teka barreto

teka barreto

n. , São Paulo

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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Biografia
Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!

Poemas

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Sem sombra de duvida


Sem sombra de duvida!


Sem sombra de duvida!

Certamente, isso explica

Mas, não há calma!

Nem mesmo, acalma!

O que sobra ao final?

Sem sombra de duvida,

Restos... Do que não foi!

Sobras sombrias, do que seria!

Sombras sem função nem razão!

Com toda certeza e...

Sem sombra de duvida!

Sobras do que será um dia, uno com a luz!

Resquícios não manifestos, do que poderá virar, ser!

Então, não há duvida?

Sem sombra de duvida, não!

Sim, certamente... É o fim!

Sim, começo de todas as Incertezas?

Sem sombra de duvida,

Houve luz!

Ah, compreendi!

Teka Barreto

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ABALO

Caminho pelos meus rumos

Paro-me quando confio

Ancorei meus pés no nada

Por isso... Abalo

Tomo impulso...

ou suavemente

Balanço

Tudo conforme os rumos

942

pEdrA dE BolHas

Poesia

É SEiVA de VIdA.

que bROta envolveNDo

QuaLqueR Tanto faz


TrANSmUtA o deSFaZ

Do MoMeNTo

Que ChoRa Lá DentRo

Faz Hora

Faz Tempo

COndeNsA em PoEma

Que Se ConGelA

VirAnDo pedRa De BolhAs

feiTa cOm DoR

Que CompOrta

O AmOr Em PaRtiCuLAr

GenTe que Funde PoeMa

Com AlMa e poeIra...

De estrelas

REjunTa o VazIO

De mIL boLHas atomicAS


E àTIRA cerTeirO

nO LOngE

PRÁ quEBRaR o mar

quE expLodE em BRanCo

EspumaNdo

De tanTa DoR

mareAda pRas BoRdAs

ViraNdo PrO LaDO

QuE É De foRa

BolhAS de AmOr

EscOrRiDas

que AreiaM

Com BriLHo

enSabOaNdo

O mal Que Se Perde no AR

BriLHaNdO tOns dE NUnCa

BoiAnDo No AdEUs

Que Se Apaga CoM DEUS

RumAndo E amaNdo

AtÉ a MorTE ProGraMada

nA Praia da EnseAda

aTerrAda de EspuMa

PeLa ReSsaCa Do MaR

QuE SoL ReSSeCa

SeCaNdo o DesPacHaDo


SecOu

E... coOU

ECoou No FuTuRo

O paSsadO ReveRBerado

Passado em MolHaDo

Passou a LimPo

Sujou sò PapEl e LenÇo


869

Rabiscos de riscos


Se me achas...

me escondo

mudo de nome

e de casa

abro minhas asas

e deixo você

em branco


Pouso em outro banco

sento por cento multiplicado

Ah...

Como um tolo

se contorce ao me ver

divagar em versos

Lê...

Relê...

Mas não vê


Escrevo com passarinhos

enchendo o céu de riscos

a cada batida de asas

que arrisco serem vistos

como emaranhados

de rabiscos

incompreendidos...

por tolos que nem você


E quando me vires

de novo...

Já não sou eu quem verás

por certo

eu sou

você

a me buscar

pelos ares

que respiro vorazmente

a cada batida de asas

565

Veja você


Veja você...

Sou o que você pensa e vibra

Sou um bem ou um mal
que revela a tua vida
projetada
como ilusão

Atente-se a isso

Se me odeias...
Sou TEU ódio

Se me amas...
Sou TEU amor

Se sou nada...
Sou TEU vazio interior

Apenas a TI revelo

Todo bem ou todo mal
Que há em ti

Nada
Mais
És

além de MIM!

Em mim começas...
Por fim
acabas

Sou teu abracadabra
que escancara
as portas
do teu GRANDE
NADA

SOU


Teka Barreto

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Meios

Sê totalmente um meio
sendo
sabendo-se
por INTEIRO
Pois nada compartilhado
se finda
entre os extremos
de UM inteiro
só há UM meio
E sendo INTEIRO
Inclui os contidos
pois...
És um meio
sendo UM em meio...
doando o que conténs
mas sendo meio
não chegas a UM
Para ser UM criador
há que se criar nos meios
No universo
imaginado
repleto de dados
por semelhanças
agrupados
E brincas de estar
contido no todo
que não te contém
nem mesmo sequer
te refreia
Podes ser...
UM meio somente sendo
POR INTEIRO
Sem medida
Sem tamanho
És UM

em meio a dança dinâmica
que move com graça
UM todo
com ritmo cadenciado
No aparente...
UM a UM
541

SIBRILHO

Quando em SI
Nasci... Brilhei !
ESTRELEI...
Me bateram palmas
Virada de ponta cabEça

Fiquei PERPLEXA
CONCAVA...
CONVEXA...
INVERSA
Gritei...
e
até
chorei
Me conformei e engoli RESMUNGANDO
ToDa minha confusão
aconchegada ao peito d'ELLA

me banharam
me trocaram
Me passaram TALCO
e eu... ?

