Quadras soltas 4, beijo, flor e amor
Uma tempestade de beijos,
quero dar nessa tua linda boca,
te darei tantos, tantos,
que te deixarei louca.
Imensas são as flores,
que tens ao teu redor,
partilham contigo felicidade,
e dão-te perfume e amor.
Que tenhas um bendito dia,
repleto de felicidade e alegria,
e que o teu bonito coração,
esteja sempre na minha companhia...
Luzern, 11.07.2020 Joao Neves
A nostalgia que inunda meu peito de alegria Pego
Recordo as meninas da minha aldeia,
bailando aquelas danças no salão do Ratinho,
tenho ainda na minha mente,
caminhos de terra batida, pisados por toda a gente
Lembro-me dos pássaros que chilreavam do seu ninho.
melodias repletas de carinho.
E assim que recordo a linda aldeia onde nasci,
abençoada pelo Senhor,
que tenta de todos nós afastar a tristeza e a dor.
Ao anoitecer onde grilinhos cantavam um alegre gri gri,gri
Entoavam para mim bonitas canções de amor.
Recordo campos, montes, vales e pinhais,
Agora, apenas sinto no peito a saudade
duma mocidade que passei e não virá nunca mais.
O recordar esses tempos é uma nostálgia,
que inunda o meu peito de alegria...
Pego, 19 de setembro de 2014 João Neves
Estou cansado
Sinto-me cansado de tanta coisa!
de palavras vazias,
sentimentos falsos,
sorrisos forçados e abraços gelados,
A lua, também ela cansada,
adormeceu por instantes,
no leito deste mar imenso,
onde se escuta,
o som das pequenas ondas,
e da lua a beijar o vento,
a noite esta alta,
com o frio a falar-me da solidão...
Alvor, 08-10-2018, João Neves
Ventos de Outono
Feliz e calorosa noite de amor,
o Outono chegou com seu frio
na cama se sente um amor bravio,
como os ventos de Outono a dar-lhe outro sabor...
Sou
Sou lucidamente louco,
sou loucamente calmo.
Sou a minha lágrima,
sou o teu sorriso.
sou idiota sou inteligente,
sou a pureza e sou também o pecado.
Sou silêncio contido,
sou a palavra abstrata
Sou eterno no amor e doente na magoa,
Sou um tudo sou um nada,
até posso ser a maior paixão
Sou eu mesmo, o tal, o filho da ti Ricardina, sou o João...
Luzerna, 20.09.2016, João Neves
Fado
Sardinha e bacalhau assado,
uma guitarra a trinar,
um fado,
ele entoa desde
o Rio Tejo até Madragoa,
este fado é nosso,
este fado é de Lisboa...
Artista moribundo
Se alguém me perguntar por ti
vou dizer, que tu vives e viverás para viver
antes de padecer, sei que vivias pra cantar
volta que tens ainda muito para nos dar.
Meu Deus, ouve as minhas preces,
rezo e peço-lhe por tudo pra que tu regresses.
sei que nunca irás estar só
devagarinho, o mundo será teu, tu o mereces.
O teu coração não vai ceder,
ele é tua maior paixão, não te deixará sofrer,
sem fazer planos para o que virá depois,
sei que tu irás cantar muitas vezes pra nós dois.
Tenho saudades!!!
Hoje tenho uma saudade enorme,
de ter tudo o que tinha anteriormente,
amigos, meu pai, meus avós e os tios que já partiram.
Tenho tanta saudade de ser como era antes,
de sorrir como sorria, quando sorria de verdade,
Tenho saudades de dormir como dormia antigamente,
feliz e sereno, como quando era pequeno,
Tenho imensas saudades de sonhar, como sonhava primeiramente,
sonhos sem limites, sonhos bonitos.
Tenho saudades de olhar, como olhava primeiro,
com um olhar abstrato, como no mais bonito retrato.
Só nao tenho saudades de chorar, como ja chorei,
porque hoje choro de alegria, de noite e de dia...
Luzerna, 25.09.2020, João Neves.
De lisboa ao Pego
Em Lisboa acabei de aterrar,
sinto já seu cheiro a mar.
Vila Franca já passei,
olhei pro Tejo ali estava um jardim,
andando um pouco mais,
pastavam lindos animais.
Numa Lezíria sem fim,
um pouco mais à frente
ali estava o nosso Almeirim.
Passei sobre o Rio Tejo
claro meus amigos isto é Ribatejo!
Lá no cimo brilhava Santarém
com a sua magistral Portas do Sol.
Na viagem do tempo,
cheguei rapidinho ao Entroncamento,
uns minutos depois,
passei pelo lindo castelo de Almourol,
Mais além, estavam também,
Santa Margarida e Tramagal,
Ao longe avistei a cidade de Abrantes
Não vos nego, que num instantinho cheguei ao Pego.
Luzerna, 25.09.2018, João Neves
Queria ser
Como eu adoraria ser o teu sabonete,
que acaricia a tua pele macia.
Queria ser também o teu lápis,
para pintar teus lindos olhos.
Quero ser teu batom,
pra levemente beijar teus bonitos lábios,
Quanto desejaria ser a toalha,
que desliza pelo teu corpo.
ou ser a roupa que te agasalha.
Nao perdi a esperança de ser,
o colchão que acolhe esse teu lindo corpinho.
ou mesmo ser a mão que te dá carinho.
Mas o que eu mais desejaria ser, era ser o teu amor,
que te venera e sempre venerou,
e te amar como nunca ninguém te amou...
Luzerna, 24.09.2021 João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!