Jamais deixarei de te amar
Nem a noite mais escura
pode escurecer o meu coração.
Nem a maior das tormentas
pode destruir este amor que eu sinto por ti.
Muito menos as gigantescas ondas do mar,
iram fazer esta fogosa paixão naufragar.
Te amo meu amor, jamais te deixarei de amar...
Pobre velhinha
Chora agora abandonada,
com lágrimas de fome,
ela que por todos é desprezada,
há muitos dias que não come,
esta pobrezinha azarada,
no frio da rua ela dorme,
por deus seja louvada...
Luzerna, 13.09.2014, João Neves...
A nostalgia que inunda meu peito de alegria Pego
Recordo as meninas da minha aldeia,
bailando aquelas danças no salão do Ratinho,
tenho ainda na minha mente,
caminhos de terra batida, pisados por toda a gente
Lembro-me dos pássaros que chilreavam do seu ninho.
melodias repletas de carinho.
E assim que recordo a linda aldeia onde nasci,
abençoada pelo Senhor,
que tenta de todos nós afastar a tristeza e a dor.
Ao anoitecer onde grilinhos cantavam um alegre gri gri,gri
Entoavam para mim bonitas canções de amor.
Recordo campos, montes, vales e pinhais,
Agora, apenas sinto no peito a saudade
duma mocidade que passei e não virá nunca mais.
O recordar esses tempos é uma nostálgia,
que inunda o meu peito de alegria...
Pego, 19 de setembro de 2014 João Neves
Tu és o vento e eu a chuva
Hoje não quero explicações,
nem outras coisas mais.
Eu já sei toda a verdade,
tu és o vento e eu sou a chuva,
tu és o céu e eu sou o mar,
disfarçamos estar juntos,
sem realmente nos podermos amar...
Luzerna, 14.09.2021, João Neves.
Quando a tristeza me inundar
Quando a tristeza me inundar
quero ser eu mesmo
a sentar-me na areia juntinho ao mar
chorar, chorar e chorar.
Luzerna, 10.09.2021, Joao Neves
Sinto-me perdido
Sou um homem perdido,
sem luz no meu caminho
Todos me odeiam,
vivo a vida sem carinho.
Moro numa rua escura, abandonada,
numa estrada feita de calçada.
Não consigo nem por os pés no chão
dói-me a alma doí-me o coração.
Seja de inverno ou de verão ,
mesmo que haja calor ou esteja frio,
dentro de mim sinto um enorme vazio.
Luzerna, 06.09.2016, João Neves.
Sou fogo que arde
Sou fogo que arde,
no corpo do pecado,
pra nele saciar a minha sede,
pra depois provar do seu pazer
e viver eternamente dentro do seu coração.
Ninguém mais me vai deter
ainda sinto a sua boca quente
derramando-se em mim.
Sinto as suas mãos,
surpreenderem o meu desejo,
presinto ainda o seu corpo
abraçado ao meu.
vaticinando o delirio da sua paixão,
ser somente minha
e não significar em mim uma simples ilusão.
Luzerna, 12.09.2021, João Neves.
Lágrimas derramadas
Muitas lágrimas derramadas,
muitas recordações que doem,
e outras tantas que me dão vida.
Muitas feridas ainda sangram.
Quanta nostalgia ainda me espera.
Quantas flores levei aquele lugar
onde só a tristeza permanece.
Muitos anos passaram e eu
contínuo a derramar muitas lágrimas.
Perdoa-me 2
Perdoa-me se mergulhei tão fundo
nos meus sonhos
e nem se quer dei valor aos teus,
Perdoa-me se muitas vezes
deixei de te dizer tantos adjectivos superlativos,
quando tu era mais importante,
que qualquer um deles,
Perdoa-me pelas cartas que não te escrevi,
Perdoa-me pelos telefonemas que esqueci de te fazer,
dando prioridade a coisas tantas vezes banais.
Perdoa-me por nunca te poder compreender.
Luzerna, 08.09.2013, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!