Lista de Poemas
Vida inteira
Eu tenho
A vida inteira para escrever poemas
que nem precisam ser lidos
mas escrever é fundamental
enquanto toco nas teclas
diminuo a velocidade
e os espaços em branco
ganham sentido
ninguém merece viver
sem ser preenchido
Não resisto aos impulsos
de alinhar no fim das contas
a cada linha acabada
seja lá qualquer assunto
que escolho enquanto
divago
me encho de vagos
pensamentos
e o que revelo
é um nada
comparado ao que nunca
escrevo
Eu vivo é mesmo
mas nas entrelinhas
Só poucos como você
compreendem o que não se mostra
poema nunca revela
o fim e para o que veio
escrevo mas é meu silêncio
quem fala por letras
que nunca escrevi
só pensei
que sim
Esvaziamento lento
Com toda a minha alegria
Que seja feliz SUA VIDA, neste dia
que já nem ONTEM tem mais
és de novo novo
Amanhã...
Talvez será fresco como Imaginas AGORA!!!
a cada gole
com toque de Mestre
Esgrimas com uma xícara
que voa soltando
aromas no AR
que respiras sorvendo
o prazer do negro
que não nos assusta
mais
como é bom
um bom café
CAMINHO
Comum
Comum a todos... Sem ser
E ser incomum
é para tantos
Mas causa espanto
A quem quer muito...
não ser
Ser diferente é elevar-se
sem capa de super homem
Os seus trajes
nada sabem
nem avoam
sem você
Mas ha que se SER
Diferente
O comum é não ser
E morre-se sem saber
Que a vida
seria bela
se não fosse tão comum
esse jeito bobo de viver
Interconectadas
Ontem morri
Ri...
E acordei...
cadê você nem pergunto
logo mudo de assunto
Mudo com meu silêncio
mudo e muda você
por isso
minha noite é de dia
e sua noite nunca vem
vez em quando acertamos
e sibrilhamos
no contente
E voltamos para sempre
ao recomeço
que desconheço...
E você?
Quereres
aquele dia a noite
ela sem medo
me dizia dela
Enquanto jorrava
em mim
toda a sua confusão
eu de mim
nada diria
ela era
e para sempre seria
a musa do meu
amor
bem dentro de mim
guardada
embalada suavemente
por um tum tum
ritimado
gostoso de se deixar...
Acalentar
então ela sorriu
e os olhos dela
brilharam
eu vi bem aqui
sentada em frente
ao computador
Vi por vias diretas
que penetram células
moléculas
paredes ou seja lá
o que for matéria
mentiras eu não as conto
eu apenas avento
o melhor sempre possível
chamem de encantamento
chamem do que quiser
Pois querer
tem tanto poder
que só os loucos
sabem domá-lo
do bem
do mal
do norte
ou do sul
tudo é um
jeito de amar
Que reconhece quem não
de certo...
está
errado...
virar o mundo do avesso
eu recomendo
passar
antes...
lavar e quarar
deixar o sol penetrar
mesmo em dia
de noite escura
e os racionais me diriam
és louca
e eu lhes responderia...
Como poucas
ousaram SER
Embora não tenham poemas
eles são o que são...
Apenas um sem querer
querendo virar
meu mundo
de ponta cabeça
prá cima
Tem vez
que confundo as rimas
e elas...
riem prá mim
piscam os olhos
cheios de vida
com todas as letras
e logo se calam
se juntam em formação
ficando a minha
disposição
e eu?
Perco sempre a razão
e morro de amor
por elas que voam em revoadas
me diriam
de novo...
Os sãos
a ralhar...
pois o que são só falha
e tudo neles...
repito... ralha
O sol
Só raia
de dia
e eu...
rio junto com as rimas
e eu pacientemente
responderia
Novamente...
O sol de noite
é mais um dia
que escureceu
suas vistas
feito um breu eclipsado
que apaga
a luz
dos muitos loucos
fingidos de sãos
E com toda razão
Valha me DEUS!!!
Como é triste...
ter sempre e sempre razão
Razão é algo esquisito
é sem querer
Ser demente...
que embota
e parasita...
paralisando toda uma vida
Ao ponto
do ponto final
se tornar
um mundo alheio
onde aponto
com o dedo
o fim
que te espera
reticente
entre parenteses
é onde vives
com toda a sua razão
acorda senhor
a corda rebentará
sem hora
de hora prá outra
você vai ter que
renovar
reticente AR
Sair desta casca e morrer
e isso será renascer
por SI parir-se inteiro
de dentro...
