À noite, eu escondo-me como o sol, tentando ocultar as artérias, da minha solidão, do meu desespero, procurando afugentar as mágoas, que caminham, em cada um dos meus passos, À noite as dores, as saudades, os antigos abraços, as lembranças que vagueiam, nas almas perdidas dos meus abandonos. À noite, aguardo as estrelas como quem espera, ter companhia em cada uma delas, e ter a última chance de ser feliz. Os pássaros se escondem à tarde voltando aos seus recantos, aos seus abrigos. sem entoar mais os seus cantos À noite, eu não tenho para onde voltar senão para dentro de mim, tentando me identificar e eu mesmo me encontrar...
Sou a lágrima que une o carinho ao amor, a tristeza á solidão, e quando amo! entrego o meu coração...
Não sou um poeta,
sou um sofredor,
que a vida ensinou a escrever,
palavras amargas, cheias de dor,
e se dizem que escrever, é só pós tristes,
ninguém me deve censurar,
hoje é um dia que eu escrevo,
com uma vontade enorme de chorar...
Eu sou um romântico, que vive cá deste lado do Atlântico, Como românticos, somos, pessoas sensíveis e emotivas, mais que os demais, somos pirados, somos os tais sentimentais. que choramos com uma música sensual. Sei que o romântico já é uma espécie em via de extinção. Românticos podemos ser lindos, ser feios ser gordos ou magros, mas fortes em emoção, amamos sem vergonha e sem juízo, mas para nós amar é preciso. Somos tipos populares, que vivemos pelos bares passamos noites em claro, na procura de uma paixão. Conhecemos o gosto raro, de amar sem medo de outra desilusão, e sabemos dizer um te amo, do mais profundo do nosso coração.
Luzerna, 28.04.2023, João Joao Neves.
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Sou um romântico,
Eu sou um romântico, que vive cá deste lado do Atlântico, Como românticos, somos, pessoas sensíveis e emotivas, mais que os demais, somos pirados, somos os tais sentimentais. que choramos com uma música sensual. Sei que o romântico já é uma espécie em via de extinção. Românticos podemos ser lindos, ser feios ser gordos ou magros, mas fortes em emoção, amamos sem vergonha e sem juízo, mas para nós amar é preciso. Somos tipos populares, que vivemos pelos bares passamos noites em claro, na procura de uma paixão. Conhecemos o gosto raro, de amar sem medo de outra desilusão, e sabemos dizer um te amo, do mais profundo do nosso coração.
Luzerna, 28.04.2023, João Joao Neves.
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Final do mês de Abril
Já não aguento mais, esta noite vou-te buscar, quero-te surpreender quero te desejar, com fogosas carícias e quimeras, e amar-te intensamente nesta Primavera, onde este sol não quer sair forte pra brilhar. E o medo e a incerteza também está a pairar em paises a beira de uma guerra civil nos deixa a todos na maior tristeza, neste final do mês de Abril.
Luzerna, 27.04.2023, Joao Neves
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A morte é nada
A morte é nada é uma simples troca de morada Eu apenas passei pró outro mundo, que dizem que é a morado do defunto. Contínuo a ser pra ti o que fostes pra mim és meu barco da vida atracado no cais vida onde Deus mandou-me preceder aos demais. Trata-me como sempre me tratas-te, fala-me como sempre me falaste. Nunca mudes o tom da tua voz, pra um triste ou solene clamor, Continua rindo e falando-me de amor, reza, sorri sempre, pensa em mim, reza comigo, que eu rezarei aqui do meu jazigo contigo. Fala muito de mim, mas sem realçar nada, diz apenas que era forte como uma pedra de calçada, O amarrilho da união não se quebrou, só jogamos às escondias onde ninguém me encontrou. Não estou longe de ti minha amada, estou no fim dessa que foi a nossa estrada. Imploro a Deus pra que fiques bem e tu reza por mim também. Quando a brisa soprar forte, receberás um beijo meu, com o mesmo vento, quero sentir na minha face um beijo teu. Até já meu amor...
Luzerna, 10.04.2023, João Neves.
