Ainda não fiz tudo o que quis, mas sou feliz.
Já contei histórias com um final feliz
para dar fé e esperança a quem mais precisava.
Já sonhei tanto mas tanto ao ponto de
de pensar que tudo era realidade.
Já comi sem ter fome e já dormi esfomeado.
Já amei sem ser amado e já me amaram sem ter amado.
Já passei noites inundado em pranto até conseguir dormir,
já dormi noites onde a felicidade era imensa,
ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Hoje o meu sorriso é de alegria e choro de tanto rir.
Este meu imenso sorriso faz-me até confundir,
confunde-me tanto que adoro os venenos mais fortes,
as bebidas mais amargas, as drogas mais poderosas,
e amo as ideias mais insanas, os pensamentos mais depravados,
Tanto que até me podem empurrar do penhasco mais alto,
e eu vou irei dizer. "EU ADORO VOAR"!
Luzerna, 18.06.2022, João Neves
Com lágrimas chegámos à vida
Com lágrimas chegámos à vida,
com lágrimas choramos a dor da ferida,
com lágrimas nos inundamos de tristeza por uma despedida,
e lágrimas choramos por quem já sofreu.
Partilhamos também lágrimas com alguém que já viveu a tragédia,
mas a maior aflição é chorar por um familiar que já morreu...
Luzerna, 03.05.2022, Joao Neves
Passeiam palavras sem sentido
Nas ruas desertas do pensamento,
pessoas passeiam palavras sem sentido,
no peito o amor já não é sentimento!
e nos olhos correm lágrimas de vidro.
Se sofre de um grande desamor,
já sem paixão e sem carinho se morre,
como termina por morrer a mais bonita flor.
caída no chão revestida de dor.
Luzerna, 06.06.2022, João Neves.
Quando
Quando sentires medo do silêncio,
ou sintas o arripiar da tua pele.
Mesmo que os ventos da vida, soprem forte,
não há que ter medo da morte.
Quando sentires dificuldade em ficar de pé,
tenta ser como o ferro, tenta endurecer.
Quando as recordações se revelarem
e te encostem à parede, resiste não tenhas medo.
Quando sentires que o céu se está a desmoronar,
sê audaz e forte nunca deixes de lutar.
Luzerna, 07.06.2022, João Neves.
Adoraria ser poeta
Adoraria ser poeta,
pra com as sílabas dos teus beijos,
juntamente com as minhas escreveria,
a mais apaixonante poesia sobre a tua pele.
Luzerna, 14.06.2022, João Neves.
Sou feito de Sonhos interrompidos.
Descobri que sou feliz,
sou feliz como sou e como me sinto,
acredito em mim e sei que sou capaz,
Sou feito de sonhos interrompidos,
detalhes despercebidos, amores mal resolvidos.
Sou feito de choros sem razão, levo pessoas no coração.
Sou feito de actos por impulsão,
Sinto falta de lugares que nunca conheci
de experiências que ainda não vivi,
Sou feito de momentos que esqueci,
Eu sou Amor e carinho constante, distraído? Até sou bastante.
Não paro por um instante,
Já tive noites mal dormidas, perdi pessoas muito queridas.
Cumpri coisas nunca prometidas.
Tenho saudades de pessoas que fui conhecendo,
lembranças que fui esquecendo e amigos que acabei perdendo.
Mas continuo vivendo e aprendendo.
Luzerna, 09.06.2022, João Neves.
Tenho um apetite que
Tenho um apetite que devora
delírios loucos pra fazer as maiores loucuras,
tenho vontade de fazer aventuras depravadas,
nesta vida degradada por uma guerra malvada.
Luzerna, 18.06.2022, João Neves.
Pra ti Rita, Abrantes Abril de 1978
Olá Rita, hoje recordei-me de ti,
Lembras-te meu amor?
Ao menos recordas-te de mim?
E daqueles momentos passados naquele jardim?
Foi naquele longínquo mês de Abril,
onde o sol já queimava,
como diz o provérbio, também mês de águas mil,
Recordo-me tão bem dos teus beijos
que eram mais doces que o próprio mel,
e fogosos como lavras dum vulcão,
onde abraços profundos penetravam a alma
até ao mais profundo do coração,
Recordas-te também daquela mão marota,
que percorria esse teu lindo corpo,
desde os pés até à tua boca,
Que saudades daquela Primavera que foi
a última Primavera quente da nossa paixão.
Aí vei o Verão com ele se serrou do pano,
o palco do nosso amor, tu pra um lado,
e eu do outro estava sozinho perdidamente apaixonado.
Tu de mim levastes-me tudo, lesvastes o meu amor
e eu longe de ti, sofrendo de tristeza e dor.
Luzerna, 04.04.2021, João Neves."Abrantes Abril de 1978"
O desfile da vida
Fiz da minha vida o que quis,
e fiz muitas coisas atormentado,
entre amizades e grandes paixões.
Se a vida que vivi atribulada é certa ou errada?
Paciência, não sinto nem nunca senti frustrações,
porque vivi cada acto da minha vida,
como se fosse a última representação.
E não fiquei a ver no Teatro da vida o pano baixar,
sempre soube acompanhar o desfilo da vida,
sem nunca deixar ao longo da vida de me identificar.
Luzerna, 16.06.2022, João Neves.
Capítulos da vida
"Nunca tenham medo de envelhecer
cada cabelo branco ou ruga no rosto,
são capitulos do livro da vida,
que ainda não terminámos de escrever".
Luzerna, 03.05.2022, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!