Descansa em paz meu pai
Paizinho como irei chorar?
Se você somente me ensinou a sorrir!
Como vou a sofrer?
Se você simplesmente me ensinaste a amar!
Como irei morrer?
Se você meu pai me ensinou simplesmente a viver!
Mas hoje o perdi! Chorarei,
sofrerei e até posso perecer!
Porque a única coisa que você nunca me ensinou,
foi a viver sem você meu querido pai,
e isso viver sem você
e sem o seu amor "é morrer"
Cabana junto à praia
A primavera estava a chegar,
saí como sempre,
nuvens desapareceram, o sol iniciava a raiar,
o caminho era longo, entre casas e prédios,
já longe da cidade, continuava o caminho pra felicidade.
Já longe do passar dos carros, eléctricos e autocarros,
entrei num caminho de terra batida,
caminhei a passo largo naquela pequena descida.
Entre arvoredes passava o rio de águas calmas,
como a pureza da mais pura alma,
andei ao longo do rio, subi a colina,
ao longe se avistava o mar.
Era ali que estava a cabana juntinho à praia,
nela entrei, o pó tirei, roupas mudei,
passei loiças por água, peguei na poltrona,
coloquei-a no hall de entrada, sentei-me e esperei.
A tarde estava já alta,
as gaivotas iniciavam a entoar as mais lindas melodias de amor.
A noite se esperava quente,
puxei por um cigarro acendi,
ao longe vi uma mulher com seu vestido vermelho,
como as rosas que comprei,
onde espalhei inúmeras pétalas pelo chão,
onde ela e eu nos deitamos,
entre as caricias mais apaixonadas,
beijamo-nos, fizemos amor até de madrugada,
onde nossos corpos enrolados,
entre gemidos e suores de prazer,
a paixão entrou em erupção,
desejei e fui desejado,
esse foi nosso maior pecado,
ela era mulher comprometida,
e eu também era um homem casado...
Luzern, 15-01-2015, João Neves.
Carta de amor
O vento frio desta noite de inverno
faz-me lembrar de ti, princesa,
do teu amor e de toda sua grandeza
tua lembrança provoca-me uma saudade louca
então procuro ficar aqui tranquilo no meu cantinho
pra não pensar na tua ausência,
na esperança de que num logo estaremos juntos
a saudade faz o coração bater acelerado
quando se aproxima o momento de nos amarmos
Os ponteiros do relógio ficam lentos
e espero ansioso o momento de estar contigo
nem imaginas o quanto te quero e te desejo
Tu sabes que sou aquele que te que te ama
e que sofre com a tua falta.
Esta é a vida de quem está apaixonado
na ansia de podermos ficar juntos
é a prova de que somos almas gemeas
à procura um do outro,
na busca do prazer e da alegria de viver.
Luzerna, 28.10.2021, João Neves
Pedi pro vento, trazer-me o mar
E sem outro carinho,
que não seja o silêncio e a noite,
embalo-me no teu amor, aqui sozinho.
No frio do inverno ou no calor do verão
o amor embala a nossa paixão.
Será que ele sente falta da chuva ou do vento?
pois sempre o espero a cada momento.
Ai vento, trás-me as ondas do mar,
pra nelas me poder embalar.
Leva-me contigo quero nos teus braços navegar
onde tuas ondas são meu abrigo,
vem a mim, vem-me abraçar meu amigo.
Aqui estou atordoado pelas saudades crescentes.
Meu corpo todo se ouriça na tua espera
e procuro-te na quimera dos meus pensamentos.
Posso ser louco, vadio ou despravado
por de ti continuar perdidamente apaixonado!
Luzerna, 26.09.2021, João Neves
Saudades de outrora
Recordo com muita saudade,
amigos da minha mocidade,
naquele já longínquo tempo,
jogávamos a bola no Moinho de vento.
Meus tempos de rapaz,
que saudades tenho de outrora,
dos frutos guardados no cabaz,
coisa que não se vê agora.
Tanta rapaziada brincava e gritava na rua,
hoje uma aldeia sem gritos, parece nua,
Nestes simples manuscritos,
não posso esquecer, a "Senhora dos Aflitos"
Mesmo sem relógios, não se perdíamos no tempo,
vivíamos a vida intensamente,
havia mutuo respeito,
pois todos tínhamos a ele esse direito.
Hoje todos perdidos na memória de um celular,
passando uns pelos outros sem um bom dia desejar.
Pego, 03-10-2020, João Neves.
Te escribí lágrimando, em língua espanhola
Hoy para aliviar mi anhelo,
agradeciendo, al amor que siento por ti,
Pasé toda la noche llorando,
y sentí que aun lejos te estoy amando,
Mientras lees mi verso,
sentirás que no he dejado de llorar,
Guarda estos versos que te escribí
inundados por mis lágrimas,
y sentirás que cada día te amo más y más,
Si alguna vez me extrañares un poco,
besa estos versos sencillos
que te escribí lágrimando.
Luzerna, 23.02.2022, João Neves.
Bombas pareciam centenas de pirilampos a cintilar.
Ontem vi as estrelas,
serem eluminadas com o rebentar das explosões
de bombas saídas de tanques e aviões criminais,
A noite de luar deixou de brilhar,
detonações brilhavam sem cessar,
pareciam centenas de pirilampos a cintilar.
Prédios pareciam fogueiras acesas,
onde morrem inocentes sem defesa
e nós de mãos atadas, sem podermos fazer nada,
ficamos somente a observar com tristesa, numa noite gelada.
Luzerna, 06.03.2022, João Neves
Tempestade de beijos
Uma tempestade de beijos,
quero dar nessa tua linda boca,
te darei tantos, tantos,
que te deixarei louca.
Imensas são as flores,
que tens ao teu redor,
partilham contigo felicidade,
e dão-te, perfume e muito amor.
Que tenhas um bendito dia,
repleto de felicidade e alegria,
e que o teu coração bondoso,
esteja sempre na minha companhia...
Luzern, 11.07.2020 Joao Neves
Ó solidão tu és!!!!!
Solidão és terna como uma papoila,
que vive no meio dos trigais.
Solidão és bonita como uma pomba,
que voa sozinha pelo meio dum pinhal.
Solidão és livre como uma gaivota,
sobre a imensidão do mar.
Solidão sei que não sabes de ódio,
só sabes de receber e dar.
Solidão quero-te assim distinta,
cristalina e natural,
como a água que rega o melancial.
Solidão desejo-te muito mais ainda,
quando estás nas cordas de uma guitarra,
ou nos braços de um violão,
e tocas as melodias que alegram o meu coração...
Luzerna, 09.02.2021, João Neves.
Abraça-me por favor
Tu que partiste em busca de paz
estás longe dos teus filhos e amigos,
mesmo com o nó na garganta, chorar não és capaz
Deixaste tua terra, tua casa, teu lugar,
Hoje com a tristeza a invadir-te a alma,
e com a noite a chegar, inicias a pensar.
e madrugada dentro não cessas de chorar.
Querida como teu amigo meu coração,
terá sempre um cantinho pra te albergar,
pra isso e pra muito mais, atraca a tua vida no meu caís
nunca quis nem quero que andes à deriva nas ondas da amargura,
não te quero ver abalroar nesse denso mar.
Porque estás sempre de costas voltadas pra mim,
volta-te minha querida amiga, encosta teu peito ao meu
vem ser minha que eu serei teu,
abraça-me por favor, rossa teus lábios nos meus,
e eu te beijarei fogosamente meu amor...
Luzerna, 09.03.2022, João Neves.
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!