A primavera do teu amor
A Primavera do teu amor,
tem mais cores que a aguarela,
que um dia pintei a tua tela,
Todas elas, foram cores que vi,
naquele tão bonito jardim,
onde nós nos ama-mos eternamente,
dias, tardes e noites sem fim.
Luzerna, 28.05.2021, Joao Neves,
A amizade é
A amizade é a página,
mais bonita do livro da nossa vida,
onde tudo pode acontecer,
mas os bons amigos
agente nunca irá esquecer!
É aqui neste lugar que recarrego energias
pra continuar a lutar e viver
e isso ajuda-me ainda muito mais a ser feliz.
Aqui no face encontrei pessoas
extraordinárias que me abastecem de energia,
com palavras de carinho, conforto, esperança e alegria,
e me dão imenso desejo pra viver dia após dia,
e uma delas ÉS TU!!! Obrigado pela tua amizade.
Luzerna, 03.05.2022, João Neves
Bailo ao som do vento
Bailo ao som do vento,
lindas canções de embalar.
Por mais que tento,
não sais do meu pensar.
Escrevo poemas ao relento,
não paro de gritar,
Canto canções com sentimento,
penso os teus lábios beijar,
esse teu corpo de tormento,
desejo e por sempre quero desejar,
Nesse teu lindo corpo sedento, quero naufragar.
Luzern,17.05.2019, João Neves...
Bailo al son del viento,
hermosas canciones de embalar.
Por mucho que lo intento,
no te me sales de mi pensamiento.
Escribo poemas al aire libre,
y no puedo dejar de gritar.
Canto canciones con sentimiento,
pienso en tus labios besar.
Ese tu cuerpo de tormento,
yo quiero por siempre caríciar,
Y en tus ojos color del mar
quiero eternamente navegar.
Lucerna, 17.05.2019, João Neves...
Mila
Ao fundo da gaveta fui buscar,
um simples pedaço de papel para recordar,
Mila, tu para mim eras um mundo,
meu amor por ti era profundo.
Os anos nunca deixaram de passar
e eu aqui, será que eu deixei de te amar?
Ainda recordo aquele beijo infantil,
naquele longínquo mas amoroso mês de abril,
tu tremeste eu tremi, ao sentir,
esse teu corpo pegadinho ao meu.
foi aí que senti que eramos um só, tu e eu
Meus olhos ao te ver, não paravam de cintilar,
eles brilhavam e transbordavam só ao pensar,
que no dia seguinte, teria que te dizer adeus.
Já em casa, entre lágrimas roguei por ti a Deus.
Chegou a hora da minha partida
não quis chorar na tua frente meu amor,
tenho-te no coração e no pensamento.
Tantos foram os dias e as noites que te chorei amargamente.
E os meses passavam lentamente,
mas com aquele Outono a chegar,
e as folhas a cair em todo o lugar,
Dezembro se estava a aproximar,
era o mês mais quente da minha vida,
aí estava eu, ansioso pra te ver e abraçar,
entre caricias os teus lábios beijar
e dizer-te meu amor te amo, nunca deixarei de te amar.
Luzerna, 18.05.2022 João Neves.
Poeta não posso ser
Adoraria ser poeta,
mas poeta não posso ser,
Poeta pensa em tudo,
e eu só penso em beber...
Pedi ao vento Fim a guerra
Agora ainda é inverno
e no mundo só uma triste palavra,
"Guerra" inunda a nossa alma de tristeza e dor
Eu pedi ao som do vento pra a levar
pra bem longe de nós.
Tu vento!
Que levas folhas e poeira,
leva as lágrimas que este mundo contém,
de quem sofre mais que ninguém.
Tu vento!
Meu melhor amigo,
peço-te que me abrigues também,
e ao Sol que nasce dia após dia cá na terra,
rogue-lhe que nos livre desta maldita guerra.
Luzern, 13-03-2022, João Neves
Ó solidão tu és!!!!!
Solidão és terna como uma papoila,
que vive no meio dos trigais.
Solidão és bonita como uma pomba,
que voa sozinha pelo meio dum pinhal.
Solidão és livre como uma gaivota,
sobre a imensidão do mar.
Solidão sei que não sabes de ódio,
só sabes de receber e dar.
Solidão quero-te assim distinta,
cristalina e natural,
como a água que rega o melancial.
Solidão desejo-te muito mais ainda,
quando estás nas cordas de uma guitarra,
ou nos braços de um violão,
e tocas as melodias que alegram o meu coração...
Luzerna, 09.02.2021, João Neves.
Saudades de outrora
Recordo com muita saudade,
amigos da minha mocidade,
naquele já longínquo tempo,
jogávamos a bola no Moinho de vento.
Meus tempos de rapaz,
que saudades tenho de outrora,
dos frutos guardados no cabaz,
coisa que não se vê agora.
Tanta rapaziada brincava e gritava na rua,
hoje uma aldeia sem gritos, parece nua,
Nestes simples manuscritos,
não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos"
Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo,
vivíamos a vida intensamente,
havia mutuo respeito,
pois todos tínhamos a ele esse direito.
Hoje todos perdidos na memória de um celular,
passando uns pelos outros sem um bom dia desejar.
Pego, 03-10-2020, João Neves.
Bailei no vazio
Me ensinaste a bailar no vazio,
sobre a terra e sobre o mar,
ensinei-te a desejar intensamente,
neste amor sabor ao vento.
Vejo no brilho das estrelas,
um alento, um olhar,
olho no horizonte ali está o mar,
onde o amor me levou a naufragar.
Fui um tal beija-flor?
que voou naquele jardim,
pousou na mais bonita flor
e lhe chamou de seu amor.
Quando tudo for espinhos,
atirem vocês a primeira flor,
sejam os primeiros a mostrar os caminhos,
caminho mais lindos, os caminhos do amor.
Luzern, 13-01-2020, João Neves
Cabana junto à praia
A primavera estava a chegar,
saí como sempre,
nuvens desapareceram, o sol iniciava a raiar,
o caminho era longo, entre casas e prédios,
já longe da cidade, continuava o caminho pra felicidade.
Já longe do passar dos carros, eléctricos e autocarros,
entrei num caminho de terra batida,
caminhei a passo largo naquela pequena descida.
Entre arvoredes passava o rio de águas calmas,
como a pureza da mais pura alma,
andei ao longo do rio, subi a colina,
ao longe se avistava o mar.
Era ali que estava a cabana juntinho à praia,
nela entrei, o pó tirei, roupas mudei,
passei loiças por água, peguei na poltrona,
coloquei-a no hall de entrada, sentei-me e esperei.
A tarde estava já alta,
as gaivotas iniciavam a entoar as mais lindas melodias de amor.
A noite se esperava quente,
puxei por um cigarro acendi,
ao longe vi uma mulher com seu vestido vermelho,
como as rosas que comprei,
onde espalhei inúmeras pétalas pelo chão,
onde ela e eu nos deitamos,
entre as caricias mais apaixonadas,
beijamo-nos, fizemos amor até de madrugada,
onde nossos corpos enrolados,
entre gemidos e suores de prazer,
a paixão entrou em erupção,
desejei e fui desejado,
esse foi nosso maior pecado,
ela era mulher comprometida,
e eu também era um homem casado...
Luzern, 15-01-2015, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!