Lista de Poemas

Emergem

Emerge a ânsia
E nadas
a grandes braçadas

emerge a ira
E gritas
quebrando o silêncio e a paz

emerge a ignorância
mas duvidas
como acostumado tolo

emerge a excitação
mas hesitas
em avançar

emergente e presente

é o constante sono

que te cega e te arrasta
qual sonambulo a caminhar
pelos vales onde há vida arquivada

Nada
Vale a pena...
quando almejas
ser tão bobo e incapaz






434

Cheia de mim


Uno em versos
os fragmentos diversos
letras...
grãos...
moléculas...
Que me conformam
em forma de MIM
atomicamente agrupada
me sinto posseira
numa terra comprometida
que não quero limitar
demarcando um começo e um fim

Dou gargalhadas
mesmo sem compreender
todo o grande vazio atômico
que há dentro deste corpo

Amenizo o não SABER sorrindo

Pois sei existir muito além
desse egóico corpo sim

só risos me fazem bem
só risos me aliviam
a contração irreal
Que há eras
me expulsa da terra

Desfaz-me da forma
refazendo-me informa

retoma ...
volta
ao mundo da terra
cheia de pó
e de mim

estou
cheia
de
ir
e
vir
455

Sem meios

Como pode um meio

te conter por inteiro?

Como pode ser um meio

o todo que tudo contém?

Meus meios são as palavras

que descrevo num e-mail

onde grafo o que notei

Será que existe outros meios?

Onde eu possa por inteiro

preencher sem me conter?

469

Palco poético

Pois bem
vamos esclarecer
antes que sua confusão aumente
Uso as palavras
apenas para ilustrar
pensamentos nauseados
Não espero que concordes comigo
mesmo porque
o que escrevo...
Se te enjoa?!
Quem interpreta é você
Você e Fernando Pessoa
nunca lerei...
Ora pois!

E por mais que se esforcem
os dois...
e se esmerem no uso das palavras
suas poesias, serão sempre minhas e
dependentes...
da minha interpretação
Eu, ao sorvê-las finalmente direi
gosto ou não gosto...

talvez
Por isso fique a vontade
e se revele parceiro (a)
da poesia que digo que é minha...
mas que no fundo é tua...
por re-interpretação
Tens uma participação especial
em meus poemas

apenas
Te convido a transitar por meu palco
montado tão frágil

sobre mim mesma

Provoco efeitos especiais...
Colaterais
em toda gente
genéricaMente
com papel
caneta
ou lápis

preescrevo
a tua bula
Leia-me e...
Veja-se
Reinterpretando
Divagando...
Sobre os efeitos
do que eu nunca escrevi
Nem receitei

Sofres de poemia!
Doença crônica eu diria

Que afeta
frageis poetas
SóMente!
411

Singularidade

Sendo ou não sendo

Sigo assim mesmo

Sendo ou não sendo

Ainda assim

Sou SINGULAR

No PLURAL

510

Tem dia

Tem dia...

Que é assim...

Dia inteiro sem que me alegre por inteiro


Fico sempre meio assim

Nada se encaixa

Fico parada

Tudo que começo...

Não acaba


Como se estivesse

dentro de uma caixa

embrulhada de presente...

Que ninguém recebe...

Nem abre


Mas isso foi ontem


Hoje eu mesma me abri

pois este presente é

mesmo para mim


Como é bom

poder sair dos quadrados

que não nos mantém confortáveis

enquanto desassossega


Como é bom fluir

por si mesmo

criar espaços

que não nos dê forma


Como é bom

sentir-se livre

para ser o que te der na telha


E observar a vida

aqui de cima

onde nem mesmo há telhado


Nada te apoia...

Nada te sustenta

Nada além do espaço

a te convidar...


Abre as asas...

Vai !!!

vem imaginar

vem pintar

vem dançar

vem criar

vem

SER

VOCÊ

MESMA



A AUTORA

DA PRÓPRIA VIDA

QUE ASPIRAS


507

Ponto final

Um ponto que eu aponto

é o ponto que apontas

sobre o meu ponto de vista

Enquanto rodeio e presponto

com pontos exatos

chuleio...

floreio...

deixando-te assim

com cara de reticente

e sem juízo ao final


São estes três pontos

certeiros...

que apontam que há mais

enquanto o ponto final

não surgir e por fim...

a esta grande sandice...


Pronto...

Disse


Um monte de esquisitices...

que te deixam assombrado

sem compreender

nem saber

tal ponto de interrogação


chegaste ao ponto em que exclamas

e eu...

Ponho um ponto final

no teu drama

que acaba só neste ponto

indicando que é final






416

Memória

Possuímos e por isso...

SOMOS...

SERES TÃO...