Ah... PAGANDO!
POR TER NASCIDO BRILHANDO!
E ASSIM FIQUEI MUITO TEMPO
Em Si... MESMADA!
AMUADA...
MAU HUMORADA
VENCENDO NA VIDA DAS COISAS!!!
ATÉ NÃO QUERER MAIS
ENJOEI DAS CAMADAS
ENCRUSTADAS!!!
ACORDEI UM DIA EM SI
E LÁ... EM SI...
TOCOU O SINO

DO TINO QUE EU ESQUECERA
E O DIAPASÃO ESCUTEI
ENTÃO COMPREENDI
E
ME AFINANDO RESSURGI

DO PÓ BRANCO ACUMULADO...
POR ERAS E ANOS.
AGORA EM SI...
ME SIBRILHO!
QUE É ISSO?
MINHA VIDA GANHOU SENTIDO
MISSÃO COMPRIDA... LONGA ESTA MINHA!
COM Óh...
POIS NÃO ACABEI AINDA
Só renasci
EM SI...
E FOI E SEMPRE SERÁ
POR SI

SOU E SEREI TERNA MENTE
AS VEZES
PRESENTE
AS VEZES AUSENTE

SIMPLES ASSIM
COMO O NASCER DE MAIS UM DIA
EM SI

RENOVADO E DIVINO
PORQUE A NOITE
POR MAIS ESCURA QUE PAREÇA
NÃO OFUSCA...
O SI BRILHAR
CADA ESTRELA LÁ NO CÉU
SOMOS NÓS A
REPOUSAR


teka barreto

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Entre tantos


Perdi o medo de escrever

tudo o que me vem enquanto penso


Sei que não digo nada

e com nada quero dizer... Tanto


Me alegro só em pensar seu espanto

e seus ligeiros arroubos de sem mente...

Sem razão

Pois nada que digo

Não pode fazer-lhe sentido

e com toda razão


Como podem tantas letras

tantas frases e

estrofes...


nada dizerem? E tanto!

de certo... É um grande desatino


E eu rio

pelo não escrito

ditado nas entrelinhas

que é onde nada se escreve

Mas que nos diz tanto... Tanto!!!


Há tanto e tão mal

descrito


Mal ditos que eu

descrevo sem no entanto digitar

a verdade que me motiva

a enfileirar letras sem me preocupar


sem muito pensar

nos erros nem no pouco

que é muito louco


E essa é

uma grande verdade

aqui escancarada


Que muitas vezes

se rimam como certas verdades

Mas no geral muito pouco

e nem tanto

Assim


mas não é poema o que escrevo

e sim o que me expõe a alma

que quer porque quer

me dar um rumo na vida


ela sim é quem me dita

e eu apenas... Publico

minhas meias verdades

confusas


Escancaradas

quando vistas e imaginadas

Enevoando entre as linhas

ligado-as aos entre tantos

indigitáveis por palavras

que preciso compor e inventar

Em dialeto próprio

Muito particular


Indigestos versos publico

que nunca acabam

ao fim de cada comunicação


Leitura sem nexo

cheias de anexos

Sem intérpretes capacitados

Que me compreendam e

Com toda a razão

Sem razão







627

Odor das dores

E foi assim...

Ela finalmente soltou

que cheiro...

Que horror!!!


Eu ao ouvi-la

sorri...

O que ela não entendeu


Então pacientemente

Respondi...

É meu odor das dores

estou incinerando por dentro


Ela com olhos de espanto

quase caiu em prantos

Eu?

Agradeci e sai...

Por certo...

Ninguém aquilo merecia


Eu?

Fui queimar calada

O mais longe que eu podia

Fumaçando

meus horrores


Por fim ao cair da noite

Minha porta foi tocada

com três doces batidinhas


era ela...

Se achegando

e me presenteando

com sorrisos


Meio encabulada

me deu

um tecido com forma de braços


que me agarrei

e abracei-me

aquela blusa

Tão bonita e única

quanto ela


E ela...

Toda sem jeito

Se aproxima de meu corpo


Eu...

Apenas sinalizo e...

com um sorriso aviso...

AINDA ESTOU A INCINERAR

Melhor você se afastar


Ela acenou...

Me sorriu

e me falou com um doce olhar

compreendi

se precisar estou aqui


agradeci


eu...

Ainda estou...

queimando por dentro

minhas dores...

meus medos...

horrores...

sem medo de me acabar


559

Cheia de mim


Uno em versos
os fragmentos diversos
letras...
grãos...
moléculas...
Que me conformam
em forma de MIM
atomicamente agrupada
me sinto posseira
numa terra comprometida
que não quero limitar
demarcando um começo e um fim

Dou gargalhadas
mesmo sem compreender
todo o grande vazio atômico
que há dentro deste corpo

Amenizo o não SABER sorrindo

Pois sei existir muito além
desse egóico corpo sim

só risos me fazem bem
só risos me aliviam
a contração irreal
Que há eras
me expulsa da terra

Desfaz-me da forma
refazendo-me informa

retoma ...
volta
ao mundo da terra
cheia de pó
e de mim

estou
cheia
de
ir
e
vir
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