Final do mês de Abril
Já não aguento mais,
esta noite vou-te buscar,
quero-te surpreender quero te desejar,
com fogosas carícias e quimeras,
e amar-te intensamente nesta Primavera,
onde este sol não quer sair forte pra brilhar.
E o medo e a incerteza também está a pairar
em paises a beira de uma guerra civil
nos deixa a todos na maior tristeza,
neste final do mês de Abril.
Luzerna, 27.04.2023, Joao Neves
Tantas foram as vezes
Muitas foram as vezes,
que percorrestes o meu corpo com as tuas mãos.
Tantas vezes, roçastes na minha face.
Tantas horas estivemos juntos,
foram delirantes momentos,
onde os nossos corpos tiveram confundidos,
e abraçados um ao outro.
Todas as noites sinto o teu cheiro.
Quantas vezes mordi a almofada,
e senti o paladar da tua boca molhada,
boca essa que passava carinhosamente,
pelo meu corpo deixando o teu sabor em mim.
Foi aí, dei miles de voltas e dormi,
ali te encontrei nos meus sonhos e sorri.
E quando despertei, ainda tinha o gosto a ti,
tantas vezes cariciastes,
meu tronco com os teus macios lábios,
quantas horas se beijamos? Até nos faltar o ar,
ainda sinto no meu ouvido a tua forma única de gemicar.
Luzern, 01.05.2018, João Neves,
A chuva cai lá fora
A chuva cai lá fora,
o dia foi triste, como triste está a flor.
Lembrei-me, perguntei à chuva,
onde está o meu amor?
Com a voz embargada disse, ele foi embora
por isso a chuva chora, chora.
Senti a tristeza invadir a vida, como invadiu outrora,
a chuva continuava caíndo la fora.
Ó chuva, chora, chora, chorar é teu calvário
lá ao longe se calou a voz do passarinho
era já um chilro solitário
ele se acolheu no seu ninho
a amparar seus ovinhos com carinho.
contínua a chuva a cair, agora ao frio se alia
ela cai lentamente nesta terra fria.
Luzerna, 17.04.2023, João Neves.
Abril mês de cravos e liberdade
A chuva caí neste mês de Abril,
mês dos cravos liberdade e amor
o dia está triste, como triste está a flor.
Lembrei-me, perguntei à chuva,
onde está o meu amor?
Com a voz embargada disse,
ele há muito tempo foi embora
por isso a chuva chora, chora.
Senti a tristeza invadir a vida,
como invadiu outrora,
a chuva continuava caíndo la fora.
Neste Abril da crueldade da guerra e da incerteza
só mesmo esta chuva miudinha tem a sua beleza.
Ó chuva, chora, chora, chorar é teu calvário
lá ao longe se calou passarinho era um chilro solitário
ele aí se acolheu no seu ninho
a amparar seus ovinhos com carinho.
contínua a chuva a cair, agora ao frio ela se alia
e caí lentamente nesta terra fria.
Luzerna, 17.04.2023, João Neves.
Dizem que estou louco
Dizem que estou louco
e que eu nunca fui assim
mas vocês não me convencem,
e penso que não seja assim tão ruim.
Que prazer mais egoísta,
tem esta sociedade interesseira
o de cuidar de um outro ser,
não olhando pra dentro do seu próprio viver.
Eu adorava era ser fadista de raça,
pra cantar sem nada querer,
mesmo que desse muito mais,
do que tenho para receber.
E é por isso que te chamo ao meu amor,
minha flor, meu bem, meu amanhecer.
Luzern, 12.04.2023, João Neves.
Não sei a razão do meu pranto
Com minhas mãos fechadas,
meus lábios serrados
te contarei a história da minha vida,
já com meus olhos fechados
e de face abatida
não paro de te olhar
é aí onde sinto lágrimas a soltar-se do meu viso
que rebolam pela minha cara sem sessar
não sei nem explicar a razão do meu pranto
apenas digo que a solidão é
em cada noite o meu único manto.
Luzerna, 18.04.2023, João Neves
Pego, 15 abril 1980
Minha terra não a nego,
num dia triste do mês de Abril,
parti da minha querida aldeia do Pego,
naquele longínquo mês,recordo baixei meu olhar,
estrada fora, não parava de chorar,
alagado em lágrimas disse-lhe adeus,
longe dela, pensava na minha terra adorada,
jamais esqueci as suas ruas apertadas,
naquele tempo eram mal iluminadas,
distante da minha terra, chorei lágrimas amargas,
choradas em silêncio e desgosto,
lembro das nossas ruas enfeitadas no mês de Agosto,
com o passar da nossa Procissão.
ainda hoje tenho essas imagens,
tatuadas na saudade do meu coração,
de tenra idade deixaste-me partir,
sei que também choraste a minha partida,
parti para o caminho, para outra vida,
as ruas ficaram mais tristes e brotaram pranto,
até as pedras da minha calçada mudaram de cor,
de tanta tristeza e dor,
Sou filho da terra, sou imigrante,
vivo noutro país, um país distante,
A Deus eu rogo a cada instante,
pra poder por muitos anos minha mãe abraçar,
Passam os anos e tu esperas o meu regresso,
pede ao tempo, tempo e espera por mim,
tudo o que eu quero só Deus sabe,
e antes que a minha vida acabe,
espero aí voltar a viver, para aí poder morrer...
Luzerna, 15-4-2013, Tsunamidesaudade63, João Neves
Na verdade te amo
Na natureza te vejo
No sentimento te chamo
Na alegria me expresso
Na verdade te amo...
Venho falar de mim
Hoje quero falar de tudo o que ganhei,
do tanto que já ri e do que vivi.
Porque quando amo, me entrego,
desejo tanto que me apego.
E quantas vezes fui feliz como sempre quis,
mas também posso dizer que o meu coração,
também já bebeu do amargo sabor,
duma desilusão de amor,
onde fui o único perdedor.
Por isso vos digo que também já sofri,
e quantas vezes desesperei e me comovi!
Foi tão grande a dor que senti,
que desde então me enraivei e pensei,
que sem amor e sem ilusão
a minha vida é em vão,
e isso assim é morrer sem querer.
Luzerna, 16.04.2023, João Neves
Meu peito não suportou
Fulminado pela bonita luz dos teus olhos
Engasguei-me com tanta adrenalina
Meu peito não suportou tanta emoção
Ao ver-se refletido nos lindos olhos daquela menina.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!