Meu amor olha bem pra mim
Viste?
como os meus lábios tremem pra te beijar?
Não vez os meus braços?
como se abrem para te abraçar?
Necessito-te meu amor,
Hoje queria dizer-te tantas coisas,
Olha bem para mim,
até os meus olhos não param de chorar...
Luzerna, 23.09.2018, João Neves
Lágrimas derramadas
Muitas lágrimas derramadas,
muitas recordações que doem,
e outras tantas que me dão vida.
Muitas feridas ainda sangram.
Quanta nostalgia ainda me espera.
Quantas flores levei aquele lugar
onde só a tristeza permanece.
Muitos anos passaram e eu
contínuo a derramar muitas lágrimas.
De que serve escrever ou sonhar?
De que me serve escrever, inventar, sonhar sem pensar
no meu interior atormenta-me a maldade desta realidade,
As guerras continuam na actualidade,
e eu sozinho não consigo terminar com essa maldade...
Pobre velhinha
Chora agora abandonada,
com lágrimas de fome,
ela que por todos é desprezada,
há muitos dias que não come,
esta pobrezinha azarada,
no frio da rua ela dorme,
por deus seja louvada...
Luzerna, 13.09.2014, João Neves...
Sinto-me perdido
Sou um homem perdido,
sem luz no meu caminho
Todos me odeiam,
vivo a vida sem carinho.
Moro numa rua escura, abandonada,
numa estrada feita de calçada.
Não consigo nem por os pés no chão
dói-me a alma doí-me o coração.
Seja de inverno ou de verão ,
mesmo que haja calor ou esteja frio,
dentro de mim sinto um enorme vazio.
Luzerna, 06.09.2016, João Neves.
Jamais deixarei de te amar
Nem a noite mais escura
pode escurecer o meu coração.
Nem a maior das tormentas
pode destruir este amor que eu sinto por ti.
Muito menos as gigantescas ondas do mar,
iram fazer esta fogosa paixão naufragar.
Te amo meu amor, jamais te deixarei de amar...
Tu és o vento e eu a chuva
Hoje não quero explicações,
nem outras coisas mais.
Eu já sei toda a verdade,
tu és o vento e eu sou a chuva,
tu és o céu e eu sou o mar,
disfarçamos estar juntos,
sem realmente nos podermos amar...
Luzerna, 14.09.2021, João Neves.
Aos que sentem melhores que ninguém...
Ser feliz não e ter casa, e dinheiro
Ou um luxuoso carro na porta,
Podem pensar que tem tudo,
mas no fundo não tem nada.
Não sabem nem sorrir,
não passam de pessoas mortas por dentro.
Sempre brilha a tristeza no seu olhar,
não sabem viver, muito menos sentir,
não conseguem nem imaginar,
o que é ser feliz.
Um dia vi como a lua beijava o mar,
Olhei pra ela, ali estava,
sentada numa cadeirinha de rodas,
Onde rodava a sua felicidade,
Olhei-a nos seus lindos olhos,
Apenas tinha seus dez anos de idade,
Olhou para mim, me sorriu,
Senti um arrepio, porque é que num dia tão quente?
Tinha que sentir o maior calafrio
Tive nesse dia a minha maior derrota,
Que ao ver-la sorrir, senti-me um enorme idiota...
Luzerna, 14.09.2018, João Neves,
Eu sem ti
Eu sem ti,
sou como um barco á deriva em alto mar,
sou um campo despovoado e triste
onde não existe uma só planta ou flor.
Sou a onda que vai e vem sem destino,
que transporta a tristeza e a dor
Sem ti, sou um nada, sem ninguém
Sou as lágrimas mais tristes
choradas por alguém...
Luzerna, 13.06.2020, João Neves...
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!