Mando este fado
Hoje mando-te este fado
nas asas de um gavião,
pra ser cantado,
com amor e paixão...
Mando este fado,
pelas ondas do mar,
velejando até encontrar,
um alguém pró cantar...
Mandarei este fado,
nas asinhas de um beija-flor,
voará sobre mil jardins,
e o entregará a um grande amor...
Mando este fado,
pela sede da tua boca,
que irá saciar,
essa secura louca...
Mandarei este lindo fado,
pelas cordas de uma guitarra,
e no tremer da tua voz,
o cantarás com amor pra todos nós...
Luzern 27.05.2019, Joao Neves...
Viver, é...
É inventar uma quadra por dia...
É enalar pura energia
É sentir a cada instante alegria
É compor a mais linda poesia
É escrever poemas de amor
É devolver lindos sorrisos com sabor
É amar e ser amado
É desejar e ser desejado
É saber disfrutar a felicidade
É ultrapassar qualquer dificuldade
É acreditar no Bem
É jamais pensar no mal...
Palavras vazias
Sinto-me cansado de tanta coisa!
de palavras vazias,
sentimentos falsos,
sorrisos forçados e abraços gelados,
A lua, também ela cansada,
adormeceu por instantes,
no leito deste mar imenso,
onde se escuta,
o som das pequenas ondas,
e da lua a beijar o vento,
a noite estava alta,
com o frio a falar-me da solidão...
Alvor, 08-10-2018, João Neves
Transformo palavras em favos de mel
Quando eu pego num pedaço de papel,
faço das palavras favos de mel,
e sem me aperceber escrevo muitas coisas,
Até coisas que não queria escrever.
Até o luar sabe
Sabes do sol que brilha lá no céu?
Sabes dos ventos?
cá na terra, ventos sem fim,
todos sabem!
Até o luar já sabe que eu gosto de ti.
Só falta saber se tu gostas de mim?
Este amor que tem sabor a mar,
sabe-me a terra, sabe a luar,
sabe-me a ti também,
cá na terra ou no céu,
este amor é imenso,
tu serás minha e eu serei teu,
como Julieta foi pró Romeu...
Luzern, 27.04.2016, João Neves.
Esse olhar me mata
Eu quero morrer
Aponta-me essa faca
Não tenhas medo de o fazer
Que esse teu olhar ja me mata...
Estou doente de ti
Estou doente de ti,
da cura já não tenho esperança,
a sede de um amor louco, deixou-me mágoa,
onde tu és na minha secura a única água.
Ser pobre é,
Ser pobre é,
chegar à época Natalícia e não ter nada,
Ser pobre é, ter que embrulhar,
caixinhas de fósforos, com papel de presente,
pra pendurar na árvore de Natal,
e com os pauzinhos dos gelados que se come no verão,
construir o seu presépio...
Silêncio mortal
E tu, feito pássaro da morte,
pousaste no canto da minha escrita,
roubaste todos os meus silêncios,
provei do teu gosto e guardei,
todos os teus sabores,
misturei ao meu sabor o sal do teu suor.
Bailei nos versos que a tua boca preferiu cantar.
bebi todos os teus segredos,
enfrentei todos os meus medos,
arrepiei-me com todos os teus poros e fiz renascer,
todos os teus apaixonados desejos,
Profanei a tua alma e, em troca, desnudei-te a minha.
É inútil esse teu profundo silêncio,
nestes dias que cheiram a taciturnidade,
sinto o teu cheiro e ouço todos os teus passos,
passeando por esta vazia e fria cidade...
Luzern, 27.03.2020 João Neves
Quando eu amo alguém assim
Quando eu amo alguém assim,
o fogo da paixão, arde dentro de mim.
Quando eu amo alguém assim,
o sangue acelera dentro de mim.
Quando eu amo alguém assim,
é quando tenho mais vontade de viver,
e fazer-te crer, que este amor não tem fim.
Quando amo alguém assim,
sinto o amor florescer dentro de mim,
como as flores florescem,
dentro do mais belo jardim...
Luzern, 24.04.2016, João Neves,
Uma melancolia romântica que me interessou bastante, adorei seus poemas, continue publicando aqui, estarei acompanhando seus poemas, pois realmente me identifiquei. Parabéns!