MEMORÁVEIS !!!


NÃO SE ESQUEÇA

DISSO QUE POSSUIS

SENÃO...

TORNAR-TE-Á- RAS...

UM GRANDE...

NADA...


ABSORVIDO PELO ABISMO...

DESCONHECIDO

CHAMADO ATUAL... MENTE

DE UM ESTADO

FORMATADO


MORRIDO

MAS...

CHEIO DE POSSIBILIDADES

DE

ATUAÇÃO

447

Talvez

É...
vivo um talvez
sem preconceito

Delicado
como um coração

que a certeza contamina

minguando o longe
do sentido eterno da vida

talvez...
você não me entenda!
e eu tenho alguma certeza
de que talvez seja isso
uma mentira...

por sinal... grande verdade!
talvez...
afinal
eu que vivi
tantas certezas vãs
me preenchi por vezes
do mal que me levou a morte
em seu coração apertado
cheio de certas duvidas

por certo
talvezes e mais vezes
experimento ainda como certo
os erros que me
acometeram de senso de julgamento
por vezes rijo e critico

com muita ênfase
Sou sem medidas cabidas
Um potencial sem freios
te espantando?
talvez...
e para bem longe
talvez eu ame a sua ausência
que me ascende a chama...
do vazio total e ilimitante

que por instantes me abduz
e me conduz
ao portal
de
toda a existência que há
sem oferecer-me limites nem portas
sem resistência morta

Viver... Não é um fardo
não me dá trabalho

faço por puro prazer
aconteço só por SER... boa leitora
dos meus sentimentos soltos
verdadeiros
livres
de
esforço
morrer... nunca me caberia
Nem urna me conteria

Mas pode escrever na lápide vázia
Ela...
vulgo fulana de tal

Que os tolos... podem achar ser eu

Não está aqui!

Mas frise com letras garrafais

NEM EU SEI QUEM esta fulana... FOI !!!

nem ao que veio... Pois!!!
E talvez você e todos se acalmariam
Pois, Marias...
apenas somem de nossos olhares
Já cansados e nascidos
com a síndrome
do não ver
talvez
um dia você me entenda
e me olhe direto na face
Sem ruborizar
a sua

e
só...
então me compreenda
pois por mais que se feche
o senho...
na face ou...
se bloqueie o tal do facebook...

o livro da minha vida segue
ainda se escreve
contigo dentro...
contigo junto

gerando em você
a nossa verdade histórica
a
genealógica
herança que herdas e tranasmites
em sua vida ainda

talvez então tudo se cure
e
você não mais me renegue

talvez
você me abençoe
e eu desde sempre
abençoo-te num continum

Você em seu SER
por inteiro ou por meios

Seu todo pouco,
que acreditas SER

pois que...
talvez aches que Sejas...
Uma espécie de erro

e que eu FALHEI
POR meios e
Por INTEIROS ordinários
talvez...
mas não é por falta de seus labirintos meios
que vou esquecer e deixar de amar
você como INTEIRO

meu amor
é
sem limites

transpaço
barreiras
paredes
medos
e
creia

não creio
em seus fantasmas
diurnos

720

sãos os loucos...

Paradoxos...
O que seriam?
Eu sei muito bem o que são
são casos loucos...
por ter apenas razão
por isso transito nos meios
burlando as leis e as regras
escrachando em bom português
Os professores se riem
e criticam os tais poetas
que se apresentam
por meios subjacentes
a linguagem

poetas inteiros
se
complementam
nos vãos
Isso não rima!!!
Nem mesmo combina
Estrofes dizem mais que você

que
finge fazer poemas
e eu?

me divirto com tudo
que é tão absurdo
e
aparentemente
Real
Explico...
mais uma vez prá todos

paradoxos...
são todos vocês
assim mesmo como estão
cheios tal qual balão
repleto de gazes tóxicos

Vento dentro

rezando da boca prá fora
com toda a sua constrição

Saberes
no próprio vácuo
negando o vento
lá fora
eu não estou aqui
nem muito menos ali
mas envolta por todos
os meios
observando do centro
Que bom que você
compreendeu!!!
O paradoxo por fim
morreu
Por causa de minha
escrita
que não deixa rastro
nem tinta
a e r a s
que as eras
nem nunca foram
nem eu
nem você
Seremos

que bom que o fim
acabou
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Letras, palavras, frases vazias... voam a toa... pairando em minha volta docemente. Ordená-las de forma gramatical será fatal. Ignorá-las é algo muito além do impossível. Soltá-las... é minha alegria! CONHEÇO-AS de cor e... SALTEADO! Mostro-me em vão... Nos vãos das letras espaçadas. Descrevo o NADA! Nem SOU... poeta Apenas os incomodo!