Lista de Poemas
Autômato
Autômato
Repito
O automático é
Repetição
Repito
O automático é pura
Repetição
Repito
O automático é sem razão
Repetição
Repito
O automático é com razão
Repetição
Repito
O automático é repito,
Repetição
Se ainda não compreendeu...
Repete a ação
Pausa da... Mente
Canso de repetir
Autô-MATA-mente
A morte que não vivi
Teka barreto
Detesto espelhos
Detesto espelhos
Prefiro não ferir
Pré firo!
Detesto
Atestar que detesto
Atesto!
Não gosto quando me vejo assim
Assim como?
Assim, assim...
Prefiro verter todo vinho
No buraco duma pia, calada.
Pia não fala...
Pia nem pia !
Nem pio eu, quando silente
Pasmada... Diante de mim!
Detesto espelhos...
Tem vazio morando lá!
Teka Barreto
Ser amor e CêRamar
Ser amor e CêRamar
Amar a quantidade
É idolatria do barro
Na produção do consumo
consumo vira insumo
Tempo é dinheiro
Ligeiro
Urgindo sem Qualidade
Apressando enfeitiçados
Espelho, espelho meu...
Todos quererão comer-me?
Tal qual maçã dentada
Marcada à frio num laptop
Um ícone, evoluindo
Qual Windows pirateado
Workando, no meu emprego
Empregado manipulado
Lucrando com os meus
Clicks... Um oco pré Meditado
Alertas de mais consumo
De gente em liquidação
Neste mundo quem não posta
Se quer servirá prá húmus!
Por isso tanto faz
Se há virtude no que posta
Não te exponha
Apenas click... É resposta!
E assim nos conformamos
Com as fôrmas que vestimos
Está vida, assim não dá!
Nem nos tira, coisa alguma!
Está vida só devolve
As brotas de nosso plantio
Se os frutos são puro fel...
Não culpe só as sementes
Transgênicos agricultores
Semeiam clickes... Sem Mente
E o que era para SER
Vira não sei, que fazer!
Quem eu sou?
Pr’onde vou?
D’onde vim?
E para que?
Um oleiro a pensar
na beleza de um pote?
Amar o fazê-lo bem?
Amar o fazer...
O belo FAZER... AMAR!
Não o pote !
teka barreto
Penas ao vento
Não me julgue poeta
Nem mesmo pateta
Só alinho letras
Que o vento
Me trás
Enquanto digito sem
Rima os rumos
Poesias de vento
Sem querer se faz
Tudo sem pé
Sem corpo ou cabeça
Mas quando te toca
Há sempre a tormenta
Não fique por conta
Não crio transtorno
Se quiseres voar
É só
Não pensar
Em penas
Apenas
Teka Barreto
covas no rosto
que
sabes
leio
as linhas
de sua testa
que
atestam
o
veredictum
rugas fincadas
fendas
profundas
desgosto
estampando
o corpo
que
esvai
aos poucos
murchando
o
seu
viço
alegria
minada
alegria
enterrada
alegria
se
foi
covas na cara
atestei!
não são
de
sorrisos
pobre boy
raízes entrecortadas
moldando o
homem bonsai
escorre a seiva
da
vida ceifada que vasa
gota a gota
esvai-se
de suas veias
a vitalidade de sua arte
homem por partes
inteiramente dividido
meieiro fracionanndo-se a si mesmo
presente inflacionado ao vivo
ativos fixos
nas ações que fraciona
milionário ordiário
único beneficiário
de seus medos cativos
tesouros frouxos
dividendos de um tolo inteiro
prisioneiro boi...
feito boy que se gaba com viagra
regurgitando
fartas histórias passadas
Mausoléu erguido ereto
in memoriam do que não foi
Retiro
Retiro
Tudo que disse, a gora retiro...
Não vejo o mundo com olhos de alguém
Retiro
Agora em retiro
Descanso estes olhos das cenas hostis
Retiro
Estou em retiro
Só em meu mundo. Mescla de paz com razão
Retiro
Eu, e meus tantos outros... Eus. Meu D´Eus !!!
Retiro
Alinho meu ninho, fofas cobertas que se aqueçem por mim
Retiro
Sem nenhum resquício de dor ou de culpa, pelo que
vivi
Retiro
Sinto-me em paz só de lembrar, que o melhor eu fiz
Retiro
Pois tudo o que foi, já foi...
Libertando
uma dor... E um final com paz
Retiro
Ciscos dos olhos
Com lagrimas de respeito e de muito amor...
Por ela e por mim
Respeito, não retiro
Direitos, não abro mão
Mesmo estando em retiro
Namastê
Teka Barreto
Intérprete do meu olhar entre parenteses
Sou interprete, sim.
Da vida que ouso criar...
Aventar... Aventurar.
Sou tão imensa ao
Expandir meu olhar
Mundo grande este alcançado
Cheio de closes e de ZOONS
feito de micros macros
em
UM
Olho que sabe sem ver
finitos... Infindos
preenchidos do
mistérioso
ser
ou
não ser
E O QUE?
simples
fácil
comUM
Macro Olhar
Ao ver o infindo nano segundo
passar
com tempo
de sobra
que já vai longe
atrelei-me as réguas
as regras
as horas
que
voam
e escoam
entre os espaços milimetrados
Que ciência é esta, a tentar me intimidar?
Esfregando-me na cara...
Que pequeno é imenso e grande!
Que a via láctea é micro, dentro do infinito espacial
Provas não convincentes...
De um nada, entre parenteses
DEUS meu!
DEUS, que meu olhar não revela.
Há Deus inicio?
Meio ou
Final?
Meu olhar sabe que sim.
Abro um parentese.
Este Deus é
Criado por mim,
Velho e de longas barbas brancas.
Este sim meus olhos veem
Nas obras de um certo, Da Vince.
Fora dos limites do meu olhar ocular,
Lá... BEM mais e mais longe...
ELE,
Não eu,
Repousa.
Consciente do abismo que nos cega,
E no impreciso tempo, sem lugar de fato.
Um vago intuído olhar...
Há que se ter
A nos inspirar a imaginação fugaz.
Um terceiro olho a olhar,
Onde? Ver o quê?
Se não há movimento...
Nem eu... Nem nada!
Como é difícil ser DEUS...
Imagino.
Como é possível a um homem atômico,
Repousar NáELE...
Conscientemente
Com olhar de terceira dimensão?
Fecho parenteses
Teka Barreto
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