À noite, eu escondo-me como o sol, tentando ocultar as artérias, da minha solidão, do meu desespero, procurando afugentar as mágoas, que caminham, em cada um dos meus passos, À noite as dores, as saudades, os antigos abraços, as lembranças que vagueiam, nas almas perdidas dos meus abandonos. À noite, aguardo as estrelas como quem espera, ter companhia em cada uma delas, e ter a última chance de ser feliz. Os pássaros se escondem à tarde voltando aos seus recantos, aos seus abrigos. sem entoar mais os seus cantos À noite, eu não tenho para onde voltar senão para dentro de mim, tentando me identificar e eu mesmo me encontrar...
Sou a lágrima que une o carinho ao amor, a tristeza á solidão, e quando amo! entrego o meu coração...
Não sou um poeta,
sou um sofredor,
que a vida ensinou a escrever,
palavras amargas, cheias de dor,
e se dizem que escrever, é só pós tristes,
ninguém me deve censurar,
hoje é um dia que eu escrevo,
com uma vontade enorme de chorar...
A mulher pode encantar, com o coração cheio de bondade, ela é uma amiga querida, cheia de beldade, a beldade que se fala, é externa e interior, sempre cheia de sinceridade, quando deseja, lhe transborda o amor, e ama como só ela sabe amar, apaixonada não consegue calar essa força, que lhe causa furor, e com letras de paixão escreve a palavra "amor".
Luzerna, 08.05.2021, João Neves.
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Porque choras?
Porque choras? Se tens um sorriso tão bonito! Porque sofres de solidão? Se o teu sorriso é mais lindo que o sol de verão.
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Hoje falei com o mar,
Hoje falei com o mar, contei-lhe de ti e de mim, ofertei-lhe uma flor, falei-lhe do nosso amor, perguntei-lhe se algum dia me amaste, ou se já me deixas-te de amar. Ele disse-me, com tristeza no olhar, tantas foram as vezes que a vi sorrir, também a vi chorar, numa triste noite sem luar, aqui mesmo, neste lugar.
Luzern, 17.03.2016, João Neves
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O verso que o meu lápis não quer escrever
Passei tantos anos a criar um verso, que o meu triste lápis não quer escrever, No entanto, ele está cá dentro de mim, inquieto e bem vivo, dentro do meu ser, ele segue cá bem escondido, não quer sair, por aqui vai permanecer. Mas esta poesia, deste simples momento, essa sim, vocês estão a ler...
Luzerna, 01.03.2019, João Neves.
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A solidão é meu único troféu
O vento soprou forte me tombou A onda veio e me levou, dei à costa num ilhéu e agora sou uma ilusão, a solidão é meu único troféu
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Quem se lembra ainda? Do bailar pegado?
Quem se lembra ainda? Do bailar pegado? Com rostos bem colados? num compasso suave e cadenciado, nos bailinhos de garagens em clubes ou no salão, onde tocava um single ou um LP, sei lá, podia ser também uma cassete ou um acordéon, Só sei que aumentava o pulsar do coração, Muita gente ainda hoje não conhece esses preliminares, que nos levava à lua ou pra lá dos sete mares. Com os olhos se procurávamos a menina certa, ou a musa encantadora do sonho mais colorido, Com a garota ideal o convite foi aceite, começamos a bailar aquela música sentimental, já com os rostos pegado a música terminava, onde tudo ficava por dizer, talvez a vergonha inundava o nosso ser ou mesmo por inibição ou o tempo passava rápido de mais. O coração arfante retirava palavras, da nossa boca faminta e devorante, Só o prazer de dançar de novo, fazia estremecer o corpo todo, Tudo isto é inexplicável, e quando a música se prolongava passávamos as nuvens e rapidinhos chegávamos ao céu, Com o corpo dela encostadinho ao nosso, se colava mais o rosto no rosto e sussurrava se ao ouvido, tantas vezes coisas sem sentido. E eu aqui estou todo saudoso, revivendo coisas desse tempo maravilhoso, que ainda vive na minha memória, Entre beijos roubados e corpos colados, Acaba aqui a minha apaixonante história... Luzerna, 18.03.2021, João Neves.
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A quem me criticou
Eu sou boémio, vivo uma vida airada, sei que tenho pouco, tenho uma mão cheia de nada, sou dono de uma existência bem vivida, posso ser pobre, mas com um espirito dourado, a vocês que me tem criticado, cuidem bem da vossa vida, e deixem a minha de lado...
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Que bonitas são as rosas
Que bonitas são as rosas, quando estão no teu rosal. fazem os teus olhos. ter um olhar fenomenal. Quando fecho os meus olhos, só posso lágrimas derramar, por não te poder mais amar. Queima-se por dentro a minha alma, amor dos meus amores, paixão das minhas paixões, lembrar-me de ti é uma aflição, tu que fostes tudo em mim, e estás tatuada no mais profundo do meu coração...
Luzern, 17.11.2017, João Neves.
863
Estar só é morrer lentamente
"Estar só é morrer lentamente"
Estar só é como conjugar, o verbo amar na solidão, é querer e não ter, é dar e não receber, é pedir ao relógio pra marcar, as horas rapidamente, pra que a nossa vida, não pare no tempo, estar só, é morrer lentamente...
Luzerna, 26.02.2019, João Neves.
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Sol não sei viver sem ti
O sol em luzerna é mais brilhante. ele por vezes se esconde e fica distante. quando ele nos visita e com nós fica, as flores florescem intensamente. Quando ele brilha, até o meu sorriso tem mais brilho, Sol se tu não estás aqui, fico triste e não sei viver sem ti...
Lindo poema... bravo... quero aproveitar esse momento para pedir ajuda , pois no meu portal não esta aparecendo a palavra (CRIAR) não sei o que esta acontecendo, se o sr. poder entrar em contato com sr Luis, porque não estou nem por email onseguindo. falar com ele. obrigado. ademir o popeta.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!
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Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!