Eu sou boémio3
Nem este sol quente,
nem a guerra na Ucrânia ou medio oriente,
nem covid's, nem mesmo a morte,
muito menos a chuva ou o vento
tiram o alento a este boémio
que vive uma vida feliz e contente.
Boémio que não pára de andar
de tasca em tasca de bar em bar,
Todos os dias ele reza,
com o seu copinho na mão,
pra boémia nunca terminar.
Em cada poema uma recordação,
com as cordas da guitarra a trinar,
ele não pára de pensar,
nos amores vividos em amores perdidos.
Hoje se ele é triste,
é pra fingir que a tristeza existe.
Luzerna,17.07.2022, João Neves
Vem bailar
Vem meu bem, vem comigo bailar,
aqui nas dunas,
ou mesmo lá pertinho do mar,
que te mostrarei a minha única forma de dançar.
Posso até ter um amor cigano
Posso até ter um amor cigano,
posso ter um amor sabor a pouco,
posso ser eu próprio um engano,
mas não me digam que sou louco.
Porta aberta
Vamos a deixar uma porta aberta
pro sonho poder entrar
é a estratégia mais certa
pra podermos voltar a amar.
A minha vida é uma canção
A minha vida é uma canção,
saída dos lábios de uma boca,
que entoa no mais profundo do coração,
ela é fantasia ela é alegria.
Ela é feita de feição e paixão,
é saudade é solidão ela é suspiro e magia.
Minha vida é um livro aberto,
tem coisas erradas no caminho certo,
A minha vida é querer,
é amar até mais não poder.
A minha vida é um mundo incerto,
Onde a partir de hoje será um livro aberto.
Ĺuzerna, 11.07.2022, João Neves.
Poesia inundada de pranto...
Quando este poeta morrer.
podem cuspir no seu caixão.
eu como poeta uso palavras que fazem doer,
que deixam um coração no chão,
uso tristeza e melancolia,
que no vosso entender deixam a vida vazia.
Poesia que uso tem sangue e dor,
lágrimas, infidelidade e desamor,
esta é a minha poesia, feita de,
letras simples e palavras quentes e frias,
são elas que criam esta minha poesia.
Sigo a minha vida tento ir em frente,
escrevendo e me inspirando na melancolia,
sou apelidado de um poeta doente.
Lá em cima nos céus,
os anjinhos cantam pro Senhor,
e nós cá na terra vivemos o horror,
de pranto, está submerso este pequeno verso,
e a Deus eu brado pra cuidar deste nosso triste universo.
Luzern, 10.07.2022, Joao Neves
Solidão e eu
Seu nome é solidão,
ela nua é perigosa.
De dia ela se veste de alegria,
de noite traja tristeza e saudade,
Há muitos anos ela vive nesta cidade,
numa tarde me encontrava só,
e eu caminhava pela estrada do desamor,
ali me encontrou ferido de morte.
O peito sangrava de dor,
como é triste morrer de amor...
Luzern, 05.07,2022, Joao Neves.
Jantei com a solidão
Hoje quis desafiar a solidão,
pra se sentar a meu lado num jantar,
sozinho demonstrei á solidão,
que todos somos felizes com ela,
seja de dia ou de noite, sentado à mesa ou não.
Obrigado, por te sentares junto a mim,
neste fim de tarde, disfrundo esta apetitosa refeição,
por poderes dar a felicidade
de me sentir acompanhado. "Obrigado solidão".
Luzern, 27.06.2022, Joao Neves
Ó relógio que estás na torre
Ó relógio que estás na torre!
Porque dás badaladas no dia que eu morro?
Ó relógio que estás na torre,
Porquê esse cintilar?
Na hora que Deus me levar?
Ó relógio que estás na torre!
Porque choras de dor?
Se eu dei tudo de mim,
ofertei o meu carinho e regalei o meu amor.
Luzerna, 24,06,2022, João Neves.
Daria tudo...
De cada centímetro do meu corpo,
daria tudo para ser tocado pela tua pele,
beijado pelos teus beijos,
cariciado pelas tuas carícias.
E quando as nossas almas se juntassem,
tuas palavras enchiam meu coração de esperança,
e deixaria de ter medo do amor e da paixão...
Luzerna, 25.06.2022, João Neves
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!