Lista de Poemas

Sou toda... Ouvidos!

teka barreto


Só título



676

Autômato

Autômato

Repito

O automático é

Repetição

Repito

O automático é pura

Repetição

Repito

O automático é sem razão

Repetição

Repito

O automático é com razão

Repetição

Repito

O automático é repito,

Repetição

Se ainda não compreendeu...

Repete a ação

Pausa da... Mente

Canso de repetir

Autô-MATA-mente

A morte que não vivi

Teka barreto

702

Detesto espelhos

Detesto espelhos



Prefiro não ferir

Pré firo!

Detesto

Atestar que detesto

Atesto!

Não gosto quando me vejo assim

Assim como?

Assim, assim...

Prefiro verter todo vinho

No buraco duma pia, calada.

Pia não fala...

Pia nem pia !

Nem pio eu, quando silente

Pasmada... Diante de mim!

Detesto espelhos...

Tem vazio morando lá!

Teka Barreto

681

Ser amor e CêRamar

Ser amor e CêRamar


Amar a quantidade

É idolatria do barro

Na produção do consumo

consumo vira insumo


Tempo é dinheiro

Ligeiro

Urgindo sem Qualidade

Apressando enfeitiçados


Espelho, espelho meu...

Todos quererão comer-me?


Tal qual maçã dentada

Marcada à frio num laptop


Um ícone, evoluindo

Qual Windows pirateado

Workando, no meu emprego

Empregado manipulado

Lucrando com os meus

Clicks... Um oco pré Meditado


Alertas de mais consumo

De gente em liquidação

Neste mundo quem não posta

Se quer servirá prá húmus!


Por isso tanto faz

Se há virtude no que posta


Não te exponha

Apenas click... É resposta!

E assim nos conformamos

Com as fôrmas que vestimos

Está vida, assim não dá!

Nem nos tira, coisa alguma!

Está vida só devolve

As brotas de nosso plantio

Se os frutos são puro fel...

Não culpe só as sementes

Transgênicos agricultores

Semeiam clickes... Sem Mente

E o que era para SER

Vira não sei, que fazer!

Quem eu sou?

Pr’onde vou?

D’onde vim?

E para que?


Um oleiro a pensar

na beleza de um pote?

Amar o fazê-lo bem?

Amar o fazer...


O belo FAZER... AMAR!

Não o pote !

teka barreto

649

Penas ao vento


Não me julgue poeta

Nem mesmo pateta

Só alinho letras

Que o vento

Me trás


Enquanto digito sem

Rima os rumos

Poesias de vento

Sem querer se faz


Tudo sem pé

Sem corpo ou cabeça

Mas quando te toca

Há sempre a tormenta


 Não fique por conta

Não crio transtorno

Se quiseres voar

É só

Não pensar


Em penas 

Apenas

 

                                             Teka Barreto

682

covas no rosto

julgas
que
sabes

leio
as linhas
de sua testa
que
atestam
o
veredictum

rugas fincadas
fendas
profundas

desgosto
estampando
o corpo
que
esvai
aos poucos
murchando
o
seu
viço

alegria
minada

alegria
enterrada

alegria
se
foi

covas na cara

atestei!

não são
de
sorrisos










135

pobre boy

valores mortos

raízes entrecortadas

moldando o

homem bonsai


escorre a seiva
da
vida ceifada que vasa

gota a gota

esvai-se

de suas veias

a vitalidade de sua arte


homem por partes

inteiramente dividido

meieiro fracionanndo-se a si mesmo


presente inflacionado ao vivo

ativos fixos

nas ações que fraciona

milionário ordiário

único beneficiário

de seus medos cativos

tesouros frouxos

dividendos de um tolo inteiro

prisioneiro boi...

feito boy que se gaba com viagra

regurgitando

fartas histórias passadas


Mausoléu erguido ereto
in memoriam do que não foi
182

Retiro

Retiro

 

Tudo que disse, a gora retiro...

Não vejo o mundo com olhos de alguém

Retiro

Agora em retiro

Descanso estes olhos das cenas hostis

Retiro

Estou em retiro

Só em meu mundo. Mescla de paz com razão

Retiro

Eu, e meus tantos outros... Eus. Meu D´Eus !!!

Retiro

Alinho meu ninho, fofas cobertas que se aqueçem por mim

Retiro

Sem nenhum resquício de dor ou de culpa, pelo que vivi

Retiro

Sinto-me em paz só de lembrar, que o melhor eu fiz

Retiro

Pois tudo o que foi, já foi...

 Libertando uma dor... E um final com paz

Retiro

Ciscos dos olhos

Com lagrimas de respeito e de muito amor...

Por ela e por mim

Respeito, não retiro

Direitos, não abro mão

Mesmo estando em retiro

 

Namastê

 

                                               Teka Barreto

629

Intérprete do meu olhar entre parenteses

Sou interprete, sim.

Da vida que ouso criar...

Aventar... Aventurar.

Sou tão imensa ao

Expandir meu olhar

Mundo grande este alcançado

Cheio de closes e de ZOONS

feito de micros macros
em
UM

Olho que sabe sem ver

finitos... Infindos
preenchidos do
mistérioso
ser
ou
não ser

E O QUE?

simples
fácil
comUM

Macro Olhar

Ao ver o infindo nano segundo
passar
com tempo
de sobra
que já vai longe

atrelei-me as réguas
as regras
as horas
que
voam
e escoam
entre os espaços
milimetrados

Que ciência é esta, a tentar me intimidar?

Esfregando-me na cara...

Que pequeno é imenso e grande!

Que a via láctea é micro, dentro do infinito espacial

Provas não convincentes...

De um nada, entre parenteses

DEUS meu!

DEUS, que meu olhar não revela.

Há Deus inicio?

Meio ou

Final?

Meu olhar sabe que sim.

Abro um parentese.

Este Deus é

Criado por mim,

Velho e de longas barbas brancas.

Este sim meus olhos veem

Nas obras de um certo, Da Vince.

Fora dos limites do meu olhar ocular,

Lá... BEM mais e mais longe...

ELE,

Não eu,

Repousa.

Consciente do abismo que nos cega,

E no impreciso tempo, sem lugar de fato.

Um vago intuído olhar...

Há que se ter

A nos inspirar a imaginação fugaz.

Um terceiro olho a olhar,

Onde? Ver o quê?

Se não há movimento...

Nem eu... Nem nada!

Como é difícil ser DEUS...

Imagino.

Como é possível a um homem atômico,

Repousar NáELE...

Conscientemente

Com olhar de terceira dimensão?

Fecho parenteses

Teka Barreto

584

Control

                                                                                                CONTROL

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Então... No que PENSAR?


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Quem quiser FAZER...

FAÇA...

CONTROL + C + V

Fazendo assim MENOS VC... PENSARÁ


O RESTO?  RESTO é... LIXO !!!

Facilitei ?

NÃO !!! ?


Então... ESC ou

(Ctrl X) 

Sem V


                                                                      teka barreto

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Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!