Sou feito
Sou feito de areia sal e mar,
sou o som de ondas a murmurejar.
Do barco sou seu eterno capitão,
sou obra deste abrasador verão.
Luzerna, 30.07.2022, João Neves.
Peçam ao mundo que me clausure
Digam ao Mundo,
gritem que anseio e me desespero,
falem que enlouqueci porque quis.
Se sou louco é porque quero.
Eu sou louco pra ser feliz,
peçam ao mundo que me clausure,
implorem à vida pra não me dar juízo.
pefiro remédios que não curem,
essa é a cura que eu mais preciso.
Luzerna, 27.07.2022 João Neves
Como irei esquecer?
Como irei esquecer o tom da tua voz?
O brilho dos teus olhos,
a luz do teu olhar,
a boniteza do teu sorriso
ou mesmo a beldade do teu corpo,
quando bamboleia ao caminhar,
que por onde passas deixas tudo a olhar?
Luzern, 24.07.2022, João Neves.
Aquele Verão
Com a temperatura a subir,
recordo aquele verão em que te conheci,
Passaram tantos anos,
e eu ainda não te esqueci,
tu vives cá bem dentro de mim.
Será que é por ti que vivo?
será que o meu coração
continua a bater por ti
Agora irei implorar a Deus,
que te apague do meu pensamento,
nem que seja por um só momento.
Luzern, 23.07.2020 João Neves.
Porta aberta
Vamos a deixar uma porta aberta
pro sonho poder entrar
é a estratégia mais certa
pra podermos voltar a amar.
Vem bailar
Vem meu bem, vem comigo bailar,
aqui nas dunas,
ou mesmo lá pertinho do mar,
que te mostrarei a minha única forma de dançar.
Eu sou boémio3
Nem este sol quente,
nem a guerra na Ucrânia ou medio oriente,
nem covid's, nem mesmo a morte,
muito menos a chuva ou o vento
tiram o alento a este boémio
que vive uma vida feliz e contente.
Boémio que não pára de andar
de tasca em tasca de bar em bar,
Todos os dias ele reza,
com o seu copinho na mão,
pra boémia nunca terminar.
Em cada poema uma recordação,
com as cordas da guitarra a trinar,
ele não pára de pensar,
nos amores vividos em amores perdidos.
Hoje se ele é triste,
é pra fingir que a tristeza existe.
Luzerna,17.07.2022, João Neves
Posso até ter um amor cigano
Posso até ter um amor cigano,
posso ter um amor sabor a pouco,
posso ser eu próprio um engano,
mas não me digam que sou louco.
Poesia inundada de pranto...
Quando este poeta morrer.
podem cuspir no seu caixão.
eu como poeta uso palavras que fazem doer,
que deixam um coração no chão,
uso tristeza e melancolia,
que no vosso entender deixam a vida vazia.
Poesia que uso tem sangue e dor,
lágrimas, infidelidade e desamor,
esta é a minha poesia, feita de,
letras simples e palavras quentes e frias,
são elas que criam esta minha poesia.
Sigo a minha vida tento ir em frente,
escrevendo e me inspirando na melancolia,
sou apelidado de um poeta doente.
Lá em cima nos céus,
os anjinhos cantam pro Senhor,
e nós cá na terra vivemos o horror,
de pranto, está submerso este pequeno verso,
e a Deus eu brado pra cuidar deste nosso triste universo.
Luzern, 10.07.2022, Joao Neves
Solidão e eu
Seu nome é solidão,
ela nua é perigosa.
De dia ela se veste de alegria,
de noite traja tristeza e saudade,
Há muitos anos ela vive nesta cidade,
numa tarde me encontrava só,
e eu caminhava pela estrada do desamor,
ali me encontrou ferido de morte.
O peito sangrava de dor,
como é triste morrer de amor...
Luzern, 05.07,2022, Joao Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!