No centro
foste concebido
Por DEUS
que as entranhas
agora em SI mesmo
te gestam
És gravido do SI Brilhante
Amante que te
penetrou
seu gozo?
Ainda não ecoou
as dores são contraídas
Pelas posses
do irresistível
que negas
sem saber
sem querer
sem viver
ao certo
viver é tão plenamente
que fluímos de contente
não resistas
se queres viver
uma vida
livre de penas
é fácil...
é só...
É... SI soltar
Apenas!!!
Traz para frente
Parece que não esqueço
de pensar...
De trazer tudo prá frente
mas olhe nem é tão simples
há que pensar no caso
Faz tempo que tudo que vejo
se acaba assim que começo
e penso
será porque penso?
Será que pensar é que acaba?
Nem sei o que pensar direito
E vou e volto nos fatos
será que seria certo
caminhar até o fim
e depois volto ao inicio
de onde começo do fim?
Começo a me achar
dispersa
como pode essa conversa
acabar dentro de mim?
Talvez tenho que mudar de assunto
daí então me pergunto...
Seria bom esconder-me
de mim?
Dizendo que isso não é nada
Tem dia que mesmo assim...
Tem noite que nunca chega
quando vou ver...
nem dormi
nem do coma sai
Parece que ando...
de traz para frente
ou será que nem
parti?
E estou em lugar algum
Bem no meio do sem fim?
Não sou ainda
que sou isto ou aquilo.
Como sabem com tanta certeza?
Pois eu sei...
Que não sou ainda
Aviso aos navegante e...
Distraídos
Não sou o que pensam
Não sou... Porque não acabei
o que comecei um dia
E enquanto não sou...
Sigo apenas sendo
Um quadro obscuro... inacabado
eu mesma ainda
sou de mim...
um esboço
Entre tantos
Perdi o medo de escrever
tudo o que me vem enquanto penso
Sei que não digo nada
e com nada quero dizer... Tanto
Me alegro só em pensar seu espanto
e seus ligeiros arroubos de sem mente...
Sem razão
Pois nada que digo
Não pode fazer-lhe sentido
e com toda razão
Como podem tantas letras
tantas frases e
estrofes...
nada dizerem? E tanto!
de certo... É um grande desatino
E eu rio
pelo não escrito
ditado nas entrelinhas
que é onde nada se escreve
Mas que nos diz tanto... Tanto!!!
Há tanto e tão mal
descrito
Mal ditos que eu
descrevo sem no entanto digitar
a verdade que me motiva
a enfileirar letras sem me preocupar
sem muito pensar
nos erros nem no pouco
que é muito louco
E essa é
uma grande verdade
aqui escancarada
Que muitas vezes
se rimam como certas verdades
Mas no geral muito pouco
e nem tanto
Assim
mas não é poema o que escrevo
e sim o que me expõe a alma
que quer porque quer
me dar um rumo na vida
ela sim é quem me dita
e eu apenas... Publico
minhas meias verdades
confusas
Escancaradas
quando vistas e imaginadas
Enevoando entre as linhas
ligado-as aos entre tantos
indigitáveis por palavras
que preciso compor e inventar
Em dialeto próprio
Muito particular
Indigestos versos publico
que nunca acabam
ao fim de cada comunicação
Leitura sem nexo
cheias de anexos
Sem intérpretes capacitados
Que me compreendam e
Com toda a razão
Sem razão
como foi
imaginei que dormia
e acordei para a vida
de pé olhei os meus pés
e vi meus dedos
se espreguiçarem
pensei cá comigo mesma
como eu nunca vi isso?
e eles...
os dez...
se alegram
por terem sido notados
e todos juntos me levaram
para lá mais uma vez
me alegrar...
O sol nos banhou
e meu corpo junto com todos os dedos
incluindo os das mãos
se juntaram...
e eu?
Olhei para os meus pés
com minhas mãos coladas
junto a mais dez dedos...
e os agradeci...
já em êxtase
olhei para o SOL
que me fecharam os olhos
então eu compreendi
o poder
da oração
Meu coração...
Ah...
Se alegrou
e me arremessou
para longe do medo
E eu?
acordei
para a vida!!!
Foi assim
Como foi
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