre Garfo e Faca

A barriga aperta
Eu tenho sede
Olhos no espelho e não tem pão

Vejo uma lágrima
Entre garfo e faca
Alimentando meu irmão

A barriga aperta
Eu tenho sede
Bebo um pouco dágua
Pra matar a minha fome

Não quero dormir no chão
por isso te peço um pão
Amigo tenho sede
por favor me dê um pão

Vou buscando forças
Em minhas fraquezas
E a alguém eu peço pão

Para saciar-nos
Uma grande sede
Minha e também de meu irmão.


Tchoroco Záfenat
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Entre o passado e o futuro

Os anos passam,

Devastando tudo

Estou à frente dos anos

Mas estou parado.



Nunca estive em primeiro

Jamais fui o derradeiro

Os anos chegam devagar

E permaneço neste lugar.



São navalhas,

Marcam minha pele,

São recordações

Que me repele.



Escrevem minhas vitórias

Relatam minhas derrotas,

Neles faço histórias

Implodindo-me de esperança



Com os anos fui inocentado,

Vitalício, juvenil,

Com os anos fui acusado,

Perdi La juventude não sou mais viril.


Tchoroco Záfenat
1 774

IGUALDADE





De gênero não é,

Mas é de barro,

É do sopro,

E é do pai.

Cada um com as suas
digitais.

Identidade é para todos.

É para todos. Uma profissão.

E todos com direito ao pão.

Cada um escolhe

Ideais e sonhos

Direitos e deveres

Versos e reversos

Nada importa quando há
importância

O que realmente importa

Nem tem importância

Mas todos se importam.

De gênero
não é,

Mas é de gosto ou desgosto,

É do bem querer ou não
querer,

E é do pai ou da mãe.

Cada um com as suas
digitais.

Brincadeira é para todos.

É para todos. Inocência e
saliência.

E todos com direito ao
perdão.

Cada um escolhe,

Ser e não ser,

Metal ou bolero,

Lua e sol.

Nada se diz quando há
importância

Nem o silêncio é o que
realmente importa

Ser igual é ser diferente

Isso sim é o que importa.

De gênero não é.

Cada um com as suas
digitais.

Cada um escolhe.

Nada realmente importa
quando nem há importância.





Tchoroco Záfenat

Floresta - Barra de São Miguel/PB 09/07/2013

1 104

Companheiro de caminhada

Caminhei na rua

Caminhei na praça

E numa destas caminhadas

Tomei banho de chuva



Percebi então o teu estado

Doente,resfriado e encharcado.

Tossia como tuberculoso

Seu coro rachava e abria.



Boca aberta,língua de fora

Mal hálito exalando,

Não há mais condições

Meu pobre sapatinho!



Tchoroco Záfenat

Baia da Traição – PB 08/12/07
3 311

Tempo

Já não vejo mais como antes,
Agora as coisas tem menos nitidez e mais contrastes.
Minhas falas,
Enriqueceram,
Agora com os melhores verbos,
Conjugando da melhor forma,
Com adjetivo, pronomes, artigos e muito mais.

Quem diria,
Quem diria mesmo,
Que em um sorriso eu mostraria tudo isso na maior simplicidade,
Ao contrário do cabelo,
Chega diretamente sem pedi licença,
Se pinta de branco
E fica como um artista querendo se exibir,
E todos ao seu redor
Vê-lo de uma forma diferente dos últimos cinco janeiros.

Tchoroco Záfenat
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As pazes

Que, quer isso camarada!?
Trato-lhe com tanto carinho, e você só sabe me deixar de cara lisa!
É a você que dou os créditos do rejuvenescimento temporário
E você me corta a cara!
Não, não é coisa que se faça
Estou de mal com você e não vou fazer as pazes.
Não faço, não faço e não faço!
Ah! É bem lembrado!
Éramos bons e grandes amigos, desde a minha adolescência,
Lembro que você me ajudou com a primeira namorada,
Aquele emprego e entre outras coisas que me ajudasse.
Com um novo visual, um visual rejuvenescedor.
Sei que os amigos me criticam com as minhas decisões polêmicas,
Dizem que sou radical, talvez estejam com a razão, não sei!
O tempo passa, e todos reparam que o laço que se quebrou entre nós
Só causou distúrbios em mim, a namorada fala, o patrão fala, os amigos falam
E até minha família fala,
O tempo que se passa e nada volta atrás,
Percebo que não há outro jeito
Tenho que reatar com você
Todos ficam felizes (os mesmos citados)!
A família, os amigos, o patrão e a namorada
Agradecem e dizem:-Até que fim,ele fez as pazes com o barbeador.

Tchoroco Záfenat
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AMIGO MEU

AMIGO MEU

 

01/08/2007

Campina Grande/PB

 

Ah! Amigo meu, amigo meu.

Quanto tempo não te vejo.

A distância separou você e eu.

Faz tempo que não te vejo.

 

Lembro do dia que você chegou,

Pequenino, recém nascido,

Mas que depressa pulou

Do recém aos 77, e era vivido.

 

Ah! amigo meu, amigo meu.

Não conto as vezes que briguei com você.

Você, educado, calado no canto que era seu.

Baixava e olhava miudinho como quem pedindo um perdão para você.

 

É amigo meu!