39
Abril mês de cravos e liberdade
A chuva caí neste mês de Abril, mês dos cravos liberdade e amor o dia está triste, como triste está a flor. Lembrei-me, perguntei à chuva, onde está o meu amor? Com a voz embargada disse, ele há muito tempo foi embora por isso a chuva chora, chora. Senti a tristeza invadir a vida, como invadiu outrora, a chuva continuava caíndo la fora. Neste Abril da crueldade da guerra e da incerteza só mesmo esta chuva miudinha tem a sua beleza. Ó chuva, chora, chora, chorar é teu calvário lá ao longe se calou passarinho era um chilro solitário ele aí se acolheu no seu ninho a amparar seus ovinhos com carinho. contínua a chuva a cair, agora ao frio ela se alia e caí lentamente nesta terra fria.
Luzerna, 17.04.2023, João Neves.
16
Não sei a razão do meu pranto
Com minhas mãos fechadas, meus lábios serrados te contarei a história da minha vida, já com meus olhos fechados e de face abatida não paro de te olhar é aí onde sinto lágrimas a soltar-se do meu viso que rebolam pela minha cara sem sessar não sei nem explicar a razão do meu pranto apenas digo que a solidão é em cada noite o meu único manto.
Luzerna, 18.04.2023, João Neves
17
A chuva cai lá fora
A chuva cai lá fora, o dia foi triste, como triste está a flor. Lembrei-me, perguntei à chuva, onde está o meu amor? Com a voz embargada disse, ele foi embora por isso a chuva chora, chora. Senti a tristeza invadir a vida, como invadiu outrora, a chuva continuava caíndo la fora. Ó chuva, chora, chora, chorar é teu calvário lá ao longe se calou a voz do passarinho era já um chilro solitário ele se acolheu no seu ninho a amparar seus ovinhos com carinho. contínua a chuva a cair, agora ao frio se alia ela cai lentamente nesta terra fria.
Luzerna, 17.04.2023, João Neves.
9
Venho falar de mim
Hoje quero falar de tudo o que ganhei, do tanto que já ri e do que vivi. Porque quando amo, me entrego, desejo tanto que me apego. E quantas vezes fui feliz como sempre quis, mas também posso dizer que o meu coração, também já bebeu do amargo sabor, duma desilusão de amor, onde fui o único perdedor. Por isso vos digo que também já sofri, e quantas vezes desesperei e me comovi! Foi tão grande a dor que senti, que desde então me enraivei e pensei, que sem amor e sem ilusão a minha vida é em vão, e isso assim é morrer sem querer.
Luzerna, 16.04.2023, João Neves
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Pego, 15 abril 1980
Minha terra não a nego, num dia triste do mês de Abril, parti da minha querida aldeia do Pego, naquele longínquo mês,recordo baixei meu olhar, estrada fora, não parava de chorar, alagado em lágrimas disse-lhe adeus, longe dela, pensava na minha terra adorada, jamais esqueci as suas ruas apertadas, naquele tempo eram mal iluminadas, distante da minha terra, chorei lágrimas amargas, choradas em silêncio e desgosto, lembro das nossas ruas enfeitadas no mês de Agosto, com o passar da nossa Procissão. ainda hoje tenho essas imagens, tatuadas na saudade do meu coração, de tenra idade deixaste-me partir, sei que também choraste a minha partida, parti para o caminho, para outra vida, as ruas ficaram mais tristes e brotaram pranto, até as pedras da minha calçada mudaram de cor, de tanta tristeza e dor, Sou filho da terra, sou imigrante, vivo noutro país, um país distante, A Deus eu rogo a cada instante, pra poder por muitos anos minha mãe abraçar, Passam os anos e tu esperas o meu regresso, pede ao tempo, tempo e espera por mim, tudo o que eu quero só Deus sabe, e antes que a minha vida acabe, espero aí voltar a viver, para aí poder morrer...
Luzerna, 15-4-2013, Tsunamidesaudade63, João Neves
24
Na verdade te amo
Na natureza te vejo No sentimento te chamo Na alegria me expresso Na verdade te amo...
Lindo poema... bravo... quero aproveitar esse momento para pedir ajuda , pois no meu portal não esta aparecendo a palavra (CRIAR) não sei o que esta acontecendo, se o sr. poder entrar em contato com sr Luis, porque não estou nem por email onseguindo. falar com ele. obrigado. ademir o popeta.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!