Meu sorriso e tua cauda,

Muitas e muitas coisas venceu,

Por isso é meu amigo, por isso amigo meu.

 

Quantas vezes em meu ombro deixastes tuas mágoas,

E as vezes que para você derramei minhas lágrimas,

Eram assim, nossas palavras.

Eram assim, nossas histórias.

 

Más à distância nos separou,

E como não bastasse, a morte te levou,

Nesse dia nossa história silenciou,

Lembranças e saudades é  tudo o que restou.   

http://tempuri.org/tempuri.html

1 075

IGUAL SEM SER

Quando um e outro

Quando o outro e um

 Respeita sem destacar diferença.

O apertar de mãos

Reconhecendo a força da suavidade

Não importando a contramão.

Não se discute diferença

Cada um sabe o que sabe

E faz sabendo o que fazer

Nesta profissão,

Gênero não é curricular.

Saliência cria raiz no coração adulto

A inocência tem dias contados pela saliência.

Como uma flor

Uma flor de nome rosa

Na raridade de uma orquídea

Com a simplicidade de uma margarida

E a harmonia de um girassol.

De igual como uma flor

De mesmo nome rosa

Mesma raridade e simplicidade

E harmoniosamente em conjunto.

É ser sem igual

É também igual sem ser

Não há melhor.

Melhor não há.

 

Tchoroco Záfenat

Campina Grande/PB 07/07/2013

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1980 

* Nasce em Campína Grande/PB

1990 

* Firma residencia por 10 anos em Juazeiro do Norte/CE

1994 

* Inicia seus estudos numa escola municipal de J. do Norte/CE

1998 

* Inicia carreira de ator na escola estadual (em Juazeiro do Norte/CE)

2000 

* Participa do projeto Leitura encenada com o texto: "O Assassinato do anão do caralho grande" de Plinio Marcos, direção de Gil Grangeiro com a Cia de Artes Contemporânea. em Juazeiro do Norte e Crato/CE.

* Participa do Festal  com o espetáculo Padre cicero - direção de André de Andrade em Juazeiro do Norte e Fortaleza/CE.

* Pública no semanal "O Quatro" em Juazeiro do Norte/CE, os seguintes Poemas:
-Educação não é para qualquer um. ano III nº 133
-Resolvendo problemas. ano III nº 130
-A Outra Face. ano III nº 126
-Lágrimas e dor. ano III nº 120
-BRASIL 500 e H2O. Ano III nº 115
-Meus direitos. Ano III nº 111
-Quem sou eu? ano III nº 107

2001

 * Escreveu, dirigiu e atuou em seu primeiro texto teatral ("Meu pai virou homem") com o Grupo a Outa Face

* Participou do CEJ (Centro Estudantil Juazeirense) Na qualidade de Colaborador do departamento de Cultura.

2002 
* Passa a fazer parte do Grupo de Teatro Heureca parceiro do SESI/PB, onde permanece atualmente. Ver site     www.grupoheureca.com.br
                                   http//:Gtheureca.tripod.com.br
2003

* Criou e Redigiu o folhetim informativo (Se liga na noticia!) do grêmio livre estudantil: VISÃO CRÍTICA em Barra de Santana/PB

* Pública no semanal "Se liga na noticia!" em Barra de Santana/PB, os seguintes Poemas:
-Inicio para o Fim. ano I nº 2
-O sonho. ano I nº 3
-Cara e coroa. ano I nº 4/5
-Tempo. ano I nº 5
-Natal. ano I nº 12

2004 

*  Atua e Dirigi o monologo: Bandeira Vermelha de autoria de Josimar Alves.

* Pública no semanal "Se liga na noticia!" em Barra de Santana/PB, os seguintes Poemas:
-Amigo meu. ano II nº 2

2006

* Participou do Festival de Inverno de Campina Grande/PB na qualidade de Coordenador do Palco do Teatro Rosil Cavalcante.

2007

* Participou do festival de Inverno de Campina Grande/PB na qualidade de Assessor da mostra de teatro.

2008 

*  Pública seu primeiro artigo cientifico ("O Teatro do Nosso e do Imaginário dos Outros") na XIV semana de Letras - UEPB/Campina Grande/PB.

* Começa sua graduação de Letras com Licenciatura em Lingua espanhola, pela UEPB em Campina Grande/PB

* Lecionou Teatro para o grupo da terceira idade do SESI/PB em Campina Grande/PB

2009

* Publica o artigo: "Las prácticas de enseñanza de la lengua española" na I Jornada de estudios hispánicos del brejo paraíbano, pela UEPB - em Guarabira/PB

* Publica o artigo: "Incentivo da Literatura Machadiana em Sala de Aula, no Encontro Machado de Assis: O bruxo da Linguagem, Pela UEPB - Campina Grande/PB

* Publica o artigo: "Formas distintas de abordar a literatura machadiana, no Encontro Machado de Assis: O bruxo da Linguagem, Pela UEPB - Campina Grande/PB

* Recebe menção honrosa por sua participação no XIII concurso Nacional de Poesia "Castro Alves" em São Paulo/SP

* Lecionou Teatro para o grupo da terceira idade do SESI/PB em Campina Grande/PB

* Participou do I Jornada de Estudios Hispánicos del Brejo Paraíbano em Guarabira/PB na qualidade de Colaborador.